Denise Carreiro
Denise Carreiro
Nutrição clínica, alimentação, doenças crônicas, discussão sobre problemas alimentares

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Quinta-feira, Setembro 04, 2014  

posted by denise carreiro | 6:47 PM

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Abaixo : Apresentação do Livro.

Desvendar os mistérios que regem o funcionamento do nosso organismo sempre esteve no cerne da ciência.
O organismo humano proporciona uma fonte infinita de questões desafiadoras para todos os gostos e paixões e nos inspira a trabalhar muito para entender como funciona a complexa teia de relações estabelecidas entre as nossas células e os trilhões de microorganismos que habitam nosso corpo, e que necessitam, assim como as nossas células, de cuidados que, via de regra, têm sido negligenciados em detrimento dos modernos conceitos aplicados ao controle das doenças.

Este livro quer apresentar a relação entre a nossa atual alimentação, a nutrição e as principais bactérias probióticas que compõe o microbioma humano que, embora não seja uma estrutura distinta na sua forma, como um coração ou um fígado, é um sistema que, assim como o sistema imunológico que possui células de defesa em todo o organismo, está presente em todo o corpo humano.
Os seres humanos hospedam um superorganismo composto por inúmeros grupos de bactérias que trabalham na saúde e na doença, em simbiose com as nossas células e com o meio ambiente. Para cada célula do corpo existem dez bactérias.
Conhecidos há vários séculos, estes microorganismos foram primeiramente reconhecidos como invasores, e deveriam ser evitados e eliminados. A partir deste conceito os alimentos passaram por processos que os eliminavam, a medicina direcionou seus esforços em pesquisas para criar drogas cada vez mais agressivas para eliminação das bactérias, mesmo que para isso as boas bactérias também sucumbissem. Uma batalha onde as vítimas eram muitas, mas a preservação da vida era mais importante. Sem dúvida alguma em um período onde as doenças infecciosas representavam a grande maioria das mortes, a adoção de drogas antibióticas representou um avanço considerável para preservação da espécie humana. Entretanto deixamos de dar a devida importância às funções e interações que este microbioma exerce para mantermos um estado de saúde adequado utilizando nossas defesas naturais que nos protejem das doenças.
Acho a denominação microbioma humano muito adequada, pois, de uma forma análoga, o nosso o planeta também sofreu profundas degradações devido a decisões erradas sobre assuntos que ainda não estavam completamente compreendidas pela ciência. A revolução industrial permitiu que houvesse uma devastação generalizada dos nossos recursos naturais que só hoje podemos avaliar seus efeitos. Em paralelo, nosso organismo também tem sofrido agressões que se manifestam em números epidêmicos de doenças crônicas não transmissíveis.
Assim como os problemas ambientais, estas doenças têm desafiado a ciência para que haja um resgate e um reconhecimento maior dos fundamentos que fazem nosso organismo se manter em harmonia com a saúde. Assim como a natureza, nosso organismo não sofreu modificações, o que mudou foi a forma como ele está sendo tratado e, a alimentação tem sido o principal vetor destas mudanças.

O microbioma humano, em especial a microbiota intestinal, é a principal interface do organismo com o meio ambiente e co-responsável pelas nossas defesas imunológicas. A negligência da sua importância e da sua relação com a alimentação nos trouxe a um cenário epidêmico onde as drogas convencionais já não conseguem conter as doenças crônicas, apenas as silenciam por um tempo.
O recente interesse da comunidade científica pelo melhor entendimento do microbioma humano revela uma busca por novos caminhos que sinceramente espero que, ao invés de destruir e suprimir, trabalhe pela preservação e estimulação da capacidade de defesa do organismo. Um entendimento que só será completo quando se der a devida importância à nutrição de todos estes sistemas e ao reconhecimento dos efeitos nocivos que a atual matriz alimentar está causando à nossa saúde física, mental e emocional.

Boa Leitura!

posted by denise carreiro | 6:45 PM

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Terça-feira, Janeiro 21, 2014  

Cursos para Fevereiro

Nome do Curso: Fundamentos, Aprimoramento e Reciclagem na Prática Clínica da Nutrição. - Terapia Nutricional na Cirurgia Bariátrica
Cidade: São Paulo - SP

Data de Início: 08/02/2014

Datas das Aulas: 08 de Fevereiro de 2014 - das 8 às 18h00.

Carga Horária: 10 horas

Sobre o Curso:
Oferecer aos nutricionistas, médicos e estudantes os fundamentos e raciocínios aplicados ao atendimento clínico nutricional.

Conteúdo Programático:
Terapia Nutricional na Cirurgia Bariátrica
Entendendo a importância do processo alimentar no funcionamento orgânico e sua interferência na prevenção e tratamento da obesidade.
A importância da detecção e mudança dos fatores que levaram ao desenvolvimento da obesidade mórbida, para que se conquistem resultados permanentes com a cirurgia bariátrica, mantendo um emagrecimento saudável.
Obesidade e alergias alimentares
Técnicas Cirúrgicas
Critérios para indicação da cirurgia
A orientação alimentar e a suplementação nutricional
no acompanhamento pré e pós cirúrgico.
Estudo de caso clínico

Docente:
Dra. Denise Madi Carreiro

Valor do Investimento: R$ 180,00 parcelado no cartão de crédito
Associado da VP Consultoria tem desconto especial!!!
Plano Ouro: 10% | Plano Prata: 5% | Plano Bronze: 2%

Endereço:
Universidade Cruzeiro do Sul
Rua: Galvão Bueno, 868
Liberdade
(próximo a estação de Metrô São Joaquim)

Representante VP:
Suelen Godoy
(11) 3582-5600
extensao@vponline.com.br


Fundamentos, Aprimoramento e Reciclagem na Prática Clínica da Nutrição. - Distúrbios de Comportamento | São Paulo - SP
Descrição
Nome do Curso: Fundamentos, Aprimoramento e Reciclagem na Prática Clínica da Nutrição. - Distúrbios de Comportamento
Cidade: São Paulo - SP

Data de Início: 09/02/2014

Datas das Aulas: 09 de Fevereiro de 2014 - das 8 às 18h00

Carga Horária: 10 horas


Conteúdo Programático:
Distúrbios de Comportamento
- Abordagem Nutricional:
Quais as possíveis relações entre: erros de comportamento alimentar, carências nutricionais, alergias alimentares e ambientais, processos inflamatórios, disbiose (principalmente associada a síndrome fúngica), distúrbios de destoxificação, ação de aditivos químicos e substâncias neurotóxicas (aspartame e glutamato) e hipoglicemia com o desencadeamento de sintomas como agitação física e mental, distúrbios de concentração, irritabilidade, alteração de humor, ansiedade, compulsividade, agressividade, autismo, síndrome de Asperger, depressão, distúrbio de aprendizagem entre outros.
- Terapia Nutricional:
- Adequação do comportamento alimentar.
- Suplementação Nutricional.
Estudo de caso clínico

Docente:
Dra. Denise Madi Carreiro

Valor do Investimento: R$ 180,00 parcelado no cartão de crédito
Associado da VP Consultoria tem desconto especial!!!
Plano Ouro: 10% | Plano Prata: 5% | Plano Bronze: 2%

Endereço:
Universidade Cruzeiro do Sul
Rua: Galvão Bueno, 868
Liberdade
(próximo a estação de Metrô São Joaquim)

Representante VP:
Suelen Godoy
(11) 3582-5600
extensao@vponline.com.br

posted by denise carreiro | 12:37 PM

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Quarta-feira, Setembro 11, 2013  


A nutricionista Denise Carreiro está lançando seu oitavo livro sobre nutrição e doenças crônicas não transmissíveis. Desta vez o assunto é glúten, esta proteína cada vez mais presente na nossa alimentação.
O livro “Glúten, toxicidade, reações e sintomas” relata as grandes mudanças que o trigo sofreu nos últimos 40 anos e explica de uma forma simples e objetiva as consequências destas mudanças para o nosso organismo. Apresenta as principais diferenças entre os diversos mecanismos imunológicos que podem ser ativados pelo consumo do glúten, especialmente a doença celíaca. E mostra como substituir este carboidrato por opções mais nutritivas, seguras e igualmente saborosas. O livro comenta as últimas pesquisas científicas que comprovam a toxicidade das modernas culturas de trigo e mostra várias iniciativas para o cultivo de variedades mais seguras deste cereal.
“Nunca se pesquisou tanto os efeitos que o glúten trás ao organismo. Este livro ajuda a explicar porque uma dieta da moda tem oferecido resultados tão significativos ao organismo”.
O livro apresenta os principais fatores pelos quais o glúten pode desencadear alterações funcionais, tanto por mecanismos imunológicos como não imunológicos. Essas alterações podem se manifestar como: distúrbios gastrintestinais, anemia, infertilidade, atraso puberal, fadiga crônica, problemas dermatológicos, distúrbios neuro-comportamentais, resistência a insulina, doença celíaca, e as demais doenças autoimunes como diabetes tipo I, artrite reumatóide, lúpus aritematoso sistêmico, tireoidite de Hashimoto, entre outras.

Outras obras da autora:
Alimentação e distúrbios de comportamento.
Cálcio, na forma , na medina e no lugar certo.
Mães Saudáveis têm Filhos Saudáveis.
Síndrome Fúngica, uma epidemia oculta.
Alimentação, problema e solução para doenças crônicas.
Entendendo a importância do processo alimentar.
Mitos e Realidades sobre obesidade e cirurgia bariátrica.


Ficha técnica:
Título: Glúten, toxicidade, reações e sintomas.
Autor: Denise Carreiro
Formato: 15,7 X 23 cm , 224 páginas.
ISBN: 978-85-905064-8-5
Editora: Denise Carreiro
Preço: R$55,00

posted by denise carreiro | 11:05 AM

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A nutricionista Mayra Madi Correa está lançando o volume 2 do seu livro “Receitas, toques e truques”. O novo livro contém novas receitas isentas de glúten, leite, açúcar e soja, segundo a autora, todas as receitas foram testadas para oferecer soluções simples de doces, salgados, sucos e pequenos lanches para pessoas intolerantes a estes alimentos e que precisam de receitas para o dia a dia. O novo livro também oferece um guia prático de ervas aromáticas para uso culinário com os principais benefícios das mesmas.
“Esta coleção nasceu da necessidade das pessoas encontrarem receitas nutritivas e saborosas para o dia a dia”
A Dra. Mayra Madi Correa é nutricionista pós graduada em Nutrição Clínica Funcional, com diversos cursos em dietética no Brasil e no exterior.
Ela também ministra cursos e workshop´s em culinária.

Ficha técnica:
Título: Receitas, toques e truques volume 2
Autora: Mayra Madi Correa
Formato 14X21cm, 84 páginas
ISBN: 978-85-910388-17
Editora: Paulo Carreiro
Preço: R$ 25,00, entrega em todo o Brasil, frete grátis.
Vendas: www.denisecarreiro.com.br

posted by denise carreiro | 11:04 AM

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Quarta-feira, Maio 22, 2013  

Cresce expectativa de vida, mas vivemos mais tempo doentes

22/05/2013



Apesar do aumento da expectativa de vida da população brasileira, um estudo desenvolvido pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP aponta que os idosos estão vivendo com menor qualidade de vida, já que convivem mais tempo com doenças crônicas típicas da faixa de idade. De acordo com a pesquisa, exames e tratamentos preventivos ajudam a evitar esse processo.

Segundo o médico geriatra Alessandro Campolina, parte desse aumento de tempo de enfermidade se deve à falta de políticas de prevenção eficientes e voltadas para a população mais velha. Ele é o autor da pesquisa que buscou avaliar a ocorrência de um processo chamado de compressão da morbidade. Esse conceito, surgido na década de 1980, lançava a hipótese de que, com o envelhecimento das populações, os anos ganhos pelas pessoas com a melhoria dos serviços de atendimento seriam anos vividos em bom estado de saúde.

O estudo
Segundo o estudo-base da pesquisa, até a década de 1970 e 1980, se tinha a ideia central de que o aumento de expectativa de vida da população seria uma espécie de fracasso em termos de saúde. “Os estudiosos pensavam que, embora conseguissem fazer as pessoas viverem mais tempo, elas viviam em uma situação de saúde pior”, explica Campolina.

A partir da década de 1980, as pesquisas passaram a contrariar as hipóteses anteriores, afirmando que a população vivia mais e em um quadro de saúde bom. A nova teoria também levantava o ponto de que a população humana apresenta um limite máximo, ainda não estabelecido com precisão, de tempo de vida. À medida que a melhoria das condições de vida vai se estabelecendo, a população tende a se aproximar cada vez mais desse limite.

Da mesma forma que a expectativa de vida ia sendo trazida para o limite máximo de vida da pessoa, o limiar de aparecimento de doenças crônicas, comuns na população idosa, também vai sendo empurrado.

“Num primeiro momento, o tempo limite máximo de aparecimento das doenças crônicas não mudaria com o aumento da expectativa de vida. Posteriormente, observou-se que o início de aparecimento das doenças também é postergado, mantendo, e talvez diminuindo, o tempo de vida da pessoa portando a doença”. A diminuição desse intervalo entre o aparecimento das doenças e a morte, a ciência dá o nome de compressão da morbidade.

Análises em domicílio
O projeto teve como objeto de avaliação participantes do Projeto Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento (SABE), desenvolvido pela FSP, que acompanha idosos da cidade de São Paulo desde o ano 2000 em diversos aspectos, tais como saúde e qualidade de vida. “No estudo, nos atentamos para aspectos sociodemográficos, condições de saúde, capacidades e desempenho de atividades de vida diária pela população idosa”, ressalta Campolina.

A coleta dos dados era realizada por uma equipe especializada, que colhia as informações nos domicílios e traziam os dados para análise. “O interessante, do ponto de vista temporal, era comparar a população de 2000 e de 2010 para saber se houve compressão da morbidade, e os estudos mais recentes estão nos dando uma resposta negativa para essa pergunta”, completa o pesquisador.

Prevenção e resultados
O estudo buscou levantar a importância das medidas de prevenção das doenças crônicas na contribuição para a chamada compressão da morbidade. A conclusão é de que algumas das principais doenças crônicas que acometem a população idosa, entre elas a hipertensão arterial sistêmica, doença articular, doença cardíaca, diabetes mellitus tipo 2, doença mental, doença pulmonar crônica e doença cerebrovascular, uma vez prevenidas, contribuem de maneira significativa para a melhoria da qualidade de vida e para a longevidade dos idosos.

Campolina ressalta que esses métodos preventivos não são frequentemente incentivados na população mais velha, e que isso é uma visão equivocada. “A medicina ainda acredita que prevenção é sinônimo de pacientes jovens. Mas a prevenção de doenças é uma estrategia afirmativa, mesmo nos idosos, para prolongar o tempo de vida e ganhar qualidade de vida, e o estudo comprovou isso”, afirma.

fonte: Agência USP/Fernando Pivetti

posted by denise carreiro | 7:25 PM

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Terça-feira, Fevereiro 19, 2013  

Uso de droga para hiperatividade cresce 75% entre crianças
A prescrição do metilfenidato cai durante as férias e é significativamente maior no segundo semestre
O consumo do medicamento para tratamento de hiperatividade, o metilfenidato, entre crianças de 6 a 16 anos aumentou no país 75% de 2009 a 2011, revela pesquisa inédita da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O levantamento, feito com base na análise dos dados do Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), mostra ainda que, entre população de 16 a 59 anos, o crescimento do consumo do remédio foi menor, mas também expressivo: 27,4%.

O estudo indica haver uma estreita relação entre o padrão de uso do metilfenidato e as atividades escolares. A prescrição cai durante as férias e é significativamente maior no segundo semestre. Em 2011, por exemplo, o consumo médio brasileiro no primeiro semestre foi de 19,7 caixas para cada mil crianças. Entre agosto e dezembro, a média subiu para 26,6 caixas por mil.

"Os resultados do levantamento trazem uma série de perguntas: profissionais estão prescrevendo o remédio de forma adequada? O aumento do consumo da droga nesses níveis já era esperado?", avalia o presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

A presidente da Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (Abenepi) no Distrito Federal, Denize Bomfim, afirma não haver uma resposta única para as perguntas. "O aumento da prescrição era, sim, esperado: o diagnóstico da doença melhorou. Hoje, tanto pais quanto professores têm uma noção melhor sobre o que é o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH)."

A neuropediatra, porém, diz que não é possível saber se o crescimento é apenas fruto da melhora de diagnóstico. "A droga vem sendo usada de forma inadequada por jovens em busca de melhor rendimento. Mas não há como afirmar se tal fenômeno influenciou os índices de prescrição."

O fato de se falar mais sobre a doença também faz aumentar a pressão, seja dos professores ou dos próprios pais, para prescrição do remédio ao menor sinal de dificuldade de aprendizado. Por isso, a substância é conhecida como "droga da obediência".

A coordenadora do SNGPC, Márcia Gonçalves, afirma que esse tipo de comportamento também deve ser analisado. "Nosso trabalho pode ser usado como referência para as discussões."

Para evitar que a prescrição seja feita de forma inadequada, Denize diz que a criança tem de ser avaliada por uma equipe multidisciplinar. "E antes de pensar em TDAH é preciso verificar outros fatores, como dificuldades na relação com o professor ou com a classe ou questões familiares."

Sobre o fato de o consumo do remédio variar de acordo com o período letivo, Denize afirma que a recomendação é para que a droga não seja dada durante os fins de semana e, em alguns casos, durante as férias.

Vendas

O metilfenidato é vendido no Brasil com três nomes comerciais diferentes. Em 2009 foram prescritas 557.588 caixas do remédio. Em 2011, o número saltou para 1.212.855.
O aumento do consumo do remédio foi identificado em todas as regiões do país. Oito Estados registraram queda na prescrição do remédio ao longo dos últimos três anos: Acre, Pará, Tocantins, Alagoas, Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro.
Já o Distrito Federal é a unidade federativa que registrou maior consumo do produto em 2011: foram 114,59 caixas a cada mil habitantes. Em 2009, a média era de 59,42. Denize diz não saber as razões dessa estatística.

"O dado é surpreendente e merece uma investigação mais detalhada. Qualquer avaliação agora poderia levar a um erro", avalia. Márcia acredita também que os dados de consumo nos Estados podem ajudar a identificar distorções ou abusos.

O fato de o DF apresentar um grande número de jovens e adultos que buscam uma carreira pública, por meio de concursos, os chamados "concurseiros", merece ser avaliado. "Mas a pesquisa, sozinha, não pode ter seus resultados extrapolados. Ela mostra um sintoma. As causas têm agora de ser investigadas", afirma Denize.

Barbano considera que a pesquisa apresenta um dado positivo: o fato de a prescrição do medicamento ter sido feita, sobretudo, por médicos de especialidades relacionadas com a assistência à criança e ao adolescente que tratam de problemas no sistema nervoso central.

O trabalho demonstrou, porém, que alguns profissionais prescreveram uma quantidade do medicamento bem acima da média dos colegas. Márcia afirmou que os dados da pesquisa foram repassados para vigilâncias estaduais. "Se houver indícios de abuso, os fatos também serão encaminhados para os conselhos regionais de medicina." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

posted by denise carreiro | 5:29 PM

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Quarta-feira, Janeiro 16, 2013  

Calendário de Cursos para 2013

Cursos de Extensão em Nutrição Clínica.
Capacitação em Aplicação da Nutrição na prática Clínica e Esportiva

Local : Poços de Caldas - MG
Datas: Módulo I - 20 e 21 / Abril / 2013
Módulo II - 25 e 26 / Maio / 2013
Módulo III- 08 e 09 / Junho / 2013


Objetivo do curso: Capacitar /aperfeiçoar o profissional nutricionista no atendimento clínico, fornecendo recursos para que este identifique os de-sequilíbrios nutricionais, os relacione com o estado de saúde física, mental e emocional do paciente e, através de uma terapia nutricional individuali-zada, restabelecer sua plena condição de saúde.
Publico Alvo: Nutricionistas que se interessem em ingressar ou se aperfei-çoar na área de nutrição clínica.
Módulo I
Análise de Sinais e Sintomas de desequilíbrios nutricionais.
Serão avaliados causas de sinais e sintomas de: Disbiose, Distúrbios de Destoxificação, Carências de Vitaminas, Minerais, e Ômega3, Alergias e Intolerâncias alimentares, Hipoglicemia, Síndrome Fúngica, entre outros. Por que a Observação Clínica é soberana.

Módulo II
Alergia Alimentar e Processos Inflamatórios
Síndrome Metabólica / Síndrome Fúngica / Distúrbios de Comportamento / Doenças Auto imunes / Distúrbios Digestivos / Infecções Crônicas / Pro-blemas Dermatológicos
Gestação e Introdução de Alimentos como prevenção de processos alérgi-cos.

Módulo III
Orientação Nutricional, adequação de comportamento alimentar
Princípios Básicos da Suplementação Nutricional / Vitaminas e Minerais / Probióticos / Ácidos Graxos Essenciais, outros.
Horários: Sábado: 08h às 18h, Domingo: 08h às 13h

Informações : ENAF www.portalenaf.com.br
Telefone ( 035) 3222- 2344




Curso de Extensão em Nutrição Clínica Funcional

Fundamentos, Aprimoramento e Reciclagem na Prática Clínica da Nutri-ção.

Local: São Paulo - SP

7- Módulos independentes

Data de Início: 16/03/2013

Datas das Aulas:
16/03/2013 - Diagnóstico Nutricional através da análise de sinais e sinto-mas;
06/04/2013 - Disbiose e Destoxificação;
18/05/2013 - Estresse Adrenal e Estresse Oxidativo;
15/06/2013 - Imunologia e Alergia;
06 e 07/07/2013 - Curso: Suplementação Nutricional na Prática Clínica I;
03 e 04/08/2013 - Curso: Suplementação Nutricional na Prática Clínica II;
21 e 22/09/2013 - Curso: Suplementação Nutricional na Prática Clínica III; 30/11/2013 - Terapia Nutricional na Cirurgia Bariátrica;
01/12/2013 - Distúrbios de Comportamento.

Os módulos serão mensais e terão carga horária de 10 horas, realizados somente aos sábados, das 8:00 às 18:00hs.
O módulo de Suplementação Nutricional na Prática Clínica terá uma carga horária de 60 horas e será realizado em três fins de semana, também mensais, aos sábados e domingos das 8:00 às 18:00hs.

Carga Horária: 120 horas

Sobre o Curso:
Oferecer aos nutricionistas, médicos e estudantes os fundamentos e ra-ciocínios aplicados ao atendimento clínico nutricional. Através de uma a-bordagem objetiva, serão apresentados os fundamentos aplicados para avaliação das causas nutricionais e alimentares que comumente tem de-sencadeado inúmeros sintomas físicos, mentais e emocionais na popula-ção, em todas as faixas etárias. Resgatar a importância do processo nutri-cional como base para restabelecer os recursos naturais do organismo, para que o mesmo possa responder mais efetivamente a qualquer tipo de terapia, promovendo também, uma real integração entre as várias áreas de conhecimento da saúde. Apresentação de casos clínicos para ilustrar e discutir na prática, o que foi colocado no curso. O curso será coordenado e ministrado pela Dra. Denise Carreiro e apresentado em módulos indepen-dentes. Alguns módulos contarão também com a presença de convidados, especialistas em determinados temas.

Conteúdo Programático:
Módulo I:
Diagnóstico Nutricional através da análise de sinais e sintomas
Principais aspectos da avaliação clínica nutricional para identificar as cau-sas dos desequilíbrios nutricionais geradores de doenças.
A clínica é soberana. Dentre os aspectos da avaliação nutricional, cabe ao nutricionista, a partir da análise dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente, identificar as causas dos desequilíbrios nutricionais geradores dos mesmos.
Principais sintomas relacionados com:
Desequilíbrios nutricionais: Excessos e carências nutricionais e erros de comportamento alimentar.
Desequilíbrio da microbiota intestinal (disbiose) e alterações da permeabi-lidade intestinal.
Desequilíbrios de destoxificação.
Sinais e sintomas de alergia alimentar tardia e intolerâncias alimentares.
Hipoglicemia, síndrome fúngica e outros.

Módulo II:
Disbiose e Destoxificação (presença de convidados)
Desequilíbrios nutricionais como causa e consequência de Disbiose e Des-toxificação. Qual a relação do processo alimentar e nutricional com esses distúrbios e qual a conseqüência dos mesmos no organismo.
• Transtornos funcionais no sistema gastrintestinal e a sua repercus-são local e sistêmica na saúde física, mental e emocional: disbiose e alteração de permeabilidade intestinal;
• Transtornos funcionais nos processos de destoxificação. A destoxi-ficação é uma função natural do organismo. O conhecimento dos fatores alimentares e nutricionais que podem interferir na adequação deste pro-cesso é determinante para resgatar esta função.


Módulo III:
Estresse Adrenal e Estresse Oxidativo (presença de um convidado)
O que é Estresse Adrenal e Estresse Oxidativo
Qual é a relação entre os desequilíbrios alimentares e nutricionais com o estresse adrenal e oxidativo
Qual a consequência destes distúrbios no organismo e como a nutrição pode ser um agente de prevenção e modulação.


Módulo IV:
Imunologia e Alergia (presença de um convidado)
Componentes do sistema imunológico
Imunologia Nutricional
Alergia alimentar X Intolerância alimentar
Desenvolvimento de alergia alimentar
Sistema imunológico
Alergia Imediata X Alergia Tardia
Mecanismos Imunológicos
Alergia alimentar e processos inflamatórios
Introdução de alimentos e desenvolvimento de processos alérgicos
Patologias associadas à alergia alimentar tardia
Fatores que facilitam o desencadeamento de alergias
Sintomas relacionados freqüentemente com alguns alimentos e ingestan-tes
Tratamento/ Conduta nutricional/ Eliminação/ Reintrodução/ Rotatividade dos alimentos alergênicos
Fatores que contribuem para o desencadeamento ou exacerbação da sin-tomatologia
Fontes ocultas de alérgenos alimentares
Principais alimentos alergênicos e seus substitutos
Avaliação da necessidade da prescrição de suplementos nutricionais para dar:
- suporte digestivo
- suporte imune
- suporte hepático/ destoxificante
- ação anti-histamínica
- ação antioxidante
- reparação gastrintestinal
- recuperação do estado nutricional


Módulo V:
Curso: Suplementação Nutricional na Prática Clínica
Carga Horária: 60 horas, sendo 3 finais de semana, sábado e domingo das 8:00 às 18:00 hs.

Objetivo: Prescrição de Suplementos Nutricionais na Prática Clínica.
Através do conhecimento científico e da avaliação clínica, identificar a ne-cessidade de prescrever suplementos, quais, em que quantidade e por quanto tempo.
Tópicos do curso:
Alimentação X Suplementação
Por que suplementar?
Avaliação clínica para relacionar os sinais e sintomas apresentados, com excessos e carências nutricionais. Identificar suas causas através de uma análise da ingestão, digestão, absorção, transporte, utilização e excreção dos nutrientes.
Minerais e Vitaminas:
Funções
Absorção, Transporte e Armazenamento
Sinais e Sintomas de Deficiência
Causas de Deficiência
Interações: Sinergias e Antagonismos
Toxicidade
Suplementação: Doses recomendadas
Fontes
Medidas: RDA/ UL

Outros nutrientes: Funções e aplicações na prática clínica
Ácidos graxos essenciais
Probióticos
Coenzima Q 10
L-Taurina
L-Glutamina
Sulfato de glicosamina
Sulfato de condroitina
Ácido málico
Outros

Estudo de casos: Aplicação na prática clínica
Farmacotécnica em Suplementação Nutricional

Módulo VI:
Terapia Nutricional na Cirurgia Bariátrica
Entendendo a importância do processo alimentar no funcionamento or-gânico e sua interferência na prevenção e tratamento da obesidade.
A importância da detecção e mudança dos fatores que levaram ao desen-volvimento da obesidade mórbida, para que se conquistem resultados permanentes com a cirurgia bariátrica, mantendo um emagrecimento saudável.
Obesidade e alergias alimentares
Técnicas Cirúrgicas
Critérios para indicação da cirurgia
A orientação alimentar e a suplementação nutricional
no acompanhamento pré e pós cirúrgico.
Estudo de caso clínico

Módulo VII:
Distúrbios de Comportamento
- Abordagem Nutricional:
Quais as possíveis relações entre: erros de comportamento alimentar, ca-rências nutricionais, alergias alimentares e ambientais, processos inflama-tórios, disbiose (principalmente associada a síndrome fúngica), distúrbios de destoxificação, ação de aditivos químicos e substâncias neurotóxicas (aspartame e glutamato) e hipoglicemia com o desencadeamento de sin-tomas como agitação física e mental, distúrbios de concentração, irritabi-lidade, alteração de humor, ansiedade, compulsividade, agressividade, autismo, síndrome de Asperger, depressão, distúrbio de aprendizagem entre outros.
- Terapia Nutricional:
- Adequação do comportamento alimentar.
- Suplementação Nutricional.
Estudo de caso clínico

Informações: VP Consultoria www.vponline.com.br

Representante VP:
Suelen Godoy
(11) 3582-5600
extensao@vponline.com.br

posted by denise carreiro | 7:48 PM

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Segunda-feira, Novembro 26, 2012  

Um refrigerante por dia aumenta risco de câncer de próstata, revela estudo

Fonte: AFP Em Estocolmo

Homens que consomem o equivalente a uma lata de refrigerante por dia estão sujeitos a um risco maior de desenvolver câncer de próstata, segundo um estudo sueco anunciado nesta segunda-feira (26).

"Entre os homens que consomem uma grande quantidade de refrigerantes ou outras bebidas com adição de açúcar, constatamos um risco de câncer de próstata aproximadamente 40% maior", disse à AFP uma das autoras do estudo, Isabel Drake.

O estudo, que será publicado na próxima edição do American Journal of Clinical Nutrition, baseia-se no acompanhamento de mais de 8.000 homens da região do sul da Suécia, com idade entre 45 e 73 anos, durante uma média de 15 anos. Todos anotaram minuciosamente os alimentos e bebidas que ingeriram.

Aqueles que beberam um refrigerante (330 ml) por dia estiveram 40% mais propensos a desenvolver câncer de próstata, necessitando de tratamento.

Além disso, aqueles que tiveram uma dieta rica em arroz e massas apresentaram 31% mais chances de desenvolver formas mais benignas do câncer. Este risco foi aumentado em 38% para aqueles que ingeriram grandes quantidades de açúcar no café da manhã, relatou a pesquisadora.

Estudos anteriores já haviam indicado que os chineses e os japoneses que viviam nos Estados Unidos, o maior consumidor de refrigerantes do mundo, desenvolveram câncer de próstata com mais frequência do que os compatriotas que permaneceram em seu país.

Uma pesquisa aprofundada sobre a resposta a diferentes dietas de acordo com a genética torna possível "adaptar as recomendações em termos de comida e bebida para certos grupos de alto risco", considerou Drake.

posted by denise carreiro | 11:38 PM

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Sexta-feira, Agosto 24, 2012  

Horas de TV colocam mais açúcar e gordura na dieta das crianças, aponta estudo
Fonte: UOL

Crianças bebem mais refrigerantes nas horas em frente à televisão
A maioria das crianças que passa mais de duas horas em frente à TV consome açúcar e gordura acima do recomendado para a idade, segundo estudo da Universidade de Alberta, no Canadá, publicado na edição de agosto da Public Health Nutrition. Pesquisadores descobriram que mais da metade das crianças entre 3 e 5 anos avaliadas bebem ao menos uma lata de refrigerante por semana enquanto assistem aos programas de televisão ou jogam videogame. O índice revelou números distintos entre os níveis sociais, afetando mais os moradores de áreas pobres (54,5%) do que o de outras áreas (40,8%).
Os pré-escolares de baixa renda consomem, também, pouco leite diariamente, mas ingerem suco de frutas com regularidade, líquido que possui bastante açúcar na composição. “Se você está bebendo muito refrigerante e suco de frutas, pode afetar o consumo de água e leite que são importantes não só para matar a sede, mas para o desenvolvimento de ossos e dentes saudáveis, da saúde e do bem-estar em geral”, afirmou Kate Storey, nutricionista e co-autora do estudo.
O grupo examinou, ainda, que batata frita, doces e chocolate são os petiscos preferidos das crianças quando estão dentro de casa vendo televisão. Segundo Kate, o “padrão alarmante” sugere que as famílias escolhem alimentos calóricos porque são baratos e convenientes no preparo. "Há cidades na América do Norte em que, literalmente, você tem desertos alimentares. Se você quiser comprar um pouco de alface e tomate, tem de andar bastante quando, provavelmente, não tem um carro.”
Só 30% (menos de terço) come frutas e legumes na proporção adequada, e outros 23,5% consome uma dieta recomendada com grãos. Cerca de 1.800 crianças em idade pré-escolar da região de Edmonton foram avaliadas em um trabalho que relaciona dieta, atividade física e obesidade feito por profissionais dos departamentos de Educação Física, de Medicina, de Odontologia e da Faculdade de Saúde Pública.

posted by denise carreiro | 9:43 AM

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Sexta-feira, Junho 29, 2012  

Uso prolongado de remédio para refluxo pode ser prejudicial
Consumo prejudica a absorção de nutrientes e vem sendo associado a aumento no risco de fraturas ósseas, infecção bacteriana e até pneumonia
The New York Times * | 29/06/2012 07:00:00

Remédio para azia: uso prolongado prejudica a absorção de nutrientes
O uso prolongado de medicamentos para combater a doença do refluxo gastroesofágico e a azia grave pode dificultar a absorção de alguns nutrientes.
A classe de medicamentos conhecida como inibidores da bomba de prótons (IBP), da qual fazem parte substâncias como omeprazol, lansoprazol e esomeprazol, já é a terceira mais vendida dos Estados Unidos, superada apenas pelos antipsicóticos e pelas estatinas, com mais de 100 milhões de receitas médicas e 13,9 bilhões de dólares em vendas em 2010.
Nos últimos anos, a Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) emitiu vários avisos sobre os IBPs, dizendo que o uso prolongado e em altas doses do medicamento tem sido associado ao aumento do risco de fraturas ósseas e de infecção por uma bactéria chamada Clostridium difficile, que pode ser especialmente perigosa para pacientes idosos. Em um artigo recente, especialistas recomendam que os adultos mais velhos usem os medicamentos apenas “durante o menor período de tempo possível”.
Estudos têm demonstrado que o uso prolongado de IBPs pode reduzir a absorção de nutrientes, vitaminas e minerais importantes, incluindo cálcio, magnésio e vitamina B12, podendo ainda reduzir a eficácia de outros medicamentos, sendo que a FDA adverte que tomar omeprazol em conjunto com o agente anticoagulante clopidogrel pode enfraquecer o efeito protetor do clopidogrel em pacientes cardíacos.
Outra pesquisa descobriu que as pessoas que tomam IBPs correm um risco maior de desenvolver pneumonia – um estudo até mesmo identificou uma ligação entre o uso dessa classe de medicamentos e o aumento de peso.
Representantes de empresas farmacêuticas repudiam tais relatórios, dizendo que eles não provam que os IBPs são a causa dos problemas, e que muitos usuários dos IBPs são adultos mais velhos, suscetíveis a infecções e mais propensos a fraturas e déficits nutricionais.
Porém, mesmo que usar esses medicamentos por períodos curtos possa não ser problemático, eles tendem a produzir dependência, dizem especialistas, levando o paciente a tomá-los por muito mais tempo do que as recomendadas oito a 12 semanas – alguns continuam a usá-los pelo resto da vida. Muitos hospitais costumam administrar IBPs em pacientes como rotina, para evitar úlceras causadas por estresse e em seguida, passam a eles instruções para continuar a medicação em casa.
“Estudos têm mostrado que quem começa a tomar esses medicamentos tem dificuldades para interrompê-los. É quase como um vício”, diz a médica Shoshana J. Herzig, do Centro Médico Beth Israel Deaconess, em Boston.
Os IBPs funcionam bloqueando a produção de ácido no estômago, mas o corpo reage, conduzindo a uma sobrecompensação e, explica ela, “acelerando a produção” de células que produzem ácido.
“Há crescimento excessivo dessas células no estômago, então quando a produção é desbloqueada, o mecanismo de produção de ácido funciona de modo ainda mais intenso.”
Além disso, os inibidores da bomba de prótons não têm sido os remédios milagrosos que os especialistas esperavam. Um tratamento mais disseminado da DRGE não reduziu a incidência de câncer de esôfago. A incidência do carcinoma de células escamosas, associado ao tabagismo, diminuiu, mas a de adenocarcinomas de esôfago, associados à DRGE, aumentaram 350% desde 1970.
“Quando as pessoas tomam os IBPs, eles não curam o problema de refluxo. Elas apenas controlam os sintomas”, afirma Joseph Stubbs, médico internista de Albany, Geórgia, e ex-presidente do Colegiado Americano de Médicos.
E os IBPs são uma maneira de as pessoas evitarem fazer mudanças difíceis no estilo de vida, como perder peso ou cortar os alimentos que causam azia, diz ele.
“As pessoas achavam que poderiam continuar comendo o que querem comer, tomar o medicamento e ficar bem. Estamos começando a ver que se elas fizerem isso, alguns efeitos colaterais de risco podem ocorrer.”
Pode ser que muitos pacientes tomem esses medicamentos sem um bom motivo médico, causando um custo enorme para o sistema de saúde, aponta Joel J. Heidelbaugh, médico especialista em medicina familiar de Ann Arbor, Michigan. Ao examinar prontuários de quase mil pacientes que tomam IBPs em um ambulatório de Assuntos dos Veteranos de Guerra, em Ann Arbor, ele descobriu que somente um terço tinha recebido diagnósticos que justificassem o uso dos medicamentos. Os outros pareciam ter recebido as medicações “só para o caso de precisarem”.
“Recomendamos que as pessoas tomem os IBPs e ignoramos o fato de que nosso corpo foi projetado para ter ácido no estômago”, argumenta Greg Plotnikoff, médico especializado em terapia integrativa do Instituto de Saúde e Cura Penny George, em Minneapolis.

posted by denise carreiro | 10:52 AM

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Quarta-feira, Junho 27, 2012  

Coca-Cola vendida no Brasil tem maior concentração de substância potencialmente cancerígena

Do UOL, em São Paulo

De acordo com o Centro de Pesquisa CSPI, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 mcg (microgramas) do corante cancerígeno em 350 ml. Essa concentração é muito maior em comparação com a Coca-Cola vendida no Quênia
A Coca-Cola comercializada no Brasil contém a maior concentração do 4-metil-imidazol (4-MI), subproduto presente no corante Caramelo IV, classificado como possivelmente cancerígena. A análise foi realizada no Centro de Pesquisa CSPI (Center for Science in the Public Interest), de Washington D.C. Eles testaram a quantidade da substância nas latas de Coca-Cola também vendidas no Canadá, Emirados Árabe, México, Reino Unido e nos Estados Unidos. As informações sobre o estudo foram divulgadas pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor).
A pesquisa que apontou os riscos do Caramelo IV à saúde das pessoas foi feito pelo Programa Nacional de Toxicologia do Governo dos Estados Unidos e fez com que a Iarc (Agência Internacional para Pesquisa em Câncer), da OMS (Organização Mundial da Saúde), incluísse o 4-MI na lista de substâncias possivelmente cancerígenas.
Concentrações
De acordo com o Centro de Pesquisa CSPI, o refrigerante vendido no Brasil contém 263 mcg (microgramas) do corante cancerígeno em 350 ml, cerca de 267mcg/355ml. Essa concentração é muito maior em comparação com a Coca-Cola vendida no Quênia, que ficou na segunda posição, com 170 cmg/355ml.
Quantidade de 4-metil-imidazol (4-MI) na Coca-Cola em nove países
País 4-MI em microgramas (mcg) em cada 355 ml
Brasil 267
Canadá 160
China 56
Japão 72
Quênia 177
México 147
Emirados Árabes Unidos 155
Reino Unido 145
Estados Unidos (Washington DC) 144
Estados Unidos (Califórnia) 4
A Coca-Cola do Brasil fornece nove vezes mais o limite diário de 4-MI estabelecido pelo governo da Califórnia, que estipulou a quantidade máxima de 39 ml do refrigerante por dia e nenhum outro produto que possui o corante Caramelo IV em sua composição.
Como nos últimos 30 anos o consumo de refrigerante quintuplicou no Brasil, o Idec ressalta que, independentemente da presença do corante, todas as bebidas que contêm açúcar devem ser evitadas, pois se consumidas em excesso podem aumentar o risco de diabetes, obesidade e doenças associadas aos cânceres de esôfago, rins, pâncreas, endométrio, vesícula biliar, cólon e reto.
Mudanças
Nos Estados Unidos, após diversas petições de entidades de defesa do consumidor, o Estado da Califórnia reconheceu a periculosidade do aditivo. Diante disso, empresas como a Coca-Cola e a Pepsi dos Estados Unidos divulgaram que realizarão mudanças em suas fórmulas, de acordo com o instituto.
Por ser um ingrediente que desempenha uma função puramente estética, o Idec questionou às empresas brasileiras se elas possuíam outras alternativas ao Caramelo IV. Foi indagada, ainda, a quantidade de 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presente em seus produtos.
À Anvisa, o Idec questionou a base científica para permissão do uso do Caramelo IV no Brasil (estudos que garantem a segurança do aditivo), e se a agência monitora as quantidades de Caramelo IV e 2-metilimidazol e 4-metilimidazol presentes nos produtos alimentícios brasileiros. O Idec exigiu que a agência adotasse providências imediatas, tendo em vista a proteção à saúde do consumidor.
As empresas e a Anvisa terão o prazo de 10 dias para responder aos questionamentos do Idec.
Outro lado
No fim da tarde desta segunda-feira, a Coca-Cola enviou comunicado em que afirma que quantidade da substância 4-metil-imidazol (4-MI) presente no corante caramelo utilizado nos produtos é "absolutamente segura" e segue os padrões aprovados pela Anvisa.
"Coca-Cola não vai alterar sua fórmula mundialmente conhecida. Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta", afirma a empresa.
"Continuamos a nos orientar por evidências científicas sólidas para garantir que nossos produtos sejam seguros. Coca-Cola Brasil produz bebidas rigorosamente dentro das normas e observando as regras sobre quantidades e ingredientes recomendadas. O elevado padrão de qualidade e segurança dos nossos produtos permanece sendo nossa mais alta prioridade."

posted by denise carreiro | 8:50 AM

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Quarta-feira, Junho 13, 2012  

Glutamato monossódico associado a sindrome metabólico
Em um estudo publicado na edição de Junho de 2012 da Nutrition and Metabolism, o consumo de glutamato monossódico foi associado ao aumento da obesidade, resistência à insulina e a outras características da sindrome metabolica. Neste estudo, os investigadores descobriram que as pessoas que consumiam mais glutamato monossódico eram as que apresentavam mais peso e mais resistencia à insulina. E esta associação foi encontrada, independentemente da ingestão calórica e do exercício físico praticado pela população estudada.

Comentários:
- Sindrome metabólico é uma doença que tem por base uma situação chamada resistência à insulina, e que condiciona obesidade, diabetes tipo 2, dislipidemia (aumento dos triglicerídeos e do colesterol), aumento da tensão arterial, esteatose hepática (figado gordo), e aumenta significativamente o risco de doença cardiovascular, cancro e demência. É considerada a epidemia do séc. XXI.
- O glutamato monossódico (ou E621 ou extrato de levedura) é um aditivo alimentar que funciona como intensificador de sabor. Ou seja, coloca os alimentos mais saborosos, e está presente numa elevada quantidade de alimentos industriais, nomeadamente caldos de carne e de peixe artificiais, sopas instantâneas, hamburgueres congelados, salsichas, fiambres, entre muitos outros... (basta procurar estes nomes nos rótulos).
- Visto ser um composto que realça o apetite, a nossa primeira reação seria que a obesidade fosse uma consequência do maior consumo alimentar, pois o glutamato monossódico ao realçar o sabor dos alimentos facilitaria o aumento da ingestão, mas relembro que os investigadores tiveram em conta essa variável... logo, o efeito é mesmo do composto.
- O glutamato monossódico (assim como outros compostos como o bisfenol A), estão incluidos numa categoria chamada de compostos obesogénicos, ou seja, compostos que induzem obesidade, independentemente do consumo calórico ou gasto energético de um indivíduo. Por isso, comece a olhar para os rótulos cuidadosamente, pois este aditivo pode estar a ser consumido, dificultando a sua perda de peso.
- E com tanto que se sabe, porque é que se continua a ver a obesidade apenas como uma questão de equilíbrio entre as calorias ingeridas e as calorias gastas??? Essa é apenas uma parte do problema....

posted by denise carreiro | 1:16 PM

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Quinta-feira, Maio 31, 2012  

Um em cada dez adultos terá diabetes em 2030, diz estudo
Dieta inadequada, falta de exercícios físicos e obesidade estão relacionados ao aumento do número de casos da doença
REDAÇÃO ÉPOCA
Em duas décadas, 10% dos adultos da população mundial serão afetados pela diabetes. O alerta foi divulgado nesta segunda-feira (14) no Atlas da Diabetes, da Federação Internacional de Diabetes. Isso significa três novos diagnósticos da doença no mundo a cada dez segundos. O número de pacientes vai subir dos atuais 366 milhões para 552 milhões em 2030.
Como a maioria dos pacientes têm a doença do Tipo 2, esse aumento do número de casos está relacionado, principalmente, a hábitos alimentares ruins, a obesidade e a falta de atividade física. Nesta segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promove o Dia Mundial de Combate a Diabetes, para alertar sobre a necessidade de prevenção.
Segundo o estudo, no Brasil, 12,4 milhões de pessoas sofrem da doença. E, nas Américas Central e do Sul, há 11,2 milhões que têm diabetes e não sabem. O diagnóstico, em grande parte dos casos, em um estágio avançado é um complicador no combate à doença. Os médicos costumam dizer que a diabetes é um mal silencioso. É comum a pessoa desconhecer que está com os níveis de glicose elevados no sangue.
Com a elevação do número de casos, as vendas mundiais de medicamentos para diabetes deve subir de US$ 35 bilhões no ano passado para US $48 bilhões em 2015. O Brasil é um dos países em que mais esses gastos devem se elevar.

posted by denise carreiro | 10:43 AM

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Sexta-feira, Maio 18, 2012  

Maioria dos estudos clínicos é feita com número pequeno de pessoas

TRAJANO PONTES NETO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Artigo publicado "Jornal da Associação Médica Americana" questiona a capacidade dos testes clínicos realizados nos EUA de fornecer recomendações médicas confiáveis. O estudo constatou que, entre 2007 e 2010, testes envolvendo menos de cem pacientes representaram 62% do total (e apenas 4% previam mais de 1.000 voluntários). A média de participantes foi de 58 nos testes concluídos e de 70 naqueles registrados mas não concluídos.

A pesquisa, coordenada por Robert Califf, diretor do Instituto de Medicina Translacional da Universidade Duke, de Durham, Carolina do Norte, examinou os 96.346 testes clínicos registrados no banco de dados governamental em 27 de setembro de 2010, referentes a três especialidades médicas (cardiovascular, saúde mental e oncologia).

Os pesquisadores reconhecem que testes envolvendo menos pacientes podem ser apropriados em muitos casos; porém, ressaltam ser menos provável que forneçam informações para muitas outras situações, "como para determinar a eficácia de tratamentos com efeitos modestos e para comparar tratamentos eficazes e permitir decisões práticas melhores."

O pequeno número de pacientes envolvidos não foi a única deficiência apontada. Os autores relembram que menos de 15% das principais diretrizes médicas são baseadas em evidência de alta qualidade, isto é, evidência que decorre de testes com planejamento apropriado, número suficiente de pessoas, métodos apropriados para medir resultados e supervisão de conselhos de ética que protejam os participantes e assegurem a integridade do teste.

Para o médico Marcelo Derbli Schafranski, especialista em medicina interna pela Universidade Federal do Paraná e autor do livro "Medicina - fragilidades de um modelo ainda imperfeito", o problema não é apenas o baixo número de pacientes envolvidos nos testes, mas o fato de a maior parte deles ser interrompida antes do fim, sem justificativa.

Para Schafranski, chama a atenção também a ausência de comitês de monitoramento de dados em um percentual elevado de testes, comprometendo a verificação independente dos resultados.

Em função disso, para o especialista, "o estudo mostra como a medicina se alicerça sobre bases frágeis. Sobram poucos estudos de credibilidade em que os consensos possam se apoiar".

posted by denise carreiro | 10:27 AM

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Quarta-feira, Maio 16, 2012  

posted by denise carreiro | 6:33 PM

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16/05/201208h51
Relatório da OMS aponta que 1 em cada 3 adultos sofre hipertensão e 1 em cada 10 é diabético
Fonte : Agência EFE
Um de cada três adultos sofre hipertensão, uma condição que causa cerca de metade de todas as mortes por derrame e problemas cardíacos no mundo, enquanto um de cada dez tem diabetes, destacou nesta quarta-feira (16) a Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu relatório anual sobre estatísticas sanitárias.
"Este relatório oferece uma evidência a mais do dramático aumento das condições que desencadeiam as dolências de coração e outras doenças crônicas, particularmente nos países pobres e em desenvolvimento", disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
Margaret ressaltou o preocupante fato de que "em alguns países africanos, metade da população adulta sofra hipertensão", razão pela qual a OMS quer chamar a atenção para "o crescente impacto das doenças não contagiosas".
Pela primeira vez o estudo estatístico da OMS inclui informação de 194 países sobre os altos níveis em homens e mulheres da pressão sanguínea e da taxa de glicose no sangue, que revela, entre outras coisas, que os diagnósticos e os tratamentos baratos destas dolências reduziram o problema nos países desenvolvidos.
A inquietação da organização é que em lugares como a África, onde não são aplicadas estas medidas preventivas, a maior parte das pessoas com estas doenças não sabem que correm um "alto risco de morte e incapacidade por um ataque no coração ou um derrame".
Pela primeira vez o documento contém também informação sobre níveis de glicose no sangue, que indica que enquanto a prevalência média global está em torno de 10%, até um terço da população em alguns países do Pacífico sofre esta dolência.
A OMS lembra que, se não for tratado, o diabetes pode causar doenças cardiovasculares, cegueira e falha renal.
A terceira grande preocupação é o excesso de peso, já que "em todas as regiões do mundo, o número de obesos dobrou entre 1980 e 2008", declarou Ties Boerma, diretor do Departamento de Estatísticas Sanitárias e Sistemas da Informação da OMS.
"Hoje, cerca de 500 milhões de pessoas (12% da população mundial) são consideradas obesas", segundo Boerma.
O nível mais alto de obesidade foi registrado na região das Américas (26% dos adultos) e o mais baixo no Sudeste Asiático (3% dos adultos), sendo maior a proporção de mulheres obesas que a de homens, com o impacto que isto representa quanto ao risco de diabetes, problemas de coração e câncer.
A conclusão é que as doenças não contagiosas são atualmente a causa de dois terços das mortes no mundo, e por isso a OMS trabalha em um marco de acompanhamento e uma série de metas voluntárias para prevenir e controlar o problema.
O relatório será um dos assuntos abordados na próxima Assembleia Mundial sobre a Saúde da OMS em Genebra (entre os dias 21 e 26 de maio), que também informará os avanços conquistados.
Segundo a OMS, desde que há mais de uma década se estabeleceram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU, "foi possível um progresso substancial na redução da mortalidade infantil e maternal, em relação ao HIV, à tuberculose e à malária".
A desnutrição infantil é a causa subjacente de aproximadamente 35% das mortes de crianças menores de cinco anos, embora no caso dos países em desenvolvimento tenha sido detectada certa melhora: entre 1990 e 2010 a proporção de crianças dessas idades que apresentavam peso abaixo do recomendável passou de 29% para 18%.
Já a mortalidade entre menores de cinco anos nas últimas duas décadas reduziu 35% de 88 mortes para cada mil nascidos vivos em 1990 (um total de 10 milhões de crianças) até 57 para cada mil (7,6 milhões) em 2010.
"As reduções foram particularmente impactantes nas mortes por diarréias e por sarampo", destacou a organização.
Especialmente significativo é o dado sobre a África, onde acontece metade das mortes de menores de cinco anos, já que a taxa de redução passou de 1,5% (1990-2010) para 2,8% (2005-2010).
O dado de redução é grande também no que se refere ao número de mortes maternais (de 543 mil em 1990 para 287 mil em 2010), mas a OMS indica que "a taxa de redução é apenas a metade do necessário para conseguir o objetivo relevante dos ODM".

posted by denise carreiro | 9:04 AM

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Quinta-feira, Maio 10, 2012  

FDA recomenda precaução com remédios antiosteoporose
DO "NEW YORK TIMES"
A FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) publicou uma análise recomendando precaução no uso de longo prazo de drogas contra osteoporose.
A revisão de estudos, publicada no "New England Journal of Medicine" nesta semana, foi uma resposta ao debate em andamento sobre qual deve ser a duração do tratamento com bifosfonados (Alendil, Bonalen, Endronax, Minusorb, Osteoform).
Depois de anos de uso, as drogas podem, em casos raros, enfraquecer os ossos, aumentando o risco de fraturas de fêmur. Os remédios já foram ligados também a câncer no esôfago e necrose da mandíbula.
A preocupação com a segurança de longo prazo dos remédios fortalecedores de ossos não é nova, mas a FDA fez agora sua própria revisão sofre a eficácia e a segurança dos bifosfonados.
A análise encontrou pouco ou nenhum benefício trazido pelas drogas após três a cinco anos de uso. Isso pode mudar a forma como os médicos receitam esses remédios.
O estudo só analisou o uso de longo prazo e não se a mulher deve começar a tomar o remédio para evitar fraturas.
Como as complicações são muito raras, a maioria dos médicos acredita que, para mulheres com osteoporose com risco alto de fraturas na coluna, os benefícios do remédio superam os riscos.
Mas mulheres com densidade óssea moderada e sem outros fatores de riscos muitas vezes fazem uso contínuo do remédio, ainda que isso provavelmente não vá trazer vantagens.
"Acho que muita gente vai parar de tomar esse remédio", afirmou Clifford Rosen, endocrinologista e pesquisador do Instituto de Pesquisa do Centro Médico de Maine, nos EUA.
Os ossos se remodelam o tempo todo: pedaços de osso microscópicos e velhos vão se dissolvendo e tecido novo vai sendo colocado em seu lugar. Depois dos 30 anos, os ossos das mulheres começam a se dissolver mais rápido do que a reconstrução. Depois da menopausa, a mulher desenvolve ossos finos, que se quebram facilmente. Os bifosfonados desaceleram esse processo. O remédio é incorporado aos ossos que vão se formando e ficam lá por anos, mesmo depois que a pessoa para de tomá-lo.
O estudo da FDA não trouxe recomendações específicas sobre o uso de longo prazo, dizendo que a decisão deve ser tomada de forma individualizada entre o médico e a paciente.
A agência afirma que mulheres com risco baixo de fratura ou com densidade óssea próxima do normal podem ser boas candidatas a parar de tomar os remédios depois de três a cinco anos, mas mulheres mais velhas com risco maior podem ter vantagens com a terapia mais longa.
Um artigo publicado na mesma revista por Rosen e outros especialistas conclui que mulheres com maior chance de ter benefícios com o tratamento de longo prazo são que continuam a ter densidade óssea baixa mesmo após cinco anos tomando os remédios.
Mulheres com histórico de fraturas na coluna ou que estão com fraturas também podem continuar com os bifosfonados.
No entanto, muitas das mulheres que tomam essa drogas têm diagnóstico de osteopenia, densidade moderada do osso que não é baixa o suficiente para se chamada de osteoporose.
Essas não devem ter vantagens com o remédio e podem parar depois de três anos, segundo os pesquisadores.
Não se sabe quantas mulheres serão afetadas pelas recomendações, mas muitas já param de tomar os remédios por conta própria depois de um tempo. Mesmo assim, os pesquisadores estimam que 60% a 70% das usuárias atuais seriam candidatas a parar após três a cinco anos tomando as drogas.
As recomendações são baseadas em achados de dois estudos patrocinados pela indústria farmacêutica e feitos pela Universidade da Califórnia. As pesquisas analisaram mulheres com dez e seis anos.
No estudo que analisou o Fosamax (um dos nomes comerciais do alendronato de sódio), 10,6% das usuários tiveram fraturas nos primeiros três anos de uso, em comparação com 21% das que tomaram placebo. Mas não houve benefício entre as mulheres que continuaram a usar a droga pelos cinco a dez anos seguintes. Entre essas, 17% tiveram fraturas, mesmo índice das que não tomavam o remédio.

posted by denise carreiro | 7:47 PM

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10/05/2012

Ministério divulga que 5,6% da população brasileira tem diagnóstico de diabetes

A doença crônica não transmissível é responsável por 72% das mortes no Brasil

A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada na última quarta-feira (9) pelo Ministério da Saúde, revelou que 5,6% da população adulta brasileira tem diagnóstico de diabetes. O número é menor que o do ano passado, quando a proporção foi de 6,3%.

A doença crônica não transmissível é responsável por 72% das mortes no Brasil. Sedentarismo, excesso de peso, alimentação inadequada e tabagismo são algumas das causas da doença.

Mais mulheres

Em homens, o percentual subiu de 4,4%, em 2006, para 5,2%, em 2011. Apesar do aumento, a prevalência de homens que informam ter a doença continua sendo inferior a das mulheres (6%).

O levantamento, divulgado anualmente pelo Ministério, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. A pesquisa coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal e contou com mais de 54 mil pessoas, entrevistadas em 2011.

A pesquisa revelou que o diabetes é mais comum na população mais velha: 21,6% das pessoas com mais de 65 anos apresenta o diagnóstico. O índice na faixa de 55 a 64 anos é de 15,2% e diminui para 0,6% entre 18 e 24 anos.

O diabetes também está mais presente entre os que estudam menos. Segundo o levantamento, 7,5% dos que têm até oito anos de escolaridade dizem ter a doença, enquanto apenas 3,7% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declaram ser diabéticos.

Capitais

A cidade de Fortaleza (CE) aparece como a capital com o maior percentual de diabéticos, com 7,3%, seguida por Vitória (ES), com 7,1%, e Porto Alegre (RS), com 6,3%. As capitais com os menores índices são Palmas (TO), com 2,7%, Goiânia (GO), com 4,1%, e Manaus (AM), com 4,2%.

O ministro da Saúde Alexandre Padilha ressaltou, ainda, que os números da doença no Brasil são menores se comparados com outros países, como Chile (6,3%), Argentina (9,6%) e Estados Unidos (8,7%).

O ministério também informou que o número de internações por diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 para 145.869. Entretanto, houve queda na comparação com 2010, quando as internações totalizaram 148.452.

Em 2009, foram notificadas 52.104 mortes pela doença em todo o país. No ano seguinte, as mortes aumentaram para 54.542. “O grande problema das doenças crônicas é que elas agregam sofrimento, incapacidades e custos cada vez maiores para o sistema público”, acrescentou Déborah.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a oferta gratuita de medicamentos para combater o diabetes, iniciada no ano passado, ampliou em mais de 1 milhão o número de pessoas que utilizam o remédio.

Autor: Redação
Fonte: UOL Ciência e Saúde

posted by denise carreiro | 3:36 PM

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Quarta-feira, Maio 09, 2012  

08/05/201211h31
Fonte BBC Brasil
Pouco contato com natureza aumenta a incidência de alergias
Bactérias mais abundantes na natureza aumentam resposta imunológica a alergênicos

A falta de exposição à natureza pode estar aumentando a incidência de asma e outras alergias entre moradores de cidades, segundo um estudo finlandês.

Os cientistas dizem que certas bactérias, apontadas em outros estudos como benéficas para a saúde humana, são encontradas em maior abundância em ambientes rurais.

Esses micro-organismos cumprem um papel importante no desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico, explicam os especialistas.

As conclusões do estudo foram divulgadas na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Existem micróbios em todo lugar, inclusive em áreas urbanas, mas os micróbios de ambientes naturais são mais benéficos para nós", disse à BBC um dos autores, Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque.

Função 'especial'

Para realizar a pesquisa, a equipe coletou amostras de pele de 118 adolescentes finlandeses e constatou que os que viviam em fazendas ou perto de florestas tinham maior diversidade de bactérias e eram menos sensíveis a alergias.

Hanski explicou que as bactérias são benéficas para nós porque promovem a microbiota - o conjunto de micro-organismos que formam colônias dentro do corpo ou sobre a pele, mas sem provocar doenças.

Segundo ele, estes micro-organismos são importantes "para o desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico".

O estudo também permitiu que a equipe identificasse um grupo de bactérias, conhecidas como gama proteobactérias, que têm uma "função especial".

Um dos tipos de gama proteobactéria, chamada Acinetobacter, foi "fortemente associado ao desenvolvimento de moléculas anti-inflamatórias".

"Basicamente, nosso estudo revelou que quanto maior a quantidade dessa bactéria em particular você tem na pele, (maiores suas) respostas imunológicas capazes de suprimir reações inflamatórias (ao pólen, a animais, etc)", afirmou Hanski.

O cientista explicou ainda que as gama proteobactérias tendem a ser mais prevalentes em ambientes vegetais, como florestas e terras usadas para agricultura, do que em ambientes urbanos e na água.

"A urbanização é um fenômeno relativamente recente, durante a maior parte do nosso tempo (de evolução da espécie humana), temos interagido em uma área que hoje chamamos de ambiente natural."

"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios".

Hanski admite que não é possível reverter a tendência global de urbanização, mas disse que há uma série de opções para aumentar o contato com ambientes naturais.

"Além de preservar áreas naturais fora de áreas urbanas, acho que é importante fazer um planejamento de cidades que inclua espaços verdes, cinturões verdes e infraestrutura verde."

posted by denise carreiro | 9:11 AM

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Quinta-feira, Abril 12, 2012  

12/04/2012

Casos de demência devem dobrar em 2030, diz OMS

Em 2030, número de doentes poderá chegar a 65,7 milhões no mundo. Doença é causada por distúrbios cerebrais que afetam a memória

O número de pessoas com demência deve praticamente dobrar para 65,7 milhões em 2030 com o envelhecimento da população mundial, de acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (MS) publicado nesta quarta-feira.

Em 2050 o número de doentes pode ser 3 vezes maior que o atual, em 35,6 milhões, informou a organização da ONU.

O relatório divulgado pela OMS e pela Alzheimer's Disease International estima que o custo do tratamento e dos cuidados médicos para pessoas com essa condição é de US$ 604 bilhões (R$ 1.108 bilhões) por ano.

A demência é causada por uma variedade de doenças no cérebro que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a habilidade de realizar atividades cotidianas.

O Alzheimer é a causa mais comum da demência e corresponde a cerca de 70% dos casos.

Mais da metade dos doentes (58%) vivem em países de renda média e baixa, mas esse número pode aumentar para 70% em 2050.

O relatório informou que seriam necessários diagnósticos muito mais eficazes, já que, até mesmo em países ricos, apenas de 20% a 50% de casos de demência são rotineiramente reconhecidos.

"Uma vez que a prevalência da doença vai explodir neste século porque todos vamos viver mais - o risco de demência é de 1 em cada 8 para aqueles com mais de 65 e uma proporção assustadora de 1 em 2,5 para os maiores de 85 - seu impacto vai se tornar maior ao longo das décadas," de acordo com

Shekhar Saxena, chefe do departamento de saúde mental da OMS.

"Precisamos aumentar nossa capacidade de detectar a demência precocemente para oferecer as condições sociais e de saúde necessárias," disse Oleg

Chestnov, diretor geral assistente de Doenças Não Transmissíveis e Doença Mental da OMS.

"Muito pode ser feito para reduzir o problema da demência. Os profissionais de saúde, com frequência, não são treinados adequadamente para reconhecer a demência."

Apenas oito países em todo o mundo - Austrália, Grã-Bretanha, Dinamarca, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda e Noruega - atualmente têm programas nacionais para a demência, de acordo com o relatório "Demência: uma prioridade da saúde pública".

Alemanha e Suécia estabeleceram listas de recomendações.

O estudo também destaca um falta de informação e conhecimento geral sobre a doença, que alimenta o estigma e leva as pessoas, às vezes, a adiar a busca por apoio.

"Agora é vital enfrentar os baixos níveis de conscientização e entendimento públicos e reduzir drasticamente o estigma associado com a demência," disse

Marc Wortmann, diretor executivo da Alzheimer's Disease International.

"Precisamos agir, precisamos deter essa epidemia."

Neste relatório, a OMS recomenda que as autoridades procurem minimizar o estigma que tem sido, há muito tempo, associado à demência e melhorar os cuidados gerais para as vítimas, junto com o apoio para os enfermeiros.

Não é possível atualmente tratar a demência, mas o avanço da doença em alguns casos pode ser desacelerado.

Autor: Da AFP
Fonte: G1

posted by denise carreiro | 1:01 PM

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Terça-feira, Abril 10, 2012  

Autismo ganha contornos de epidemia nos EUA
WASHINGTON, 29 Mar 2012 (AFP) -Os casos de autismo em crianças está em clara ascensão nos Estados Unidos desde a década passada, demonstraram números oficiais divulgados nesta quinta-feira, um fenômeno que se explica, em parte, por uma detecção mais eficiente deste transtorno do desenvolvimento.

O número de casos de autismo diagnosticados em crianças aumentou 23% entre 2006 e 2008, com um em 88 crianças afetadas contra um em 110 anteriormente, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), instâncias federais do Departamento de Saúde.

Este estudo se baseia em uma observação feita em 2008 que indica não só um aumento de 23% com relação às estimativas de 2006, mas também de 75% desde que os CDC começaram a registrar a incidência da doença, em 2001.

Estes novos números demonstram que o autismo é duas vezes mais comum do que se acreditava sete anos antes e, provavelmente, afeta um milhão de meninos, meninas e adolescentes nos Estados Unidos.

Este aumento se explica em parte por uma detecção mais eficaz da síndrome, sobretudo em menores de três anos, explicou Coleen Boyle, especialista dos CDC.

"Uma parte deste aumento se deve a um diagnóstico melhor, mas não sabemos até que ponto", afirmou, durante teleconferência.

"Graças a estas estatísticas sabemos mais sobre como a idade mais avançada dos pais e o nascimento prematuro aumenta o risco de que uma criança sofrer de autismo", disse a médica.

Estas estatísticas também mostram que o desenvolvimento da síndrome, cujas causas continuam sendo indeterminadas e que existe em diferentes formas e graus de gravidade, afeta quase cinco vezes mais meninos do que meninas, uma proporção que também aumentou de 2006 a 2008.

A prelavência do autismo está experimentando uma variação geográfica significativa nos Estados Unidos, onde afeta uma criança em 210 no Alabama (sul) e uma em 47 em Utah (noroeste).

O aumento mais expressivo foi observado em crianças negras e hispânicas.

Recomenda-se que se façam testes de autismo "sem exceção a todas as crianças entre 18 e 24 meses" de vida, afirmou Susan Hyman, presidente da subcomissão sobre autismo da Academia Americana de Pediatria (AAP, na sigla em inglês), durante a mesma teleconferência.

Marcos Roithmayr, presidente da Autism Speaks, a maior fundação privada do mundo dedicada à pesquisa sobre esta síndrome, disse que a doença custa 126 bilhões de dólares ao ano nos Estados Unidos, um montante que segundo o informe da organização triplicou desde 2006.

Por último, todos os médicos consultados descartaram que o projeto de revisão de critérios de classificação do autismo, lançado pela APA em janeiro, seja prejudicial para algumas crianças que sofrem da síndrome.

Psiquiatras e fundações particulares chegaram a expressar receio de que a nova classificação deixasse de fora muitas crianças com variações de autismo, como a Síndrome de Asperger.

posted by denise carreiro | 12:39 PM

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10/04/2012

Meninos amamentados no peito são mais inteligentes, diz estudo

Leite compensa nos meninos os hormônios femininos que ajudam a proteger o cérebro

O leite materno é excelente para a saúde. Além de aumentar o vínculo com a mãe, a amamentação também promove muitos benefícios à saúde da criança.

Um estudo australiano garante que o leite materno produz outras vantagens, dentre elas o aumento da inteligência.

De acordo com os cientistas envolvidos na pesquisa, meninos que mamaram no peito até os seis meses de vida demonstraram um melhor desempenho no estudo.

Eles se apresentaram eficientes na leitura, matemática e grafia. Mais de mil crianças foram estudadas na pesquisa. E por que meninos ficam mais inteligentes com o leite materno?

Segundo os pesquisadores, possivelmente porque o leite compensa nos meninos os hormônios femininos que ajudam a proteger seu cérebro.

O vínculo emocional entre mãe e filho também desenvolve o sistema cognitivo dos garotos.

Os nutrientes presentes no leite materno, como os ácidos graxos poli-insaturados, também seriam os responsáveis pelo desenvolvimento da inteligência dos meninos. Essa substância ajuda no crescimento de membranas celulares do cérebro e dos neurônios.

Autor: Agência Brasil
Fonte: R7

posted by denise carreiro | 12:27 PM

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10/04/2012

Estudo relaciona obesidade e diabetes durante a gestação ao autismo

Condições metabólicas das mães influenciam no desenvolvimento de deficiências no bebê

Um estudo conduzido por pesquisadores americanos aponta que a diabetes e a obesidade maternais podem aumentar o risco do bebê desenvolver autismo ou outra deficiência durante a gestação.

O trabalho, do Instituto de Investigação Médica de Doenças Neurológicas UC Davis, indica que as mães obesas têm 1,6 mais chances de ter um filho com autismo que mães não obesas e sem diabetes ou hipertensão. O primeiro grupo ainda estão duas vezes mais propensas a ter um filho com outros tipos de atraso neurológico. Já as gestantes com diabetes têm 2,3 mais chances de seu bebê desenvolver as deficiências.

Os pesquisadores ainda notaram que os filhos de mães diabéticas apresentaram um autismo mais acentuado que os das gestantes saudáveis, com maior déficit na compreensão e na produção da linguagem e na comunicação. Além disso, os filhos sem autismo de mães diabéticas também apresentaram algumas dificuldades na socialização e nas habilidades em torno da linguagem e da comunicaçao quando comparados às crianças não autistas do grupo de mães saudáveis.

"Cerca de um terço das mães americanas são consideradas obesas durante a gestação e quase um décimo tem diabetes gestacional ou tipo 2. Nossas conclusões de que o desenvolvimento dessas deficiências pode estar ligado às condições de saúde das mães levantam questões e também podem ser uma implicação para a saúde pública", disse Paula Krakowiak, uma das condutoras do estudo, publicado no órgão oficial da Academia Americana de Pediatria.

Entre as crianças nascidas de mães com diabetes tipo 2 ou gestacional, 9,3% nasceram com autismo e 11,6% com outro tipo de deficiência, porcentagens superiores às registradas nos filhos de mães sem tais condições - 6,4%. Mais de 20% das mães de crianças com autismo ou outra deficiência eram obesas. Apenas 14% das mães com bebês sem autismo estavam acima do peso.

Aproximadamente 29% das crianças com autismo têm mães com obesidade ou diabetes, e cerca de 35% das que apresentaram outra deficiência têm uma das condições metabólicas citadas. Entre as mães consideradas saudáveis, o índice de crianças com alguma deficiência é de 19%.

Autor: Redação
Fonte: Estadão - Saúde

posted by denise carreiro | 12:24 PM

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Segunda-feira, Março 26, 2012  

Antibiótico fica no corpo por até dois anos

Ele só deve ser usado quando seus benefícios compensarem os riscos

Estudo feito pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas e publicado na revista Microbiology informou que basta tomar um antibiótico por sete dias que as defesas do organismo de um indivíduo ficam prejudicadas por até dois anos.

Já é sabido que os efeitos de tais remédios são nocivos à flora intestinal, mas o estudo revela agora que as alterações duram muito mais tempo do que se imaginava.

Para os especialistas, o antibiótico só deve ser usado quando seus benefícios compensarem os riscos.

Só para citar algumas dos efeitos colaterais que ocorrem na flora intestinal, as colites (inflamações), diarreias e enjoos, são os mais comuns.

Na flora intestinal existe um conjunto de bactérias que protegem, regulam e equilibram o organismo no que se refere à digestão.

Autor: Agência Estado
Fonte: R7

posted by denise carreiro | 9:56 AM

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Terça-feira, Março 20, 2012  

Mesmo polêmica, dieta sem glúten é moda para emagrecer e ganhar saúde
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
FERNANDA REIS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Antes praticada só por necessidade, a dieta sem glúten está conquistando novos adeptos: interessados em perder peso ou ganhar saúde.
O cardápio, já adotado por celebridades como a atriz Juliana Paes, condena a farinha de trigo e seus derivados, como pão e macarrão, e proíbe qualquer alimento com aveia, malte, centeio e cevada -incluindo cerveja. A promessa é melhorar a função do intestino e, de quebra, acabar com males como a enxaqueca.
O glúten é uma proteína vegetal que, no organismo de pessoas sensíveis, pode provocar reações, entre elas diarreia, flatulência e fadiga. A sensibilidade mais comum é a doença celíaca, intolerância ao nutriente que atinge cerca de 1% da população.
Para quem tem a doença, ficar longe do glúten é fundamental. Para pessoas saudáveis, há controvérsia.
Recentemente, o Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (que inclui o Estado de São Paulo) lançou um parecer oficial sobre o tema. O documento diz que o glúten só deve ser tirado da dieta se houver diagnóstico de doença celíaca, alergia ou sensibilidade ao nutriente.
"Nutricionistas estavam tirando a proteína da alimentação de pessoas que queriam emagrecer ou curar um problema digestivo, sem diagnóstico", diz Thiago Sacchetto de Andrade, nutricionista e conselheiro da entidade. "É errado. Glúten não faz mal para a população em geral."
BENEFÍCIOS
A proteína não faz diferença na nutrição. A publicitária Patrícia Nery, 38, deixou de comer glúten para emagrecer. De junho a dezembro do ano passado, perdeu 11 quilos. "Foi a única coisa que mudei na minha alimentação. Se quero comer macarrão, tudo bem. Só que como sem glúten", diz.
Ela conta que já havia seguido várias dietas sem sucesso. "Perdia peso em pouco tempo, mas recuperava. Hoje está mais fácil manter."
Regina Racco, 61, professora de ginástica, tinha falhas de memória. Pesquisando, achou estudos segundo os quais a alimentação sem glúten é boa para portadores de Alzheimer. Com orientação de nutricionista, cortou a proteína e, em oito semanas, perdeu 13 quilos. "Emagreci sem perceber. Minha compulsão por comida acabou." A memória, diz ela, melhorou.
Especialistas concordam que a sensibilidade ao glúten pode ter muitos sintomas. A gastropediatra Vera Lúcia Sdepanian, chefe do ambulatório de celíacos da Unifesp, lembra de cabeça mais de 20 manifestações da doença celíaca, desde deficiências de vitaminas, dermatite e dor articular até osteoporose.
Mesmo quem não tem a doença pode manifestar algum tipo de sensibilidade, de acordo com a gastroenterologista Lorete Maria da Silva Kotze, professora da PUC-PR.
"Há um espectro muito grande de desconfortos relacionados ao glúten. O nutriente é absorvido pelo aparelho digestivo, mas sua ação é sistêmica. Isso torna o diagnóstico mais complicado."
Ganho de peso não está na lista de sintomas associados à intolerância a glúten. Mesmo assim, alguns médicos acreditam que tirar o nutriente ajuda a perder peso. "A digestão dessa proteína é difícil, o intestino fica inchado. Pessoas com sobrepeso ou doenças crônicas deveriam tirar o glúten", diz a nutróloga Tamara Mazaracki, membro da Associação Brasileira de Nutrologia.
"É uma proteína que não faz falta. Sem ela, você se alimenta melhor. Em vez de ficar no pão com trigo, passa a consumir quinoa, milho."
Para a gastropediatra Lenora Gandolfi, da Universidade de Brasília, não há comprovação científica de que tirar o glúten faz perder peso. O mesmo pensa a nutricionista Lara Natacci, da DietNet. "Não é a ausência do glúten que emagrece. Ao cortar esse item, você troca alimentos gordurosos e industrializados por opções mais saudáveis. A perda de peso deve ser relacionada a isso."
Para Vera Sdepanian, qualquer recomendação nutricional feita sem diagnóstico deve ser condenada. "A doença celíaca é séria, exige mudança de hábitos e pode ter consequências graves se não for tratada. A dieta é restritiva e difícil de ser seguida. Não pode ser para todos."
O diagnóstico da intolerância alimentar pode ser feito com um exame de sangue, teste genético e, se necessário, biópsia do intestino.

posted by denise carreiro | 4:14 PM

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Repórter abre mão de farinha de trigo e derivados e perde dez quilos
TETÉ MARTINHO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Resolvi maneirar na farinha de trigo depois de me submeter, por orientação médica, a um teste para detectar intolerâncias alimentares.
O procedimento, envolvendo eletrodos, amostras em vidrinhos e agulhas que se agitam no painel, não parece lá dos mais científicos. Mas, sentindo-me em boas mãos e genuinamente a fim de mudar um quadro crônico de sobrepeso e falta de energia, botei fé no resultado: intolerância a laticínios e trigo.
O teste foi um dos parâmetros usados para definir as bases de uma dieta de desintoxicação que também previa redução no sal e no açúcar e, pelo menos por um tempo, corte radical da carne vermelha, refrigerantes e café (medida que na hora me pareceu estranhíssima mas, no decorrer do período, revelou-se de grande eficácia no controle da ansiedade, essa falsa forma de fome).
Os queijos e os milagres da farinha branca estavam em todos os andares da minha pirâmide alimentar. Incrivelmente, não foi problema reduzi-los; me apeguei com os legumes, as frutas, as verduras, a tapioca matinal, a bolacha de arroz, o queijo de cabra e fui. Dez meses e quase dez quilos a menos depois, baixei a guarda, mas sem o velho ímpeto. E espero nunca mais olhar para farinhas, carne, queijos, açúcar e café sem a desconfiança devida.
O que descobri foi o seguinte: para quem precisa de mudança de hábito alimentar, regime ou ambos, detectar uma intolerância alimentar é detectar uma verdade conveniente. Abrir mão de algo que intoxica faz mais sentido do que se privar de uma delícia.
E isso não é mera neurolinguística. Tem a ver, enfim, com uma compreensão melhor da equação alimentação/peso/saúde, que leva em conta "detalhes" normalmente ignorados. Como o teor de nutrição que há em cada comida e seu impacto na digestão. Ou como a relação direta entre dieta industrializada ocidental -não por acaso baseada em farinha, açúcar, conservantes e sódio em excesso- e doenças cardíacas, câncer e obesidade.

posted by denise carreiro | 4:13 PM

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Quarta-feira, Março 14, 2012  

Gordura trans pode estar associada a comportamento agressivo e impaciência
Fonte: Veja, editoria de Saúde 14/03/2012
Pesquisa identificou que aqueles que mais consomem a gordura são os que apresentam maiores chances de terem alterações comportamentais

Gordura trans: consumo a gordura pode levar a um comportamento agressivo, diz estudo (Comstock/Thinkstock)
Muito além da obesidade e dos riscos de problemas cardiovasculares, um novo estudo da Faculdade de Medicina de San Diego da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, associou o consumo de gordura trans com maior impaciência e comportamento agressivo. Segundo a pesquisa, publicada na edição deste mês no periódico PLoS ONE, essas reações adversas podem ser apresentadas tanto por homens quanto por mulheres e de todas as idades.
A pesquisa — Os autores do estudo avaliaram 945 adultos com base em informações como hábitos alimentares, comportamento, histórico e autoavaliação de agressão, impaciência ou irritabilidade, entre outras características comportamentais.
Os resultados indicaram que as pessoas que mais consumiam gordura trans tinham uma forte tendência a apresentar comportamento agressivo e impaciência no futuro em comparação com aquelas que não ingeriam tanta gordura no seu dia-a-dia. Elas também tinham históricos com mais casos de comportamentos como esses. Essa associação não se alterou com sexo, idade e etnia dos participantes.
“Se esses dados se mostrarem verdadeiros, há mais lógica ainda para que as pessoas diminuam a quantidade de gordura trans que comem todos os dias. Essa redução é essencial principalmente na alimentação das escolas e dos presídios, já que esse alimento se mostrou prejudicial tanto para quem o consome quanto para as pessoas que estão ao seu redor”, afirma Beatrice Golomb, uma das autoras do estudo.

posted by denise carreiro | 12:55 PM

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Terça-feira, Março 06, 2012  

02/03/2012 -
Nestlé elimina ingredientes artificiais de todos seus doces
da BBC BRASIL

O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e conservantes artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.
Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.
Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.
A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.
Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.
A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.
A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado a fabricantes de alimentos para que eliminassem ingredientes químicos.
Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a conservantes.
De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International, que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.
A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.

posted by denise carreiro | 6:29 PM

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02/03/2012 - 10h56
Nestlé elimina ingredientes artificiais de todos seus doces

DA BBC BRASIL

O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e conservantes artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.
Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.
Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.
A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.
Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.
A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.
A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado a fabricantes de alimentos para que eliminassem ingredientes químicos.
Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a conservantes.
De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International, que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.
A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.

posted by denise carreiro | 6:29 PM

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02/03/2012 - 10h56
Nestlé elimina ingredientes artificiais de todos seus doces
DA BBC BRASIL
O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e conservantes artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.
Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.
Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.
A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.
Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.
A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.
A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado a fabricantes de alimentos para que eliminassem ingredientes químicos.
Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a conservantes.
De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International, que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.
A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.

posted by denise carreiro | 6:28 PM

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Quarta-feira, Novembro 09, 2011  

Pesquisas indicam ligação entre antibióticos e obesidade
Kate Murphy
The New York Times

O uso excessivo de antibióticos tem levado à criação de bactérias resistentes aos medicamentos, conhecidas como superbactérias, tais como a Staphylococcus aureus, resistente à meticilina. Agora, porém, pesquisadores estão verificando uma possibilidade igualmente inquietante: o abuso de antibióticos também pode estar contribuindo para a crescente incidência de obesidade, bem como para alergias, doenças inflamatórias intestinais, asma e refluxo gastroesofágico.
Martin Blaser, professor de microbiologia do Centro Médico Langone, na Universidade de Nova York, é um dos que estão chamando atenção para a possibilidade. Em um comentário publicado em agosto na revista Nature, ele afirmou que os antibióticos alteram permanentemente a flora microbiana do corpo humano, também conhecida como microbioma ou microbiota, acarretando consequências imprevistas e graves para a saúde.
O intestino humano, em particular, abriga bilhões de bactérias, mas pouco se sabe sobre esse ecossistema oculto. Considere-se a bactéria Helicobacter pylori, por exemplo, associada ao aumento de risco de úlceras e câncer gástrico. Muitos médicos prescrevem prontamente antibióticos para matá-la, mesmo quando o paciente não tem sintomas.
H. pylori
Contudo, em 1998, em um artigo publicado no British Medical Journal, Blaser foi mais comedido. Na ocasião, argumentou que a H. pylori pode não ser um agente tão ruim, no fim das contas. "Estamos falando de uma bactéria que integra o intestino humano há pelo menos 58 mil anos", disse Blaser em uma entrevista. "Provavelmente existe uma razão para isso".
Seu laboratório, desde então, produziu um fluxo de resultados que sustentam sua suspeita. Blaser e seus colegas descobriram, por exemplo, que o estômago se comporta de maneira diferente após a utilização de antibióticos para a erradicação da H. pylori.
Supõe-se que, após uma refeição, os níveis de grelina - um hormônio da fome secretado no estômago - diminuam. Mas, na pesquisa em indivíduos sem H. pylori, a quantidade de grelina no sangue se manteve, indicando ao cérebro que se continue comendo.
Além disso, os ratos do laboratório de Blaser tomaram antibióticos em doses semelhantes às dadas a crianças para tratar infecções de ouvido e de garganta, suficientes para matar a H. pylori em muitos pacientes. Foi registrado aumento da gordura corporal nos animais, embora sua dieta não tenha sido alterada. (Na verdade, há muito tempo os pecuaristas dão antibióticos ao gado para promover ganho de peso sem aumentar a ingestão calórica).
Estes resultados são consoantes com a pesquisa conduzida atualmente por Peter Turnbaugh, geneticista da Universidade Harvard, em colaboração com Jeffrey Gordon, gastroenterologista da Universidade de Washington, em St. Louis. Eles descobriram que a proporção de diferentes tipos de bactérias no intestino de ratos obesos e humanos obesos é significativamente diferente da dos magros, sugerindo que alterar o equilíbrio microbiano do estômago com antibióticos pode tornar os pacientes mais suscetíveis a ganhar peso.
Alergias
O uso excessivo de antibióticos também pode ser a raiz de outros problemas de saúde. Yu Chen, epidemiologista da Universidade de Nova York, encontrou uma correlação inversa entre a infecção por H. pylori e a asma infantil, a rinite e alergias dermatológicas em 7600 participantes da Pesquisa Nacional em Saúde e Nutrição, nos Estados Unidos.
Pesquisas de observação têm demonstrado que, na verdade, a eliminação da H. pylori aumenta o risco de refluxo gástrico, que é em si associado à asma, bem como de doenças de esôfago. Pesquisadores na Suíça e na Alemanha relataram que camundongos que receberam H. pylori se tornam na verdade protegidos contra a asma.
Barry Marshall, professor de biologia clínica da Universidade da Austrália Ocidental, em Perth, agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina em 2005 por sua participação na descoberta da H. pylori e seu papel na gastrite e úlcera péptica, teve uma reação mais discreta.
"Eu nunca matei ninguém por receitar antibióticos para a H. pylori, mas pessoas morreram por não tomar antibióticos para se livrar dela", disse ele.
Os pacientes cuja flora interna se encontra dizimada por antibióticos tendem a readquirir as bactérias ao longo do tempo, principalmente se a pessoa reside com outras, disse Marshall.
No entanto, ele concorda com a Blaser a respeito de que os antibióticos têm sido administrados em excesso. Marshall disse que até mesmo prevê o dia em que uma cepa desintoxicada da H. pylori possa ser utilizada como tratamento para doenças como a obesidade e a asma.
Porém, o aumento no uso de antibióticos pode estar causando danos que vão muito além dos que resultam da perda da H. pylori.
"Até agora, nos concentramos na H. pylori porque temos testes de diagnóstico para detectá-la, mas poderíamos dizer que a H. pylori é um organismo que indica um provável processo de desaparecimento de uma ampla microbiota, o que aumenta o risco de doenças", afirmou Blaser.
Pesquisas
Os Institutos Nacionais de Saúde também estão preocupados, tanto que investiram US$ 6,5 milhões na pesquisa de Blaser durante o ano passado, a fim de investigar o papel do desaparecimento de microbiotas na atual epidemia de obesidade. Além disso, destinaram US$ 115 milhões em 2008 ao financiamento do Projeto Microbioma Humano, que se propõe a identificar micróbios que residem na pele e no interior de organismos humanos saudáveis.
"Podemos pensar nessa iniciativa como o segundo projeto do genoma humano, no qual faremos o sequenciamento dos genes da enorme diversidade de bactérias que povoa nosso corpo", disse Julie Segre, pesquisadora sênior do Instituto de Pesquisa do Genoma Humano dos Institutos Nacionais de Saúde. "Vamos recolher amostras de 200 voluntários saudáveis para ter uma ideia do que é uma microbiota normal e saudável".
Trata-se de um projeto ambicioso, dado que as bactérias do corpo superam as células humanas em uma relação de 10 para 1. Porém, os pesquisadores envolvidos dizem que os avanços na tecnologia de sequenciamento de DNA fizeram com que a iniciativa se tornasse viável. Até o momento, o projeto foca apenas nos micróbios que residem sobre a pele e nas áreas do nariz, da boca, do intestino e na genitália.
David Relman, professor de microbiologia e imunologia da Universidade de Stanford, disse que o Projeto Microbioma Humano é importante porque não são apenas os antibióticos que estão alterando a microbiota humana: "Muitos aspectos da vida moderna, incluindo a alimentação, famílias menores, mais práticas de higiene e melhorias no saneamento público, estão afetando nossas comunidades bacterianas".
Obter um retrato genético das bactérias que povoam os seres humanos hoje seria fornecer um referencial para acompanhar problemas futuros, assim como transtornos decorrentes deles.
"Precisamos entender como nossas comunidades microbianas operam, além de identificar o que dar a elas para que possam florescer novamente", disse Relman. "É instigante e totalmente possível que no futuro tenhamos um coquetel de cepas e espécies de bactérias para reparar os danos colaterais que os antibióticos e outras práticas têm desencadeado na ecologia do nosso organismo".
As ideias de Blaser nem sempre foram populares, mas ele se sente satisfeito com o interesse crescente pelo microbioma humano e suas relações com a saúde.
"Sei que agora estou fazendo o trabalho mais importante da minha carreira", disse ele.

posted by denise carreiro | 10:24 AM

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Sexta-feira, Novembro 04, 2011  

posted by denise carreiro | 9:32 AM

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Quinta-feira, Outubro 27, 2011  

Deficiência de vitamina D pode antecipar idade da menarca, segundo pesquisa publicada pelo The American Journal of Clinical Nutrition

Estudo publicado pelo The American Journal of Clinical Nutrition mostra que a menarca precoce, um fator de risco para a doença cardiometabólica e o câncer, pode ser influenciada pela deficiência de vitamina D no organismo.
A latitude, que influencia a exposição ao sol, é inversamente proporcional à idade da menarca. Esta associação pode estar relacionada à vitamina D.
A associação entre vitamina D e a ocorrência da menarca foi avaliada em um estudo prospectivo em meninas de Bogotá, na Colômbia. Dosagens da concentração de 25-hidroxivitamina D [25 (OH) D] em uma amostra aleatória de 242 meninas (idade média de 8,8 anos ± 1,6 anos) foram realizadas e foi feito um acompanhamento por uma média de 30 meses. As participantes foram questionadas periodicamente sobre a ocorrência e data da menarca. A referência para as dosagens de 25 (OH) D foram classificadas como <50 nmol / L (deficiente), ≥ 50 e <75 nmol / L ou ≥ 75 nmol / L (suficiente). A incidência da menarca foi comparada entre os grupos.
Os resultados mostraram um total de 57% das meninas no grupo com deficiência de vitamina D atingindo a menarca durante o seguimento, em comparação com 23% das meninas com vitamina D classificada como suficiente. Após ajustes para idade e índice de massa corporal (IMC), a probabilidade de ocorrência da menarca foi duas vezes maior nas meninas com deficiência de vitamina D do que em meninas com vitamina D suficiente.
Concluiu-se que a deficiência de vitamina D está associada à idade mais precoce de ocorrência da menarca.
Fonte: The American Journal of Clinical Nutrition

posted by denise carreiro | 10:59 AM

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Quarta-feira, Outubro 26, 2011  

Estudo associa consumo de refrigerantes a comportamento violento
Em Washington

Jovens que bebem mais de cinco latas de refrigerantes não-dietéticos são propensos a cometer agressões

Jovens que bebem mais de cinco latas de refrigerantes não-dietéticos são propensos a cometer agressões

O alto consumo de refrigerantes entre os adolescentes pode estar ligado a um comportamento mais agressivo, diz um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista "Injury Prevention".

A pesquisa observa que os adolescentes que bebem mais de cinco latas de refrigerantes não-dietéticos são significativamente mais propensos a ter atitudes violentas, como portar armas e cometer agressões.

O estudo baseou-se em entrevistas com 1.878 adolescentes de 14 a 18 anos de 22 escolas públicas da cidade americana de Boston.

Os jovens foram classificados em duas categorias: "baixo consumo", até quatro latas por semana; e "alto consumo", mais de cinco latas por semana.

Um terço dos entrevistados ficou na categoria de "alto consumo". Eles foram perguntados sobre recentes comportamentos ou atitudes violentas com companheiros ou familiares e se portavam faca ou arma de fogo.

Essas atitudes foram avaliadas junto a outros fatores que poderiam influir nos resultados, como o gênero, consumo de álcool, de tabaco e as horas de sono.

O estudo constatou que 23% dos que bebiam uma ou nenhuma lata de refrigerante por semana responderam que tinham o hábito de portar armas. Já entre aqueles que bebiam mais de 14 latas por semana o número chegava a 43%.

A proporção daqueles que tiveram condutas violentas com os companheiros se elevava de 15% naqueles que quase não bebiam refrigerantes para 27% entre os que bebiam 14 ou mais por semana.

Como conclusão, os pesquisadores afirmam que os adolescentes que são altos consumidores deste tipo de bebida têm entre 9% e 15% mais propensão a apresentar condutas violentas.

"Pode haver uma relação direta causa-efeito, talvez devido ao conteúdo de açúcar ou cafeína nessas bebidas, ou pode haver outros fatores, não analisados ainda, que relacionem alto consumo de refrigerantes a agressão", indica o estudo.

posted by denise carreiro | 9:38 AM

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Quinta-feira, Outubro 20, 2011  

Novos médicos não sabem lidar com parto normal

Fonte a Gazeta do Povo,publicado em 15/10/2011 | Pollianna Milan

Entre os 3 mil médicos entrevistados na pesquisa conduzida pelo CFM, Febrasgo e ANS há algo em comum: os formados recentemente, em sua maioria, não acham um problema a quantidade de cesarianas feitas no Brasil, apesar de o índice estar bem acima do aceitável.
A médica Lucila Nagata, da Febrasgo, chama a atenção para um ponto pouco discutido: as universidades de hoje formam excelentes cirurgiões, mas não ensinam aos obstetras como acompanhar um parto normal. “Os colegas têm hoje maior ênfase no saber operar e, muitos, quando se deparam com um parto normal, não sabem como proceder”, explica.
Para Lucila, outro problema é a quantidade de processos judiciais (normalmente éticos) que surgem contra os médicos que tentam fazer parto normal e acabam indicando a cesariana em um tempo não hábil para salvar a mãe ou o bebê ou para evitar algum problema no parto. “Muitos preferem a cesariana para não correr este risco.”

Dinheiro
A remuneração dos médicos no Brasil, pelos planos de saúde, também é diferente quando o parto é normal ou cesariana. Antigamente se pagava mais pela cesariana, hoje grande parte dos planos de saúde paga o mesmo valor e alguns já inverteram a lógica: pagam mais pelos partos normais como incentivo. Recentemente a Gazeta do Povo publicou que os médicos que fazem cesarianas chegam a cobrar um valor extra (por fora) da parturiente para ela ter a garantia da presença dele na hora do parto cesáreo (alguns planos de saúde aceitaram esta atitude).
Há ainda outra questão: por mais que os médicos recebam mais pelo parto normal, este costuma demorar muito mais que a cesariana, ou seja, o valor/hora do parto normal não compensa. “Uma das sugestões é que os planos de saúde montem equipes qualificadas para o acompanhamento do trabalho de parto (assim como existem as equipes de plantão nos hospitais públicos). Assim, esta equipe atenderia a mulher e, o obstetra, só seria acionado quando estivesse muito próximo de o bebê nascer. Poderia ser uma alternativa. Estamos buscando soluções”, diz o coordenador da Comissão de Parto Normal do Conselho Federal de Medicina, José Fernando Maia Vinagre.
A médica Daphne Rattner, professora da Universidade de Brasília, sugere algo a mais: que o parto seja feito por enfermeiras obstetrizes e o médico só seja chamado caso necessário. “Em muitos países onde as taxas de cesarianas são baixas, este é o modelo que funciona”, cita Daphne.

posted by denise carreiro | 9:05 AM

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Quarta-feira, Outubro 19, 2011  

Droga psiquiátrica é veneno para crianças, diz médica
Autora: CLÁUDIA COLLUCCI
de Washington

Primeira mulher a ocupar o cargo de editora-chefe no bicentenário "New England Journal of Medicine", a médica Marcia Angell já foi considerada pela revista "Time" uma das 25 personalidades mais influentes nos EUA.
Desde 2004, Angell, 72, é conhecida como a mulher que tirou o sossego da indústria farmacêutica e de muitos médicos e pesquisadores que trabalham na área.
Naquele ano, ela publicou a explosiva obra "A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos", que desnuda o mercado de medicamentos.
Usando da experiência de duas décadas de trabalho no "NEJM", ela conta, por exemplo, como os laboratórios se afastaram de sua missão original de descobrir e fabricar remédios úteis para se transformar em gigantescas máquinas de marketing.

Professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Harvard, Angell é autora de vários artigos e livros que questionam a ética na prática e na pesquisa clínica. Tornou-se também uma crítica ferrenha do sistema de saúde americano.
Tem se dedicado a escrever artigos alertando sobre o excesso de prescrição de drogas antipsicóticas, especialmente entre crianças. "Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade", diz ela.
Mãe de duas filhas e avó de gêmeos de oito meses, ela diz que recebe muitos convites para vir ao Brasil, mas se vê obrigada a recusá-los. "Não suporto a ideia de passar horas e horas dentro de um avião." A seguir, trechos da entrevista exclusiva que ela concedeu à Folha.

Folha - Houve alguma mudança no cenário dos conflitos de interesses entre médicos e indústria farmacêutica desde a publicação do seu livro?
Marcia Angell - Não. Os fatos continuam os mesmos. Talvez as pessoas estejam mais atentas. Há mais discussão, reportagens, livros, artigos acadêmicos sobre esses conflitos, então eles parecem estar mais sutis do que eram no passado. Mas é claro que as companhias farmacêuticas sempre encontram uma forma de manter o lucro.

E os pacientes? Algumas pesquisas mostram eles parecem não se importar muito com essas questões.
Em geral, os pacientes confiam cegamente nos seus médicos. Eles não querem ver esses problemas.
Além disso, as pessoas sempre acreditam que os medicamentos sejam muito mais eficazes do que eles realmente são. Até porque somente estudos positivos são projetados e publicados.
A mídia, os pacientes e mesmo muitos médicos acreditam no que esses estudos publicam. As pessoas creem que as drogas sejam mágicas. Para todas as doenças, para toda infelicidade, existe uma droga. A pessoa vai ao médico e o médico diz: "Você precisa perder peso, fazer mais exercícios". E a pessoa diz: "Eu prefiro o remédio".
E os médicos andam tão ocupados, as consultas são tão rápidas, que ele faz a prescrição. Os pacientes acham o médico sério, confiável, quando ele faz isso.

Pacientes têm de ser educados para o fato de que não existem soluções mágicas para os seus problemas. Drogas têm efeitos colaterais que, muitas vezes, são piores do que o problema de base.

A sra. tem escrito artigos sobre o excesso de prescrições na área da psiquiatria. Essa seria hoje uma das especialidades médicas mais conflituosas?
Penso que sim. Há hoje um evidente abuso na prescrição de drogas psiquiátricas, especialmente para crianças.
Crianças que têm problemas de comportamento ou problemas familiares vão até o médico e saem de lá com diagnóstico de transtorno bipolar, ou TDAH [transtorno de déficit de atenção e hiperatividade]. E é claro que tem o dedo da indústria estimulando os médicos a fazer mais e mais diagnósticos.
Às vezes, a criança chega a usar quatro, seis drogas diferentes porque uma dá muitos efeitos colaterais, a outra não reduz os sintomas e outras as deixam ainda mais doentes.
Drogas antipsicóticas estão claramente associadas ao diabetes e à síndrome metabólica. Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade.

Pessoas que acham que isso não é assim tão terrível sempre argumentam comigo que essas crianças, em geral, chegaram a um estado tão ruim que algo precisa ser feito. Mas isso não é argumento.
Hoje, fala-se muito em medicina personalizada. Na oncologia, há uma aposta de que drogas desenvolvidas para grupos específicos de pacientes serão uma arma eficaz no combate ao câncer.
A sra. acredita nessa possibilidade?
Para mim, isso é só propaganda. Não faz o menor sentido uma companhia farmacêutica desenvolver uma droga para um pequeno número de pessoas. E que sistema de saúde aguentaria pagar preços tão altos?
Algumas escolas de medicina nos EUA começaram a cortar subsídios da indústria farmacêutica e de equipamentos na educação médica continuada.
No Brasil, essa dependência é ainda muito forte. É preciso eliminar por completo esse vínculo ou há uma chance de conciliar esses interesses?
Deve ser completamente eliminado. Professores pagam para fazer cursos de educação continuada, advogados fazem o mesmo, por que os médicos não podem? A diferença é que você não precisa ir a um resort no Havaí para ter educação médica continuada. É preciso pensar em modelos de capacitação mais modestos. E, com a internet, todos os países, mesmo os pobres ou em desenvolvimento, podem fazer isso. A educação médica não pode ser financiada por quem tem interesse comercial no conteúdo dessa educação.

posted by denise carreiro | 11:48 AM

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Cérebro encolhe mais na falta de Vitamina B12

Uma investigação da publicação Neurology demonstra mais uma vez a importância de um adequado aporte nutricional, desta vez de Vitamina B12. O estudo foi levado a cabo em 121 indivíduos com 65 anos e tinha como objectivo verificar a função cerebral e a sua relação com os níveis de Vitamina B12.

Os participantes foram sujeitos a baterias de testes mentais, ressonâncias magnéticas (para avaliar o tamanho do cérebro e procurar danos) e a análises a marcadores do metabolismo da Vitamina B12. Cerca de 4 anos depois foram reavaliados.

Os indivíduos com pontuações mais baixas nos testes mentais e com menor volume cerebral eram os que apresentavam marcadores indicativos de deficiência de Vitamina B12.
Portanto, um mau estado nutricional no que diz respeito à Vitamina B12 pode aumentar o risco de menores capacidades cognitivas e maior atrofia cerebral.

posted by denise carreiro | 8:40 AM

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Sábado, Outubro 08, 2011  

Publicidade influencia escolhas alimentares das crianças
Fonte: Agência EFE
A publicidade influencia as escolhas alimentares das crianças, principalmente quando os pais permanecem neutros, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista "Journal of Pediatrics".
A pesquisa, coordenada por Christhoper Ferguson e outros especialistas da Texas A&M International University, foi realizada com 75 crianças entre três e cinco anos. Elas foram divididas em dois grupos para assistir desenhos animados, entre os quais foram inseridos diferentes anúncios.
O primeiro grupo viu um comercial de batatas fritas e o segundo, um no qual apareciam pedaços de maçã. Após os anúncios, a cada criança eram mostrados dois cupons: um com batatas fritas e outro com maçãs.
Entre as crianças que viram o anúncio das batatas, 71% escolheram o cupom onde aparecia essa comida, de acordo com os pesquisadores. Porém, essa percentagem desceu para 55% quando as crianças foram motivadas por seus pais a escolherem a opção mais saudável, as maçãs.
"O estímulo dos pais para comer algo saudável ajudou a reparar a mensagem dos anúncios, mas seu efeito foi menor do que tínhamos antecipado", declarou Ferguson.
Já entre as crianças que viram o anúncio das maçãs, apenas 46% escolheu as batatas fritas e essa percentagem desceu para 33% quando foram encorajados por seus pais a escolherem o alimento mais saudável.
"As crianças foram claramente influenciadas pelos anúncios que viram. No entanto, os pais não são impotentes para influir nos hábitos alimentares de seus filhos", destacou Ferguson.
O especialista acrescentou que os pais "ganham vantagem se são consistentes com suas mensagens a longo prazo sobre alimentação saudável".

posted by denise carreiro | 6:08 PM

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Terça-feira, Setembro 06, 2011  

posted by denise carreiro | 11:40 AM

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Estamos lançando um novo livro, desta vez sobre o cálcio.

Segue a apresentação:

A utilização correta do cálcio, para o desempenho de todas as funções do organismo, depende da presença de nutrientes que estão faltando na nossa alimentação.

Tópicos:
• A importância do cálcio para o funcionamento geral do organismo
• A sinergia dos nutrientes para formação da massa óssea
• Por que a nossa atual alimentação leva ao enfraquecimento dos nossos ossos?
• Fontes de Cálcio: Mitos e realidades.
• Suplementos usuais de cálcio: Mais riscos que benefícios! Como se proteger deles?

A imensa quantidade de informações sobre osteoporose e carência de cálcio, cada vez mais presente no nosso vocabulário, sempre está associada à venda de soluções arcanas, que nos afastam ainda mais de um comportamento alimentar que atende às necessidades nutricionais mínimas que o organismo precisa para funcionar adequadamente, causando muito mais danos que auxílio ao estado de saúde da população.
A ciência da nutrição já entende todo o processo da utilização do cálcio no organismo, bem como a ação dos demais nutrientes, para se obter uma boa condição óssea sem colocar em risco outros sistemas orgânicos.

A osteoporose não é apenas um problema que está relacionado à carência de cálcio, muito menos de leite. O que me fez escrever este livro foi demonstrar a real importância do cálcio para o organismo, a sua sinergia com todos os outros nutrientes, as principais causas nutricionais que desencadeiam a osteoporose, os problemas gerados pelo uso inadequado de suplementos de cálcio, a simplificação do diagnóstico e mostrar o efeito nocivo que as drogas causam no nosso organismo, principalmente quando utilizadas como solução preventiva da perda de massa óssea.
Aonde vamos chegar com tudo isso? Tudo está cada vez mais perigoso. As doenças, apesar de toda medicação prescrita, continuam existindo; estamos cada vez mais vulneráveis a novos distúrbios, fruto do empobrecimento nutricional a que estamos nos submetendo.
Tudo isso poderia ser evitado se a alimentação não fosse abordada de uma forma tão simplificada!

Denise Carreiro
Nutricionista


posted by denise carreiro | 11:36 AM

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Domingo, Agosto 21, 2011  

70% dos bebês consomem muito sal

02 de agosto de 2011 (Bibliomed). Estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido, mostra que 70% dos bebês ingerem uma quantidade maior de sal do que o recomendado. De acordo com especialistas, isso se deve aos alimentos salgados e processados oferecidos a eles, como extrato de levedura, molho de carne, feijão e macarrão em lata.

Altos níveis de sal podem prejudicar os rins da criança, que ainda estão em desenvolvimento, além de acostumá-las com alimentos salgados e estabelecer práticas alimentares que continuam na idade adulta e podem resultar em problemas de saúde no futuro.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram dados de 1.200 crianças e descobriram que a maioria dos bebês recebeu alimentos sólidos em torno dos três a quatro meses de vida. Alimentos sólidos contêm níveis mais elevados de sal, e quando as crianças chegavam aos oito meses de idade, consumiam o dobro de sal recomendado para essa faixa etária.

No Reino Unido, onde foi realizado o estudo, a maior parte do sal é adicionada aos alimentos durante a fabricação, e os britânicos usam pouco sal no cozimento e durante as refeições.

"Estes resultados mostram que o consumo de sal deve ser substancialmente reduzido em crianças desta faixa etária. Bebês necessitam de alimentos especialmente preparados para eles sem adição de sal, por isso é importante para adaptar a dieta da família”, diz Dr. Pauline Emmett, autora da pesquisa. “A pesquisa sugere que os pais devem se atentar para os alimentos adequados para as crianças, uma vez que é responsabilidade deles o que o filho vai comer”, completa.

A pesquisa foi publicada pelo European Journal of Clinical Nutrition.

Fonte: EurekAlert!, 31 de julho de 2011.

posted by denise carreiro | 12:38 PM

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Terça-feira, Junho 28, 2011  

Açúcar e bebidas açucaradas – relação íntima e perigosa com o cérebro! Segunda-Feira, 27 Junho, 2011
Já todos sabemos que o açúcar em excesso é prejudicial, mas as consequências vão muito para além da obesidade.
2 estudos feitos em populações muito diferentes (chinesa e australiana) chegaram à conclusão de que o açúcar e as bebidas açucaradas tiveram correlação positiva com situações muito graves a nível cerebral.

Em 100 jovens chineses, 20.5 % consumia bebidas açucaradas e 18,6% referiu ter idealização de suicídio. O consumo de sumos e refrigerantes foi positivamente associado com o risco de cometer suicídio, sendo que os jovens que consumiam estas bebidas diariamente tinham pensamentos suicidas pelo menos 3 vezes por dia.

Em 4741 indivíduos australianos com mais de 16 anos, 12,5% consumia mais de 1 litro de bebidas açucaradas por dia. Estes valores foram positivamente correlacionados com depressão, problemas relacionados com o stress, intenção de suicídio e sofrimento psicológico. Depois de diversos ajustes, chegou-se à conclusão que quem consumia mais de meio litro de bebidas açucaradas por dia, tinha um risco 60% maior de desenvolver depressão, pensar em suicídio ou passar por sofrimento psicológico.


posted by denise carreiro | 8:24 AM

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Terça-feira, Junho 07, 2011  

Anvisa faz alerta sobre consumo de 'ração humana'
Agência Estado
São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje um alerta sobre o consumo do produto conhecido como "ração humana". Para a agência, a substituição de refeições por esse alimento pode gerar problemas de saúde, devido à carência de nutrientes.

O produto é geralmente composto por mistura de diferentes cereais, farinhas, farelos, fibras e outros ingredientes, como guaraná em pó, gelatina em pó, cacau em pó, levedo de cerveja, extrato de soja, linhaça e gergelim.

O informe técnico da Anvisa destaca, ainda, que a expressão "ração humana" não pode ser utilizada na venda desses produtos, por não indicar a verdadeira natureza e característica do alimento. Além disso, alegações de propriedades medicamentosas, terapêuticas e relativas a emagrecimento não podem constar do rótulo ou material publicitário do produto.

A empresa que desejar comercializar produtos com alegações de propriedades funcionais ou de saúde deve solicitar o registro desses produtos junto à Anvisa. As companhias que descumprirem as determinações estão sujeitas a pagar multas de até R$ 1,5 milhão.
Priscila Trindade

posted by denise carreiro | 6:46 PM

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Quarta-feira, Junho 01, 2011  

Estudo alerta para o risco do consumo de bebidas esportivas e energéticas por crianças
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
Água deve ser a principal fonte de hidratação das crianças
As bebidas energéticas não devem ser consumidas por crianças e as bebidas esportivas raramente são necessárias para elas, alerta o relatório da Academia Americana de Pediatria lançado hoje. O relatório avaliou os componentes que constam nos rótulos das bebidas energéticas e esportivas nos Estados Unidos e concluiu que as bebidas energéticas possuem quantidades muito grandes de cafeína e outros estimulantes que podem trazer risco para as crianças. Segundo a médica Marcie Beth Schneider, co-autora do relatório, é difícil saber quanto de cafeína há nos energéticos e alguns deles tinham 500 mg de cafeína, o equivalente a 14 latas de refrigerante.
Para os autores, há muita confusão entre as bebidas esportivas (hidroeletrolíticos) e as bebidas energéticas e as propagandas de ambas são apontadas para o público infanto-juvenil. Adolescentes americanos muitas vezes não sabem as diferenças entre os dois tipos de bebidas e consomem uma bebida energética, rica em cafeína, quando apenas queriam se hidratar após o exercício.
Bebidas energéticas e esportivas são coisas diferentes. As bebidas esportivas contém carboidratos, minerais, eletrólitos e componentes para dar sabor e têm como objetivo repor a água e os eletrólitos perdidos pelo suor durante o exercício. Esse tipo de bebida pode ser útil para jovens atletas que pratiquem exercícios prolongados e vigorosos, mas na maioria dos casos apenas água é o suficiente para reidratar após atividades esportivas e recreativas normais da criança. Segundo a médica Holly J. Benjamin, co-autora do relatório, as bebidas esportivas contém calorias extras que a criança não precisa e elas podem contribuir para a obesidade e problemas dentais. Ela explica que é melhor para a criança tomar água durante a o exercício e tomar a quantidade recomendada de suco ou leite com pouca gordura com as refeições, ela enfatiza que as bebidas esportivas não são recomendadas para ingerir junto com a refeição.
Já os energéticos, contém substâncias que não são encontradas nas bebidas esportivas e que agem como estimulantes, como cafeína, guaraná e taurina. A cafeína, estimulante mais popular, está ligada a uma série de efeitos deletérios em crianças, incluindo efeitos sobre o desenvolvimento dos sistemas neurológico e cardiovascular. As bebidas energéticas não são apropriadas para crianças e adolescentes em situação alguma, afirmam Schneider e Benjamin, para elas, as bebidas em geral contendo cafeína, como alguns refrigerantes devem ser evitadas.
A Academia Americana de Pediatria recomenda para os médicos pediatras que esclareçam as diferenças entre as bebidas energéticas e as esportivas para os seus pacientes e falem sobre os potenciais riscos.
Em geral, a Academia recomenda que as bebidas energéticas não sejam consumidas por crianças e adolescentes por causa de seus potenciais riscos para a saúde. A ingestão de bebidas esportivas com carboidratos deve ser restrita para evitar o risco de sobrepeso e danos aos dentes, portanto elas devem ser consumidas apenas quando é necessária uma reposição rápida de carboidratos e eletrolíticos durante exercícios vigorosos e longos, mesmo assim, em combinação com a ingestão de água. Para a Agência, água, não bebidas esportivas, deve ser a principal fonte de hidratação de crianças e adolescentes.

posted by denise carreiro | 9:47 AM

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Segunda-feira, Maio 30, 2011  

Excelente entrevista com a Sonia Hirsch no programa PROVOCAÇÕES da TV Cultura
Vale a pena dar uma olhada.
Parabéns a Sonia !
http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/programas/1568

posted by denise carreiro | 5:55 PM

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Quinta-feira, Maio 12, 2011  

Meus Amigos,

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:
Estudantes de Nutrição da USP Estão recolhendo assinaturas, por meio de um abaixo-assinado, para regulamentar a publicidade e propaganda de alimentos, fórmulas infantis e de nutrição enteral e parenteral em ambientes acadêmicos relacionados aos cursos de Nutrição.

Entendemos que as indústrias alimentícias investem em estudantes de Nutrição, através do envio de representantes para ministrarem aulas nos cursos, promovendo seus produtos e distribuindo brindes e amostras grátis, além do patrocínio de eventos universitários e congressos, porque sabem que esses irão utilizar as informações obtidas em sala de aula como parâmetro para a atuação profissional, sendo os futuros propagandistas de suas marcas e seus produtos.

Este abaixo-assinado será enviado ao Conselho Federal de Nutricionistas e aos Ministérios da Saúde e da Educação.
Se também for contra essa prática nos cursos de Nutrição, assine e nos ajude a divulgar.
«Regulamentação da publicidade e propaganda de alimentos, fórmulas infantis e de nutrição enteral e parenteral em ambientes acadêmicos relacionados aos cursos de Nutrição»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2011N9540

posted by denise carreiro | 11:24 AM

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Sexta-feira, Fevereiro 18, 2011  

Corante de refrigerante pode causar câncer, diz estudo dos EUA

DA REUTERS

Alguns corantes químicos usados em muitos refrigerantes podem causar câncer, diz um comunicado do Center for Science in the Public Interest, organização de defesa do consumidor dos EUA.

Segundo a instituição, o corante tem amônia e produz vários compostos químicos que causaram câncer em estudos com animais. As conclusões são baseadas em pesquisas realizadas por cientistas do National Institutes of Health, órgão do governo americano.

A entidade pediu que a FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) proíba o uso da substância. Os refrigerantes que mais têm o corante são aqueles de cores escuras.

"O público americano não deve ser exposto ao risco de câncer de qualquer tipo como resultado do consumo desses produtos químicos, especialmente quando eles servem a um propósito que não é essencial," diz um trecho da carta.

Segundo a Coca-Cola Co, maior fabricante mundial do segmento, o corante usado na fórmula não causa câncer. De acordo com a empresa, a substância tem apenas um dos compostos citados pela entidade.

A Pepsi Co foi procurada mas não respondeu.

posted by denise carreiro | 12:30 PM

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Quarta-feira, Fevereiro 09, 2011  

Refrigerantes dietéticos elevam risco de infarto e AVC
Pesquisa mostrou que consumo diário aumentava em 61% a chance de ter problemas cardiovasculares
AFP | 09/02/2011 16:45

Alerta: refrigerantes dietéticos podem não ser a melhor alternativa para substituir bebidas com açúcar
Um estudo publicado nesta quarta-feira (9) sugere que os consumidores frequentes de refrigerantes dietéticos correm um risco maior de sofrer ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC) do que as pessoas que não consomem refrigerante nenhum.
O estudo acompanhou 2.564 pessoas em Manhattan e descobriu que as que consumiram bebidas dietéticas diariamente tiveram um risco 61% maior de sofrer problemas vasculares do que as pessoas que disseram não beber nenhum refrigerante.
Quando os cientistas estabeleceram relação dos dados com síndrome metabólica, doença vascular periférica e histórico de doença cardíaca, o risco foi 48% maior, destacou o estudo apresentado na conferência internacional sobre Acidente Vascular da Associação Americana de AVC.
"Se nossos estudos se confirmarem com análises futuras, isto sugeriria que uma dieta forte em refrigerantes dietéticos pode não ser um substituto ideal para bebidas adoçadas com açúcar", disse a chefe dos estudos, Hannah Gardener, da Escola de Medicina da Universidade de Miami.

posted by denise carreiro | 6:07 PM

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Terça-feira, Fevereiro 08, 2011  

Estudo relaciona dieta de 'junk food' a Q.I. baixo

(AFP) – Há 4 horas

PARIS — Crianças com dieta rica em comida processada podem apresentar Q.I. ligeiramente mais baixo, de acordo com um amplo estudo divulgado no Journal of Epidemiology and Community Health da British Medical Association (BMA) e que já está sendo aclamado como o mais abrangente do tipo.

A conclusão da pesquisa é o resultado do acompanhamento de 14.000 pessoas nascidas na Inglaterra entre 1991 e 1992, que tiveram a saúde e o bem-estar foram monitorados aos três, quatro, sete e oito anos e meio.

Os pais das crianças foram orientados a preencher questionários que perguntavam, entre outras coisas, o que seus filhos comiam e bebiam.

Três padrões de dieta foram então identificados: o primeiro, rico em gorduras processadas e açúcar; o segundo, uma dieta "tradicional" com base em carne e vegetais; e o terceiro, considerado "saudável", com muita salada, frutas e vegetais, além de macarrão e arroz.

Quando as crianças chegaram aos oito anos e meio, seu Q.I. (sigla para quociente de inteligência) foi medido através de uma ferramenta padrão conhecida como Escala de Inteligência de Wechsler.

Entre as 4.000 crianças cujos dados estão completos, é possível perceber uma diferença significativa de Q.I. daquelas que consumiam comida processada em relação às submetidas a uma dieta saudável nos primeiros anos da infância.

Ao todo, 20% das crianças participantes consumiam grande quantidade de comida processada, e o Q.I. médio aferido entre elas é 101. Já entre os 20% alimentados de maneira saudável, o Q.I. médio é 106.

"É uma diferença muito pequena, não é uma diferença vasta", admite Pauline Emmett, uma das autoras do estudo, que pertence à Escola de Medicina Social e Comunitária da Universidade de Bristol.

"No entanto, ela as torna menos capazes de lidar com a educação, menos capazes de lidar com algumas coisas na vida", acrescenta.

A associação entre nível de Q.I. e nutrição é um ponto polêmico e exaustivamente debatido, uma vez que pode ser influenciada por inúmeros fatores como o contexto social e econômico de cada indivíduo.

É possível argumentar, por exemplo, que uma família de classe média tem mais interesse (ou mais condições) de servir uma refeição saudável aos filhos, além de dar mais estímulo à criança para que consuma alimentos saudáveis, em comparação com famílias mais pobres.

Emmett explica que sua equipe dedicou especial cuidado para neutralizar este tipo de fator na aferição dos dados.

"Temos todo o controle do nível educacional da mãe, da classe social da mãe, sua idade, se vive em casa própria, o que aconteceu em sua vida, qualquer coisa errada, o ambiente da casa, se há livros ou se assiste muita televisão, coisas assim", diz a pesquisadora.

Além disso, afirma, o tamanho do estudo não tem precedentes na área.

"É uma amostra gigantesca, é muito maior do que qualquer coisa que alguém já tenha feito", acrescentou, em entrevista à AFP.

Emmett enfatiza, entretanto, que ainda são necessários mais trabalhos para descobrir se este impacto no Q.I. das crianças continua à medida que envelhecem.

Sobre por que uma dieta rica em 'junk food' teria esta influência sobre a inteligência, a pesquisadora sugere que a falta de vitaminas e minerais vitais para o desenvolvimento do cérebro, adquiridos em pouca quantidade em alimentos processados, em um momento fundamental da infância, pode ser responsável pela diferença.

"Uma dieta de 'junk food' não proporciona um bom desenvolvimento do cérebro", conclui.

Copyright © 2011 AFP. Todos os direitos reservados. Mais »

posted by denise carreiro | 4:48 PM

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Quinta-feira, Janeiro 20, 2011  

Mais uma matéria que dificilmente será publicada aqui no Brasil.
Entrevista com Laurent Chevallier, nutricionista, advertindo para o uso de aspartame.

ASPARTAME: "por quê correr riscos? » "

O aspartame está presente em cerca de 6000 produtos e consumido regularmente por 200 milhões de pessoas em todo o mundo. O aspartame é o alimento edulcorante mais comum, ele é encontrado em produtos light, refrigerantes, iogurtes e outros adoçantes. Mas, segundo dois novos estudos científicos, esta não é uma substância benigna. O aspartame causa riscos à saúde. Laurent Chevallier é um nutricionista membro da Rede Ambiental da Saúde (RES) da França. Ele soa o alarme. Leia a entrevista.

Quais os riscos que o aspartame pode ter para a saúde?

Um estudo dinamarquês realizado em cerca de 60.000 mulheres grávidas, mostra que beber uma lata de refrigerante adoçado com aspartame por dia aumenta 38% o risco de parto prematuro. Estes resultados disponíveis desde junho 2010 ainda não provocou nenhuma reação das autoridades de saúde. O segundo estudo, realizado em ratos pelo cientista italiano Morando Soffritti, afirma que o aspartame aumenta o risco de câncer de fígado e câncer de pulmão. Nós tentamos acreditar que o aspartame não tem nenhum efeito sobre a saúde, o que é falso. Ele tem efeitos para a saúde, especialmente em casos de exposição prolongada. Deve-se alertar, eu confio exclusivamente em dados científicos.

Como explicar que, apesar das suspeitas de ter sido o adoçante, é sempre aprovado pelos testes oficiais?

Ainda em 2007, com André Cicolella, presidente da RES (Environmental Health Network), já havíamos alertado, incluindo o grupo de mulheres grávidas, os perigos deste edulcorante. Na época, um estudo já mostrou que houve um aumento dos riscos de câncer para a prole. As autoridades de saúde não validaram esses estudos, questionaram a metodologia. Mas seja qual for a metodologia, os estudos devem ser considerados. As evidência já não são suficientes para se tomar uma decisão? E, mais simplesmente, por quê tomar riscos? Culturalmente, as agências de saúde tendem a favorecer uma negação do risco.

Especificamente, o que você recomendaria?

Dizer e reiterar que as mulheres grávidas devem ter muito cuidado. Essa regra também deve ser aplicada às crianças. Especialmente porque o aspartame não faz absolutamente nada em termos de controle de peso. Fisiologicamente, a bebida base para o homem, é a água. Aspartame ou não, em qualquer caso, nós consumimos muito açúcar.

Palestra publica realizada sexta-feira às 15h no , 15 rue de l'Ecole de Medicina de Paris, 6, Farabeuf Auditório, com a participação de Laurent Chevallier e Soffritti Morando.
Entrevista por Claire 18/01/2011 The Axe
Publicada no site da Revista Elle França em 20/01/11.
http://www.elle.fr/elle/

Tradução Google tradutor.

posted by denise carreiro | 6:32 PM

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Quinta-feira, Dezembro 23, 2010  

posted by denise carreiro | 9:37 AM

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Receita do Panetone sem glúten, leite, ovo e açúcar.

1 xícara de chá de farinha de arroz
1 xícara de chá de fécula de batata
1 xícara de chá de farinha de aveia
1 xícara de chá de semente de linhaça triturada
8 colheres de sopa de Lowçucar
1,5 colher de chá de sal
1 envelope de fermento biológico
1 colher de sopa de liga neutra
2 ovos
2 colheres de sopa de manteiga
5 colheres de chá de essência de panetone
3 colheres de chá de essência de laranja
Misturar tudo

Acrescentar 2 xícaras de chá de água quente (não fervendo)
Mexer bem e deixar descansar por 40 minutos.

Misturar 1/2 xícara de uva passa branca, 1/2 xíc. de uva passa preta e
1/2 xíc. de frutas cristalizadas com 1 colher de maisena para
incorporar melhor na massa.
Colocar essa mistura na massa que ficou descansando e misturar bem.
Colocar numa forma untada de panetone ( dá para duas unidades de 1/2
quilo). Deixar na metade pois vai dobrar de tamanho. Deixar mais 40
minutos descansando e assar.

posted by denise carreiro | 9:34 AM

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Quinta-feira, Novembro 11, 2010  

O novo livro "Mães Saudáveis têm Filhos Saudáveis" já esta disponível em Portugal através da BUBOK Editores.
Eles atendem pela internet através do site: http://www.bubok.pt/libros/2284/Maes-Saudaveis-tem-Filhos-Saudaveis
A BUBOK Editores atende toda EUROPA, ASIA e Continente Africano.
Dentro de mais algumas semanas os outros títulos também estarão disponíveis pela BUBOK

posted by denise carreiro | 7:22 PM

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Apresentação do novo livro " Mães Saudáveis têm Filhos Saudáveis"


Este livro foi escrito para lembrar dos processos naturais que regem a nossa evo-lução desde o principio dos tempos. Quanto mais tenho estudado nutrição e a-tendido meus pacientes, mais aumenta a minha convicção que a nossa função, como profissionais de saúde, exerce uma interferência que poderia não ser tão necessária se respeitássemos mais os processos naturais que regem nosso organismo.
Toda a nossa evolução passou por processos naturais que foram se adaptando ao meio ambiente e se aprimorando para melhor proteger a espécie e garantir a sua perpetuação. Mas parece que este ciclo se esgotou. O atual comportamento ali-mentar a que nos submetemos, tem impossibilitado o nosso organismo de se de-fender adequadamente de todas as mudanças que estão acontecendo e que já comprometem a nossa capacidade de reprodução e a saúde integral das próximas gerações.
Este trabalho foi criado para demonstrar a influência da nossa atual alimentação na fertilidade, gestação, amamentação e introdução de alimentos para os bebês. Processos que deveriam ser naturais, e praticamente instintivos, já necessitam de acompanhamento nutricional. Os casais têm hoje problemas de infertilidade, a gestação necessita de suplementações especiais, os partos atingem uma taxa injustificável de cesáreas e os índices de amamentação exclusiva são considerados como muito ruins pela Organização Mundial de Saúde. Os bebês se tornaram as maiores vítimas destes problemas. Indefesos, estão sendo privados de uma fase muito importante do desenvolvimento extra-uterino nos primeiros 6 meses de vida com a suspensão do aleitamento exclusivo, e com uma introdução de alimen-tos que tem trazido consequências crônicas até então nunca vistas para idades tão precoces. A falta de um processo natural de alimentação, que privilegie a qua-lidade e não a quantidade de nutrientes para os bebês recém nascidos, impede que as crianças desenvolvam suas defesas de maneira adequada, tornando-as cada vez mais expostas às doenças.
Quanto mais conhecemos como funciona o nosso organismo, mais deveríamos ter certeza que ainda não temos conhecimento necessário para interferir em processos que, por serem naturais, são perfeitos e únicos. Quanto mais eu estudo nutri-ção mais procuro no passado o ideal nutricional, que proporcionou ao organismo oferecer várias gerações de crianças saudáveis isentas de doenças crônicas tão precoces. Respeitar os processos naturais e atender os requisitos nutricionais do organismo é a maneira mais segura e eficiente para as mães que desejam ter filhos saudáveis.
Quero agradecer a Dra. Mayra Correa pela sua competente e cuidadosa colaboração neste livro.

Boa Leitura!

Denise Carreiro

posted by denise carreiro | 7:12 PM

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Livro Mães Saudáveis têm Filhos Saudáveis from Paulo Carreiro on Vimeo.

posted by denise carreiro | 7:05 PM

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Quarta-feira, Julho 07, 2010  

Publicado na Folha Equilíbrio em 07/07/2010
OMS alerta para contaminação em verduras pré-lavadas
DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE SAÚDE
A Organização Mundial da Saúde divulgou ontem novas recomendações para evitar a contaminação de alimentos.
Segundo a entidade, esterco animal não deve ser usado como fertilizante para vegetais vendidos pré-lavados, como as saladas ensacadas, comuns nos supermercados.
De acordo com o diretor de segurança alimentar da entidade, Jorgen Schlundt, usar esterco faz sentido em outras lavouras. "Mas quando você está produzindo saladas frescas que serão processadas sem tratamento com calor, isso é um problema."
O diretor da OMS ligou o uso desse adubo a surtos de contaminação nos EUA.
Em abril, alface romana pré-lavada contaminada com a bactéria E. coli deixou 26 pessoas doentes em cinco Estados americanos.
NO BRASIL
Aqui,não há uma regra sobre qual fertilizante pode ser usado em plantações de folhas para saladas pré-lavadas, de acordo com o Ministério da Agricultura.
O coordenador de fiscalização de fertilizantes e inoculantes do ministério, Hideraldo Coelho, afirma que o esterco passa por um processo de compostagem que elimina os contaminantes, pela elevação da temperatura.
O engenheiro agrônomo diz que é raro os agricultores usarem esterco que não passa por esse processo, porque o produto não "curtido" pode queimar as folhas.
O problema mais preocupante em relação à contaminação de vegetais no Brasil é a água, diz o técnico.
"As hortaliças são muito cultivadas em cinturões verdes [perto das cidades grandes], e o risco de contaminação da água é muito maior."
A OMS também criou uma regra para evitar a contaminação dos alimentos por uma substância usada em plásticos, a melamina.
Em 2008, leite contaminado com melamina matou seis crianças chinesas e deixou 300 mil doentes.
O composto pode aparecer em alimentos pelo contato com máquinas ou embalagens plásticas. A adição intencional de melamina no alimento não é permitida.
Fonte: Com agências de notícias

posted by denise carreiro | 12:37 PM

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Terça-feira, Junho 15, 2010  

posted by denise carreiro | 6:57 PM

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Segunda-feira, Maio 10, 2010  

Contribuição da nossa querida amiga Maria Angélica Boschilia e Santos

Autor
Prof. Dr. Carlos Alexandre Fett
Faculdade de Educação Física da UFMT
Mestrado da Nutrição da UFMT
Laboratório de Aptidão Física e Metabolismo - 3615 8836
Consultoria em Performance Humana e Estética


O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE

Primeiros 10 minutos:
10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado
diariamente.
Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido
fosfórico corta o gosto.

20 minutos:
O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.
O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É
muito para este momento em particular).

40 minutos:
A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão
sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente.
Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar
tonteiras.

45 minutos:
O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de
prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como com a heroína.)

50 minutos:
O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino
grosso, aumentando o metabolismo.
As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de
cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas da
OSTEOPOROSE.

60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.

Agora é garantido que porás para fora cálcio, magnésio e zinco, os
quais seus ossos precisariam..
Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.
Ficará irritadiço.
Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não
sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao
seu organismo.

Pense nisso antes de beber refrigerante.

Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!

Prefira sucos naturais.

Seu corpo agradece!*

posted by denise carreiro | 3:38 PM

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Sexta-feira, Abril 16, 2010  

Colaboração da Dra. Luana Vasconcelos
quinta-feira, 15 de Abril de 2010
A gigante francesa do sector de alimentos Danone anunciou esta quinta-feira que vai deixar de elogiar os supostos benefícios para a saúde de dois dos seus iogurtes mais conhecidos, Activia e Actimel, face à possibilidade de uma decisão da União Europeia contrária à empresa.

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) deve reunir-se no início de Junho para «esclarecer os critérios e regras de avaliação» no regulamento europeu sobre os argumentos benéficos para a saúde mencionados por determinados produtos alimentícios.
A Danone adoptou a decisão pela «falta de visibilidade na aplicação do regulamento europeu» nesta área, declarou o director de finanças do grupo, Pierre André Terisse.
A empresa informou que vai retirar o pedido à EFSA para validar tais benefícios nos iogurtes Activia, que supostamente regula a digestão, e Actimel, que reforçaria as defesas naturais do organismo.

A EFSA deve pronunciar-se nas próximas semanas sobre as qualidades do Activia e do Actimel.

Em Fevereiro, a EFSA considerou insuficientes as provas apresentadas pela Danone sobre os efeitos do «immunofortis», um conjunto de prebióticos incorporado em alimentos para bebés e que supostamente reforçaria o sistema imunológico.
Em Outubro do ano passado, a Autoridade Publicitária da Grã-Bretanha (ASA) advertiu a Danone por considerar enganosa uma propaganda do Actimel na qual a empresa francesa afirmava que estava «cientificamente comprovado que ajuda a fortalecer as defesas naturais das crianças».
A Danone informou que modificará os anúncios na Europa para não elogiar os benefícios para a saúde que, em princípio, aumentam o consumo de tais produtos. Em França, a Danone já modificou as campanhas publicitárias.
O anúncio de Danone provocou uma queda de mais de 1% da acção da empresa na Bolsa de Paris, apesar do volume de negócios em alta de 8,3% para o primeiro trimestre de 2010, a 3,9 milhões de euros (5,2 milhões de dólares).

Publicado por: Jorge Frota às 17:35
Diário Digital .

posted by denise carreiro | 10:34 AM

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Quarta-feira, Abril 07, 2010  

EUA lançam cruzada nacional contra a obesidade
07/04 - 08:06 - Agência Estado
Escritores, chefs, cineastas, empresários e políticos dos Estados Unidos, liderados pela primeira-dama Michelle Obama, lançaram uma cruzada inédita no país do fast-food contra a indústria alimentícia, que começa a ser tratada como a do tabaco. O objetivo é mudar hábitos alimentares e reduzir a obesidade.
De acordo com a Sociedade Americana de Obesidade, 25% dos habitantes do país são obesos e 36,5% estão acima do peso.

O total de norte-americanos com problemas de peso cresceu quase dez pontos porcentuais na última década. Em algumas minorias, como a das mulheres negras, a situação é mais grave - cerca de 40% são obesas, o que resulta no aumento dos casos de diabete e problemas cardíacos, entre outros.

O risco pode ser ainda maior nos próximos anos, como alertou Michelle Obama ao lançar sua campanha contra a obesidade infantil. Uma em cada três crianças americanas é obesa ou está acima do peso. Na sua campanha, denominada “Let’s Move” (“Vamos nos Mexer”), a primeira-dama incentiva os pais a procurarem alimentos saudáveis para seus filhos e estimulá-los a praticar exercícios. Em uma imagem que ficou clássica, Michelle aparece ao lado das duas filhas plantando verduras e legumes em uma horta no jardim da Casa Branca.

O governo implementou sites com atlas sobre comida e outro com uma pirâmide de alimentação. Michelle pediu à indústria alimentícia que “reformule os produtos, particularmente os destinados às crianças, para que tenham menos gordura, sal e açúcar e mais nutrientes.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE

posted by denise carreiro | 11:55 AM

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Segunda-feira, Abril 05, 2010  

Cientistas propõem imposto sobre açúcar para reduzir consumo de doces

Claudia Varejão Wallin
De Estocolmo para a BBC Brasil
Cientistas do prestigiado Instituto Karolinska, da Suécia, decidiram propor a criação de um "imposto do açúcar" no país, a fim de reduzir o índice de consumo de balas e doces pela população – que seria, segundo eles, o mais alto do mundo.
"Já é hora de a Suécia debater um imposto do açúcar, e usar o dinheiro arrecadado para reduzir os preços de frutas e verduras", dizem os pesquisadores, em artigo publicado nesta semana no jornal sueco Dagens Nyheter.
O texto afirma que os suecos são os maiores consumidores globais de balas, doces e chocolates. O total seria de quase 17 quilos por pessoa ao ano. Também a cada ano, os suecos consomem em média 90 litros de refrigerantes e outras bebidas à base de açúcar.
Em entrevista à BBC Brasil, o cientista Lennart Levi, um dos autores do artigo e também deputado do Parlamento sueco, afirmou que levará a proposta de criação do imposto do açúcar ao governo sueco. Segundo ele, o objetivo central é alertar as pessoas sobre as consequências graves do alto consumo de açúcar:
"As pessoas gostam de coisas doces, mas é impressionante a ignorância generalizada de que o consumo elevado de balas, doces, refrigerantes e bebidas à base de açúcar representam uma exposição desnecessária ao risco de morte prematura como resultado de diabetes, câncer e ataques cardíacos", ressaltou Levi, Professor Emérito do Instituto Karolinska.
'Proposta realista'
Segundo ele, não se trata de proibir, e sim reduzir o consumo de açúcar. De acordo com os cientistas, o exemplo do tabaco e do fumo é prova do êxito da iniciativa de aplicar mecanismos de preço e impostos para reduzir o consumo.
Na Suécia, a introdução de altas taxas sobre os cigarros fez o país conquistar um dos mais baixos índices de fumantes do mundo, em torno de 12% da população.
"O governo tem vários instrumentos à sua disposição para alterar padrões indesejáveis de consumo: informação, impostos e subvenções, leis e normas, apoio direto, pesquisa científica e educação. No trabalho contra o consumo de cigarros e álcool, o governo usou todos estes instrumentos. O mesmo deve ser feito contra a obesidade e seus riscos", diz o artigo, observando que os preços de balas e refrigerantes não aumentaram tanto quanto os de frutas e verduras entre 1985 e 2008.
Para Lennart Levi, a proposta do imposto sobre o açúcar é “realista”.
"Não é nada muito dramático. Basta introduzir um elevado imposto sobre balas, doces, refrigerantes e outras bebidas à base de açúcar", disse ele.
No artigo do jornal Dagens Nyheter, os autores indicam que Noruega, Dinamarca e Islândia já introduziram algum tipo de imposto sobre refrigerantes e determinados alimentos de alto teor de açúcar, e que a Finlândia planeja fazer o mesmo ainda este ano.
Na Suécia, de acordo com os autores do artigo, a população consome o dobro da média europeia de balas e doces.
Segundo estatísticas do Instituto Nacional de Saúde Pública da Suécia (Folkhälsöinstitutet), mais de dez por cento da população adulta do país é classificada como obesa. Entre as crianças, o índice é de três a cinco por cento - o dobro dos números registrados em 1990.
O artigo observa ainda que, de acordo com a Agência Nacional de Alimentos (Livsmedelsverket), quase 25 por cento da energia consumida por crianças de até 15 anos de idade provém de alimentos ricos em gordura e açúcar e de baixo teor de nutrição.
"É claro que praticar exercícios é importante, mas na realidade a questão é reduzir o consumo deste tipo de alimentos", observa o artigo.
Além de Lennart Levi, o artigo é assinado pelos cientistas Claude Marcus e Stephan Rössner. O artigo teve ainda a contribuição de André Persson e Thomas Hedlund, autores do popular livro Godis år folket ("Balas para o povo", em tradução livre).

posted by denise carreiro | 10:32 AM

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Quinta-feira, Março 25, 2010  

posted by denise carreiro | 10:29 AM

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Quinta-feira, Março 04, 2010  

Cientistas decifram 85% da flora intestinal humana
03 de março de 2010
Cientistas de um consórcio internacional, coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica francês (INRA), decifraram 85% dos genes de bactérias existentes em nosso tubo digestivo e publicaram o estudo na edição desta quinta-feira da prestigiada revista científica britânica Nature.
A primeira análise de quase a totalidade dos genes de bactérias existentes em nosso tubo digestivo, ou metagenoma, mostra que o ser humano compartilha uma flora intestinal relativamente similar, ao contrário do que se acreditava.
Conhecer este enorme repertório de 3,3 milhões de genes, ou seja, 150 vezes mais que o genoma humano, abre várias perspectivas nas áreas da nutrição e da saúde humana, afirmaram os pesquisadores envolvidos no projeto.
Com este gigantesco trabalho, "vamos poder estudar as modificações e desequilíbrios da flora digestiva segundo o estado de saúde (doenças inflamatórias crônicas do intestino, como a doença de Crohn, alergias, obesidade...), a alimentação (iogures, leveduras...) ou a medicação", explicou à AFP Stanislav-Dusko Ehrlich, coordenador do MetaHIT (www.metahit.eu). "Isto muda completamente a nossa visão", afirmou. As pesquisas poderiam resultar em testes de diagnóstico e prognóstico.
"No futuro, vislumbramos a possibilidade de modificar a flora para melhorar a saúde e o bem-estar. Isto abre a possibilidade de uma prevenção pela alimentação e tratamentos mais apropriados, adaptados a cada indivíduo, segundo sua flora e suas predisposições genéticas", acrescentou o cientista.
O papel dos microorganismos no desenvolvimento imunológico e seu envelhecimento poderá ser melhor entendido. No total, 6 mil funções em cada pessoa constituem o metagenoma mínimo necessário para o funcionamento do ecossistema intestinal. Elas abrangem a síntese de vitaminas e aminoácidos indispensáveis ao homem ou à quebra de açúcares complexos importantes para a nossa alimentação.
Segundo o estudo, mil espécies bacterianas estão presentes normalmente em grande quantidade no intestino humano e cada indivíduo abriga pelo menos 170. Ao contrário do que se sabia, estes resultados demonstram que os homens são relativamente similares quanto à composição de sua flora intestinal.
O metagenoma, estabelecido a partir de 124 indivíduos representativos de populações nórdicas e mediterrâneas, foi possível graças a um projeto europeu de caracterização genética da flora intestinal humana.
O MetaHIT, lançado em 2008, reúne nove organismos de pesquisa europeus, quatro grupos industriais (entre eles a Danone) e um instituto chinês

posted by denise carreiro | 6:11 PM

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Quinta-feira, Fevereiro 25, 2010  

OMS constata que atual geração pode ter expectativa de vida menor

Fonte Agência EFE

Em Genebra
A atual geração de crianças "poderia ser a primeira em muitíssimo tempo a ter uma expectativa de vida menos elevada que a de seus pais", advertiu hoje a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.
Na abertura da primeira reunião dos participantes da rede mundial contra as doenças não-transmissíveis, Chan lembrou que essas doenças se concentram cada vez mais em pessoas jovens e inclusive em crianças que podem sofrer de hipertensão e alguns tipos de câncer.
A responsável da OMS acrescenta que nada menos que 43 milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, uma condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida e despesas médicas potencialmente elevadas.
Em seu discurso perante representantes de Governos, centros de pesquisa, entidades filantrópicas e empresas que participam da reunião, a diretora da OMS ressaltou que as doenças não-contagiosas foram consideradas próprias típicas de países ricos, o que não se aplica mais na atualidade.
Ela disse que esses males estão agora "fortemente concentrados" nos países de renda média e baixa e nos grupos mais pobres dentro deles.
Segundo os dados da OMS, seis em cada dez mortes que ocorrem por dia no mundo se devem a doenças não-contagiosas, das quais é possível se prevenir e para algumas das quais existem tratamentos.
Os especialistas asseguram que uma quarta parte das mortes atribuídas a essas doenças poderiam ser evitadas com medidas de prevenção adequadas.
No total, 35 milhões de pessoas morrem por ano por causa dessas doenças, entre elas: problemas de coração, derrames cerebrais, diabetes, câncer, doenças respiratórias crônicas e distúrbios mentais.
Até 80% dessas vítimas se encontra em países em desenvolvimento, onde os quatro grandes fatores de risco (fumo e consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo) tendem a aumentar.
O mesmo vale para os fatores biológicos de risco: aumento da pressão arterial, do colesterol, da glicose no sangue e um alto índice de massa corporal (medida calculada em função da estatura e do peso da pessoa).
Essa constatação derruba o mito de que as doenças não-contagiosas afetam principalmente os países ricos

posted by denise carreiro | 4:50 PM

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Segunda-feira, Fevereiro 01, 2010  

Entrevista sobre Ração Humana.
Programa Mais Saúde da Dr. Gisela Savioli.
Rádio Canção Nova.
Dezembro / 2009.

posted by denise carreiro | 11:23 PM

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Segunda-feira, Janeiro 25, 2010  

posted by denise carreiro | 12:04 PM

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Quarta-feira, Janeiro 20, 2010  

Óleo de peixe na veia pode trazer benefícios para pacientes na UTI, diz estudo

20 de janeiro de 2010 (Bibliomed). Diversos estudos indicam que a ingestão regular de óleo de peixe – rico em ômega-3 – pode ser benéfica para a saúde, principalmente a cardiovascular, ao reduzir os níveis de inflamação no sangue. Agora, um novo estudo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, indica que esse tipo de “gordura”, quando injetada em pacientes na UTI, pode melhorar a função pulmonar e reduzir as substâncias inflamatórias no sangue, resultando em menor tempo de permanência no hospital.

Avaliando 23 pacientes vítimas de sepse – um tipo de infecção generalizada –, os pesquisadores observaram que os 13 que tiveram óleo de peixe acrescentado a uma solução de nutrientes aplicadas de forma intravenosa apresentaram uma significativa série de benefícios. Esses pacientes apresentaram menores níveis de agentes inflamatórios no sangue e eram capazes de alcançar melhor função pulmonar – com melhor troca gasosa – mais cedo do que os 10 que receberam a nutrição tradicional.

“Recentemente, há um crescente interesse no componente de gorduras e óleos da nutrição dada na veia, com a percepção de que ele não apenas fornece energia e os ‘blocos de construção’ essenciais, mas pode também oferecer ácidos graxos bioativos”, explicou o pesquisador Philip Calder. “As soluções tradicionais usam óleo de soja, que não contém ácidos graxos ômega-3, contidos no óleo de peixe, que age para reduzir as respostas inflamatórias. Na verdade o óleo de soja é rico em ácidos ômega-6, que podem, na verdade, promover inflamação em uma oferta excessiva ou desequilibrada”, completou o especialista.

De acordo com os autores, esse é o primeiro estudo a abordar esse óleo em pacientes com sepse na UTI, e “os resultados positivos são importantes, na medida em que indicam que o uso dessa emulsão nesse grupo de pacientes irá melhorar os resultados clínicos, em comparação com a mistura padrão”.

Fonte: Critical Care. 19 de janeiro de 2010

posted by denise carreiro | 1:15 PM

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Segunda-feira, Janeiro 11, 2010  

posted by denise carreiro | 3:30 PM

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Quinta-feira, Dezembro 17, 2009  

Programa exibido em 16/12

posted by denise carreiro | 5:28 PM

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Quarta-feira, Setembro 30, 2009  

posted by denise carreiro | 1:21 PM

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posted by denise carreiro | 1:14 PM

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Uma síndrome oculta e silenciosa!
É assim que os estudiosos se referem ao conjunto de sintomas crônicos persistentes, muitas vezes fatais, que a multiplicação exacerbada desses microorganismos, associadas ao tipo e quantidade de compostos tóxicos que produzem, pode causar a todos os sistemas do nosso organismo. Microorganismos mais antigos que a raça humana, desenvolveram recursos de sobrevivência tão complexos que ainda não nos permitem conhecer todas as suas ações quando em estágio de virulência. Diferentes das bactérias, os fungos são do mesmo ramo biológico dos humanos, portanto, possuem as características celulares semelhantes as nossas células o que torna o tratamento por drogas sempre agressivo e pouco eficiente. Mais importante que matar os fungos, naturais da nossa microbiota, é manter o controle e equilíbrio da mesma.
Nosso comportamento alimentar e as condições ambientais atuais são ameaças reais ao nosso organismo.
O surgimento desta epidemia, assim como diversas outras, reflete a nosso desequilíbrio nutricional com uma consequente diminuição da capacidade imunológica, fruto da sobrecarga de consumo de produtos alimentícios com substâncias que devem ser repelidas e, a carência de uma alimentação nutritiva que forneça todos os nutrientes necessários para um bom funcionamento físico, mental e emocional.
Conhecer os fatores que predispõe a esta síndrome e, entender a sua relação com os sintomas apresentados e o nosso comportamento alimentar vão nos permitir atuar nas verdadeiras causas do seu desenvolvimento, através de uma terapia mais eficiente e integrada.

Sobre as autoras
Denise Madi Carreiro - Brasileira
Graduada em nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de
São Paulo -USP em 1982, CRN3-2729.
Pós-Graduada em Nutrição Clínica Funcional.

Luana Vasconcelos - Brasileira
Graduada em nutrição pelo Centro Universitário São Camilo em 2006, CRN-3 21599
Pós-Graduada em Nutrição Clínica Funcional

Maria Elizabeth Ayoub - Brasileira
Médica graduada pelo curso de Ciências Médicas da Escola Médica do Rio de Janeiro,
da Universidade Gama Filho em 1978, CRM/RJ: 52-32446-2
Especialista em Ginecologia e Obstreticia (TEGO)
Especialista em Nutrologia.
Especialista em Terapia Biomolecular.

posted by denise carreiro | 1:05 PM

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Quarta-feira, Julho 08, 2009  

Doença celíaca é cada vez mais comum
Estudo publicado na "Gastroenterology"

A doença celíaca é quatro vezes mais comum nos dias de hoje do que há 50 anos atrás, sugere um estudo publicado na revista científica "Gastroenterology".
A doença celíaca é uma doença hereditária relativamente frequente, provocada por uma sensibilidade ao glúten, o qual está presente no trigo, cevada ou centeio. A ingestão do glúten provoca alterações típicas no intestino que impedem a absorção normal dos nutrientes, O desaparecimento dessas lesões é característico quando se faz uma dieta isenta de glúten. A doença celíaca pode provocar nos pacientes vários sintomas que incluem diarreia, desconforto abdominal, perda de peso, anemia, infertilidade inexplicada, perda de dentes ou, mesmo, osteoporose prematura ou grave.
Para o estudo, os investigadores da Mayo Clinic analisaram a presença de um anticorpo produzido como resposta ao glúten pelos pacientes que sofrem de doença celíaca, em amostras de sangue colhidas entre 1948 e 1954, as quais foram comparadas com amostras de sangue colhidas recentemente.
O estudo revelou que os jovens de hoje têm uma probabilidade quatro vezes maior de desenvolverem a doença celíaca do que os jovens de 1950. Adicionalmente, foi também constatado que, comparando com os pacientes que tinham conhecimento de que sofriam de doença celíaca, os que não sabiam disso tinham uma probabilidade quatro vezes maior de terem morrido durante os 45 anos de acompanhamento.
Em declarações ao sítio ScienceDaily, o líder da investigação, Joseph Murray, revelou que o aumento da prevalência desta doença e o seu impacto na mortalidade sugerem que a doença celíaca deverá ser considerada como um problema relevante para a saúde pública.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

07 de Julho de 2009

posted by denise carreiro | 9:23 AM

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Consumo de FAST FOOD esta relacionado com maus resultados escolares
Estudo da Universidade de Vanderbilt

A ingestão de comida pronta, como hambúrgueres e batatas fritas, mais de três vezes por semana foi relacionada com maus resultados em testes escolares realizados com crianças que frequentam o ensino básico. O estudo foi divulgado na edição electrónica do jornal “Daily Telegraph” de 22/05.
Investigadores da Universidade de Vanderbilt, nos EUA, analisaram 5,5 mil crianças, com uma média etária de 11 anos, que frequentavam o ensino básico. Foi verificado que as crianças que consumiam comida rápida mais de três vezes por semana apresentavam, em testes de leitura e matemática, pontuações cerca de 16% piores do que as que não faziam aquele tipo de alimentação. Este resultado verificava-se independentemente de factores como os rendimentos dos pais, a raça e o peso.
Em declarações ao mesmo jornal, Kerri Tobin, líder da equipa de investigadores, refere ser possível que este tipo de comida, servida em restaurantes de fast food, cause dificuldades cognitivas que se traduzem em piores resultados nos testes. Contudo, adverte o cientista, serão necessários mais estudos que confirmem esta co-relação.
Com o número de crianças e jovens obesos a crescer, muitos países têm vindo a implementar regras para combater esta verdadeira epidemia. No Reino Unido, por exemplo, uma directiva governamental proíbe a saída dos alunos na hora de almoço, de modo a impedi-los de comer fast-food; paralelamente, também foram criados menus escolares mais variados e saudáveis.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.

08 de Junho de 2009

posted by denise carreiro | 9:22 AM

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Terça-feira, Julho 07, 2009  

Um terço dos adultos e 70% dos adolescentes consomem açúcar em excesso
GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo
Mais de um terço dos adultos e idosos e 70% dos adolescentes consomem açúcar além do limite estabelecido pela OMS e pelo Ministério da Saúde, revela um estudo feito pela USP (Universidade de São Paulo) com mais de 2.000 moradores da cidade de São Paulo.
Além de não ter valor nutricional, o açúcar em excesso foi associado ao déficit de nutrientes. Segundo as autoras, apesar de o Brasil ser um dos principais produtores mundiais de açúcar proveniente da cana, não há estudos populacionais que investiguem esse consumo entre os brasileiros.
Os resultados são fruto de duas pesquisas feitas a partir de um mesmo banco de dados. Uma delas focou na análise dos adultos e idosos e a outra, no consumo dos adolescentes. Os trabalhos investigaram a ingestão do açúcar presente nos alimentos industrializados e do de adição (aquele que é acrescentado aos preparados).
Entre as pessoas com consumo excessivo, o açúcar representa, em média, 12% das calorias ingeridas diariamente, contra os 10% recomendados. Em alguns casos, esse valor chegou a 25%. Embora o valor não seja tão alto, ele causa preocupação.
"O valor de 10% já é o limite. Além disso, o maior consumo de açúcar associou-se à menor ingestão de alguns nutrientes, como proteína, fibras, zinco, ferro, magnésio, potássio, vitamina B6 e folato", diz a nutricionista Milena Bueno, uma das autoras da pesquisa.
Doce vício
Além de causar cáries, os alimentos açucarados levam facilmente ao ganho de peso -fator agravado porque normalmente esses produtos contêm gorduras. E a obesidade está relacionada a várias doenças. Alguns estudos também sugerem que os doces despertem uma espécie de vício. "A pessoa passa a querer mais", afirma Luciana Bruno, nutricionista da Sociedade Brasileira de Diabetes.
A maior prevalência do consumo exagerado ocorre nos adolescentes. Mas a pesquisa revelou que, em média, 37% dos adultos e idosos abusam do doce. Entre as mulheres adultas, 40% ultrapassam os limites, contra 35% dos homens. Nos idosos, as taxas são 30% e 23%, respectivamente.
Os refrigerantes foram os maiores responsáveis pelo excesso de açúcar consumido por adolescentes e adultos. Nos mais jovens, a bebida responde por 34,2% do açúcar ingerido pelos meninos e 32% do açúcar ingerido pelas meninas. Já os alimentos achocolatados em pó representam 11% do consumo.
Entre os idosos, a principal fonte foi o açúcar de adição. "Provavelmente pelo consumo em cafés e chás", acredita a nutricionista Milena Bueno. Mas itens como bolachas recheadas, bolos prontos, sucos industrializados e cereais matinais também contribuíram.
Amostra representativa
A pesquisa ouviu 793 adolescentes, 689 adultos e 622 idosos. Os voluntários, todos residentes em São Paulo, foram selecionados a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, e responderam a um questionário detalhado sobre a consumo de alimentos no dia anterior. "É uma amostra que pode ser considerada representativa do município de São Paulo", diz a nutricionista Ana Carolina Colucci, também autora do trabalho.
"Podemos extrapolar os dados para regiões com as mesmas características, ou seja, a população urbana de grandes cidades brasileiras", acrescenta Milena Bueno.
Outras conclusões do estudo revelaram que mulheres consomem mais açúcar do que os homens e que não há diferenças significativas em razão do nível socioeconômico.
"Não esperávamos encontrar essa alta prevalência de adolescentes com consumo acima do limite máximo", diz Ana Carolina Colucci.
"Isso é preocupante principalmente se considerarmos que o açúcar de adição não é componente essencial à dieta, devendo ser inserido de maneira restrita tanto em relação à frequência quanto à quantidade em uma alimentação saudável", lembra ela.
Para diminuir a dose diária de açúcar, é possível mudar alguns hábitos, como evitar acrescentar o alimento a sucos e vitaminas e diminuir as colheradas em bebidas como café e chás. "Também vale substituir o açúcar branco pelo demerara ou pelo mascavo, que têm a mesma quantidade de calorias, mas menos aditivos químicos", recomenda a nutricionista Luciana Bruno.

posted by denise carreiro | 2:44 PM

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Maioria dos pais oferece alimentos industrializados à criança antes dos três meses de idade
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que 67% dos pais oferecem alimentos industrializados à criança antes dos três meses de idade.
O levantamento foi feito com 270 pais de crianças que frequentam berçários de creches públicas e filantrópicas da cidade de São Paulo. A maioria dos entrevistados era jovem, com baixa escolaridade e menor poder aquisitivo.
31% dos pais afirmaram ter oferecido açúcar ao filho com até três meses de vida
Até os seis meses de idade, a recomendação é que alimentação da criança seja baseada exclusivamente no aleitamento.

Para a autora do trabalho, a nutricionista Maysa Helena de Aguiar Toloni, a conclusão é preocupante, já que os alimentos industrializados possuem mais açúcar e gordura. Cerca de 10% das crianças e 20% dos adolescentes têm excesso de peso no país. Além disso, os jovens têm sido vítimas de problemas como hipertensão e colesterol alto cada vez mais cedo.

Açúcar, chá e mel

Ao contrário do que muita gente pensa, a nutricionista explica que a criança já nasce com preferência pelo sabor adocicado. Porém, o Ministério da Saúde recomenda que a adição de açúcar deve ser evitada nos dois primeiros anos de vida. Antes dessa fase, isso só aumenta a incidência de cáries e o valor calórico da dieta, sem contribuir com conteúdo nutricional.

A pesquisa mostra que, até os três meses de vida, 31% dos pais afirmaram ter oferecido açúcar ao filho. Quase metade, ou 49%, dão chá para a criança. E 18% oferecem mel. "As pessoas acham que o mel é um alimento natural, mas ele é contraindicado antes do primeiro ano de vida porque, nessa fase, a flora intestinal ainda não está formada e há risco de intoxicações causadas pelo bacilo Clostridium botulinum", explica.

Outro dado que chama a atenção é a idade com que as crianças começam a conhecer os refrigerantes: entre o primeiro e o sexto mês de vida, 12% delas já experimentaram. Até os noves meses, esse índice sobe para quase 20% e mais da metade (56,5%) já teve a bebida incluída no cardápio até o primeiro ano de vida.

A pesquisadora alerta que a presença de corantes e aditivos nos alimentos industrializados também pode aumentar a predisposição da criança a desenvolver alergias alimentares.

Motivos

Embora o foco do estudo não tenha sido os motivos que levam à introdução precoce dos alimentos industrializados, a nutricionista pondera que a falta de informação justifica os resultados. "Muitos dos pais que participaram da pesquisa não fizeram o pré-Natal, por isso não foram orientados adequadamente", comenta a pesquisadora.

Mas o aspecto sócio-econômico nem sempre é determinante: "há estudos que indicam que nas classes altas o resultado é parecido".

Na maior parte das vezes, ela observa, a dieta do bebê reflete o estilo de vida da própria família. "É comum a criança querer aquilo que os pais ou o irmão mais velho está consumindo", diz. Outro fator é a falta de tempo para preparar refeições mais nutritivas, com vegetais frescos, por exemplo. Além disso, ela também menciona a influência da publicidade de alimentos na tendência a oferecer alimentos industrializados, como macarrão instantâneo e sucos artificiais, para crianças muito pequenas.

posted by denise carreiro | 2:43 PM

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Quinta-feira, Junho 04, 2009  

Cientistas admitem omissão em artigos, diz estudo
Da Agência Estado, em 04/06/09.

Até 34% de cientistas estrangeiros admitem ter realizado práticas de pesquisa questionáveis, como omitir novos resultados que colocariam em xeque trabalhos anteriores ou descartar certas informações obtidas em experimentos por uma percepção subjetiva de que estão incorretas. Foi o que mostrou uma revisão sistemática de artigos sobre má conduta científica realizada por Daniele Fanelli, do Instituto para o Estudo da Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Cerca de 2% dos pesquisadores chegaram a confessar que já fabricaram, falsificaram ou adulteraram dados para melhorar os resultados das suas publicações. A íntegra pode ser lida na revista digital "Public Library of Science ONE". Daniele examinou 3.276 pesquisas que tratam de desvios éticos. Separou 22 artigos publicados nos últimos 23 anos. Todos reúnem dados de questionários respondidos livre e anonimamente pelos próprios cientistas. Os estudos foram escolhidos por usar metodologias semelhantes que possibilitam a consolidação dos resultados.

Segundo a revisão sistemática, cerca de 14% dos estudiosos conheciam alguém que tinha fabricado ou adulterado voluntariamente dados. Até 72% disseram ter testemunhado outras práticas de pesquisa reprováveis menos graves. Casos de plágio foram ignorados, pois o trabalho analisou somente desvios éticos. Daniele afirmou à reportagem que a pressão do "publique ou pereça", que obriga os pesquisadores a produzir continuamente artigos científicos, explica boa parte dos deslizes.

O chefe de gabinete do CNPq Felizardo Penalva da Silva explica que todos os trabalhos de pesquisa financiados pelo órgão são aprovados por comitês técnico-científicos. Se algum problema é identificado, o CNPq estuda caso a caso a melhor abordagem: diálogo com o pesquisador ou, nos casos mais graves, uma ação judicial para restituir o dinheiro investido ao erário. "Em caso de fraude, a maior punição para o pesquisador é o descrédito", afirma Silva. "Todas as portas vão se fechar para ele." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

posted by denise carreiro | 12:41 PM

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Sexta-feira, Maio 29, 2009  

Resumo de um estudo publicado no The Lancet de 28/05 de 2.009

Incidência de diabetes tipo 1 em crianças pequenas pode dobrar até 2020

A incidência de diabetes tipo 1 entre as crianças muito novas pode dobrar em pouco mais de uma década a partir do ano de 2005 se as tendências atuais permanecerem, segundo estudo da Universidade de Queen, na Irlanda. Embora não saibam as razões desse aumento – visto que o diabetes tipo 2 é que é alimentado pela obesidade – os especialistas acreditam que fatores ambientais ainda não determinados estão associados a essa tendência.

Analisando dados de registros europeus que incluíam mais de 29 mil crianças, com diabetes tipo 1, os pesquisadores descobriram um aumento de 3,9% ao ano na incidência geral da doença, com maior aumento para crianças com menos de 5 anos (5,4% por ano). E, se essa tendência continuar, haveria crescimento de 70% no total de casos até o ano de 2020, e as taxas em crianças pequenas dobrariam.
Agora, os especialistas estão pesquisando as possíveis razões desse crescimento, incluindo, nos estudos, fatores como dieta no início da vida, infecção viral, idade da mãe e até parto cesariana.

posted by denise carreiro | 5:13 PM

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Quarta-feira, Maio 27, 2009  

Grávidas e mal alimentadas
27/5/2009

Agência FAPESP – Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontou que cerca de 80% das adolescentes grávidas se alimentam de maneira inadequada durante a gestação. A pesquisa, feita no Ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos, indicou também que apenas 10% conseguem mudar os hábitos alimentares na gravidez.

O levantamento foi feito com 200 adolescentes gestantes, com até 17 anos, atendidas no ambulatório no primeiro trimestre deste ano. Entre os problemas, o principal é a ingestão excessiva de alimentos altamente calóricos e com grande teor de sódio.

Os que lideram a lista dos mais consumidos pelas jovens na gestação são os salgadinhos industrializados, bolachas doces recheadas, hambúrguer, macarrão instantâneo, chocolate, sucos de saquinho e batata frita.

Segundo Marta Del Porto Pereira, nutricionista do ambulatório, esses problemas alimentares são prejudiciais tanto para a mãe quanto para o bebê. “Consumir comidas assim durante a gestação provoca alterações sérias nos níveis de glicemia da mãe, além de causar pressão alta. E para o bebê, o sofrimento é inevitável, interferindo até mesmo na sua formação e no ganho de peso”, disse.

De acordo com a nutricionista, é preocupante o fato de não ocorrerem mudanças na alimentação, apesar de toda a orientação que elas recebem durante o pré-natal. “As jovens de uma maneira geral não medem as consequências de que o que elas fazem hoje de errado vai refletir amanhã diretamente no bebê. Mudar esses hábitos e essa visão é uma tarefa muito complicada”, alertou.

A Secretaria da Saúde destaca que durante a gestação é fundamental ter uma alimentação equilibrada e ingerir alimentos saudáveis, como frutas, verduras, legumes e fontes de ferro e ácido fólico, como o feijão. Beber bastante água também é fundamental nesse período.

Para ter uma gestação saudável, é importante evitar alimentos gordurosos como frituras, embutidos, doces em excesso e grande quantidade de carboidratos. Eles elevam os níveis de glicemia do corpo e podem ocasionar pressão alta na mãe.

O ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos funciona todas às quintas-feiras e atende cerca de 150 adolescentes gestantes por mês. O ambulatório fica na Rua Guaiúba, 3.012.

Mais informações: www.saude.sp.gov.br

posted by denise carreiro | 5:45 PM

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Terça-feira, Maio 26, 2009  

Comer peixe relacionado com QI mais alto em jovens

Estudo do Hospital Universitário Sahlgrenska de Gotemburgo
Um estudo do Hospital Universitário Sahlgrenska de Gotemburgo, Suécia, identificou uma relação entre o consumo de peixe e níveis mais elevados do quociente de inteligência (QI) em adolescentes.
"Descobrimos uma relação clara entre o comer peixe com frequência e resultados de QI elevados em adolescentes", disse Kjell Torén, líder da investigação, em comunicado enviado à imprensa.
O estudo comportou duas fases. No ano de 2000, 3 972 suecos com 15 anos de idades foram seleccionados, tendo sido analisados os seus valores do QI e as capacidades de expressão e de orientação espacial. Passados três anos, durante a inspecção para o serviço militar, os mesmos indivíduos foram novamente submetidos a estudo.
Os resultados mostraram que os rapazes que aos 15 anos comiam peixe pelo menos uma vez por semana apresentavam, três anos mais tarde, um QI 7% mais elevado do que a média. Por outro lado, os que aos 15 anos comiam peixe mais de uma vez por semana apresentaram, aos 18 anos, resultados 12% mais elevados do que a média.
De acordo com os resultados do estudo, existe uma clara correlação entre o consumo regular de peixe aos 15 anos e melhores capacidades intelectuais aos 18.
De acordo com Maria Aaberg, co-autora do estudo, “já se sabia que o peixe (rico em ómega-3) tinha um efeito (positivo) nos cérebros de recém-nascidos e de pessoas idosas, mas constatamos agora que também tem um efeito sobre os cérebros sãos das crianças".
ALERT Life Sciences Computing, S.A

posted by denise carreiro | 6:55 PM

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Excesso de glutamato prejudica saúde dos asmáticos


Estudo da Organização Mundial da Saúde

O glutamato – uma substância que funciona como potenciador do sabor de produtos processados industrialmente e que também existe naturalmente em alguns tipos de alimentos – constitui um grande risco para a saúde dos asmáticos.
O alerta provém de um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em conjunto com a Sociedade Alemã do Pulmão e publicado no jornal alemão “Die Welt”.
No estudo, a OMS constata que os doentes com asma grave podem sofrer reações alérgicas graves se ingerirem produtos com os aditivos alimentares E 620 e E 625. Segundo a OMS, os produtos processados com estes aditivos não devem ser ingeridos em demasia por asmáticos.
O excesso de glutamato no organismo dos asmáticos pode desencadear pruridos cutâneos, fortes dores de cabeça, náuseas, palpitações, dificuldades respiratórias, tonturas, alergias acentuadas e ainda, em casos extremos, epilepsia ou morte por paralisia respiratória.
No entanto, um porta-voz da Sociedade Alemã de Nutrição (DGE), sediada em Bona, afirmou ao jornal “Die Welt” que "se nós fizermos a utilização racional no contexto de uma dieta equilibrada, não existe risco sanitário por causa do glutamato".
ALERT Life Sciences Computing, S.A

posted by denise carreiro | 6:47 PM

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Bebidas energéticas podem ser maléficas para o coração, sugere estudo
O consumo de bebidas energéticas eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca, devendo ser evitado por indivíduos hipertensos e pessoas com doença cardíaca, de acordo com os resultados de um recente estudo.
As bebidas, comercializadas para melhorar a função mental e a energia, são conhecidas como energéticos, e normalmente contém cafeína, taurina, açúcares, vitaminas e outros suplementos nutricionais.
O Dr. James S. Kalus e seus colaboradores do Henry Ford Hospital (Detroit, Estados Unidos), estudaram 15 voluntários saudáveis, entre 20 e 39 anos de idade, que se abstiveram de outras fontes alimentares de cafeína, começando 48 horas antes do início do estudo.
Os voluntários receberam 500 ml de um energético (duas latas, cada uma contendo 100 mg de taurina e 100 mg de cafeína) em 30 minutos, diariamente, por 7 dias. Nos dias 1 e 7, a pressão arterial, a frequência cardíaca e os eletrocardiogramas destes indivíduos eram obtidos antes de consumir as bebidas e cinco vezes durantes as 4 horas posteriores.
A frequência cardíaca média aumentou significativamente do basal em 7,8% no dia 1 e em 11,0% no dia 7; os aumentos correspondentes para pressão arterial sistólica (máxima) foram 7,9% e 9,6%; e para a diastólica (mínima), 7,0% e 7,8%.
Os parâmetros dos eletrocardiogramas não apresentaram mudanças significativas. O Dr. Kalus afirma que "os aumentos na pressão arterial e na frequência cardíaca da magnitude observada em nosso estudo, devem ser significantes em pessoas com doença cardiovascular conhecida. Pessoas jovens com doença cardiovascular prematura e não diagnosticada também podem estar sob risco", conclui o Dr. Kalus.
Fonte:The Annals of Pharmacotherapy(2009).

posted by denise carreiro | 6:39 PM

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Estudo: refrigerantes podem causar taquicardia e paralisia
EFE - Agência EFE
O consumo excessivo de refrigerantes pode causar taquicardias, fraqueza nos ossos e paralisia muscular, entre outros problemas de saúde, segundo afirma um estudo publicado nesta terça-feira no International Journal of Clinical Practice.
Os autores do estudo, dirigido por Moses Elisaf, da universidade grega de Loannina, afirmam que o número de pessoas que adoecem por um consumo excessivo desse tipo de bebida tem aumentando, o que se deve em parte ao empenho das empresas em comercializar garrafas cada vez maiores. Na pesquisa, os especialistas encontraram casos de cáries, diabetes e enfraquecimento da estrutura óssea, além de hipocalemia, uma queda extrema dos níveis de potássio.
Segundo os pesquisadores, a queda do potássio aumenta o risco de problemas musculares graves e disfunções cardíacas, doenças que podem chegar a ser mortais. "Estamos consumindo mais refrigerantes que nunca e foram identificados vários problemas de saúde, incluindo dentais, enfraquecimentos dos ossos, diabetes e o desenvolvimento da síndrome metabólica", afirmou o diretor do estudo, Moses Elisaf.
Em relatório, Elisaf examinou casos de pessoas que bebiam dois ou mais litros de refrigerante ao dia. Um dos casos documentados é o de uma grávida de 21 anos que estava há seis consumindo três litros ao dia. A mulher teve diagnosticada hipocalemia severa após ser hospitalizada com cansaço, falta de apetite e vômitos.
A paciente só se recuperou quando parou de beber refrigerantes e recebeu suplementos de potássio. Outras pessoas que bebiam de dois a 9 l diários do refrigerante apresentaram diferentes problemas musculares, "desde um leve enfraquecimento a uma paralisia profunda". Os cientistas discutem várias teorias para explicar tal efeito: o conteúdo de açúcar do refrigerante poderia fazer com que os rins segregassem potássio demais, ou a cafeína poderia ser responsável por induzir uma redistribuição do potássio nas células do corpo.
Os ingredientes mais comuns nessas bebidas são frutose, glicose e cafeína e, segundo Elisaf, embora cada um deles tenha sua parcela de culpa na indução da hipocalemia, a cafeína parece ter um efeito dominante. No entanto, o especialista aponta que os refrigerantes sem cafeína também podem gerar uma queda do potássio devido à frutose, que pode provocar diarréia.
"Em uma era onde a indústria alimentícia tenta impor um aumento das porções desses produtos, esses achados podem ter implicações importantes para a saúde pública", explicam os autores do estudo.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados.

posted by denise carreiro | 5:31 PM

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Quarta-feira, Maio 06, 2009  

Ácido fólico pode ajudar a proteger contra asma e alergias, indica estudo

06 de maio de 2009 (Bibliomed). O ácido fólico ou vitamina B9, além de ser essencial para a saúde dos glóbulos vermelhos, reduzindo os riscos de defeitos no nascimento, pode suprimir reações alérgicas e reduzir os sintomas de asma e alergia, segundo estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
A vitamina pode ser encontrada em verduras de folhas verdes, fígado, cenoura, levedo de cerveja e gema de ovo, e, no Brasil, em produtos à base de farinha de trigo e farinha de milho. Os suplementos desse nutriente são muito utilizados por gestantes e mulheres que querem engravidar, para a prevenção de malformação no sistema nervoso do bebê.
No novo estudo, uma revisão dos registros médicos de mais de oito mil pessoas com idades entre dois e 85 anos indicou que aqueles que apresentavam altos níveis de folato no sangue tinham menos anticorpos IgE, que indicam a resposta a um alérgeno. Além disso, essas pessoas reportavam menos alergias, menos chieira e menor probabilidade de ter asma.
Os pesquisadores destacam que os mecanismos por trás dessa relação ainda não estão claros, mas há evidências de que o folato possa reduzir a inflamação. Estudos recentes da Universidade associaram os níveis de folato a doenças mediadas por inflamação, incluindo doença cardíaca. E, para eles, esse mecanismo poderia ser o mesmo no caso de alergias e asma.
De acordo com os autores, apesar dos resultados significativos, mais estudos são necessários antes de se recomendar a suplementação de ácido fólico para a prevenção e tratamento de pessoas com asma e alergias. A recomendação atual é para a ingestão de 400 microgramas para homens saudáveis e mulheres que não estão grávidas.
Fonte: Johns Hopkins Children's Center. News release. 30 de abril de 2009.

posted by denise carreiro | 6:52 PM

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Quarta-feira, Abril 22, 2009  

MAIS RECEITAS
Torta Salgada – Massa base
3 ovos
1 xícara de óleo
2 xícaras de água (ou leite de arroz/ ou leite de quinua)
1 ½ xícara de farinha de arroz
½ xícara de fécula de batata
1 colher de sopa de fermento químico (royal)
Sal a gosto
Ervas aromáticas a gosto (orégano, noz moscada...)
Bater todos os ingredientes no liquidificador.

Variar os recheios que devem ser misturados à massa:
Berinjela, alho porro, escarola, atum com seleta de legumes, carne moída (de pastel), palmito etc.

Sequilho de araruta
4 colheres de manteiga
1 xícara de lowçúcar
1 ovo
1 vidro de leite de coco
1 pacote de coco ralado (50gr)
½ quilo de araruta
Misturar todos os ingredientes. Acertar o sabor com o adoçante.
Fazer os biscoitos e assar em forma untada com manteiga.

Bolo de laranja
3 ovos
½ xícara de óleo
1 laranja com casca
1 xícara de lowçúcar
1 ½ de farinha de arroz
½ xícara de fécula de batata
1 colher de sopa de fermento químico
Bater tudo no liquidificador e assar em forma untada

Bolo de aveia com maçã
2 ovos
½ xícara de chá de manteiga
1 xícara de café de água
2/3 xícara de lowçúcar
1 xícara de flocos de aveia
1 xícara de farinha de arroz (ou de fécula de batata)
1 maçã
1 colher rasa de sobremesa de canela em pó
1 maçã
1 colher cheia de fermento químico (royal)
Bater tudo no liquidificador
Acrescentar (sem bater) 1 ou 2 maçãs picadas e ½ xícara de chá de aveia em grão.
Assar em forma untada (assar em fogo baixo).

Quindão
6 ovos
1 ½ de lowçúcar
1 colher de sopa de manteiga
1 vidro de leite de coco
100 gramas de coco ralado
Bater tudo no liquidificador
Assar em banho maria no forno.
Untar a forma com manteiga e frutose

Bolo recheado com mousse de chocolate
Pão de ló:
6 ovos
1 xícara de lowçúcar
2 xícaras de farinha de arroz
1 xícara de fécula de batata
1 colher de sopa de cacau em pó
12 colheres de água
1 colher de sopa de fermento químico
Bater na batedeira as claras em neve e acrescentar aos poucos: as gemas, o adoçante, as farinhas, a água, o cacau e por último o fermento. Assar em forma untada com manteiga e farinha de arroz.
Recheio: Mousse de chocolate
5 ovos
200 gramas de manteiga
1 xícara de lowcúcar
1 xícara de água
150 gramas de cacau em pó
Se desejar, colocar um pouco de run ou wiskey
Misturar na batedeira: as gemas, o adoçante lowcúcar, a água e o cacau.
Acrescentar as claras em neve.

Para montar o bolo:
Cortar a massa ao meio.
Molhar com guaraná sem açúcar misturado com rum ou wiskey
Colocar metade do recheio. Cobrir com a outra metade da massa. Molhar novamente e cobrir com o restante do mousse de chocolate.

posted by denise carreiro | 7:34 PM

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Segunda-feira, Janeiro 26, 2009  

posted by denise carreiro | 12:48 PM



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Quarta-feira, Janeiro 21, 2009  


Indústria de alimentos corta propaganda para menores de seis anos

da Folha Online

A partir deste mês, diversas indústrias alimentícias multinacionais presentes no país começaram a adotar regras mais rígidas na publicidade dirigida ao público infantil, informa neste sábado reportagem de Cristiane Barbieri, publicada pela Folha (a íntegra está disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL).

Entre as determinações, não haverá mais nenhum tipo de propaganda ou atividade de marketing para crianças de até seis anos. Nesse caso, as campanhas serão dirigidas a seus pais. Já para os maiores de seis anos, as informações transmitidas enfatizarão o uso de dietas balanceadas e saudáveis.

A iniciativa, que entra em vigor agora, foi tomada após a assinatura do termo de compromisso europeu EU-Pledge, em 2007, cuja intenção é fazer com que as empresas se comuniquem de forma mais responsável com as crianças.

Onze empresas assinaram o compromisso, entre elas, Nestlé, Coca-Cola, PepsiCo, Danone, Kellogg's, Kraft, Unilever e Burger King Europa.

TV Cultura

Desde 1º de janeiro a TV Cultura tem cumprido uma promessa feita por Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta, que administra a emissora: cortar o anúncio de produtos durante a programação para crianças.

Emissora pública, a Cultura vinha exibindo comerciais como as TVs privadas. A TV Rá Tim Bum, canal infantil pago da Fundação Padre Anchieta, já chegou a veicular anúncios de bonecos da novela "trash" do SBT "Rebelde" durante intervalo de programas educativos.

Essa política vinha sendo criticada até por membros da cúpula da Cultura. A emissora também foi pressionada pelo governo do Estado, responsável por parte de seu orçamento.

Em contrato assinado no início de dezembro com a Fundação Padre Anchieta, que exige diminuição da publicidade, o governo tentou vetar a propaganda infantil. A cláusula só não entrou porque a fundação se comprometeu a acabar com os anúncios de produtos --e manter apenas comerciais institucionais-- durante as 12 horas de programação infantil.

posted by denise carreiro | 9:15 AM

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Terça-feira, Novembro 04, 2008  

04/11/2008 - 09h46
Cresce o uso de remédios infantis para doenças crônicas
da Folha de S.Paulo

O uso de remédios para doenças crônicas em crianças e jovens cresceu muito nos últimos anos nos EUA, segundo estudo publicado na "Pediatrics". A pesquisa usou dados de 2002 a 2005, referentes a 3,5 milhões de pessoas entre 5 e 19 anos.

Foi avaliado o uso de drogas para hipertensão, diabetes tipo 2, asma, dislipidemia (colesterol alto), TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) e depressão. Houve aumento em todos os índices.

Para Isabel Rey Madeira, presidente do departamento científico de pediatria ambulatorial da Sociedade Brasileira de Pediatria, embora não haja estudo similar no Brasil, a impressão é a de que a tendência também seja de aumento aqui.

No período, a prevalência do uso de remédio para diabetes tipo 2 dobrou --devido principalmente ao aumento de 166% em meninas de 10 a 14 anos e de 135% nas de 15 a 19 anos.

O consumo de drogas para depressão também subiu mais entre elas do que entre eles (7% e 4%, respectivamente). O mesmo ocorreu no uso de remédios para TDAH (63% e 33%) --entre as jovens de 15 a 19 anos, a medicação cresceu 114%.

O uso de remédios para asma subiu 46,5%. Para dislipidemias, 15%. O crescimento foi menos acentuado no caso dos anti-hipertensivos (1,8%).

Para Madeira, os dados podem decorrer da epidemia de obesidade, que eleva a incidência de doenças e deixa os médicos alertas ao diagnóstico. No caso do TDAH, porém, ela lembra que é discutida a chance de excesso de diagnósticos.

posted by denise carreiro | 6:34 PM

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http://noticias.uol.com.br/ultnot/multi/0402366CE0B92326.jhtm

posted by denise carreiro | 6:23 PM

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Segunda-feira, Outubro 27, 2008  

Venda de "pílula antibarriga" é suspensa por risco de suicídio e depressão
CLÁUDIA COLLUCCI
FLÁVIA MANTOVANI
AMARÍLIS LAGE
da Folha de S.Paulo
A venda do remédio antiobesidade Acomplia (rimonabanto) foi suspensa temporariamente nesta quinta-feira (23) em todo o mundo, inclusive no Brasil, onde o medicamento é comercializado desde abril deste ano. A recomendação sobre a suspensão partiu da Agência Européia de Medicamentos (Emea).
O medicamento é indicado a pessoas obesas e com sobrepeso, mas pesquisas demonstraram que ele pode aumentar o risco de transtornos psiquiátricos graves, como depressão e ansiedade --informações que constam na bula do remédio.
Ontem, o comitê de produtos médicos de uso humano da Emea concluiu, baseado em pesquisas clínicas, que pacientes que usam o Acomplia têm o dobro de chances de desenvolver transtornos psiquiátricos --depressão, ansiedade e problemas de sono-- comparados àqueles que tomaram placebo.
Segundo a agência européia, os resultados do medicamento não compensam seus riscos. A recomendação é que os médicos não devem mais receitar a droga a seus pacientes e precisam rever o tratamento daqueles que a estão tomando.
"Pacientes que estejam tomando Acomplia devem consultar seus médicos para discutir o tratamento. Não é preciso parar de tomar o remédio imediatamente, mas aqueles que queiram parar podem fazer isso a qualquer momento", diz trecho da nota da Emea.
A Anvisa recebeu o pedido do laboratório ontem e hoje deve soltar uma nota sobre o assunto. O órgão orienta os médicos a pararem de receitar imediatamente o remédio e os pacientes que usam o medicamento a procurarem seu médico para receber uma nova orientação.
Segundo Antônio Roberto Chacra, chefe da disciplina de endocrinogia da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o Acomplia sempre teve efeitos colaterais discutíveis. "Apóio a decisão da suspensão. Medicações devem sempre ajudar. Se houver qualquer risco, tem que suspender mesmo."
Ele diz que receitava pouco o remédio e que seus pacientes não tiveram efeitos colaterais graves, mas alguns ficaram emocionalmente instáveis. "O laboratório sempre avisou que o medicamento não deveria ser usado com fins estéticos, apenas em pacientes com fatores de risco, com uma obesidade muito grande. Mas, com esses estudos, é melhor suspender."
Ele diz que as melhores alternativas ao medicamento são dieta e exercício, que não trazem esse tipo de efeito colateral. "Mas, às vezes, é difícil, o paciente quer o remédio."
Outro lado
Segundo Jaderson Lima, diretor médico da Sanofi Aventis, a empresa ainda aposta na relação risco/benefício do remédio e está desenvolvendo estudos para obter a aprovação do seu uso para diabéticos e pacientes com risco cardiovascular. Ele afirma que nenhum comitê de segurança independente --que avalia, entre outras coisas, a segurança da droga-- vetou a continuidade dos estudos.
O Acomplia é comercializado em 18 países da Europa, além da América Latina, entre outros, com 700 mil usuários no mundo --30 mil no Brasil. "A empresa decidiu se antecipar e suspender em todo o mundo. Não é recall. O produto não tem defeito", afirma Lima.
Segundo ele, os dados recentes indicam que a relação risco/benefício não se justifica ao grupo de paciente para o qual ele foi aprovado. "As contra-indicações e as orientações da bula não foram suficientes para minimizar os riscos."
Histórico
Comercializado na Europa desde 2006, o Acomplia chegou a ser considerado uma das maiores promessas da indústria farmacêutica no combate à obesidade. Em junho de 2007, ele foi vetado pela FDA (agência norte-americana que regula alimentos e fármacos), que pediu mais estudos sobre os seus efeitos colaterais, especialmente os distúrbios psiquiátricos e risco de suicídios.
O comitê da FDA revisou os resultados de um amplo programa de 59 estudos clínicos que envolveram mais de 15 mil pacientes. Dados adicionais sobre a segurança do rimonabanto foram obtidos a partir de estudos ainda em andamento e de mais de 110 mil pessoas que já tomaram o rimonabanto na Europa e em outros países. O veto se apoiou no mesma razão que levou a Emea a recomendar agora a suspensão.
No Brasil, a droga foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no ano passado, mas só começou a ser vendido neste ano por conta de um impasse sobre o preço.
Mesmo diante das pesquisas internacionais que demonstravam o risco do remédio, médicos brasileiros defendiam o Acomplia e diziam acreditar que ele trazia mais benefícios do que riscos.

posted by denise carreiro | 10:18 PM

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Quinta-feira, Outubro 02, 2008  

Fonte G1:
A Organização Mundial de Saúde (OMS) apontou o Brasil como o país onde mais se consome remédios para emagrecer. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 170 milhões de cápsulas de remédios para emagrecer foram vendidos até julho deste ano, somente nas farmácias de manipulação.



posted by denise carreiro | 10:33 AM

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Fonte ANVISA:
Sistema amplia controle sobre emagrecedores

O Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC) já possui 55 mil farmácias cadastradas. O dado foi divulgado, nesta quinta-feira (11), pelo diretor presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Mello. Ele falou sobre o tema Controle de Substâncias Psicotrópicas Anorexígenas, na 189ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS). De acordo com Mello, o SNGPC, iniciado em janeiro deste ano, aumenta o controle sobre a venda de medicamentos que agem no sistema nervoso central, como os anorexígenos (emagrecedores). "O Sistema promove o uso racional e, além disso, por meio dele, podemos identificar o estado, a cidade, o médico e até o comprador do medicamento", ressalta.

O diretor acrescentou que o Sistema possibilita o acesso a informações precisas e atualizadas sobre a venda de controlados no Brasil. De acordo com ele, antes da criação do SNGPC, os dados sobre a comercialização desses medicamentos demoravam até nove meses para serem encaminhados à Anvisa. "Antes, eram gerados cerca de 350 mil cadernos de controle. Esses cadernos saíam da farmácia, iam para a vigilância sanitária do município, depois para a do estado e só então chegavam à Agência", lembra.

Mello divulgou ainda um estudo que indica que, em 1994, a maior parte da venda de medicamentos controlados era feita por fórmulas magistrais. "Em São Paulo, por exemplo, 90,5% das prescrições eram em fórmulas magistrais. Somente 9,5% eram de medicamentos industrializados", afirma. O diretor acrescentou também que, em 2002, de cada dez prescrições, somente uma era para pacientes do sexo masculino.

Esses números intrigaram o conselheiro do CNS Luiz Augusto Facchini. Para ele, o uso excessivo de substâncias anoréticas no Brasil deve ser estudado. "Tenho dúvidas quanto à necessidade de anoréticos no nosso país. Mas, de qualquer forma, quero parabenizar o sistema criado pela Anvisa", destacou.

O conselheiro Ronald Ferreira também elogiou a iniciativa da Agência. "Devo destacar que essa iniciativa é revolucionária para a vigilância sanitária". Segundo ele, o SNGPC irá possibilitar ações mais efetivas da Anvisa e até da Polícia Federal no combate ao tráfico de drogas.

O conselheiro Rogério Tokarski ressaltou a importância do sistema, mas fez uma ressalva: "Esse controle não pode ser exclusivo para as farmácias e drogarias. Também deve ocorrer com as indústrias e distribuidoras", acentuou.

posted by denise carreiro | 10:07 AM

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Fonte ANVIISA:
Brasília, 22 de setembro de 2008 - 15h50
Suspensas propagandas de produtos emagrecedores

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, em todo território nacional, as campanhas publicitárias que atribuem propriedades terapêuticas aos produtos Eficess (fabricado pelo Laboratório Tiaraju Alimentos e Cosméticos Ltda.), Fibralitus (fabricado pelo Laboratório Químico Farmacêutico Tiaraju Ltda.) e o Chá Misto Cítrico (Suplan Laboratório de Suplementos Alimentares Ltda.). A medida também vale para os kits denominados “Programa Emagrecer sob Medida” e “Kit 4 em 1 Nutriplus”. Todos os itens são distribuídos pela empresa TBA do Brasil Distribuidora Ltda., localizada em Porto Alegre. A decisão está na Resolução RE 3425/08, publicada na última sexta-feira (19).

A determinação estende-se para as demais marcas destes produtos: Tiaraju, Phynus, Fibracaps, K3, 3 Fibras, Naturanbagaba Plus, Quitomix, Lipo Line Plus, Fibratim, Bioremix, Celleron Plus e Celeron Mais, Algabel, Algagel, Algamax, Natugel, Tiaraju, Algafibras, Naturangaba, Vitaalga, Gelfibras e Fibras.

posted by denise carreiro | 10:04 AM

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Quarta-feira, Setembro 10, 2008  

Estamos publicando mais uma importante contribuição para debate da nossa colega Karen Longo.
Acredito que a prática da discussão é uma das principais formas de enriquecermos nossa argumentação junto a sociedade.
Aproveitem

Denise Carreiro

Só mesmo pra comentar... Então, caras colegas, a respeito de um desabafo que fiz a alguns meses atrás sobre a acomodação e indignação de alguns colegas de profissão sobre as "novidades" com hipersensibilidades alimentares, percebo já menor resistência por parte dos mesmos... Porém, o que acontece é exatamente o seguinte: Primeiro se assutam com o fato de surgir uma idéia científica que contrarie tudo o que vinham fazendo até hoje (o ego fica ferido, acredito), aí então criticam a expansão de tal idéia, como se fossem ficar sem diploma por causa disso. Depois começam a especular essas novas condutas e observar resultados com nossos pacientes, que a elas se submetem... Por fim, nos surpreendemos quando descobrimos esses mesmos profissionais (que se dizem ainda "não convencidos") adotando as mesmas condutas que nós em seus consultórios... É engraçado... Mas ainda não sei se essa mudança de comportamento, nesse contexto, seja algo positivo... O que vcs pensam a respeito?

Karen Longo | 07-09-2008 10:36:47

posted by denise carreiro | 10:49 AM

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Sexta-feira, Setembro 05, 2008  

A revista da Proteste de setembro fez uma avaliação dos óleos de cozinha.Interessante a avaliação.
Quem quiser conferir, vai ai o link :
http://www.proteste.org.br/map/src/468011.htm

posted by denise carreiro | 11:59 AM

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Terça-feira, Julho 29, 2008  

Estudo liga consumo de bebidas energéticas a comportamentos de risco
Uma pesquisa da Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, indica que o consumo de bebidas energéticas está associado ao uso de drogas, a atividade sexual não-segura e a outras formas de comportamento de risco. Publicados no “Journal of Adolescent Health”, os resultados sugerem que os jovens que consumiam energéticos seis dias ou mais por mês tinham três vezes mais chances de terem fumado, abusado de drogas prescritas e de terem se envolvidos em brigas no ano anterior à pesquisa. Além disso, o uso dessas bebidas foi associado a maior freqüência de sexo não-seguro, e ao maior uso de maconha e de álcool. Avaliando quase 800 estudantes universitários, os pesquisadores descobriram que 39% haviam consumido energéticos pelo menos uma vez no mês anterior, dois terço deles, misturando com bebidas alcoólicas.

posted by denise carreiro | 7:52 PM

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Para quem tem dúvidas se os problemas do texto anterior já são presentes no Brasil.
Veja a matéria abaixo, mais uma vez o aspecto alimentar destas crianças é ignorado pela imprensa e pela maioria da comunidade dos profissionais de saúde.

País vive febre da "droga da obediência"
Autora DANIELA TÓFOLI da Folha de São Paulo
Nos últimos anos, uma explosão no uso das "drogas da obediência" vem ocorrendo no Brasil. Indicadas para crianças com hiperatividade ou déficit de atenção, esses medicamentos vêm causando polêmica e dividindo especialistas. Há quem veja um excesso de prescrições.Em apenas quatro anos, a venda dos medicamentos aumentou 940%. Em 2000, foram vendidas 71 mil caixas. Em 2004, 739 mil. Os dados são do Instituto Brasileiro de Defesa dos Usuários de Medicamentos, levantados com base no ""IMS-PMB" --publicação suíça que contabiliza dados do mercado farmacêutico mundial.
Os números são confirmados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, que controla as vendas, já que o remédio exige receita. Segundo a agência, o número de caixas vendidas entre 2003 e 2004 cresceu 51%.
A "droga da obediência" acalma crianças agitadas e faz com que as sem concentração se fixem no que fazem. Ela foi criada para tratar portadores do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), que atinge de 3% a 5% de crianças no país.
O crescimento nas vendas, no entanto, não é visto com bons olhos por todos. Uma parte dos médicos defende que seja reflexo do aumento de diagnósticos de crianças com um dos desvios. Outra, que há prescrição exagerada.
Para o coordenador do ambulatório de TDAH infantil do HC-SP, Ênio de Andrade, as crianças não estão usando medicação em excesso. "A maioria não toma remédio. Ele só é indicado quando o grau de prejuízo que o transtorno causa à criança é grande."
Não há estatísticas, segundo os especialistas, de quantos portadores usam o remédio. Para o presidente da Associação Brasileira de Déficit de Atenção, Paulo Mattos, psiquiatra da UFRJ, ainda é um número pequeno. "O crescimento das vendas ocorreu porque o diagnóstico aumentou. Pais e professores estão mais informados e agora buscam ajuda."
Laís Valadares, do departamento científico da Sociedade Brasileira de Pediatria, discorda. "Está havendo excesso de diagnóstico e de medicação. Talvez pais e professores não estejam conseguindo colocar limites, e as crianças ficam hiperativas. O que não quer dizer que sejam TDAH", afirma. "É preciso cuidado. Tem criança de quatro anos tomando remédio para quem tem mais de sete."
Professora de pediatria da Unicamp, Maria Aparecida Moysés, co-autora de "Preconceitos no Cotidiano Escolar -Ensino e Medicalização", também condena a prescrição sem critérios. "É um absurdo. Esse processo de medicalização acaba sendo um alívio para pais e professores. É mais fácil lidar com um problema "médico" do que mudar o método de educação da criança."
Ela lembra, ainda, que boa parte das crianças diagnosticadas TDAH nem sequer tem a doença. Um estudo da Faculdade Ruy Barbosa (BA) com 101 portadores mostrou que 58% tomavam remédios, mas apenas 20% tinham o transtorno. "O diagnóstico errado prejudica a criança, principalmente se for medicada", diz. A maioria dos especialistas garante que a droga não cria dependência química, desde que administrado corretamente, mas pode causar dependência psicológica.
Essas drogas são estimulantes que fazem a região frontal do cérebro (responsável pela concentração e controle das atividades) funcionar. Geralmente, professores identificam primeiro os sintomas do TDAH. "O problema se torna evidente na escola porque é onde a criança precisa se concentrar", diz a presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia, Maria Irene Maluf. "Educadores experientes podem perceber os sinais e alertar os pais, mas jamais sugerir um remédio. Isso é somente para o médico."

posted by denise carreiro | 7:46 PM

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Acaba de ser lançado nos Estados Unidos o livro “Our daily Meds” How the Pharmaceutical Companies Transformed Themselves into Slick Marketing Machines and Hooked the Nation on Prescription Drugs. (numa tradução livre, “Os remédios nossos de cada dia: como as empresas farmacêuticas se transformaram em máquinas de marketing escorregadias e viciaram a nação em drogas prescritas”).
A autora é Melody Petersen, jornalista, ex-repórter do The New York Times, especializada na cobertura da indústria farmacêutica.
Depois de vários anos nesse privilegiado posto de observação, Melody decidiu revelar
os meandros do bilionário mercado de saúde.


Apesar de ainda não ter recebido meu exemplar, no site da autora, http://www.ourdailymedsthebook.com, já é possível ter uma idéia porque a nutrição clínica incomoda tanto. Vejamos:

Aproximadamente, 100 mil norte-americanos morrem a cada ano por conta dos efeitos secundários dos medicamentos vendidos com receita medica. Este número é maior do que as mortes causadas pelo diabetes e duas vezes maior ao numero de mortes causadas por acidentes de transito.
Porem, as causas das mortes relacionadas aos medicamentos, são, em sua maioria, ocultas e não constam nos atestados de óbito. Isto significa que alem das famílias das vitimas não poderem ter acesso a verdadeira causa das mortes, os médicos continuam prescrevendo as mesmas drogas, que podem causar mais danos do que benefícios aos pacientes.

As rádios do pais são proibidas de aceitarem dinheiro da industria musical. Mas, quando se trata dos medicamentos, que lidam com a vida e a morte, os médicos podem legalmente receber centenas de milhares de dólares das industrias farmacêuticas, cujos remédios eles prescrevem.

Alguns médicos recebem presentes ou pagamentos em dinheiro das indústrias farmacêuticas. Os estudos mostram que mesmo um pequeno presente, como uma caneta ou uma caneca de café, faz o doutor querer satisfazer a companhia escrevendo mais prescrições.

Atualmente, as empresas farmacêuticas pagam de 65 a 80 por cento da educação continuada dos médicos. Por causa disto, aprendem mais a respeito dos medicamentos produzidos por tais indústrias, e os prescrevem mais, mesmo que eles não sejam os mais adequados para seus pacientes.

A estratégia da indústria de dar maior atenção à promoção dos medicamentos do que a invenção científica tem sido excessivamente rentável. Enquanto os americanos, dobraram sua despesa com automóveis novos entre 1980 e 2003 e triplicaram sua despesa com roupas, aumentaram 17 vezes a sua despesa com os medicamentos.

Considere alguns antidepressivos como Zoloft e Paxil, por exemplo. Cerca da metade dos estudos feitos com esses medicamentos, mostrou que um comprimido de açúcar funciona da mesma forma, ou melhor, do que eles.

Os executivos farmacêuticos dizem que devem gastar cerca de 1 bilhão de dólares para promover um medicamento, ao final do segundo ano e fazer com que ele vire um “megablockbuster”, como eles chamam - um sucesso de venda como Nexium, Lipitor, ou Plavix.

Quase todos os estudos científicos de uma droga são pagos por seu fabricante. Há muitas evidências que as companhias projetam frequentemente estes estudos de forma a maximizar os benefícios de um medicamento e minimizar seus riscos.

Um incontável número de artigos de jornais médicos - as publicações científicas nas quais os médicos se baseiam para permanecer informados – começam a ser escritos pelas agências de publicidade ou por outras agências que trabalham pelo interesse da indústria farmacêutica.
O mercado agressivo prejudica a todos, mesmo aqueles que não tomam medicamentos. Por exemplo, está aumentando a evidência de que nossas estradas se tornaram menos seguras enquanto os americanos tomam mais comprimidos, cujos efeitos secundários podem causar acidentes de trânsito. Um estudo recente revela que os medicamentos vendidos com receita médica tiveram um importante papel em 26 por cento dos acidentes com grandes caminhões.

O marketing agressivo dos fabricantes de drogas narcóticas como OxyContin causou uma epidemia de mortes por overdose, uma ascensão rápida no abuso de drogas, e uma onda de crimes relacionados. A maioria das vítimas desses medicamentos são as crianças. Em pouco de mais de dez anos, o abuso dos medicamentos vendidos com receita médica entre os adolescentes triplicou.
Segundo Melody, cerca de 25% do preço de um medicamento prescrito corresponde a gastos com marketing — a soma é maior que os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, por exemplo.
Um dos maiores exemplos da força dessa máquina foi o lançamento do Detrol, no final dos anos 90. Fabricado pela Pharmacia (que viria a ser comprada pela Pfizer), o Detrol surgiu para curar uma doença até então desconhecida dos americanos e batizada pelo fabricante de “bexiga hiperativa”. Uma das preocupações iniciais dos executivos da Pharmacia foi que a doença não fosse confundida com a já conhecida incontinência — um mal que, para muitos médicos, não poderia ser tratado com medicamentos e que faria parte do processo natural de envelhecimento. Para isso, o primeiro passo foi arregimentar médicos. A Pharmacia organizou dois simpósios em Londres, em 1997 e em 1999, e bancou praticamente todas as despesas dos participantes. Alguns doutores chegaram a entrar na folha de pagamentos da empresa, como consultores ou palestrantes — prática amplamente utilizada pela indústria. Nesses dois encontros, os médicos definiram os sintomas do novo mal (um deles é ir ao banheiro mais de oito vezes em 24 horas). Uma vez criada a doença, era hora de torná-la conhecida do grande público. Além do boca-a-boca dos médicos, a Pharmacia contou com uma campanha publicitária que incluiu anúncios em revistas de circulação nacional e até a contratação da atriz Debbie Reynolds. A protagonista do filme Dançando na Chuva fazia questão de declarar em entrevistas que depois que começou a tomar o Detrol sua vida na estrada — ela ainda fazia turnês pelo país — tinha ficado muito mais fácil. (Debbie só não falava que alguns pacientes medicados com Detrol começaram a ter alucinações...)
Para piorar, mesmo entupidos de remédios, os americanos não estão conseguindo aumentar sua expectativa de vida. Segundo a autora, em 1980 uma americana de 65 anos de idade tinha expectativa de vida maior do que quase todas as mulheres nascidas em outros países do mundo. Em 2002, numa avaliação da longevidade da população da qual participaram 30 países, as senhoras americanas ficaram com uma modesta 17a posição. A expectativa de vida dos homens nos Estados Unidos também caiu — um americano de 65 anos corre hoje o risco de morrer mais cedo que um mexicano da mesma idade.

Ainda, segundo a crítica da jornalista Cristiane Correa da revista Exame desta semana:
Em 2005, os americanos gastaram 250 bilhões de dólares em remédios vendidos sob prescrição médica — mais do que consumiram com fast food ou gasolina, por exemplo. Se comparado a outros países, esse volume é ainda mais impressionante. Os Estados Unidos gastam mais com remédios que Japão, Alemanha, França, Itália, Espanha, Reino Unido, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, México, Brasil e Argentina — juntos. Em 2006, um americano tomou, em média, 12 remédios prescritos por médicos — em 1994, a média foi oito. Entre a população idosa, o índice chega a 30 drogas anualmente. Graças a essa epidemia, entre 1995 e 2002, a indústria farmacêutica foi o setor mais lucrativo da economia americana. Em 2004, segundo dados da revista Fortune, a cada dólar vendido pelas farmacêuticas, 16 centavos se transformavam em lucro — ante a média de 5 centavos dos outros setores.

posted by denise carreiro | 7:19 PM

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Sexta-feira, Julho 11, 2008  

O comportamento e a razão.

Sempre que me perguntam quais são os principais erros alimentares da população, sinto que as minhas respostas são cada vez mais insuficientes para demonstrar a verdadeira involução que estamos nos submetendo com o nosso atual quadro de comportamento alimentar.
Os argumentos racionais sobre a nossa necessidade nutricional já não conseguem ser entendidos. O nosso comportamento alimentar já está dissociado da nossa razão. Absorvemos uma quantidade absurda de informações sobre alimentação, sabemos distinguir os principais grupos de alimentos, temos acesso a inúmeras opções de refeições, a qualquer hora do dia. Podemos dizer, com segurança, que toda esta oferta de informações e produtos significou uma evolução na nossa nutrição? Estamos nos alimentando melhor, com mais qualidade? Muitos argumentam que sim, pois, a idade média da população aumentou; as pessoas com mais idade possuem uma melhor qualidade de vida etc. Com certeza isto é verdade. Porém, é necessário analisarmos a essência deste fato. A idade média da população aumentou porque a população que hoje se encontra na terceira idade, teve hábitos alimentares diferentes dos atuais; era uma alimentação mais natural, nutritiva, equilibrada e regrada por conceitos absolutamente empíricos, onde a razão precedia todos os outros comportamentos. Não existia um comportamento alimentar. Existiam conceitos alimentares indiscutíveis! As crianças sentavam à mesa e comiam aquilo que era servido, legumes, verduras, frutas, carnes, ovos, arroz, feijão, ou seja, alimentos naturais e não produtos alimentícios. As crianças não tinham uma autonomia alimentar. Os pais decidiam, tinham a razão e a responsabilidade pelo desenvolvimento dos seus filhos. Tinham uma atividade física regular, pois brincavam, andavam e iam para escola a pé ou até a um ponto de ônibus distante; tudo era adequado e simples, porém, era suficiente para se ter um estado de saúde melhor que o atual. O atendimento médico era clínico (observação) com poucos exames e remédios. Nada que pudesse atrapalhar um bom desenvolvimento do organismo.
A medicina ofereceu novas drogas e procedimentos cirúrgicos imprescindíveis para manutenção de vida da população. Infelizmente, ao longo do tempo, as gerações seguintes foram perdendo estes conceitos alimentares e os substituíram por um comportamento alimentar mutante, influenciado por inúmeros aspectos, a maioria desprovidos de compromisso com a nossa nutrição. O resultado não poderia ser outro. Pela primeira vez em duzentos anos estas crianças deverão viver menos que seus pais, a expectativa de vida desta geração já diminuiu em quase 1 ano, e se nada for feito, nos próximos anos poderá diminuir em até 5 anos.
A prática de bons hábitos alimentares foi subvertida por conceitos alimentares que desestimularam o consumo regular de alimentos naturais para promover e substituir pelo consumo regular de produtos alimentícios, pouco nutritivos, desenvolvidos para oferecer sabores intensos, de curta duração que ofereçam prazer fugaz e criam uma dependência lúdica. A desinformação, disponibilidade, praticidade e atratividade das refeições prontas se sobrepuseram à razão alimentar, à nossa necessidade orgânica, que deveria preceder a qualquer outro comportamento.
As epidemias das doenças crônicas não transmissíveis e dos transtornos de comportamento entre outros desequilíbrios, são indicadores que não estão associados ao comportamento alimentar. Perante este novo comportamento, a obesidade é apenas um argumento para que o mercado ofereça produtos de baixa caloria! Cria-se aí, um novo comportamento, pois, a obesidade é rejeitada pela sociedade e a sua causa, de uma maneira extremamente simplista, é relacionada principalmente ao excesso de calorias; logo, a nova ordem é consumir poucas calorias, pouco açúcar, pouca gordura, pouco sal etc. Shakes inteligentes que queimam gordura, fibras e probióticos que prometem regular o intestino dos 30% da população que sofre de obstipação intestinal. Tudo muito útil, avalizado por instituições de “credibilidade”, e vendido como verdade. Tudo foi globalizado: os conceitos, os produtos, os remédios, as doenças, o ensino, as pesquisas etc, como se realmente pudesse existir estudos sobre a ação dos nutrientes em indivíduos “randomizados, controlados e com placebo”, ignorando a já comprovada individualidade bioquímica.
A qualidade e quantidade de nutrientes dos alimentos naturais não têm lugar neste mercado; os alimentos são apenas usados para exemplificar os conceitos de “engorda e emagrece”. A razão não tem mais espaço no atual comportamento. Ingerimos cada vez mais calorias porque existem cada vez menos nutrientes na nossa alimentação. Pouco importa se um país é abençoado, como o nosso, e disponibiliza frutas, legumes, verduras, leguminosas e proteínas de origem animal o ano todo, para todos os paladares e condições financeiras. A composição dos produtos alimentícios é igual em todo mundo, pobre em nutrientes e rica em aditivos químicos. Assim como existem locais onde o oxigênio é escasso e temos que respirar com mais freqüência e intensidade, o nosso organismo carece de nutrientes e precisa de quantidade cada vez maior de alimentos para conseguí-los.
Refeições nutritivas e bem equilibradas desencorajam a ingestão de produtos alimentícios de fácil consumo e sabor; refeições nutritivas e bem equilibradas oferecem saciedade e boa digestão. Refeições nutritivas e bem equilibradas oferecem saúde, disposição, ausência de doenças e bem estar físico, mental e emocional. Refeições nutritivas e bem equilibradas são a razão e estão na contra mão do atual comportamento alimentar.
O comportamento alimentar é cada vez mais social, é uma movimentação coletiva do que é moderno, do que é aceito, assim como a moda e o vocabulário, o comportamento alimentar está inserido nas imposições que a sociedade e o mercado colocam para sermos aceitos.
A razão é a única forma que temos para entender o porquê de tanta alteração de comportamento, inclusive com aumento de intransigência e da violência infanto-juvenil, por que os índices de aproveitamento escolar estão tão distantes do ideal, por que as doenças crônicas não transmissíveis se manifestam cada vez mais cedo na população, por que, com todos os esforços da medicina, os índices de obesidade e de outras doenças crônicas não transmissíveis não retrocedem.
A razão é a base da ciência e deveria estar presente nas políticas públicas que trabalham por uma sociedade saudável, menos violenta, mais produtiva, inteligente e feliz.
Denise Madi Carreiro

posted by denise carreiro | 4:03 PM

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Mais uma notícia sobre a relação dos médicos com os laboratórios farmacêuticos, agora haverá uma investigação do Congresso Americano sobre a prescrição de medicamentos e a elaboração de artigos científicos em troca de favores dos laboratórios. Matéria divulgada hoje pelo Boletim Meio e Mensagem.

posted by denise carreiro | 3:56 PM

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Quinta-feira, Julho 03, 2008  

Interessante esta matéria. Acho bem pertinente com o assunto que esta em discussão.
“Estamos tentando tornar a relação entre médicos e farmacêuticas mais transparente”, afirma presidente da Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa
Entrevista com Gabriel Tannus, presidente da Interfarma feita em 28/06/08.


posted by denise carreiro | 6:32 PM

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Segunda-feira, Junho 30, 2008  

Mais um comentário sobre o e-mail da nossa colega Karen Longo
Minha Cara Denise
Quero mais uma vez te cumprimentar agora pela coragem de estar abrindo esta discussão com seus pacientes e alunos, aliás coragem nunca lhe faltou para colocar suas posições para a melhora do estado de saúde de todos. Realmente é lamentável que os médicos e os nutricionistas gostem de se esconder atrás da presença ou não de artigos científicos para justificar sua falta de interesse em buscar conhecimento. Pobres sãos os profissionais que seguem os protocolos de atendimento independente do quadro clínico do paciente. Minha cara Denise, sei que a sua luta é solitária, talvez por que seja isenta e verdadeira, é uma pena que são poucos os profissionais que querem ajudar as pessoas, de buscar conhecimentos. Esperam por tudo mastigadinho, de preferência das mãos de propagandistas ou por e-mail, tudo muito “fechadinho” para não precisar pensar muito. Muita força para você minha querida. Laila C.Torres.

Laila C. Torres | Email | 30-06-2008 13:52:12

posted by denise carreiro | 1:58 PM

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Cometário da nossa colega Maria C.
Acho que esse desabafo da Karen foi ótimo. É realmente assim que todos nós nos sentimos em relação aos outros profissionais. É mais fácil criticar as condutas da Nutrição Funcional do que estudar e tratar cada paciente individualmente. As nutricionistas criticam as "dietas de gaveta", porém essas condutas "tradicionais" também são "de gaveta", pois generalizam os pacientes e não levam em conta seus sinais e sintomas individuais. Como já disse a Denise, o que a Nutrição Funcional faz, nada faz!

Maria C. | 27-06-2008 08:58:19

posted by denise carreiro | 10:21 AM

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Domingo, Junho 29, 2008  

27/06 - 13:18 - Agência Brasil
ANVISA SUSPENDE A VEICULAÇÃO DOS ANUNCIOS DA DANONE ACTIVIA
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta sexta-feira (27) a suspensão das propagandas do iogurte Activia, da Danone, em todo território nacional.
De acordo com a Resolução n.º 2.125, publicada no Diário Oficial da União, a agência considera que a empresa tem sugerido, por meio das afirmações veiculadas, a ingestão do produto como tratamento para o funcionamento intestinal irregular (constipação intestinal).

O texto trata a atitude como uma “medida de interesse sanitário"

posted by denise carreiro | 7:06 PM

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Quinta-feira, Junho 26, 2008  

Sobre os distúrbios de comportamento
Admiro muito o trabalho da Dra. Doris Rapp que dedicou parte da sua vida estudando ADHD.
Achei este vídeo na internet e acho importante estar compartilhando com vocês.
Denise Carreiro

posted by denise carreiro | 3:19 PM

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Prezadas Colegas
Recebi um e-mail de uma colega nossa, com seu posicionamento sobre o questionamento sobre os artigos científicos e a terapia nutricional.
Fiquei muito feliz de ler estes comentários e avaliar o quanto estamos amadurecendo como profissionais. Quero aqui compartilhar a integra deste e-mail e abrir este espaço para uma discussão sobre este tema. Enviem suas opiniões no campo de comentários ou e-mails e faremos a publicação imediatamente. Vou dar a minha opinião sobre este assunto mais adiante, acho mais importante, agora, a discussão deste tema que incomoda a muitos porém é pouco discutido.
Tomara que surja um papo interessante.
Denise Carreiro

Olá Denise,
Estou escrevendo somente para confirmar quão prazerosa e didática foi sua aula sobre alergias alimentares, ministrada dia 21 de junho em Londrina... Gostamos muito!!!
Obrigada!!! E gostaria também de deixar aqui minha opinião (ou até mesmo um desabafo) sobre as críticas que encontramos a respeito desse tipo de assunto... Assim como ouvi no congresso do GANEP esse mês de junho, dias antes de assistir sua aula e como ocorreu com uma das alunas que desistiu de assistir a aula dizendo que não há comprovação científica sobre o assunto, me pergunto: O que vem a ser a "comprovação científica" que essas pessoas esperaram?... Seria necessário uma publicação de algum duplo cego sobre o assunto?... Ou quem sabe até uma conferência em algum congresso, com amostras grátis e folhetos, patrocinada($) por alguma grande marca comercial de alimento de interesse($) no assunto?... Muito me frustra assistir profissionais que descartam qualquer nova possibilidade terapêutica, sem ao menos tentar o processo ou estudar profundamente o assunto...
Será que os profissionais da saúde só sabem dar condutas baseadas em "diretrizes"?
E quando sai uma "diretriz nova", "cientificamente indexada" contradizendo tudo o que eles faziam, como será que se sentem?... Quero deixar aqui minha opinião de que somos profissionais de saúde, que aprendemos ao lidar com indivíduos, a estudar bioquímica, fisiologia, manifestações clínicas e que na prática clínica (pra quem "realmente" a tem) o resultado da terapêutica, considerando todos esses processos que "deveríamos" estudar deveria ser mais valorizado e investigado do que uma "publicação científica" sobre o assunto ou uma propaganda recente de algum medicamento de última geração... Comprovação científica quem faz somos nós quando estudamos, aplicamos o que aprendemos e observamos os resultados. Ou será que perdemos essa capacidade e nos transformamos em robôs diplomados, programados para adotar, para indivíduos diferentes, sempre uma mesma conduta, ditada por diretrizes e "cientistas" ? Quero parabenizá-la pelo trabalho, pelo estudo, pelo desafio... Espero fazer parte dessa classe de profissionais...
Um abraço,

Karen Longo
karen_longo@hotmail.com

posted by denise carreiro | 12:57 PM

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Domingo, Junho 22, 2008  

Mais algumas receitas.....

Bolo de Mandioca

1 Kg de Mandioca crua
1 Vidro de Leite de Coco
1 Pacote de Coco Ralado (50grs)
2 Ovos
2 Colheres de sopa de manteiga
1 e ½ Xícara de adoçante lowçúcar
1 Xícara de farinha de arroz
2 Colheres de sobremesa de fermento químico.

Modo de fazer:
Bater a mandioca com pouca água no liquidificador.
Acrescentar os outros ingredientes; continuar batendo no liquidificador e, por último, colocar o fermento.
Assar em forno quente.


Bolo de Chocolate

2 Xícaras de farinha de arroz.
1 Xícara de fécula de batata
2 Ovos
1 Xícara de adoçante lowçúcar
2 Colheres de cacau em pó
1 Vidro de leite de coco
1 pacote de coco ralado (50grs)
½ Xícara de água
1 Colher (sobremesa) de fermento químico
½ Xícara de óleo de canola

Modo de fazer:
Bater tudo no liquidificador e, por último, acrescentar o fermento.
Assar em forno quente.


Pão de Mel


3 Xícaras de farinha de arroz
1 Xícara de mel
1 Xícara de “Chá de cravo”
1 Xícara de adoçante lowçúcar
1 Colher de sopa de manteiga
2 Colheres de sopa de cacau em pó
1 Colher de sobremesa de canela em pó
1 Colher de sopa de bicarbonato (dissolvido em água morna)

Modo de fazer:
Bater tudo no liquidificador.
Assar em forno quente.

Pão de Cenoura (com fermento químico)

2 Xícaras de farinha de arroz.
1 Xícara de fécula de batata
2 Cenouras (pequenas) raladas
2 Ovos
½ Xícara de óleo de canola
1 Xícara de água
1 Colher de sopa de fermento químico
1 Colher de café de sal

Modo de fazer:
Bater tudo no liquidificador e, por último, acrescentar o fermento.
Assar em forno quente.

posted by denise carreiro | 10:48 PM

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Terça-feira, Junho 03, 2008  

Incrível, mais uma matéria que demonstra a relação da agressividade com a nutrição.
Fonte: Reuthers Health 02/06/2008
Consumo de peixe pode reduzir comportamento agressivo de presos?

Um estudo americano apresentado no 4º Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções sugere que o aumento da ingestão de peixe ou de suplementos de ômega-3 por presidiários poderia refrear comportamentos agressivos e reduzir o risco de reincidência. De acordo com os autores, da Universidade da Pensilvânia, o nutriente melhora a função cerebral e reduz comportamentos violentos. Eles baseiam essa hipótese em uma série de evidências controversas geradas por pesquisas científicas que atribuem a criminalidade a fatores biológicos, como uma disfunção genética no córtex pré-frontal. E os autores acreditam que 50% dos comportamentos criminosos seriam explicados por fatores biológicos. Uma dessas pesquisas, realizada em 2002 com 231 presos ingleses, mostrou que o consumo do suplemento por pelo menos duas semanas reduziu as ofensas na prisão em 35% após cinco meses.

posted by denise carreiro | 7:24 PM

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Terça-feira, Maio 27, 2008  

Mais uma matéria sobre a relação de comportamento violento e carência de nutrientes.
Na última quinta-feira foi divulgada uma pesquisa que, devido aumento da renda da população, um milhão de novos consumidores estão consumindo refrigerantes e salgadinhos .
Estima-se que dez milhões de novos consumidores passarão a ter acesso a este tipo de produto nos próximos anos.
Será que estamos no caminho certo?

posted by denise carreiro | 11:36 AM

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Quinta-feira, Maio 15, 2008  

OMS defende abordagem similar à usada contra o cigarro no combate à obesidade

15 de maio de 2008 (Bibliomed). A epidemia global de obesidade vai exigir que os governos a abordem de forma similar às ações para restringir o fumo, segundo disse, nesta quarta-feira, o pesquisador de saúde pública, Boyd Swinburn, da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para o especialista, isso incluiria leis que restringiriam as propagandas de "junk food" para as crianças e a obrigatoriedade das escolas servirem refeições saudáveis.

No Congresso Europeu de Obesidade 2008, que acontece esta semana na Suíça, o especialista defendeu a urgência de ações governamentais, pois, fora a África Subsaariana, quase todos os países têm sofrido um crescimento dramático no número de pessoas obesas nos últimos 30 anos.

Segundo dados da OMS, cerca de 400 milhões de pessoas no mundo são obesas, sendo que 20 milhões são crianças com menos de cinco anos de idade. E essas pessoas estão sob maior risco de desenvolver outros problemas graves, como diabetes tipo 2 e problemas cardíacos.

Swinburn destacou que a falta de exercícios físicos é um importante fator, mas não explica o crescimento assustador do número de pessoas obesas. Para ele, a indústria alimentícia tem parte nessa epidemia ao optar por produtos processados, que são baratos, saborosos, mas com ingredientes não-saudáveis. Além disso, segundo o pesquisador, a publicidade de alimentos tem apresentado grande influência nos últimos 30 anos.

Com isso, o especialista defende a intervenção dos governos com políticas similares às estabelecidas contra o tabagismo, como a proibição de publicidade de cigarro dirigida às crianças e a obrigação de alertar sobre os perigos do fumo nos maços de cigarro.

"Os governos têm diversas formas de infuenciar o comportamento da população", disse o especialista.

Fonte: 2008 European Congress on Obesity
Copyright © 2008 Bibliomed, Inc.

posted by denise carreiro | 1:32 PM

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Domingo, Abril 27, 2008  

Muito interessante este áudio do Boletim Saúde em foco da Rádio CBN feito por Luiz Fernando Correa.
Mais uma vez demonstra que a Nutrição é a verdadeira causa, não só do estado de saúde deficitário que a aflige toda a população mas também para o agravamento dos problemas sociais de devemos enfrentar daqui para frente.
Enquanto não encararmos o comportamento alimentar atual como um problema de saúde pública estaremos comprometendo ainda mais o equilíbrio social da população.

posted by denise carreiro | 12:17 PM

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Quinta-feira, Abril 24, 2008  

Ainda sobre o estudo Dinamarques das Vitaminas
Em resposta as várias consultas que recebi sobre o assunto:

Pelas informações que eu pude levantar, acredito que este estudo teve por objetivo chamar a atenção para o uso indiscriminado e ISOLADO de vitaminas que os meios de comunicação sempre apregoam como “milagrosas”.
Entretanto, não se deve confundir essa prática com a utilização adequada de suplementos nutricionais, quando os mesmos forem necessários. A utilização de suplementos nutricionais não deve, de modo algum, ser feita ISOLADAMENTE e sem ser precedido de uma avaliação nutricional “detalhada” para detectar os desequilíbrios nutricionais e, principalmente, porque os mesmos aconteceram. Muitas vezes a suplementação “equilibrada” de micronutrientes melhora um quadro crônico de muitos anos, porém, enquanto o paciente toma uma suplementação “prescrita” por um profissional habilitado, deve fazer as mudanças necessárias no hábito e comportamento alimentar para adequar a sua capacidade de ingestão, digestão, absorção, transporte, utilização e excreção dos nutrientes. Só assim é possível atuar nas causas nutricionais que interferem no desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.
Quando se fala em “fome oculta”, as carências, em geral, não são de macronutrientes, e sim de vitaminas, minerais e ácidos graxos essenciais, principalmente o ômega 3.
No estudo em questão, foi avaliado o uso isolado de nutrientes antioxidantes lipossolúveis. Em primeiro lugar, JAMAIS se deve usar nutrientes antioxidantes isoladamente pois, a formação de radicais livres provoca reações em cascata, que só serão controladas com um “conjunto” de antioxidantes, inclusive porque os mesmos agem na regeneração de outros antioxidantes para poder neutralizar “NATURALMENTE” os radicais livres. Esse processo é natural e necessário para geração de energia, ação das células imunológicas e desintoxicação do organismo, entre outros fatores. Ao suplementar nutrientes antioxidantes isoladamente, existe uma “QUEBRA” desse equilíbrio, podendo tanto gerar mais radicais livres, quanto inibir a produção “NATURAL E NECESSÁRIA” dos mesmos. Além disso, nutrientes antioxidantes lipossolúveis se acumulam nas nossas células, diferentemente dos hidrossolúveis, e por isso podem causar toxicidade no uso indiscriminado sem a prescrição de um profissional “habilitado”.
Utilizar nutriente isoladamente e sem critérios, pode ser tão problemático para a saúde quanto a utilização indiscriminada, e já comprovada, de antibióticos, antiinflamatórios, analgésicos e cortisona, já responsáveis pela quarta causa de morte nos Estados Unidos.
Poucos são os profissionais de saúde (médicos e nutricionistas) com conhecimentos específicos necessários para prescrever suplementos nutricionais que atendam a necessidade específica de cada paciente. Os suplementos prontos não tem como atender a uma demanda individual dos desequilíbrios nutricionais gerados por maus hábitos alimentares ou mesmo transtornos individuais na capacidade de utilização dos nutrientes. Após as novas resoluções do CFN (Conselho Federal de Nutricionistas) que regulamenta a suplementação de nutrientes, está havendo uma oferta maior de cursos de capacitação para os nutricionistas prescreverem suplementação individualizada, a partir de uma análise dos hábitos e comportamento alimentar, dos sintomas apresentados pelo paciente e principalmente, a partir do conhecimento das ações, interações, sinergias e antagonismos dos nutrientes, para, a partir daí, decidir por qual suplementação utilizar (qualidade e quantidade) e por quanto tempo, enquanto são corrigidos os fatores que levaram a essas carências. Incontáveis são os pacientes que já saíram de doenças crônicas a partir de uma suplementação adequada.
Os nutrientes exercem funções definidas e intransferíveis, portanto, se um nutriente estiver faltando no organismo, vai existir “transtorno funcional” relacionado à essa ação. O estudo em questão avaliou pessoas doentes e saudáveis “em geral”. Não teve uma avaliação individualizada das necessidades nutricionais. Sendo saudável ou doente, só se justifica a suplementação nutricional se para “DETERMINADO” paciente, existir sintomas de carência do nutriente em questão.
O fato de existir uma carência nutricional, não significa que esse nutriente deve ser utilizado em mega dose e/ ou por tempo indeterminado, principalmente se for lipossolúvel e utilizado isoladamente.
Este assunto levanta mais uma vez a importância da discussão do comportamento alimentar da população e reforça, ainda mais, o propósito deste Comitê em estar discutindo e promovendo hábitos alimentares mais saudáveis para a população. Nada substitui o consumo regular e equilibrado de alimentos saudáveis.

posted by denise carreiro | 10:32 AM

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Quarta-feira, Abril 23, 2008  

O tempo é sempre muito escasso, mas não da para ficar indiferente a matéria publicada na última Revista Veja sobre suplementos de vitaminas.
Abaixo estou reproduzindo a carta que foi enviada a redação da revista.

À
Redação da Revista Veja

Ref: Matéria “Bomba Vitamínica”, de autoria de Anna Paula Buchalla, publicada na sua edição número 2057.

Prezados Srs.
Mais uma vez venho através desta protestar pela falta de responsabilidade e leviandade que esta revista, em particular, esta jornalista trata matérias sobre saúde. A revista Veja, que tanto alardeia sua preocupação com a qualidade das suas matérias, deveria ser menos superficial e mais responsável quando publica matérias que podem influenciar o já deficitário estado de saúde da população.
Sem entrar no aspecto técnico da importância da prescrição de suplementos nutricionais por profissionais devidamente habilitados. A jornalista levianamente se apressou em reproduzir um press release atribuindo o estudo ao Cochrane Library, quando na verdade o Instituto Cochrane apenas foi o divulgador da pesquisa. Este estudo foi feito pela Universidade de Copenhague, Dinamarca e dos 67 estudos efetuados, 47 apresentavam dados que se relacionavam com o aumento do risco de morte. Estes estudos estão sendo contestados por outras entidades científicas, mas acho que também não houve interesse desta redação em buscar informação.
É certo afirmar que os nutrientes presentes nos alimentos fornecem todas as vitaminas e minerais que necessitamos, porém é um absurdo deduzir que o comportamento alimentar atual da sociedade é suficiente para fornecer todos os nutrientes que necessitamos. Talvez na editorías de moda, automóveis, televisão seja suficiente este tipo de informação, porém quando se trata de saúde é importante que haja mais responsabilidade nas informações que são transmitidas a população. O relatório Vigitel 2007, publicado pelo Ministério da Saúde, aponta que menos de 20% da população consume regularmente a quantidade de legumes, verduras e frutas recomendado pela Organização Mundial da Saúde. A mesma Organização indica que 72% das mortes no Brasil são atribuídas as Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) e estas poderiam ser evitadas através de uma alimentação adequada, controle do tabagismo e prática de atividade física. A nossa alimentação atual, além de não fornecer os nutrientes necessários para manutenção da nossa qualidade de vida, também contribui para a dificultar a utilização destes nutrientes pelas células.
Se esta editoria tivesse uma preocupação honesta com o bem estar da população poderia também publicar que hoje a quarta causa de morte nos EUA se deve a prescrição errada de medicamentos e dos seus efeitos colaterais.
Os suplementos de vitaminas e minerais, prescritos por profissionais habilitados, são hoje um recurso imprescindível para prevenção de doenças e apoio a terapias nutricionais. Eles podem não oferecer margens exuberantes de lucros para os grandes laboratórios farmacêuticos, porém nem por isso devem ser tratados de forma tão leviana e irresponsável como foi feito nesta infeliz matéria.
Mais uma vez sugiro que vocês coloquem profissionais competentes para escrever sobre matérias tão importantes para a população. Deixem os interesses não jornalísticos para outras editorías, a saúde da população agradece.

posted by denise carreiro | 4:57 PM

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Terça-feira, Abril 15, 2008  

Minhas alunas me pediram a carta que escrevi para uma jornalista de um grande jornal aqui de SP que me procurou para fazer uma matéria que desse opções para quem não gosta de consumir legumes, verduras e frutas.
Segue abaixo.

Prezada
Apesar de entender seu raciocínio para escrever esta matéria, não consigo concordar com o teor da mesma, tudo que já estudei e a minha experiência de 17 anos em consultório me fazem acreditar que existem mais razões para promover a adoção cada vez maior de frutas, legumes e verduras no cardápio do que procurar alternativas que possam "reduzir os danos". Não me lembro até hoje de ter algum paciente, mesmo que inicialmente muito resistente, que não tenha conseguido conscientiza-lo da importância de adotar estes valiosos alimentos à sua dieta.
Concordo que as pessoas devam exercer seu livre arbítrio, porém, muitos usam drogas, alcool e fumo e não conheço um trabalho para redução de danos e sim um trabalho de conscientização que estes vícios são altamente prejudiciais à saúde. Considero que a não ingestão regular de legumes, verduras e frutas é muito mais prejudicial ao organismo pois são responsáveis pela manutenção da integridade da parede intestinal, hoje chamada de segundo cérebro, pela regulação do metabolismo ,ou seja, regulam a velocidade e a direção das reações químicas dentro do organismo, modulam as funções cerebrais, são responsáveis pela eliminação de toxinas do organismo entre outros fatores.
Razões pelas quais fica difícil imaginar alternativas ao consumo de legumes, verduras e frutas :
Primeiramente, os legumes, verduras e frutas possuem além de vitaminas e minerais, fibras solúveis e insolúveis e principalmente fitoquímicos com funções essenciais como antioxidantes, desintoxicantes, anticancerígenas (substâncias estas que não existem em nenhum outro grupo de alimentos) e muito mais há por ser descoberto tanto na identificação dos componentes bioativos quanto nas funções que eles exercem. Portanto, não há como substituir alguma coisa que ainda não tenha sido descoberta, porém que exercem funções indiscutíveis para a promoção da saúde.
Também é importante ressaltar que a não adoção de legumes, verduras e frutas na dieta faz com que sejam ingeridos outros produtos alimentícios ricos em aditivos químicos (mais de 4000 utilizadas pela indústria) que contribuem para o empobrecimento do organismo e que sem o apoio dos legumes,verduras e frutas causam reações adversas ao organismo. A maior parte dos produtos enriquecidos de vitaminas e minerais são de baixissima absorção pelo organismo.
O nosso consumo de verduras, legumes e frutas esta abaixo das recomendações mínimas estabelecidas pela OMS. Consumimos apenas um terço do que o recomendado pela OMS, que não tem poupado esforços em campanhas mundiais para promover o consumo de no mínimo de 5 frutas ao dia, através da campanha " five a day".

(O texto que enviei sobre a promoção do consumo de Legumes, verduras e frutas já esta publicado neste blog, mais abaixo.)

posted by denise carreiro | 8:43 AM

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Quinta-feira, Abril 10, 2008  

Refrigerante DIET na BALANÇA
Pesquisas recentes fizeram a cabeça de muita gente borbulhar de dúvida. A revista SAÚDE! foi a campo investigar a história de que essa bebida engorda e viu que parte dela é verdadeira
por Fábio de Oliveira
O tiro pode sair pela culatra. Talvez essa frase, que soa como um clichê daqueles, defina o que os consumidores de refrigerantes dietéticos tenham pensado ao deparar com as notícias nada abonadoras sobre a bebida, uma alternativa para quem não pode consumir açúcar ou precisa derrubar o ponteiro da balança. A bomba foi detonada por um estudo publicado no periódico científico americano Circulation. Os pesquisadores acompanharam os hábitos alimentares de 16 mil indivíduos de meia-idade por mais de nove anos. Seu objetivo era investigar a relação entre a dieta dessa gente toda e a ocorrência de síndrome metabólica, uma conjunção de problemas como resistência à insulina, colesterol ruim elevado, pressão arterial nas alturas e gordura abdominal, a popular barriga de chope.
No cômputo geral dos resultados, um achado surpreendente: os voluntários que bebiam uma lata de refrigerante diet por dia apresentaram um risco 34% maior de desenvolver a síndrome. Para ter idéia de como essa porcentagem pesa, o risco de quem costumava comer frituras foi, por incrível que pareça, só 25% maior.
Daí, é inevitável questionar: será que o refri dietético engorda? O que justificaria esse resultado? Existem pelo menos duas suposições, diz a SAÚDE! Lyn M. Steffen, uma das coautoras do estudo. O adoçante artificial usado seria o responsável, ou ainda algum outro comportamento associado ao consumo do refrigerante que não mensuramos, completa Lyn, que é nutricionista da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos. Na verdade, existem outras hipóteses, como você verá adiante. Mas a especulação sobre o adoçante, relatada por Lyn, ganhou fôlego depois da divulgação de outra pesquisa, assinada pela Universidade Purdue, também nos Estados Unidos. Os cientistas compararam dois grupos de roedores: a um deles foi oferecido iogurte adocicado com açúcar normal e, ao outro, o laticínio com um edulcorante artificial, a sacarina. Para resumir a ópera, os bichos que ficaram à base da segunda opção tiveram maior ganho de peso e, claro, aumento da gordura corporal sem falar que passaram a comer muito mais. E, sim, alguns refris diet têm sacarina.
Depois de duas semanas de iogurte, os pesquisadores da Universidade Purdue ofereceram aos ratos um pudim de chocolate. Os animais se refestelaram com a guloseima. E, satisfeito, o grupo à base de açúcar comeu menos iogurte na refeição seguinte, como se o organismo tivesse feito um ajuste em relação à enxurrada calórica do pudim. Já o segundo grupo não fez a compensação: caiu de boca no iogurte com adoçante. Além disso, antes e depois do banquete, os especialistas mediram a temperatura dos roedores, um marcador potencial da atividade do organismo. Na turma do edulcorante artificial, a temperatura não se elevou como nas cobaias alimentadas com o iogurte açucarado.
O organismo dos animais, e o dos humanos, se vale de pistas nos alimentos, como o sabor adocicado, para predizer a quantidade de calorias que será fornecida pela refeição, explica a SAÚDE! Susie Swithers, uma das autoras da experiência. Baseado nessas informações, o corpo processa de modo mais eficiente o que ingere. Porém, ao consumir alimentos como o iogurte com sacarina, essas respostas fisiológicas são reduzidas ou eliminadas, revela Susie. Assim, come-se em demasia e as calorias ainda são queimadas mais lentamente. Por essa tese, por trás do efeito engordativo de alguns refrigerantes diet estaria uma fome voraz, disparada pelo adoçante.
Outro ingrediente da bebida, porém, infla a suspeita de que ela pode contribuir para a expansão da cintura: o gás carbônico. E não estamos falando de um efeito imediato apenas aquele abdômen estufado logo depois de sorver o líquido gasoso. A questão é outra: o consumo contínuo de qualquer bebida com gás pode aumentar a área do estômago em até 50% como, aliás, constataram pesquisadores da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu, que observou esse efeito em ratinhos. Essa expansão provoca uma diminuição da saciedade, explica o gastrenterologista José Roberto Ferreira Santiago, um dos autores. Ou seja, é preciso comer mais e mais até encher a barriga e enviar ao cérebro a mensagem de satisfação um efeito inverso, digamos, aos da cirurgia para diminuir o estômago. Os pesquisadores também verificaram um aumento nas taxas de triglicérides, uma gordura, no sangue das cobaias que tomaram água gasosa e, como o gás carbônico entra na fórmula dos refrigerantes, acreditam que o mesmo possa acontecer com esse tipo de bebida se ela for consumida além da conta. Mesmo diante de todos esses indícios, é preciso cautela. Ainda é precoce culpar o refrigerante diet pelo peso nas alturas. O que não dá para inocentar é a bebida rica em açúcar, afirma o endocrinologista Marcio Mancini, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica. Ou seja, se gostar de refri, tome um diet mas beba (e coma) com moderação.
NÃO PROVOCAM CÁRIES, MAS...
...os refrigerantes diet e light podem, sim, deixar seus dentes esburacados. E para sempre. Sobretudo quando a escovação se dá logo depois de tomá-los. Essas bebidas, diet ou não, são sempre ácidas e, assim, dissolvem minerais do esmalte e da dentina, camada mais interna dos dentes, justifica o dentista Jaime Cury, da Faculdade de Odontologia de Piracicaba,
que é ligada à Universidade Estadual de Campinas, no interior paulista. Dessa forma, é preciso esperar pelo menos 30 minutos até apelar para a escova. Esse é o tempo necessário para a saliva remineralizar a dentição, consertando os estragos dos ácidos. Caso contrário, com o atrito da escova, os minerais quase descolados são perdidos em definitivo. Daí, com o tempo e sem o indivíduo se dar conta, o sorriso vai ganhando buracos em série.
Fonte Revista Saúde!, Editora Abril -Edição Abril-2008

posted by denise carreiro | 7:06 PM

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10/04/2008 - 14h28
Reino Unido quer banir corantes ligados à hiperatividade
Da BBC Brasil
Uma agência do governo britânico de alimentos defendeu nesta quinta-feira que a Europa proíba o uso de seis corantes artificiais, depois que um estudo revelou que essas substâncias podem estar ligadas à hiperatividade infantil.

"A evidência que temos sugere que seria recomendável retirar esses corantes dos alimentos", afirmou a presidente da Foods Standard Agency (FSA), Deirdre Hutton.

Um estudo realizado a pedido da FSA e concluído em setembro do ano passado revelou que crianças passaram a agir impulsivamente e perderam a concentração depois de consumir uma bebida contendo altos níveis de aditivos.

O estudo reuniu 300 crianças. Três tipos de bebida foram distribuídos entre elas - uma contendo uma mistura forte de corantes e outros aditivos, uma que continha a média de aditivos comumente consumida diariamente por uma criança e um "placebo", sem nenhum tipo de aditivo.

O nível de hiperatividade das crianças foi medido antes e depois, e os pesquisadores concluíram que a bebida com a maior quantidade de aditivos teve um efeito "significativamente adverso" se comparado ao efeito da bebida sem aditivos.

Os corantes utilizados na pesquisa foram o amarelo crepúsculo (E110), amarelo tartrazina (E102), ponceau 4R (E124), azorrubina (E122), vermelho 40 (E129) e o amarelo quinolina (E104).

Na época da conclusão do estudo, a FSA aconselhou pais de crianças hiperativas a ficarem atentos aos riscos existentes no consumo de corantes, mas foi criticada por não fazer recomendações mais fortes.

Pressão

"Nós gostaríamos que o uso desses corantes fosse abandonado ao longo de um período. Mas isso requer uma ação da União Européia que obrigasse os países", afirmou Hutton nesta quinta-feira.

Como uma proibição desse tipo poderia levar anos até ser aprovada pela União Européia, a agência britânica de alimentos quer que os ministros britânicos pressionem fabricantes a optar pela remoção voluntária dos corantes até o ano que vem.

A agência européia para segurança dos alimentos disse, em março do ano passado, que os efeitos de corantes no comportamento das crianças eram pequenos, mas disse que essas substâncias poderiam se removidas da dieta sem custo ou risco, já que os aditivos não têm benefícios nutricionais.

Um porta-voz da Federação Britânica de Alimentos e Bebidas, que representa empresas da indústria alimentícia, disse ter ficado surpreso com a recomendação para que governo pressione os fabricantes.

"Os fabricantes britânicos já estão retirando esses corantes de vários produtos", disse Julian Hunt.

Ele disse que os fabricantes estão preocupados que alguns produtos dos quais não foi possível remover os aditivos tenham de ser eventualmente retirados das prateleiras dos supermercados.

Um porta-voz do Departamento de Saúde britânico disse que o governo pedirá para que a FSA continue a trabalhar com os fabricantes para convencê-los a retirar os corantes voluntariamente.

posted by denise carreiro | 6:41 PM

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Terça-feira, Abril 08, 2008  

Fonte BBC
Matéria Publicada em :29 de fevereiro, 2008 - 08h52 GMT (05h52 Brasília)
Carolina Glycerio
Da BBC Brasil em São Paulo
Brasil pode alcançar EUA em obesidade infantil, indica estudo
As crianças e adolescentes brasileiros estão chegando perto dos americanos da sua faixa etária em índices de obesidade e, se não se cuidarem, poderão se tornar os novos gordinhos do século 21, indica um estudo inédito de pesquisadoras da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro).
O trabalho do Departamento de Medicina Integral, Familiar e Comunitária da Uerj analisou 260 alunos de 10 a 19 anos de uma escola pública no Rio de Janeiro e verificou que 15,6% estavam acima do peso recomendado para a sua faixa etária e 11,7% já poderiam ser consideradas obesos. Nos Estados Unidos, 17% estão nessa situação, embora essa categoria não seja adotada.
"Em uma geração, essa situação já pode estar muito parecida com a dos Estados Unidos", afirma a médica de família Débora Teixeira, uma das autoras do estudo. "Nossos padrões alimentares copiam muito o dos americanos: muito açúcar, muito carboidrato."
No Brasil, uma criança tem excesso de peso quando está acima do percentil 85 da curva de índice de massa corporal ideal (IMC) para a sua faixa etária; para ser considerado obeso, é preciso ultrapassar o percentil 95.
O IMC é calculado pela divisão do peso em quilos pela altura da pessoa ao quadrado. No caso de adultos, uma pessoa é considerada acima do peso quando tem um IMC acima de um número determinado.
Para as crianças, foi desenvolvido um gráfico em curva com base em IMCs de crianças do mundo todo. Dessa forma, o índice é inserido em uma faixa mais flexível do que a tabela utilizada para adultos.
"Se uma criança estiver no percentil 85, significa que ela está acima de 85% das crianças daquela faixa etária. Por isso, ela é considerada acima do peso."
EUA
Nos Estados Unidos, o Centro para Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) só considera acima do peso quem estiver no percentil 95.
Mas especialistas como o pediatra Mark Jacobson, da Associação Americana de Pediatria, já consideram a saúde de uma criança comprometida no percentil 85.
Segundo Jacobson, se o cálculo incluísse o percentil 85, no Estado de Nova York, por exemplo, 42% das crianças já poderiam ser consideradas com "excesso de peso". No caso da escola de Vila Isabel analisada pela Uerj, por exemplo, crianças acima do peso e obesas somam 27,3%.
Teixeira diz que o estudo da Uerj retrata uma realidade específica, de uma escola urbana freqüentada por alunos da classe C, mas indica um quadro observado com cada vez mais freqüência no país.
"A gente sabe que o problema está piorando, esse estudo ajuda a gente a ter uma noção se essas pessoas vão melhorar ou não."
Situação "grave"
O endocrinologista Walmir Coutinho, presidente da Federação Latino-Americana de Sociedades de Obesidade, ressalta que, embora o Brasil esteja atrás dos Estados Unidos, o problema tem piorado tanto que, se nada for feito, o país pode caminhar para uma situação "até mais grave" do que a americana.
"Nós ainda estamos passando por uma mudança, com aumento do acesso a TV, automóvel e telefone. Nos Estados Unidos, eles já passaram por isso há 40 anos."
Jacobson também vê o risco de o Brasil seguir o caminho dos seus compatriotas. "Há semelhanças: as crianças estão mais urbanas, há menos oportunidades para atividades físicas, o fast-food está se disseminando", diz o pediatra, que já fez diversas palestras sobre o assunto no Brasil.
Uma criança obesa não só tem mais chances de se tornar um adulto obeso como aumenta as suas chances de desenvolver doenças como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos.
"É muito assustador porque a quantidade de pessoas que têm já problema de pressão, obesidade, diabetes é muito grande", afirma a médica Maria Inez Padula Anderson, da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e uma das autoras do estudo.
"Isso (o estudo) faz a gente imaginar que a criança vai estar na mesma situação em uma idade anterior", acrescenta.
Além dos problemas físicos, a criança tende a enfrentar problemas de auto-estima que podem dificultar os seus relacionamentos e aprendizado escolar, acrescenta Débora Teixeira.
Família
Com base em estudos recentes que indicam que a obesidade dos pais é o maior fator de risco para uma criança se tornar obesa, as pesquisadoras da Uerj também avaliaram a relação entre a silhueta dos pais e a dos filhos.
De acordo com os resultados, 37,9% dos meninos acima do peso relataram ter pais com esse problema; entre os jovens com peso normal, esse índice foi de 28,7%.
O fato de as crianças que participaram do estudo serem de classe média/classe média baixa também é interpretado pelos pesquisadores como um sinal de que pelo menos hoje no Brasil não é preciso ser rico para comer demais.
Na realidade, segundo Teixeira, a pobreza pode ser "um fator de risco" para a obesidade, já que os alimentos mais baratos hoje em dia são os industrializados, com alto índice de açúcar e gordura.
Para a médica, mais acostumado a debater problemas como a fome e a desnutrição, o Brasil ainda precisa acordar para a complexidade do problema de obesidade.
"A consciência de que a obesidade é uma doença, um problema de saúde grave, é recente, não tem mais de dez, 15 anos", diz a pesquisadora. "O povo brasileiro tem uma preocupação grande com a estética, mas falta compreender o problema do ponto de vista da saúde."

posted by denise carreiro | 1:47 PM

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Fonte BBC
Publicado em 21 de fevereiro, 2008 - 11h00 GMT (09h00 Brasília)

Sal estimula obesidade em crianças, diz pesquisa
Dietas ricas em sal podem ser a chave para explicar a obesidade em algumas crianças, segundo uma pesquisa da Universidade de Londres divulgada na revista especializada Hypertension.

Em um estudo com dados de 1.600 crianças, os pesquisadores concluíram que aquelas que têm uma dieta alta em sal têm tendência a beber mais líquido, inclusive refrigerantes e refrescos adoçados com açúcar.

Segundo os cientistas, ao cortar pela metade o consumo diário médio de sal de 6 gramas por dia, as crianças estariam cortando 250 calorias de sua dieta semanal.

Os pesquisadores pediram à indústria que reduza a quantidade de sal dos alimentos.

Uma em cada cinco crianças na Grã-Bretanha está acima do peso e teme-se que isso contribua para o aumento da tendência de obesidade, doenças cardíacas e derrames na fase adulta.

Consumir produtos ricos em sal tende a provocar sede nas pessoas e estudos anteriores já demonstraram que, em adultos, uma dieta rica em sal aumenta o consumo de refrigerantes e refrescos adoçados.

Este é o primeiro estudo a identificar o mesmo efeito em crianças.

Primeiro entre as crianças

A equipe do hospital universitário St George’s avaliou dados da Pesquisa Nacional de Dieta e Nutrição conduzida em 1997 e usou uma amostra de 1.600 crianças, entre quatro e 18 anos de idade, que tiveram o consumo diário de sal e líquidos medidos com precisão.

A equipe concluiu que as crianças que comiam menos sal bebiam menos líquidos, e estimou que o corte de um grama de sal da dieta diária equivale à redução de 100 gramas no consumo diário de líquidos.

Aproximadamente um quarto dessas 100 gramas corresponderia à bebidas adoçadas, segundo previsão dos cientistas.

Os pesquisadores estimam que se as crianças cortarem o consumo diário de sal pela metade – uma redução média de três gramas por dia – haveria uma redução de cerca de dois copos de bebida adoçada por semana, por criança.

Isso, por sua vez, diminuiria o consumo semanal de calorias em quase 250 calorias.

Os pesquisadores aconselham os pais a checar a quantidade de sal na embalagem de alimentos infantis para encontrar formas de reduzir este consumo.

Segundo a equipe, reduções de 10% a 20% da quantidade de sal são imperceptíveis pelos receptores gustativos humanos.

Graham McGregor, um dos autores do estudo e presidente da Ação de Consenso sobre Sal e Saúde, disse que enquanto alguns fabricantes já agiram para reduzir os níveis de sal em pães e cereais – as principais fontes de sal para crianças – ainda há muito a ser feito pela indústria.

Segundo o médico, muitos dos alimentos processados destinados às crianças são salgados em nome do sabor.

“O nível de sal desses produtos chega a quase o mesmo nível que a água do mar.”

Pedido de rótulo

Myron Weinberger, do Centro Médico da Universidade de Indiana disse que a redução do consumo de sal e bebidas açucaradas entre as crianças, combinados ao aumento das atividades físicas, poderiam ajudar a diminuir “a calamidade da doença cardiovascular” na sociedade ocidental.

Um porta-voz da British Heart Foundation disse que a melhor rotulagem de alimentos ajudaria os pais a escolher alimentos mais saudáveis para suas famílias.

“Quando as crianças consomem alimentos salgados regularmente com bebidas adoçadas e calóricas, isso pode representar problemas duplos para o futuro da saúde de seus corações.”

“Esse relatório é mais uma prova de que as crianças têm que receber apoio para fazer escolhas saudáveis em termos de alimentos e evitar serem obesas ou aumentar sua pressão sangüínea.”

posted by denise carreiro | 1:41 PM

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Fonte BBC
08 de abril, 2008 - 13h58 GMT (10h58 Brasília)

TV e falta de sono 'elevam risco de obesidade infantil'
Uma pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, relaciona a falta de sono e o uso de televisão com a obesidade em bebês e crianças.

Os pesquisadores da Escola de Medicina da universidade descobriram que crianças que dormem menos de 12 horas e assistem à televisão mais de duas horas por dia têm 16% de chances de ficarem obesos.

Em contraste, o risco para os bebês e crianças que dormem mais e assistem menos à TV é de apenas 1%.

O estudo, realizado com 915 crianças e publicado na revista especializada Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine, afirma que a descoberta também pode ser importante para crianças mais velhas.

"Cada vez mais pesquisas sugerem que a diminuição do tempo de sono pode ser mais prejudicial à nossa saúde do que imaginávamos", afirmou a chefe da pesquisa, Elsie Taveras.

"Precisamos de mais estudos. Mas nossas descobertas sugerem que os pais podem retirar as televisões dos quartos das crianças e encorajar uma melhor qualidade do sono", acrescentou.

Peso e medida

No estudo, o peso e as medidas das crianças foram analisados durante várias visitas às famílias, até a criança completar três anos de idade.

Ao mesmo tempo, as mães informavam regularmente quantas horas as crianças dormiam e quantas horas assistiam à televisão a cada dia.

Os pesquisadores sugeriram que a falta de sono pode aumentar o risco de problemas com o peso, pois estimula os hormônios que influenciam o apetite, levando as crianças a comerem mais.

Além disso, o maior tempo em frente à televisão leva à maior exposição a propagandas de 'junk food', piorando a dieta dessas crianças, segundo os pesquisadores.

"A questão do peso nesta idade é muito importante e está se transformando em um problema", disse Terence Stephenson, vice-presidente do Royal College of Paediatrics and Child Health, da Grã-Bretanha.

"Bebês acima do peso levam a crianças acima do peso e adultos acima do peso. Mas o que precisamos saber é se as crianças que assistem mais à televisão e dormem menos estão comendo mais e se exercitando menos", acrescentou.

posted by denise carreiro | 1:37 PM

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Olá Denise!
Estou agregando um artigo que encontrei relacionado com alergia ao leite.
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0102-35862001000100005&script=sci_arttext
bjos

Cinthia Perine

posted by denise carreiro | 10:51 AM

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Terça-feira, Abril 01, 2008  

Parabéns à VP, Valéria, Andréia e toda equipe pelo lançamento do BLOG na última sexta feira.
É muito bom termos mais locais para divulgação livre de informações, opiniões e pensamentos sobre nutrição.
Vamos torcer para que outras entidades também divulguem suas opiniões e raciocínios sobre o que está acontecendo na sociedade sobre nutrição.
Se por um lado existe uma grande oferta de documentação científica que demonstra, objetivamente, todas as relações das doenças crônicas não transmissíveis com o nosso modo de vida atual, principalmente na alimentação, não existe no mercado uma percepção clara sobre estes problemas.
Apesar de alguns avanços, ainda são poucas as iniciativas para alertar a sociedade sobre o comprometimento da nossa qualidade de vida em função da adoção de hábitos alimentares que nos são impostos diariamente.
Quando atendemos um paciente, interferimos em políticas nutricionais ou mesmo no nosso relacionamento com os veículos de comunicação, precisamos antes de tudo ter uma capacidade de convencimento por meio de uma argumentação objetiva. Esta argumentação não está nos livros, ela é construída através da nossa sensibilidade de conhecermos o mercado e tudo o que cerca o paciente em sua individualidade comportamental e social.
Devemos discutir nutrição, demonstrar nossas preocupações sobre a qualidade de vida da população, ficarmos atentos ao que está acontecendo na nossa sociedade e em outras, algumas que ainda se rendem à imposições das indústrias e outras que já consideram o estado de saúde da população atual e das próximas gerações, mais importante.

posted by denise carreiro | 11:15 PM

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Quinta-feira, Março 27, 2008  

Vejam só este vídeo.
Uma abordagem inteligente e objetiva feita pelo pessoal do Instituto ALANA.
Uma entidade que esta trabalhando muito por um melhor estado de saúde da população.
Parabéns ao Instituto ALANA pela iniciativa.

www.criancaeconsumo.org.br

posted by denise carreiro | 9:23 AM

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Quinta-feira, Março 20, 2008  

Colaboração da minha amiga Gabriela, Nutricionista da Mãe Terra que quero dividir com vocês.

Denise, vi este resumo de reportagem sobre medicamentos que causam hiperatividade em crianças e me lembrei de você.

beijos

Nutricionista Gabriela Cunha
Marketing Nutricional
Mãe Terra Produtos Naturais

Dois em cada 5 remédios infantis têm aditivos que causam hiperatividade.
Um estudo conduzido no Reino Unido apontou que 40% dos medicamentos infantis comercializados no país contêm aditivos que podem provocar hiperatividade em crianças. Os pesquisadores descobriram que dos 50 medicamentos, 28 continham substâncias químicas associadas à falta de concentração e impulsividade.
Essas substâncias, a maioria corantes e conservantes, estão em uma lista de sete aditivos apontados em um estudo da Universidade de Southampton University divulgado em setembro passado, que mostrou evidências de que misturas de corantes e conservantes teriam ligação com níveis elevados de hiperatividade em crianças. Os aditivos foram encontrados em 17 dos 37 remédios produzidos à base de paracetamol. Também foram encontrados aditivos em dois de 11 medicamentos feitos com ibuprofeno e em quatro de nove xaropes analisados. Entre os antibióticos, três dos cinco produtos feitos à base de amoxilina e duas das oito fórmulas à base de eritromicina também continham as substâncias.
Lembre-se que a maioria dos alimentos industrializados também contém corantes e conservantes; o que acaba elevando o consumo dessas substâncias e consequentemente aumentando o risco de hiperatividade em crianças

posted by denise carreiro | 12:14 PM

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Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008  

Cara Denise,

Meu nome é Mariana, sou nutricionista da S.T. Panizza Homeopatia. Estamos organizando o I Seminário Multidisciplinar de Fitoterapia, com parceira estratégica da Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Pesquisas Tecnologias (IPT), entre outros órgãos.

Nosso objetivo é atingir todos os profissionais interessados em trabalhar com práticas integrativas, alternativas e complementares na promoção e recuperação da saúde.
Gostaríamos de ter mais profissionais da nossa área (nutricionistas) neste seminário, já que esta é uma área nova de atuação e poucos nutricionistas têm conhecimento em fitoterápicos.

Para que tenhamos o maior número possível de nutricionistas a Panizza está oferecendo um desconto para esta classe.

Em anexo, envio a programação do curso, que conta com a participação de profissionais extremamente qualificados (80% de mestres e doutores). Este é o primeiro curso que recebe o brasão da USP com menos de 460 horas. É uma oportunidade única. Se possível, divulgue este e-mail para seus colegas.

As inscrições deverão ser feitas no site: www.panizza.com.br
Qualquer dúvida, favor entrar em contato comigo por este e-mail ou pelo telefone: (11) 5571-1906

Grata,

Mariana Almeida
Nutricionista

posted by denise carreiro | 9:20 PM

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Terça-feira, Fevereiro 05, 2008  



Acaba de ser lançado por uma amiga um livro de receitas salgadas e doces que atende às necessidades das pessoas com dificuldade de digestão da lactose, proteínas do leite e do trigo.
O livro é muito bem escrito e com certeza ajudará todos aqueles que precisam de novas idéias para opções de refeições.

RECEITAS DE FÁCIL DIGESTÃO
O livro custa R$ 20,00 e poderá ser adquirido na Editora Metha , www.editorametha.com.br ou diretamente pela autora pelo e-mail lunutrifuncional@yahoo.com.br.

posted by denise carreiro | 11:17 AM

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Há tempos tenho procurado chamar a atenção para os problemas nutricionais da infância e da adolescência que desencadeiam mudanças de comportamento, rendimento intelectual e surgimento precoce de doenças crônicas. É muito bom saber que aumentam os esforços para estudar a relação do comportamento nutricional com o desempenho das crianças e jovens. Paises e instituições estão buscando também na nutrição as verdadeiras causas dos problemas e desenvolvendo soluções preventivas para os absurdos alimentares que estão acontecendo, principalmente nesta faixa etária.
Sabemos que a nutrição tem uma interferência direta no desenvolvimento físico, mental e emocional, e os estudos estão comprovando, cada vez mais, que as crianças bem nutridas estarão com melhores condições de lidar com as dificuldades da vida para conquistar seus objetivos do que as outras que foram alimentadas conforme os anúncios da TV, entre outros fatores.

Abaixo uma seleção de quatro matérias que foram publicadas sobre estes assunto nos últimos 3 meses.

posted by denise carreiro | 10:52 AM

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Publicado pela BBC em 01/02/2008
Refrigerante aumenta risco de artrite aguda, indica estudo
Uma pesquisa realizada por cientistas americanos e canadenses sugere que os refrigerantes e outras bebidas açucaradas podem ser os culpados pelo aumento no número de casos de gota – uma doença que causa fortes dores nas articulações e pode causar artrite aguda.
Segundo o estudo, publicado na revista especializada British Medical Journal, homens que tomam dois ou mais copos de refrigerante por dia têm 85% mais chances de desenvolver a enfermidade do que os que tomam menos de um copo.
Os pesquisadores afirmaram que o aumento de casos de gota nos Estados Unidos havia coincidido com o crescimento substancial no consumo de refrigerantes.
Para averiguar se os dois fatos estariam relacionados, os especialistas pesquisaram, durante 12 anos, 46 mil homens na faixa etária dos 40 anos, sem histórico de gota.
Eles aplicaram questionários para investigar o consumo de 130 tipos de comida e bebida, incluindo refrigerantes dietéticos ou não, além de sucos de frutas.
Durante o estudo, foram diagnosticados 755 novos casos da doença. Os cientistas afirmaram que o risco de desenvolver o problema foi consideravelmente maior entre os homens que consumiram de cinco a seis copos de refrigerantes por semana.

posted by denise carreiro | 10:50 AM

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Publicado pela BBC em 01/02/2008
Bebês bem nutridos ganham mais na fase adulta, diz estudo.

Um estudo realizado por cientistas americanos liga a boa nutrição até os 3 anos de idade a uma renda mais alta na fase adulta.
A pesquisa, publicada na revista científica The Lancet, comparou a situação financeira e profissional de 1,5 mil pessoas entre 25 e 42 anos na Guatemala com dados colhidos quando estas eram bebês.
Estes dados vieram de uma pesquisa realizada durante 1969 e 1977, quando o Instituto de Nutrição da América Central e Panamá (INCAP, na sigla em inglês) analisou o efeito do consumo de proteínas no desenvolvimento mental e físico de crianças de quatro vilas do país.
Neste estudo, o INCAP dividiu as cidades em dois grupos: um recebeu um suplemento nutritivo líquido e outro um placebo.
Os cientistas americanos da Universidade de Emory, em Atlanta, nos Estados Unidos, obtiveram dados econômicos recentes de 60% das pessoas que participaram, quando criança, da pesquisa do INCAP.
O estudo divulgado nesta sexta-feira indica que os homens que consumiram o suplemento nutritivo até os 3 anos de idade tinham um salário 46% maior do que os que haviam consumido o placebo.
Os cientistas também observaram que os homens que haviam consumido o suplemento nutritivo entre 0 e 2 anos trabalhavam menos horas e tinham renda maior.
Para obter uma estatística mais precisa, os cientistas consideraram fatores como a qualidade das escolas e a localização das cidades, que poderiam influenciar no resultado.
Sexo
O aumento nos salários, no entanto, não foi observado nas mulheres que participaram da pesquisa.
Segundo John Hoddinott, que liderou o estudo, as razões para a diferença de aumento salarial entre os sexos pode ser a natureza do trabalho das mulheres, que normalmente trabalhavam na colheita agrícola e em outras atividades de renda baixa.
De acordo com ele, a equipe pretende desenvolver mais pesquisas para esclarecer a diferença do resultado entre homens e mulheres.
Efeitos
Hoddinott ressalta que a principal influência da boa nutrição sobre os salários na fase adulta não estaria relacionada com um crescimento físico, mas com uma melhoria na atividade cerebral.
"A idade entre 0 e 3 anos é considerada como uma janela de ouro para os nutricionistas", afirma Hoddinott. "Nas crianças novas, a subnutrição tem efeitos sérios pois pode retardar o crescimento e afetar o desenvolvimento do cérebro", esclarece.
Segundo ele, os cientistas suspeitam que a diferença na capacidade cognitiva das crianças bem nutridas foi crucial para os resultados da pesquisa.

posted by denise carreiro | 10:46 AM

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Publicado pela BBC em 20/01/2008

Britânicos tentam usar óleo de peixe para reformar jovens
por Clare Murphy da BBC News em Londres.

Jovens infratores, incluindo assassinos, em três instituições penais na Grã-Bretanha vão receber suplementos vitamínicos como parte de um estudo para verificar se os suplementos podem reduzir o comportamento anti-social na prisão.
Pesquisadores britânicos dizem esperar que a pesquisa tenha profundas implicações para o sistema judiciário.
Os jovens vão adicionar os suplementos à sua dieta normal e seu comportamento vai ser comparado ao de outros que vão tomar placebos.
A pesquisa, financiada pela entidade beneficente Wellcome Trust, sucede um outro estudo, menor, que revelou que suplementos tiveram um impacto favorável sobre os níveis de violência e má disciplina em uma instituição na cidade inglesa de Aylesbury.
O estudo não se propõe a melhorar a alimentação oferecida nas prisões britânicas, já que, para os especialistas, a dieta oferecida é satisfatória. "O problema é que os prisioneiros não fazem boas escolhas", disse o professor John Stein, da Oxford University. "É isto que estamos tentando superar".
Histórico
A idéia de que uma alimentação melhor poderia mudar o comportamento é atraente - tomar um comprimido é uma opção simples e barata - mas não é nova.
Em 1942, o médico Hugh Sinclair persuadiu o governo britânico a suplementar as dietas de crianças com suco de laranja e óleo de fígado de bacalhau. Sinclair suspeitava de que a má nutrição poderia provocar, entre outros problemas, o comportamento anti-social.
Hoje, o óleo de fígado de bacalhau, rico no ácido graxo Ômega 3, é consumido por uma nova geração de pais que acreditam que o suplemento possa ajudar o desempenho de seus filhos na escola.
O Ômega 3 é um entre 30 componentes do suplemento vitamínico que será dado aos jovens nas três instituições penais britânicas.
Testes com computadores vão avaliar a incidência de tendências impulsivas, tidas como um fator importante no comportamento anti-social, entre os participantes.
O índice de batimentos cardíacos também será medido - já que índices baixos, acredita-se, estariam também associados ao mau comportamento. E alterações na composição sangüínea também serão monitoradas.
Embora o óleo de peixe seja o mais promissor, o estudo medirá níveis de outros suplementos, como o zinco, entre os participantes.
Os resultados serão comparados com os do grupo que vai tomar o placebo.
Os pesquisadores esperam que os resultados confirmem os do estudo feito em Aylesbury.
Nele, os jovens que tomaram os suplementos cometeram em média 26% menos delitos do que os que tomaram o placebo e praticaram 37% menos crimes violentos.
Mesmo que os resultados sejam positivos, os pesquisadores acreditam que ainda haverá muitas perguntas a responder. Por exemplo, será que os suplementos teriam efeito sobre pessoas de todas as idades, ou apenas sobre cérebros em desenvolvimento?
Por quanto tempo duraria o efeito? Como assegurar que o ex-preso continuará a tomar o suplemento após deixar a prisão?
Outra questão, mais polêmica, seria sobre a possibilidade de se oferecer os suplementos a jovens considerados "passíveis" de cometer crimes antes que eles cometam a infração.
Frances Crook, diretor da instituição Howard League for Penal Reform, que faz campanha pela reforma do sistema penal britânico, acredita que a alimentação tem um papel importante no comportamento criminoso.
Mas discorda da proposta por trás do estudo. "Está tudo errado. O que precisamos é de uma abordagem ampla: esses jovens precisam ser ensinados a comprar e cozinhar uma refeição nutritiva e, o que é crucial, a sentar e comê-la com outros", disse Crook.
"Uma sociedade que acredita que um jovem infrator pode ser curado por um comprimido que ele consome em sua cela na prisão junto com a batata frita precisa fazer uma reflexão séria. Tomar um comprimido não pode jamais ser a resposta."

posted by denise carreiro | 10:43 AM

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Publicado pela BBC em 05/11/2007

Mistura de energéticos e álcool dobra chances de ferimentos, diz pesquisa
Jovens que misturam bebidas energéticas com bebidas alcoólicas têm o dobro de chances de se machucar em comparação àqueles que consomem apenas bebidas alcoólicas, segundo pesquisa da Universidade de Wake Forest, nos Estados Unidos.
Os pesquisadores entrevistaram mais de 4 mil estudantes americanos e descobriram que os que misturavam os energéticos com álcool tinham mais chances de sofrer ferimentos, necessitar ajuda médica ou enfrentar problemas sexuais.
"Ficamos surpresos com o fato de o risco de conseqüências sérias ou potencialmente fatais serem tão maiores para os que misturam energéticos e álcool", disse Mary Claire O'Brien, que liderou a pesquisa.
Segundo o relatório, apresentado na reunião anual da Associação Americana de Saúde Pública em Washington, estes problemas ocorrem porque os energéticos escondem os sintomas de embriaguez.
Bebidas energéticas geralmente contêm altos níveis de cafeína ou outros estimulantes como ginseng. São populares em coquetéis com bebidas alcoólicas, principalmente vodca.
Sintomas reduzidos
Segundo a pesquisadora Mary Claire O'Brien o problema é que, quando a mistura é feita, os estudantes não percebiam que estavam bêbados.
"Estudantes cuja habilidade motora, tempos de reação e julgamento estão prejudicados podem não perceber que estão intoxicados tão imediatamente quando ingerem junto um estimulante."
"Apenas os sintomas de embriaguez são reduzidos, mas não a embriaguez. Eles não conseguem afirmar se estão bêbados ou se alguém está bêbado. Então eles se machucam ou machucam outra pessoa", acrescentou.
A pesquisa foi feita on-line com 4.275 estudantes de dez universidades e descobriu que 25% dos que tinham consumido álcool nos últimos 30 dias tinham misturado com energéticos.
Comparados com estudantes que não misturam energéticos com álcool, estes tinham o dobro de chances de se ferir, de necessitar ajuda médica e duas vezes mais chances de sair com um motorista bêbado.
Estes também tinham o dobro de chances de se aproveitarem sexualmente de alguém ou de ter alguém se aproveitando deles.
Os que misturam energéticos e álcool também bebem 36% a mais do que outros estudantes em uma noite e também relatam duas vezes mais episódios de embriaguez por semana.
Para o professor Martin Plant, especialista em bebidas alcoólicas na Universidade do Oeste da Inglaterra, as "pessoas deveriam saber do risco e não combinar os dois".
"Energéticos são estimulantes e qualquer estimulante está associado com comportamentos de risco", disse.

BBC 01/02/2008
Refrigerante aumenta risco de artrite aguda, indica estudo
Uma pesquisa realizada por cientistas americanos e canadenses sugere que os refrigerantes e outras bebidas açucaradas podem ser os culpados pelo aumento no número de casos de gota – uma doença que causa fortes dores nas articulações e pode causar artrite aguda.
Segundo o estudo, publicado na revista especializada British Medical Journal, homens que tomam dois ou mais copos de refrigerante por dia têm 85% mais chances de desenvolver a enfermidade do que os que tomam menos de um copo.
Os pesquisadores afirmaram que o aumento de casos de gota nos Estados Unidos havia coincidido com o crescimento substancial no consumo de refrigerantes.
Para averiguar se os dois fatos estariam relacionados, os especialistas pesquisaram, durante 12 anos, 46 mil homens na faixa etária dos 40 anos, sem histórico de gota.
Eles aplicaram questionários para investigar o consumo de 130 tipos de comida e bebida, incluindo refrigerantes dietéticos ou não, além de sucos de frutas.
Durante o estudo, foram diagnosticados 755 novos casos da doença. Os cientistas afirmaram que o risco de desenvolver o problema foi consideravelmente maior entre os homens que consumiram de cinco a seis copos de refrigerantes por semana.

posted by denise carreiro | 10:41 AM

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Domingo, Dezembro 09, 2007  

Para aqueles de gostam de pesquisas científicas, vai ai mais uma interessante.

Fonte BBC - 03 de dezembro, 2007

Fritura aumenta chance de câncer, indica pesquisa
As mulheres que comem batatas fritas todos os dias, industrializadas ou não, podem dobrar suas chances de desenvolver câncer no ovário ou no útero, segundo um estudo da Universidade de Maastrich, na Holanda.

Os cientistas atribuem os riscos à acrilamida, uma substância química produzida por certos alimentos quando eles são fritos, grelhados, ou assados.

Os pesquisadores entrevistaram 120 mil pessoas sobre seus hábitos alimentares e concluíram que as mulheres que ingerem mais acrilamidas sofrem maior risco, segundo o estudo publicado na revista Cancer Epidemiology, Biomakers and Prevention.

Especialistas britânicos acreditam que outros fatores possam estar envolvidos e pediu às mulheres que não entrem em pânico.

Testes de laboratório realizados há cinco anos mostraram um perigo potencial, mas este estudo é o primeiro a encontrar uma ligação entre as acrilamidas presentes na dieta e o risco de câncer.

Alimentos que tenham ganho cor ou tenham queimado durante o cozimento têm muito mais chances de conter acrilamidas.

Especialistas em alimentos afirmam que é praticamente impossível eliminar totalmente as acrilamidas da dieta.

Dieta

O estudo acompanhou os 120 mil voluntários – 62 mil deles mulheres – por 11 anos, depois da entrevista inicial. Neste período, 327 delas desenvolveram câncer no endométrio (útero) e 300 desenvolveram câncer no ovário.

A análise dos dados sugere que as mulheres que ingeriam 40 mg de acrilamida por dia – o equivalente a meio pacote de biscoitos, uma porção de fritas ou um pacote de batatas fritas – tinham duas vezes mais chances de desenvolver esses tipos de câncer, em comparação com as que comiam menor quantidade de acrilamida.

Apesar do tamanho do estudo, os pesquisadores afirmam que os resultados ainda têm que ser confirmados por outras pesquisas.

“Dourada”

No Reino Unido, onde a batata frita é um dos “pratos nacionais”, há cerca de 6.400 casos de câncer uterino por ano, e 7.000 casos de câncer de ovário.

Um porta-voz da agência que regulamenta os alimentos no Reino Unido pediu as pessoas que mantenham uma dieta equilibrada, com bastante frutas e legumes, e especialistas da União Européia aconselham que os alimentos não sejam “cozidos demais”.

Um porta-voz da EU disse que a “a orientação geral, como resultado deste projeto, é evitar cozinhar demais os alimentos na hora de assar, fritar ou tostar comidas ricas em carboidratos”.

“Batatas fritas ou coradas devem ser cozidas até chegar a um dourado amarelado, e não marrom.”

Mas a médica britânica Lesley Walker, da organização Cancer Research UK, disse que é difícil ter certeza de que os casos de câncer são resultado apenas das acrilamidas, e não de outros componentes pouco saudáveis da dieta.

“As mulheres não devem ficar excessivamente preocupadas com a notícia”, disse ela ao jornal Daily Telegraph. “Não é fácil separar um componente da dieta de todos os outros quando se estudam as dietas complexas de pessoas comuns.”

A indústria alimentícia afirma ter aumentado os esforços para reduzir a presença de acrilamidas em alimentos semi-prontos nos últimos anos.

Um estudo publicado em 2005 não encontrou nenhuma evidência de que a acrilamida aumente o risco de câncer de mama.

posted by denise carreiro | 11:18 AM

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Terça-feira, Novembro 27, 2007  


Mais um exemplo de cuidados com a população, Fonte BBC 2007
Corante de hambúrguer pode causar câncer
A substância E128, também conhecido como Vermelho 2G, usada como corante em hambúrgueres e salsichas pode causar câncer, segundo alerta da Autoridade Européia de Segurança Alimentar.
O painel da organização especialista em aditivos alimentícios recomendou que o corante não fosse mais considerado seguro para o consumo humano.
A Agência Britânica de Padrões Alimentares está atualmente investigando se ainda são vendidos na Grã-Bretanha produtos que contém E128 .
Segundo as atuais leis da União Européia, quantidades limitadas do Vermelho 2G são permitidas para o uso em salsichas com um mínimo de conteúdo de cereais de 6% e em carne de hambúrguer com um mínimo de conteúdo de vegetais e/ou cereais de 4%.
Ratos
O corante Vermelho 2G é convertido pelo corpo em um composto oleoso, a anilina. Exames em ratos e camundongos indicam que esta substância tem o potencial de desencadear o câncer.
Os roedores injetados com anilina desenvolveram tumores cancerosos.
"Devido às novas provas científicas, não pode ser excluído o fato de que o potencial carcinogênico ocorre devido ao dano ao material genético das células. Portanto não é possível determinar o nível de consumo para anilina que possa ser considerado seguro para humanos", disse uma declaração do painel da Autoridade Européia de Segurança Alimentar.
"O painel concluiu então que o Vermelho 2G deve ser visto como um motivo de preocupação quanto à segurança", acrescenta a declaração.
A Autoridade Européia de Segurança Alimentar, que está examinando novamente as provas científicas em todos os corantes alimentícios, comunicou as suas recomendações à Comissão Européia.
O Vermelho 2G já é proibido em vários países, incluindo o Japão.

posted by denise carreiro | 9:08 PM

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Quarta-feira, Novembro 14, 2007  

Matéria divulgada em 13/11/2007- Fonte BBC

Dieta rica em ômega-3 'reduz risco de Alzheimer'

Uma dieta rica em ômega 3 pode reduzir o risco de Alzheimer e outras formas de demência em 60%, de acordo com um estudo publicado pela revista da Academia Americana de Neurologia, Neurology.
Os pesquisadores estudaram os hábitos alimentares de mais de 8 mil homens e mulheres com mais de 65 anos nas cidades francesas de Montpellier, Dijon e Bordeaux ao longo de 4 anos.
No início do estudo, nenhum dos entrevistados apresentava sinais de problemas neurológicos, mas no fim da pesquisa 183 participantes desenvolveram Mal de Alzheimer e 98 tinham outros tipos de demência.
Os acadêmicos concluíram que as pessoas que consumiam regularmente óleos ricos em ômega 3, como óleo de canola, óleo de linhaça e óleo de nozes, tinham o risco de contrair Alzheimer reduzido em 60% em comparação com as que não ingeriam esses óleos.
Frutas, vegetais e peixes
Os participantes que tinham uma dieta rica em frutas e vegetais também reduziram o risco de apresentar demência em 30% em relação àqueles com uma dieta menos saudável.
O consumo de peixe ao menos uma vez por semana também foi apresentado como um fator importante, diminuindo o risco de demência em 40% e de Alzheimer em 35%, mas apenas em participantes que não tinham uma predisposição genética às doenças.
"Levando em consideração que a maioria das pessoas não têm o gene ApoE4 (que aumenta o risco de Alzheimer), esses resultados têm importância considerável em termos de saúde pública", disse um dos autores do estudo Pascale Barberger-Gateau.

posted by denise carreiro | 7:20 PM

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CONTRIBUIÇÂO de Adriane Reinoldes
Oi Denise, conforme falei, adaptei esta receita e esta dando certo.

BOLO DE BANANA ( sem açucar, sem glutem e sem lactose
2 bananas nanicas ( maduras de preferncia começando a ficar pintada)
2 ovos
2 colher de sopa de frutose
Bater na batedeira por no minimo 5 minutos.
Acrescentar
2/3 de xicara de farinha de arroz
1/4 xicara de oleo de canola
1 colher de chá de bicarbonato
1 colher de cha de fermento em pó.
Colocar em assadeira untada com o oleo de canola
Acrescentar em cima 2 bananas fatiadas bem fina e polvilhar 1 colher de cha de frutose com 1/2 colher de
canela em pó.
Levar para assar até o teste do palito.

posted by denise carreiro | 12:01 PM

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Sexta-feira, Outubro 19, 2007  

E ainda andam dizendo que a expectativa de vida esta aumentando.
Matéria publicada pela BBC.

Obesidade 'reduz expectativa de vida em até 13 anos'
Um relatório divulgado na Grã-Bretanha nesta quarta-feira apontou que pessoas que sofrem de obesidade podem ter a expectativa de vida reduzida em até 13 anos.
O relatório, que foi endossado pelo governo britânico e compilado por 250 especialistas do Foresight Programme (ligado ao departamento governamental para Ciências), está sendo considerado o maior estudo já feito no país sobre obesidade.

O estudo Combatendo a obesidade: escolhas futuras aponta que a Grã-Bretanha está imersa numa crise que pode levar até 30 anos para ser revertida.

Um estudo paralelo do British Medical Journal indica que fumantes podem viver 10 anos menos do que o desejado, uma expectativa que indica que o problema da obesidade pode ser ainda mais grave.

Impactos

Se o número de obesos continuar crescendo, estima-se que 60% dos homens, 50% das mulheres e 25% das crianças britânicas serão obesas em 2050. Atualmente, um quarto da população adulta sofre de obesidade.

O impacto sobre o sistema público de saúde também será drástico, aponta o levantamento.

De acordo com cálculos feitos pelos pesquisadores, serão necessários 46 bilhões de libras adicionais para cobrir gastos com tratamentos de doenças como diabetes, infartos e outras doenças ligadas à obesidade.

“A obesidade está aumentando a cada ano e há o risco de que não nos reste muito tempo para agir”, avalia David King, conselheiro-chefe do governo britânico para assuntos científicos e líder da pesquisa.

O relatório conclui que os indivíduos não são os culpados por desenvolverem obesidade, mas sim “uma sociedade que prioriza o consumo de comidas baratas, ricas em açúcar e gordura, o uso de transportes motorizados e trabalhos sedentários”.

“Temos de lutar contra a noção de que a epidemia atual de obesidade surge da indulgência e da preguiça dos indivíduos. Nós vivemos numa sociedade de consumo que nos encoraja a comer e ter uma vida sedentária. É um ambiente em que só de nos comportamos de forma normal, podemos engordar”.

Os estudiosos cobram maior envolvimento do governo na questão e apontaram algumas políticas que poderiam ser aplicadas, como planejar cidades para que acomodem mais locais para a prática de exercícios físicos e fazer maior pressão sobre as mães para amamentarem seus bebês - o que poderia diminuir o ganho de peso durante a infância.

A secretária de Saúde Pública britânica, Dawn Primarolo, disse que o governo esta analisando como proceder diante das informações divulgadas pelo relatório.

posted by denise carreiro | 12:33 AM

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Terça-feira, Outubro 16, 2007  

SURPRESA !!!!!
Não sabiamos nem que estavamos concorrendo e o nosso vídeo foi o mais votado da semana.
Obrigado a todos que votaram ! Muito Legal !!

posted by denise carreiro | 12:16 AM

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Domingo, Outubro 14, 2007  

Receitas de preparações sem leite, glúten e soja

O glúten é uma proteína presente no trigo, centeio, cevada e aveia
Embora a aveia também contenha glúten, a quantidade é bem menor e, na maior parte dos casos de alergias tardias aos alimentos, poderá ser utilizada a cada 4 dias. No caso de doença celíaca, por exemplo, a aveia também não deverá ser utilizada.

Substitutos de produtos que contém glúten:

Tapioca
Biscoito de polvilho (sem glúten e sem açúcar)
Mandioca cozida, Cará, Inhame, Batata doce e Mandioquinha
Pães sem glúten
Torradas de arroz
Torradas sem glúten
Flocos de quinua

Consumir a cada 4 dias (para quem não é celíaco):
Croqui ou granola (com flocos de aveia e de arroz)
Aveia
Nutry diet ou light (sem chocolate)

Para utilizar em preparações:
Fécula (batata/ arroz)
Farinha (mandioca, arroz, milho)
Trigo sarraceno
Amido de milho (maisena)
Fubá
Araruta
Polvilho (doce e azêdo)
Quinua (cereal boliviano): Integral para tabule, quibe, saladas, sopas etc
Farinha para pães, bolos e tortas
Flocos
Macarrão
Macarrão de trigo sarraceno (Sobá)
Macarrão de milho
Macarrão de arroz (espaguete e parafuso)
Marcas: SDF, Bifun, Blue Ville e Casarão

Nas receitas “normais”, é só substituir:
O leite por: água, suco, leite de arroz ou chás (por exemplo, no bolo de fubá, utilizar chá de erva doce; No pão de mel, utilizar chá de cravo, etc)
A farinha de trigo por: metade farinha de arroz e metade fécula de batata
Ou metade fécula de batata e metade amido de milho
Ou 2/3 de farinha de arroz e 1/3 de fécula de batata, etc

RECEITAS ISENTAS DE GLÚTEN, LEITE E SOJA


Pão de Batata

4 batatas média (purê sem leite)
2 copos de polvilho azedo
2 copos de polvilho doce
2 ovos
sal, orégano, manjericão...(tempero à gosto)
Acrescentar à essa mistura: meio copo de água + meio copo de óleo de canola, aquecidos.
Colocar (com a colher) em uma assadeira (não precisa untar), assar e depois de esfriar, se desejar, pode ser congelado.
Pode trocar a batata por outro tubérculo (mandioca, inhame, mandioquinha...)
Pão de forma
3 xícaras de farinha de arroz
1 xícaras de fécula de batata
1/2 xícara de polvilho doce
3 ovos
2 tabletes de fermento biológico
1 colher de sopa de açúcar
sal à gosto
1copo e meio de água morna
1/4copo de óleo de canola aquecido (junto com a água)
Modo de fazer
Colocar o fermento, açúcar e sal (derrete o fermento)
Adicionar a água e o óleo (aquecidos)
Acrescentar a mistura das farinhas e por último os ovos.
Colocar em forma de pão ou em forma de pudim, untadas com manteiga.
Deixar dobrar de tamanho e assar em forno quente.

Pode substituir a farinha de arroz por farinha de aveia ou colocar 2 xícaras de fubá e 2 de fécula de batata. Pode acrescentar linhaça triturada, flocos de aveia, flocos de quinua, goma guar (fibra solúvel), gergelim, erva doce (no pão de fubá), ervas aromáticas ou o que você quiser experimentar.

Crepe (doce ou salgado)

2 ovos
5 colheres de maisena (cheias)
1 xícara e meia de água ; 1 colher de chá de fermento químico (em pó)
Misturar a água, a maisena e o fermento. Acrescentar os ovos.
Colocar sal, orégano ou noz moscada.

Ou, se quiser crepe doce, colocar frutose (ou adoçante) e canela em pó.
No crepe doce pode acrescentar na massa maçã ralada ou banana picada.

Não utilizar adoçantes à base de aspartame no preparo dos alimentos!



ROCAMBOLE SALGADO SEM GLÚTEN
Massa;
6 ovos grandes
1/2 xícara (chá) de polvilho doce
1/2 xícara (chá) de polvilho azedo
1 colher (sopa) de fermento em pó
1 colher (chá) de sal

Recheio:
300 g de frango desfiado
3 colheres (sopa) de óleo de canola
1/2 cebola picada
2 colheres (sopa) de cheiro verde picadinho
1 tomate picado
1/2 xícara (chá) de água quente
1 colher (sopa) de maisena

Modo de Preparo:
Massa: bata as claras em neve, adicione as gemas peneiradas, uma a uma, bata bem. Adicione os demais ingredientes e bata mais, até a massa ficar cremosa. Asse em forma untada e polvilhada (com polvilho azedo) em forno médio por 15-20 minutos. Ela deve ficar amarelinha, sem dourar. Desenforme ainda quente sobre um pano bem úmido.

Recheio: frite a cebola no óleo, acrescente o tomate e o milho e em seguida o frango desfiado. Deixe fritar um pouco. Coloque a maisena e o caldo do frango (onde o mesmo foi cozido) e deixe cozinhar em fogo baixo. Veja se está bom de sal e misture o cheiro verde.

Montagem: coloque o recheio e enrole. Corte em fatias grossas e sirva.

Experimente: outras sugestões de recheio: atum, palmito, escarola, alho poro, carne moída.

NHOQUE SEM GLÚTEN
Ingredientes:
1 Kg de batatas cozidas
1 xícara (chá) de creme de arroz
3/4 xícara (chá) de fécula de batata
1/4 xícara (chá) de amido de milho
1 colher (sopa) rasa de manteiga
2 ovos
sal a gosto

Modo de Preparo:
Cozinhe as batatas e passe no espremedor (cuidando para não adicionar o liquido do cozimento). Coloque todos os ingredientes numa vasilha e amasse-os com as mãos até que a massa fique lisa. Corte os nhoques e cozinhe-os em água fervente. Com uma escumadeira retire os que forem boiando.Cubra-os com molho de sua preferência ( ao sugo, bolonhesa, alho e azeite) e sirva.

BOLO DE CENOURA
Ingredientes:
3 cenouras médias
2 xícaras ( chá )de açúcar ou 1 xícara de chá de frutose ou de outro adoçante em pó (“culinária”)
2 xícaras ( chá ) de farinha de arroz
3/4 xícara ( chá ) de óleo (de canola)
3 ovos
1 colher ( sopa ) de fermento em pó

Modo de preparo:
Bater no liquidificador as cenouras, o açúcar, o óleo e o ovos. Despejar esta mistura em uma bacia e adicionar a farinha de arroz junto com o fermento. Levar ao forno pré aquecido em assadeira untada e polvilhada com farinha de arroz.

BOLO DE CENOURA

Ingredientes:
-5 cenouras
- 4 ovos
-1 xícara de chá de óleo
-2 xícara de chá de açúcar ou 1 xícara de chá de frutose (ou adoçante)
-2 xícaras ( chá) de fubá
-1 colher ( sopa) de fermento em pó.
-Modo de preparo: Bater as cenouras, o óleo e os ovos no liquidificador. Coloque essa mistura em uma tigela e acrescente adoçante, fubá e fermento. Misture tudo com uma colher de pau. Asse em forma untada com manteiga e polvilhada com fubá.


ROCAMBOLE DE GOIABADA SEM GLÚTEN

Ingredientes:
6 ovos
3 xícaras (chá) de açúcar (ou 2 xícaras de adoçante)
1 caixa de fécula de batata (200 g)
doce de goiaba em pasta

Modo de Preparo:
Na batedeira coloque os ovos e o açúcar e deixe bater até dobrar de volume, adicione a fécula de batata bata mais um pouco e coloque numa assadeira untada e enfarinhada. Asse em forno médio pré-aquecido por cerca e 20-25 minutos. Desenforme num pano de prato umedecido com água filtrada e salpicado com açúcar refinado. Enrole o pano de prato para fora e o rocambole dentro e deixe assim por cerca de 15 minutos. Recheie o rocambole, enrole novamente e salpique com açúcar confeiteiro.


BOLO DE MAÇÃ COM CANELA SEM GLÚTEN

Ingredientes:
5 ovos
1 ½ xíc de farinha de arroz
½ xíc de maisena
3 colher de sopa de manteiga
2 xíc de açúcar ou 1 xícara de frutose (ou 1 a 1,5 xíc. de adoçante)
1 pitada de sal
1 Colher de sopa de fermento em pó
1 colher de café de canela em pó
2 maçãs pequenas em cubinhos

Para polvilhar:
½ xícara de frutose com 2 colher de café de canela em pó

Modo de Preparo:
Derreta a manteiga e reserve. Na batedeira bata os ovos por cerca de 5 minutos. Adicione a manteiga derretida, o açúcar ou a frutose e continue batendo. Acrescente então as farinhas, o fermento, o sal e a canela em pó. Despeje a massa em uma assadeira retangular untada e enfarinhada, espalhe a maçã picada, polvilhe com o açúcar ou frutose com canela e asse em forno médio pré-aquecido até que passe pelo teste do palito.
DICA: Experimente substituir a maçã por abacaxi ou pêssego em calda (bem escorridos), ou banana picada.

PÃO DE LÓ DE BANANA SEM GLÚTEN

Ingredientes:
5 a 6 ovos
1 xíc de açúcar ou ½ xícara de frutose ou de adoçante culinário
1 xíc de fécula de batata
3 bananas nanica maduras amassadas
1 cc de fermento em pó

Modo de preparo:
Bata as claras em neve e reserve.Na batedeira bata as gemas com o adoçante, adicione a fécula, sempre batendo, depois adicione as bananas e o fermento. Delicadamente misture as claras em neve. Asse em forno médio pré-aquecido em assadeira pequena, untada e enfarinhada por 20-25 minutos ou até que passe pelo teste do palito.
DICA: Passe as gemas pela peneira para que o bolo não fique com cheiro de ovo.

PUDIM DE ABACAXI SEM GLÚTEN

Ingredientes:
1 lata de abacaxi em calda (pode ser a própria fruta)
½ xíc de açúcar ou frutose ou adoçante culinário
1 xíc de água
7 CS bem cheias de maisena
2 colheres de sobremesa de manteiga

Modo de preparo:
Coloque o abacaxi, sem a calda, no liquidificador e coloque água ate completar 1 litro, bata e depois ferva junto com o açúcar por 5 minutos. Adicione a maisena dissolvida no copo de água. Cozinhe em fogo baixo até engrossar. Por último acrescente a manteiga e cozinhe por mais 1 minuto. Despeje em uma forma pequena untada com manteiga ou em taças próprias para sobremesa. Deixe esfriar um pouco e coloque na geladeira. Sirva com a calda do abacaxi.


BOLO DE FUBÁ SEM TRIGO E SEM LEITE:

-1 copo de 250ml de fubá
-1 copo de 250ml de fécula de batata
-1 copo de 150ml de óleo de canola
-1copo de 250ml de água (pode ser chá de erva doce)
-1/2 xícara de chá de frutose ou adoçante culinário ou 1 xícara de chá de açúcar
-2 ovos
-1 colher de sopa de fermento.
-Modo de fazer: Bater o adoçante ou a frutose, ovos inteiros e o óleo (bate bem), misturar os outros ingredientes, por último colocar o fermento.



Bolo de fécula de batata

Ingredientes:
5 ovos
2 xícaras de açúcar (ou 1 ½ de adoçante culinário)
2 xícaras de fécula de batata (ou 1xícara de fécula da batata e 1 xícara de farinha de arroz)
1 colher de fermento em pó
8 colheres de água
Se desejar, 1 colher de cacau

Modo de fazer:
Bater as claras em neve
Acrescentar as gemas, o adoçante, cacau (se for de chocolate)
Colocar a fécula de batata e a farinha de arroz, a água e por último o fermento.
Assar em forma média, untada com manteiga


Pão de mel (receita sem ovos também)

1 xícara de chá de cravo (morna)
1 xícara de mel
3 xícaras de farinha de arroz
3 ou 4 colheres de adoçante culinário
2 colheres de manteiga
1 colher (cheia) de cacau em pó
Um punhado de cravos moídos (a gosto)
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de bicarbonato de sódio, diluído em um pouco de água morna

Bater tudo no liquidificador e assar em forma média (untada com manteiga)
Cobrir com chocolate derretido (meio amargo sem leite)


Quindão

6 ovos
2 xícaras de adoçante culinário, (ou 3 xícaras de açúcar)
1 colher de manteiga
1 vidro de leite de coco
1 pacote de 100gr de coco ralado

Bater tudo no liquidificador e assar no forno em banho maria, numa forma untada com manteiga e polvilhada de açúcar, frutose ou adoçante.


Algumas dessas receitas foram criadas por mim. Outras foram enviadas para mim por alunas, amigas e pacientes.
Se você tiver alguma receita que queira compartilhar conosco, favor enviar para o e-mail carreiro@macbbs.com.br e colocaremos no blog.

Logo estarei colocando mais receitas, conforme as mesmas forem sendo testadas.

Aproveitem e mandem a sua opinião!

Obrigada
Denise Madi Carreiro

posted by denise carreiro | 11:55 PM

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Terça-feira, Outubro 09, 2007  

Este artigo não é de minha autoria.
Este material foi publicado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac" órgão subordinado à Secretaria da Saúde do Governo do Estado de São Paulo.
Trata-se de um material bastante sólido, totalmente embasado em estudos científicos, e apresenta de forma incontestável as conseqüências do consumo regular de leite e derivados, e a importância do consumo regular de legumes, verduras e frutas nas nossas refeições.
É no mínimo curioso que outras instituições, dadas como "centros de excelência e credibilidade", não possuam tais conhecimentos ou não tiveram interesse em divulgar tais informações para que a ciência possa ser utilizada em sua plenitude em pró a qualidade de vida da população.
O artigo não possui autoria, porém, gostaria de parabenizar a todos os autores pelo cuidado e isenção na eloboração deste precioso material.
O texto está publicado no link abaixo, porém, estou reproduzindo-o abaixo caso não esteja mais acessível no futuro.

http://www.cve.saude.sp.gov.br/htm/cronicas/fr_alimento.htm

Íntegra do Texto


A ALIMENTAÇÃO COMO FATOR DE RISCO PARA O CÂNCER E OUTRAS DOENÇAS CRÔNICAS

CÂNCER

As diretrizes nutricionais para a prevenção do câncer incluem o consumo de cinco ou mais porções de frutas e vegetais por dia que são associados consistentemente com um reduzido risco de câncer(1-2). A World Câncer Research Foundation em associação com o American Institute for Câncer Research publicou um relatório no qual foram analisados 30 anos de pesquisas epidemiológicas sobre alimentação e risco de câncer (3). As conclusões foram que existem evidências convincentes para uma associação inversa entre o consumo de frutas e vegetais e câncer de pulmão, estômago, boca, faringe, esôfago, colon e reto (3). As recomendações provenientes destas pesquisas são importantes para a população em geral, e para as pessoas com risco aumentado de cânceres específicos, devido à história familiar ou ao hábito de fumar.

Os vegetais contêm milhares de componentes bioativos, que são ativados uns aos outros pela mastigação, entre os quais vários são inibidores da carcinogênese, exercendo sua função de destruir células com câncer de várias maneiras, como o B caroteno (2-4-5), os indóis, fenóis, isotiocianatos, sterol-beta-sitosterol, inibidores de protease, ditioltione, sulforafane, succinato de alfa-tocoferol e vitamina E (6).

Recentemente, um grupo de compostos químicos encontrados nos grãos (cereais integrais e feijões), legumes, verduras e frutas, denominados flavonóides, demostraram efeitos biológicos positivos em relação a prevenção do câncer, por seus efeitos antimutagênicos, antioxidantes, reguladores dos ciclos celulares, inibindo a proliferação de vários tipos de células cancerosas e estimulando sua destruição (7). São encontrados principalmente nas camadas externas ou cutículas das frutas, vegetais, raízes, folhas e chás.

Em recente revisão (8), Neuhauser, analisando mais de uma dezena de publicações, encontrou diminuição no risco de câncer de 40% a 58% entre as pessoas que mais ingeriam os alimentos que contêm flavonóides em comparação com as que menos ingeriam, após períodos que variaram de 13 a 30 anos de seguimento. Os alimentos que contêm flavonóides demonstraram efeito protetor contra câncer de pulmão, estômago, próstata, rim, cólon e reto.

Outro grupo de alimentos que têm importante papel na prevenção do câncer são os cereais integrais. Em estudo de meta análise, Jacobs (9) em 40 publicações concluiu que os cereais em grãos e os alimentos produzidos com farinhas de cereais integrais diminuíram o risco de adquirir 20 tipos de câncer que são os mais freqüentes. Os cereais e farinhas refinados não demonstraram nenhum efeito protetor. Em outra publicação (10), analisando 12,763 homens de meia-idade durante 25 anos em 7 países, 16 pesquisas revelaram que a ingestão de legumes, verduras, frutas e cereais integrais foi inversamente relacionada com a mortalidade por câncer de estômago enquanto a ingestão de gorduras (carnes e lácteos) foi associada com maior mortalidade. Em uma das pesquisas, onde a associação de frutas e vegetais foi fraca em relação a mortalidade por câncer total, pulmão e cólon-retal, os cereais integrais demonstraram forte associação inversa de diminuição da mortalidade.

Isto significa que para a prevenção do câncer e outras doenças crônicas, como veremos a seguir, deveremos substituir o arroz branco pelo arroz integral. E todos os produtos compostos de farinha de trigo, como os pães, massas em geral, deverão ser substituídos pelos mesmos alimentos feitos com farinha de trigo 100% integral.

Está disponível um livrinho ao leitor, intitulado “Culinária para a prevenção do câncer” com 84 receitas fáceis de serem executadas, utilizando-se farinha de trigo integral (ver em “publicações”).

Existem vários motivos que explicam por que os cereais integrais diminuem o risco de câncer.

1) Eles contêm fibras, as quais aderem nas gorduras diminuindo a sua absorção e eliminando-as com as fezes. As gorduras em excesso, principalmente as saturadas, são promotoras do câncer. O tempo de promoção é longo, podendo demorar 20 anos ou mais para surgir o câncer, com a ingestão diária de gorduras saturadas contidas nas carnes, leite e derivados, sem a ação protetora das fibras contidas principalmente nos cereais integrais.

2) As proteínas vegetais dos cereais integrais inibem a síntese do I.G.F.-1, fator de crescimento do câncer. O seu consumo induz a diminuição no uso de proteínas animais, as quais aumentam a síntese do I.G.F.-1

3) O ácido fólico dos cereais integrais seleciona células com lesões nucleares para serem reparadas ou destruídas. O butirato, produzido na fermentação dos mucopolissacarides dos cereais integrais, bem como o ácido fitico, as isoflavonas, a niacina, contidos no arroz integral e farinha de trigo integral têm efeitos protetores contra o câncer.

Os cereais refinados, arroz branco e farinha de trigo branca não tiveram nenhum efeito protetor em diminuir o risco de câncer no estudo de meta - análise de Jacobs englobando 40 publicações (9).

Outra mudança fundamental na alimentação, para a redução no risco de câncer, é a utilização para “passar no pão” integral ou fazer “sandwiches” do queijo de soja, conhecido pelo nome de “tofu”, ou a pasta de grão-de-bico, conhecida pelo nome de “homus”. O seu teor em proteinas é ótimo, mas são proteínas vegetais, que têm efeito inibidor sobre o câncer. O teor em gorduras é pequeno (4% a 8%) e são gorduras com efeito anti-Câncer (ácido linoléico e alfa-linoléico). São alimentos ricos em fitoquímicos inibidores do câncer, como os flavonóides da soja (genistein e daidzein), as saponinas, vitamina E, isotiocianatos, entre outros. O genistein e daidzein da soja destruíram células cancerosas de modo semelhante à maioria dos quimioterápicos, inibindo a topoisomerase I e II, e de modo diferente, suprimindo o A.T.P. (energia) para as células com câncer.

O leite e seus derivados como queijos, cremes e manteiga são alimentos nutritivos, mas o seu uso diário e sistemático aumentou o risco de câncer de próstata em 42 países (11). No Japão a mortalidade por câncer de próstata era baixa em relação aos países ocidentais, aumentando significativamente após a Segunda Guerra Mundial, com a ocidentalização da dieta japonesa, quando o leite e derivados foram os itens alimentares que mais aumentaram em relação aos demais (11). Ficou estabelecido que o leite e derivados são fatores de risco para o câncer de próstata em 11 pesquisas publicadas entre 1984 e 2003”. Também são fatores de risco para outros tipos de câncer, principalmente o câncer de mama” (11).

As explicações disponíveis para estes fatos são as seguintes: (11)

1) As gorduras saturadas do leite e derivados são excessivas e promovem o aparecimento do câncer. O tempo de promoção é longo, podendo passar 20 ou mais anos até surgir o câncer se não for interrompido o uso de leite e seus derivados (11).

2) A deficiência em fibras da alimentação, pelo uso sistemático de cereais e farinhas de cereais refinados, facilita a absorção destas gorduras.

3) As proteínas animais do leite e derivados e das carnes estimulam a síntese do I.G.F.1 (insulin like growth factor-l), fator de crescimento do câncer.

4) O alto teor em cálcio do leite e derivados suprime a conversão da 25 (OH) vitamina D para 1,25 (OH)2 vitamina D. Esta última tem efeito protetor contra o câncer de próstata (12).

5) O leite contém hormônios femininos (13-14). Os níveis circulatórios de hormônios femininos aumentam com o consumo de leite (15-16). O 17-B estradiol do leite é cancerígeno para a próstata (17).

6) O leite e derivados contêm altos níveis de I.G.F.-1 (18), para o crescimento do bezerro. Quanto mais leite e derivados consumimos, maiores os nossos níveis sanguíneos de I.G.F.-1. O I.G.F.-1 é fator de risco para câncer de próstata em seres humanos. Quanto mais elevados os níveis sanguíneos de I.G.F.-1, maior o risco de câncer de próstata (19).

7) O alto nível de estrógenos e I.G.F.-1 do leite desnatado promovem o aparecimento de câncer de mama em ratos (11). Portanto, além das gorduras saturadas existem outros fatores promotores do câncer no leite e derivados.

O leite e seus derivados vêm sendo pesquisados como fatores de risco para o câncer desde 1980, havendo 47 publicações que demonstram esta relação (11).

Os resultados destas pesquisas não foram divulgados à população, possivelmente porque o leite e derivados são uma importante fonte de nutrientes na alimentação atual, que compensam a expoliação em nutrientes dos cereais e farinhas refinados. Muitas vidas infelizmente estão sendo perdidas em conseqüência destes erros.

Sem dúvida o leite e seus derivados são alimentos nutritivos, tanto podemos observar que o bezerro, com 60kg ao nascer, pesa cerca de 500kg aos sete meses, tendo o leite como único alimento. Após esta idade, com dentição completa, este animal não mais irá ingerir leite.

Comparativamente o ser humano tem aproximadamente 3kg. ao nascer e 9kg. aos sete meses. O leite de vaca não tem composição projetada geneticamente para o nosso organismo. (Burkitt)

Poderá ser utilizado pela facilidade em sua obtenção, industrialização e transporte na ausência do leite materno ou em áreas de fome, transitoriamente.

O ônus do seu uso sistemático após a dentição completa é o aumento no risco de câncer, doenças cardiovasculares, diabete e obesidade, principais causas de invalidez, má qualidade de vida e morte em nosso país e no mundo industrializado.

Estas doenças surgiram ou aumentaram muito sua incidência, após a expoliação em nutrientes nos cereais, com o seu refinamento, que ocorreu entre 1850 e 1870, e o aumento compensatório no consumo de lácteos e carnes.

A O.M.S (20) recomenda a substituição do arroz e farinha de trigo refinados pelos integrais. Esta modificação aumentará o teor nutricional do pão e massas em geral. Para passar no pão, deveremos utilizar o queijo de soja ou um “patê” de grão-de-bico e para beber, o leite de soja.

Assim, a alimentação será nutritiva sem o uso do leite de vaca e derivados.

As carnes têm efeito iniciador e promotor para o câncer devido aos seguintes fatos:

1) São geralmente preservados com nitritos, que ao se combinarem com os aminas produzidos no cozimento formam nitrosaminas. No cozimento de suas proteínas a pirolise libera aminas aromáticas heterociclicas. A flora bacteriana do colón produz compostos n-nitrosos com relação dose- resposta ao consumo de carne.

Nitrosaminas, aminas aromáticas heterociclicas e compostos n-nitrosos são iniciadores do câncer causando lesão no DNA.

2) As gorduras saturadas da carne (e dos lácteos) são promotoras do câncer. O tempo de promoção é longo, podendo transcorrer 20 anos ou mais até o câncer surgir.

3) As proteínas da carne, pelo alto teor em aminoácidos essenciais, aumentam a síntese do I.G.F.-1 (fator de crescimento do câncer).

Por estas razões a World Câncer Resecrch Foundation (3), para a prevenção do câncer, recomenda não comer carne. Se o fizer, devemos preferir o peixe, mas em pequena quantidade e esporadicamente.

Os cereais integrais (arroz, milho, aveia, trigo), os feijões (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico) legumes, verduras, frutas, nozes e sementes, o queijo e leite de soja diminuem o risco de câncer por vários mecanismos:

1) As fibras destes alimentos aderem às gorduras saturadas impedindo sua absorção intestinal e eliminando-as com as fezes.

2) O ácido fítico (inositol-hexa-fostato) do arroz integral e farinha de trigo integral adere às aminas aromáticas heterocíclicas produzidas no cozimento das proteínas da carne e também as expulsam com as fezes.

3) As proteínas vegetais obtidas da combinação de cereais integrais e feijões são completas eliminando a necessidade de usar carnes.

4) A combinação destes alimentos contém associação de fibras com ações complementares e sinérgicas em promover bom trânsito intestinal, com eliminação de cancerígenos. O teor em gorduras é baixo, sendo prevalente poli-não-saturados com ação anticâncer. As proteínas vegetais, por seu menor teor em aminoácidos essenciais, inibem a síntese de I.G.F.-1. Contêm combinação de dezenas de fito-químicos ativados na mastigação, inibidores da caranogênese.

Doenças cardiovasculares

A OMS (20) refere alguns estudos de coorte de longa duração realizados em diferentes países, os quais revelaram que o uso de cereais integrais diminui o risco de doenças cardiovasculares. As explicações conhecidas para estes fatos são as seguintes:

Os cereais integrais são concentrados em fibras, cinco vezes mais que os feijões, dez vezes mais que os legumes e 15 vezes mais que as frutas (21).
A utilização de cereais integrais como fonte de proteínas (22) induz a um menor consumo de carnes, lácteos e ovos como fontes protéicas, evitando desta forma exposição aos altos teores em gorduras saturadas.
As fibras têm ações complementares e sinérgicas (21) sendo necessárias as dos cereais integrais, leguminosas (feijões), legumes, verduras, sementes, nozes e frutas “in natura”.
As fibras alimentares na luz gastrointestinal aderem às gorduras, modulam sua absorção eliminando o excesso com as fezes.
O uso de cereais integrais reduz o LDL circulante como demonstrado em vários estudos clínicos (20-23).
Os cereais integrais contêm maior teor de ácido fólico que os cereais refinados. O ácido fólico é necessário para a metilação da homocisteína em metionina, impedindo a elevação dos níveis plasmáticos de homocisteína, o que é fator de risco na gênese dos ateromas (20).
Os cereais integrais combinados com as leguminosas contêm proteínas completas. Estas por serem vegetais têm maior teor de aminoácidos não essenciais, aumentam a produção de glucagon hepático, diminuindo as enzimas lipogênicas, a síntese do colesterol e os lípides plasmáticos. As proteínas vegetais diminuem os lipides plasmáticos, enquanto as proteínas animais ocasionam efeito oposto, aumentando a síntese do colesterol hepático e seus níveis plasmáticos.
A utilização sistemática do arroz e da farinha de trigo integral nos preparados culinários aumenta o teor de proteínas vegetais, ácido fólico e complexo B; triplica o teor de fibras; induz o menor consumo de carnes, lácteos e ovos, diminuindo o teor de gorduras saturadas à metade e dificultando sua absorção.

Entre diferentes fontes de fibras alimentares (cereais, vegetais, frutas) apenas os cereais integrais foram fortemente associados com a redução de risco de doença cardíaca coronariana em estudo coorte prospectivo englobando 68.782 mulheres com idade entre 37 e 64 anos seguidas por dez anos “The Nurses health Study”. As mulheres de mesma idade que mais usavam cereais integrais tiveram 43% menos infarto não-fatal e 59% menos infarto fatal em relação às que menos usavam. Após ajuste para outros fatores de risco, como tabagismo, calorias totais ingeridas, bebidas alcoólicas e gordura saturada o risco foi 23% menor nas mulheres que mais usavam cereais integrais em relação com às que menos usavam (23).

Existem recomendações para se substituir o leite de vaca e derivados lácteos pelo leite de soja, queijo de soja, pasta de soja ou de grão-de-bico baseadas nos seguintes fatos (20).

Queijo e leite de soja
Contém:
Gorduras poli-não-saturadas
(Ácido linoléico e alfa linoléico)
Efeitos:
Diminuição do colesterol total
Diminuição do L.D.L.
Aumento do H.D.L.
Diminuição dos Triglicérides
Diminuição da adesividade plaquetária e tendência à trombose.
Vasodilatação coronariana
Inibe arritmia cardíaca,
Fibrilação ventricular.
Aumenta a sensibilidade à ação da insulina.
Efeito inibidor do câncer.
Proteínas vegetais diminuem a síntese de enzimas lipogênicas hepáticos.

Leite de vaca, queijo e manteiga
Contém:
Gorduras saturadas
Ácido mirístico e Ac. palmítico
Efeitos:
Aumento do colesterol total
Aumento L.D.L.
Diminuição do H.D.L.
Aumento das Triglicérides
Aumento da adesividade plaquetária e tendência a trombose.
Vasoconstrução coronariana.
Favorece arritmia cardíaca, fibrilação ventricular.
Aumenta a resistência à ação da insulina.
Efeito promotor do câncer.
Proteínas animais: aumentam a síntese de enzimas lipogênicas hepáticas.
Acrescente-se o fato que a soja é uma importante fonte de isoflavonas. A quantidade de isoflavonas diária para promover efeitos fisiológicos positivos para a saúde é de 60 a 100 mg/dia. Em países asiáticos onde se consome regularmente alimentos com soja, a ingestão de isoflavonas varia de 20 a 100 mg/dia.
Em quatro países europeus (Irlanda, Itália, Netherlands e Reino Unido) a ingestão média diária não excedeu a 1 mg/dia. Em mulheres caucasianas pós-menopausa nos EUA a estimativa de consumo diário de isoflavonas (genistein e daidzein) foi de menos de 1 mg/dia. No Brasil, a população faz uso regular e diário de feijão, fonte de isoflavonas.

Diabete Mellitus

As mesmas modificações alimentares para a prevenção das doenças cardiovasculares e da maioria dos tipos de câncer teriam forte impacto em reduzir a prevalência e incidência da Diabete Mellitus pelos seguintes fatores:

1. As gorduras saturadas aumentam a resistência à ação da insulina, induzindo a sua maior produção (20).

2. Os carboidratos refinados, incluindo os cereais refinados sem fibras, ocasionam flutuações rápidas na glicemia também induzindo a maior necessidade de insulina (20).

3. Os cereais integrais são concentrados em fibras, as quais se aderem à glicose e gorduras, modulando sua absorção e evitando a sobrecarga crônica às células Beta das ilhotas de Langerhans (21).

4. As proteínas do leite de vaca e laticínios ocasionam a formação de anticorpos contra si, os quais em pessoas predispostas causam alterações degenerativas nas células Beta diminuindo a população destas células e a produção de insulina (24).

5. Os cereais refinados associados aos produtos animais, de elevado teor em gorduras saturadas e sem fibras, e o sedentarismo aumentam o risco de obesidade e sobrecarga pancreática.

A associação destes fatores na alimentação atual predispõe à falência pancreática em produzir insulina suficiente, originando a diabetes.

A população da ilha de Nauru, com 50 anos de idade, tinha prevalência de Diabete Mellitus de 2% quando a dieta era tradicional, passando a 70% com a industrialização dos alimentos (25).

Os índios Pima do Arizona passaram da prevalência de Diabetes Mellitus tipo II de 5% para 50% na população de 35 anos, para 70% com 50 anos e para 84% com 60 anos (25).

Os aborígenes australianos têm tendência à Diabetes tipo II, com curva de tolerância à glicose alterada em áreas industrializadas, revertendo esta tendência quando retornam a seus locais de origem com dietas tradicionais (26).

Continua no próximo post

posted by denise carreiro | 7:10 PM

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Continuação

Osteoporose

As proteínas animais causam perdas de cálcio pela urina, podendo ocasionar balanço metabólico do cálcio negativo. Isto explica por que nos países ricos, onde se come mais cálcio (1200mg/dia), e proteínas animais sistematicamente, é alta a incidência de fraturas de coluna e de bacia por osteoporose (20). Nos países pobres, onde se ingere menos cálcio (500mgdia), mas com uso esporádico de proteínas animais, é baixa a incidência destas fraturas (20).O teor de cálcio no padrão alimentar sugerido é estimado em 1600mg/dia, sem leite e derivados e sem o uso diário de carne.

As proteínas animais ocasionam eliminação de excesso de nitrogênio urinário devido aos aminoácidos sulfúricos. O nitrogênio dificulta a reabsorção do cálcio nos túbulos renais ocasionando sua perda urinária. A osteoporose poderá surgir e progredir não pela pequena ingestão de cálcio, mas sim pelo excesso de proteínas animais (20). Fatores agravantes são o sedentarismo e o uso de café, por seu efeito diurético.

Outros nutrientes estão envolvidos para a boa saúde óssea: zinco, cobre, manganês, boro, vitamina A, vitamina C, vitamina K, complexo B, potássio, sódio, vitamina D, fito nutrientes (ex: compostos de soja) e proteínas.

A substituição de cereais e farinhas refinadas pelos integrais, o uso de feijões, produtos da soja, legumes, verduras verdes (brócolis, agrião), peixes, frutas, sementes e nozes fornece quantidades suficientes destes nutrientes e diminui o risco de osteoporose. (20)

Também é necessário exposição ao sol para síntese da vitamina D, atividade física regular, não-uso de bebidas alcoólicas, tabagismo sem excesso de sódio (carnes preservadas, sal refinado).

Obesidade

As modificações alimentares propostas previnem a obesidade devido aos seguintes fatores:

1. Redução no teor de gorduras das calorias totais ingeridas.

2. Utilização em sua maioria de alimentos com carboidratos complexos e fibras.

Associando-se atividade física e evitando-se refeições “ad libutum”, a redução de peso nos obesos poderá ser obtida com uma dieta saudável.

Conclusões

A alteração dos hábitos alimentares deverá ser somada às ações já existentes de combate ao tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, controle de poluição atmosférica para a redução da morbidade por doenças crônicas.

Na Finlândia, província de North-karelia (projeto North-karelia), Puska, com ações próximas a estas recomendadas, conseguiu a redução em 73% na mortalidade por doença cardíaca coronariana e 43% por câncer por 100.000 hab., em homens de 35 a 64 anos comparando o ano de 1970 com 1995.

BIBLIOGRAFIA

1- Steinmetz K and Potter JD: Vegetables, fruit and câncer, J.Epidemiology. – Cancer Causes Control 2, 325-357, 1991.
2- Zugler RG, Mayne ST, and Swanson CA: Nutrition and lung câncer, Cancer Causes Control 7, 157-177, 1996.
3-World Cancer Research Found Food, Nutrition and the prevention of Cancer! a global perpective. Washington, DC: American Institute for Cancer Reserarch, 1997.
4- Zuegler, RG: Vegetables, fruits, and carotenoids and the risk of cancer. Am. J. Clin. Nutre 53 Suppl, 2515-2595-1991
5- Mayne ST, Janerich OT. Grunwold P, Chorost S, Tucci C, et al: Dietary beta-carotone and lung câncer risk in U.S. nonsmoker, J.N.C.L. 86, 33-38, 1994.
6- National Research Council – “Diet, Nutrition and Cancer” – National Acadeny Press – Washigton DC 1982.
7- Choi JA, Kim Jy, Kang CH, Kwon HJ etal: Induction of cell cycle arrest and apoptose in human breast cancer cells by quercitin. Int. J. Oncol 19, 837-844, 2001.
8- Neuhoauser, H.L. – “Diectary flavonoios and cancer risk; evidence from human population studies“ Nutrition and Cancer 50 (A) 1-7 2004.
9- Jacobs, David R: “Whole grain intake and Cancer: an expanded review and meta-analyais” – Nutrition and Cancer 30 (2): 85-96, 1998.
10- Oeké, M.C. “Adherence to the European Code Against Cancer in relation to long-term cancer mortality: intercohort comparisons from the seven coutries study” – Nutrition and Cancer 30 (1): 14-20, 1998.
11- Qin, L.Q.: “Milk consumption is a risk factor for prostate cancer: metaanalysis of case-control studies” – Nutrition and câncer. 48 (1) 22-27 – 2004.
12- Chan J.M..: “Dairy products, phosphorus, vitamin D, and risk of prostate cancer (sweden) Cancer causes control 9, 559-556, 1998.
13- Ganmaa D, “Is milk responsable for male reproductive desorders” Med Hypotheses 57, 510-514, 2001.
14- Heap. R.B: “Oestrone sulphate in milk is an indicator of a viable conceptius ins cows” Br.Ver. j 135, 353-363-1979.
15- Hill, P: “Environmental factors, harmone, and prostata cancer” Prev. Med. 9, 657-666-1980.,
16- Bernstein, L. – “Endogenous hormones and breast cancer risk” Epidemiol, Rev. L5, 48-65 -1993.
17- Bosland MC: “The role of steroid harmones in prostate carcinogenesis” J.N.C.I. monogr. 27, 39-66, 2000.
18- Outwater J.L.: Dairy products and breast cancer: the I.G;F.-1, estrogen, and b6H hypotesis” med. Hypoteses 48, 453-461, 1997.
19- Chan, J.M.: “Plama insulin-like growth factor-l, ande prostate cancer risk: a prospective study” Science 279, 563-566-1998.
20- W.H.O. “Diet Nutrition and the prevention of chronic disiases “Report of a joint WHO-FAO Expert Consultaion, Geneva, 2003.
21- Buirkitt, D.P. “Diretary fiber and Disease” JAMA 229 (8) 1974. AUG 19.
22- Gould, LK. “Changes in myocardiol perfusion abnormalities by positron tomography after long term intense risk factor modification” JAMA sep 20, 1995 vol. 274, n 11
23- Wolk, aliga “Long term intake of dietary fiber and decrease risk of Coronary Heart Disease among women” – JAMA, june 2, 1999 vol 281 nº. 21.
24- Martin JM “milk proteins in the etiology of insulin-dependentdiabets mellitus” (IDDM) AnnMed 23(4) 447-452 1991 – Oct.
25- W.H.O. “Diet, Nutrition and the prevention of Chronic diases” Report of a joint WHO-FAO Expert Consultation, Geneva 1990/92.
26- O`Dea, K “Westernization and non insulin dependent diabets in Australian Aborigenes” Ethn, Dis 1(2) 171-87, 1991 Spring.


posted by denise carreiro | 7:03 PM

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Sexta-feira, Setembro 21, 2007  

Texto que elaboramos para ação do CRN3 para promoção do consumo de Legumes e Verduras e Frutas.

Se você quer ter e manter uma boa saúde, tenha sempre nas suas refeições legumes, verduras e frutas!

Como já dizia a vovó: “o remédio está na feira”.

Hoje, com toda a evolução da ciência da nutrição, essa afirmação não só se confirma, como sabemos porque esses alimentos são fundamentais para a nossa melhor qualidade de vida.
Vitaminas e minerais: são nutrientes fundamentais para que todos os outros sejam utilizados adequadamente. Além desses nutrientes fazerem parte dos nossos ossos, músculos, cérebro, nervos, cabelo, pele e unhas, eles também fazem parte e determinam as funções dos nossos hormônios, enzimas digestivas e antioxidantes, células de defesa e neurotransmissores. Portanto, a carência de vitaminas e minerais pode interferir em todo o funcionamento físico, mental e emocional. Podemos ter dificuldade de eliminar a gordura pela carência destes nutrientes.
Fibras solúveis e insolúveis: são fundamentais para a fermentação das boas bactérias, responsáveis por manter a integridade da parede intestinal, equilibrar o sistema imunológico, matar as cândidas, fungos e más bactérias e prevenir câncer, entre outros fatores. Controlam a glicose no sangue, evitando hiperglicemia e hipoglicemia, promovendo uma energia regular para o sistema nervoso central. Elas também fazem parte do bolo fecal, e absorvendo água, evitam a obstipação.
Fitoquímicos: substâncias químicas que exercem funções de proteção ao nosso organismo. Ex.: as substâncias que dão as cores aos alimentos como o betacaroteno (alaranjado) e o licopeno (vermelho), são potentes antioxidantes e comprovadamente previnem câncer. Várias substâncias presentes nesses alimentos previnem câncer por aumentar a eliminação de substâncias pró carcinogênicas.
Enzimas digestivas: são fundamentais para ajudar a “quebrar” mais os alimentos, melhorando o seu aproveitamento e evitando a formação de gases, estufamento e sensação de “alimento parado”.
Portanto, além de serem os nossos melhores “remédios”, também são a chave para que tudo no nosso organismo funcione melhor e, sua ingestão adequada, pode determinar a prevenção da maior parte das doenças crônicas não transmissíveis.
Nada substitui os legumes, verduras e frutas!
- São baratos
- Não engordam
- Ajudam no crescimento e desenvolvimento
- Favorecem o fortalecimento muscular
- Podem e devem ser consumidos várias vezes ao dia
- Não estragam os dentes
- São saborosos
- Ajudam a desintoxicar o organismo.
- Auxiliam na prevenção de câncer
- Promovem a manutenção de energia regular para o sistema nervoso central
-São fáceis de preparar e transportar.
-São as melhores fontes de cálcio e dos outros nutrientes (vitaminas e minerais) responsáveis, em conjunto, pela formação da massa óssea.
As crianças que consomem regularmente legumes, verduras e frutas são mais saudáveis, inteligentes, comunicativas, afetivas, calmas e, com certeza, se destacarão na idade adulta!
As crianças não devem escolher seus cardápios, pois elas não sabem da importância de uma alimentação equilibrada para seu desenvolvimento.

Este texto será utilizado para o DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO.
Parabéns ao CRN3 Pela iniciativa

posted by denise carreiro | 11:11 PM

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Coisa de Primeiro Mundo
A partir de 2009, o governo britânico vai dar £ 120,00 (cerca de R$ 480,00) para todas as mulheres grávidas que estiverem no sétimo mês de gestação. A medida tem o objetivo de estimular as gestantes a ter uma alimentação com mais frutas e vegetais para que as crianças nasçam e cresçam mais sadias. O governo estima que cerca de 630 mil mulheres ficam grávidas a cada ano. Como em qualquer lugar do planeta, há dúvidas se o dinheiro será de fato utilizado na alimentação.
Fonte : Marcelo Queiroz, correspondente em Londres do Jornal Propaganda e Marketing edição de 15/09/07

posted by denise carreiro | 11:05 PM

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Enquanto isso no Reino Unido.........
CRISE DO CONFETE
Tem capítulo novo na novela do cerco à indústria de alimentos voltados para crianças. No Reino Unido, na semana passada, foi proposta uma proibição ao uso de corantes artificiais depois que um estudo científico mostrou que os mesmos podem causar riscos de hiperatividade
nas crianças. Também na semana passada, a Food Standards Agency declarou que a proibição não é necessária porque os corantes não representam "risco imediato" à saúde pública. Mas, no último dia 13, a Cadbury e a Mars, dois gigantes do setor de chocolates e outras guloseimas, anunciaram que vão retirar os aditivos e corantes artificiais usados em seus produtos. Um dia antes, na quarta, dia 12, o príncipe Charles também entrou em cena, fazendo um discurso contra a geração de crianças "que estão se envenenando com os aditivos em alimentos". Observadores vêem tanto no movimento das empresas quanto no discurso de Charles uma pressão para que a Food Standards Agency aprove a proibição dos corantes.
Fonte : Marcelo Queiroz, correspondente em Londres do Jornal Propaganda e Marketing edição de 15/09/07

posted by denise carreiro | 11:03 PM

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Terça-feira, Setembro 18, 2007  


Mais uma matéria da Revista Veja sobre o Cálcio em menos de 4 meses e mais uma resposta




Ao
Diretor de redação da Revista Veja


Ref: Guia Veja “Esqueleto em forma”, de autoria de Mônica Weinberg, publicada na sua edição número 2026.

Prezados Srs.

Mais uma vez me dirijo a esta redação para manifestar meu inconformismo com o conteúdo da matéria em referência.
Esta revista já deu inúmeras provas que, quando quer, sabe fazer um jornalismo responsável, profundo, descomprometido e de grande utilidade para seus leitores. Fruto com certeza de anos de dedicação e experiência dos seus profissionais que sabem da sua responsabilidade para com a sociedade em fornecer informações de boa qualidade. É, no mínimo curioso, que justamente em uma editoria, tão importante, como a de saúde esta revista abra mão dos conceitos do bom jornalismo. Veja insiste em induzir nos seus leitores conceitos errados, desatualizados e superficiais de nutrição, apresenta temas interessantes mas com conclusões absurdas que em nada contribuem para uma melhora no estado de saúde da população.
Especificamente sobre a matéria:
É comprovado que a prevenção da osteoporose se faz desde que a criança nasce. Em um estudo feitos em Cambridge, com 926 bebês, acompanhados por cinco anos, foi demonstrado que quanto maior o tempo de aleitamento materno, maior o nível de mineralização óssea aos cinco anos, com uma diferença de até 38% em relação aos que receberam fórmulas infantis de leite de vaca, apesar das mesmas terem 3 vezes mais cálcio que o leite materno (e 9 vezes menos magnésio).
Esse estudo, como vários outros que já foram feitos, comprovam que a ingestão de cálcio não é o único responsável pela formação da massa óssea. Existe a necessidade de, no mínimo, mais 24 nutrientes para a formação da mesma. O leite de vaca é riquíssimo em cálcio e pobre nos demais nutrientes necessários à utilização do mesmo. Portanto, a prevenção da osteoporose é muito mais abrangente do que simplesmente aumentar a ingestão de leite. Mesmo porque, a pesquisa do IBGE constatou que nos últimos 30 anos aumentou 100% o consumo de queijo, que concentra 10 vezes mais o cálcio do que no leite. Também existe um aumento no consumo de iogurtes, leites fermentados, doces à base de leite e guloseimas onde o leite freqüentemente está presente. Esses dados mais uma vez demonstram que o desenvolvimento da osteoporose se dá por vários fatores, como principalmente a diminuição de legumes, verduras e frutas, também comprovado pelos dados do IBGE, sendo que os mesmos contém cálcio de alta biodisponibilidade porque vem em conjunto com os demais nutrientes, principalmente o magnésio, necessários para uma eficiente utilização do cálcio. Na falta desses nutrientes, o cálcio, ao invés de formar a massa óssea, irá ser utilizado para formar microcalcificações como, esporão, cálculos (renal e vesícula), calcificação arterial, artrite, artrose, bursite, calcificação na mama, calcificação no canal do ouvido (zumbidos), desencadeando sintomas como cãibras, dores musculares, tensionamento, inchaços, dores articulares e musculares e, até mesmo, resistência à insulina, pelo desequilíbrio de cálcio e magnésio.
Como se explica o fato dos países “desenvolvidos” terem alto consumo de derivados de leite e altíssima prevalência de osteoporose? Como se explica o fato de países como o Japão não consumirem com freqüência derivados de leite e terem baixíssimos índices de osteoporose? O osso do oriental não precisa de “cálcio”? Ou o cálcio está presente em uma grande variedade de alimentos e uma alimentação equilibrada irá favorecer a utilização do mesmo.
Portanto, precisamos de cálcio ou de “leite”?
Vários fatores do metabolismo do leite promovem a eliminação do cálcio do organismo, inclusive promovendo sua retirada do osso! Será que não está na hora de pararmos de estudar o que o alimento tem e estudarmos melhor como o organismo aproveita os nutrientes desses alimentos?
Já é comprovado que a responsabilidade de uma adequada formação da massa óssea depende, no mínimo, 50% dos fatores que eliminam o cálcio do organismo, e não simplesmente do quanto é ingerido. Seria simplificar demais um processo tão complexo.
Os fatores que comprovadamente aumentam a retirada do cálcio do osso e promovem sua excreção são: acidificação do pH sangüíneo com o alto consumo de proteínas de origem animal, derivados de leite e soja, excesso de cafeína (café, refrigerantes, chá mate, chá preto e chocolate), excesso de açúcar e carboidrato refinado, excesso de sal, de gordura saturada e trans, ácido fosfórico (refrigerante e água com gás artificial), processos inflamatórios causados por má alimentação e alergias alimentares tardias, resistência à insulina, sedentarismo, alterações hormonais e a diminuição do contato com o sol.
Portanto, a prevenção da osteoporose é muito mais do que tomar leite ou suplementos de cálcio. É resgatar um pouco da alimentação do tempo da “vovó”, quando se alimentar bem era intrínseco aos hábitos. Não precisava “pensar”. Era natural!
Hoje, o consumo de refeições prontas fazem parte de mais de 80% do valor energético total consumido por dia e a ingestão de legumes, verduras e frutas diminuíram a menos de 1/3 do mínimo necessário para uma promoção de saúde e prevenção de doenças, inclusive da osteoporose.

Atenciosamente

Dra. Denise Madi Carreiro
Nutricionista CRN3 2729

posted by denise carreiro | 1:12 AM

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Quinta-feira, Agosto 02, 2007  

Caros amigos

Gostaria muito de contar com a participação de todos para podermos ter um espaço de discussão de assuntos relativos a distúrbios alimentares.
Para tanto solicito que todos participem enviando artigos, sugestões, dicas, receitas, críticas, etc.
Você pode colaborar com este blog de duas formas; utilizando o campo de comentários ou enviando um e-mail para carreiro@macbbs.com.br, que faremos a publicação do material. Fotos e ilustrações também podem ser enviadas, porém, quando necessário faremos a redução do tamanho do arquivo.
Obrigada

Denise Madi Carreiro

posted by denise carreiro | 12:24 AM

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Quarta-feira, Agosto 01, 2007  

Dietas Drásticas

A ditadura do padrão de beleza atual favorece o culto ao corpo.
Infelizmente, conceitos errados classificam o alimento apenas pelo seu valor calórico, ignorando suas propriedades nutricionais. O conceito que os alimentos engordam ou emagrecem, aliado ao desconhecimento total do alimento como fonte da matéria prima (nutrientes), resulta em dietas restritivas e desequilibradas causando rápida perda de peso com comprometimento da saúde.
Os nutrientes presentes nos alimentos formam cada uma das nossas 100 trilhões de células e executam funções definidas e intransferíveis no organismo. Cinqüenta milhões dessas células são renovadas diariamente, fundamentando a necessidade de um consumo diário e regular de todos os nutrientes (no mínimo 44 nutrientes conhecidos) que formam cada uma dessas células.
Precisamos lembrar que a balança mostra apenas o peso total do corpo. Podemos ganhar ou perder peso na balança quando alteramos no organismo a quantidade de gordura e/ou massa magra, inclusive a água. Porém, o que muitas vezes desconhecemos é que a gordura é o que menos pesa no organismo, apesar de ser volumosa. O nosso cérebro entende gordura como defesa, garantia de sobrevivência e estoque de energia. Com desequilíbrios nutricionais e muito baixo valor energético, a última coisa que eliminamos com eficiência do organismo é a gordura. A perda da massa magra, utilizando a proteína como fonte de energia e, por conseqüência, a desidratação, faz com que vários sintomas de desequilíbrios comecem a aparecer no organismo. Essa mesma proteína é responsável pela formação de músculo, pele, cabelo, unha, osso, neurotransmissores, enzimas, células de defesa e hormônios, necessários à inúmeras funções orgânicas. Portanto, além de dificultar o fortalecimento muscular, são gerados inúmeros transtornos funcionais no organismo, desde queda de cabelo, unhas frágeis, pele ressecada, flacidez, celulite, depressão, ansiedade, compulsão, alteração de humor, alteração da qualidade de sono, problemas hormonais, transtornos digestivos (carência de enzimas digestivas), aumento de radicais livres (carência de enzimas e nutrientes antioxidantes) e queda de sistema imunológico, podendo ter gripes de repetição, herpes e até candidíase desencadeadas por essas dietas restritivas.
A “dieta milagrosa” precisa ser resgatada dos nossos hábitos alimentares de 40 anos atrás; não por coincidência os índices de obesidade eram muito menores que hoje. Comia-se de tudo, em intervalos regulares (2,5h a 3h) e havia uma atividade física regular e natural.
Novos produtos começaram a ser produzidos e uma oferta enorme dos mesmos disponibilizados e propagados como boas fontes alimentares. Porém, a qualidade nutricional diminuiu e aumentou a relação de carboidratos refinados, açúcar, gordura trans e aditivos químicos, gerando vários desequilíbrios, inclusive a obesidade.
A eliminação efetiva da gordura só acontece com uma boa nutrição para as células e energia regular para o sistema nervoso central (não passar mais de 3 horas sem comer). É só comendo que se emagrece adequadamente, na hora certa e com a qualidade e quantidade equilibrada. Qualquer coisa diferente disso vai provocar um “empobrecimento” e não um “emagrecimento”.
É exatamente por isso que regime não funciona e ainda provoca o efeito iô-iô, aumentando cada vez mais a proporção de gordura corporal. Se existisse alguma “dieta mágica” de verdade ou, se algum remédio fosse efetivo, obesidade não seria um problema de saúde pública mundial.

Dra Denise Madi Carreiro
Nutricionista - CRN3-2729

posted by denise carreiro | 11:47 PM

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Porque a cirurgia da obesidade nem sempre oferece bons resultados?


Desenvolvida há mais de 50 anos, a Cirurgia da Obesidade foi criada para diminuir o risco de morte em pacientes portadores de altos índices de gordura corporal, denominada obesidade mórbida.
Ao longo deste período este procedimento cirúrgico foi se aperfeiçoando e em paralelo, os índices de obesidade atingiram proporções epidêmicas, principalmente nos países mais industrializados, onde os bons hábitos alimentares e atividade física regular se perderam com as comodidades da vida moderna.
Atualmente a Cirurgia da Obesidade ou Bariátrica possui riscos similares a qualquer outro procedimento cirúrgico, entretanto, engana-se quem atribui apenas a este procedimento os resultados pela perda de peso permanente com qualidade de vida.
Assim como a obesidade não é apenas o resultado da alta ingestão de alimentos, a cirurgia bariátrica não é uma solução isolada para perda de peso permanente.
A Obesidade é uma doença multifatorial, isto é, é a somatória de vários processos que geram desequilíbrios no nosso organismo e precisam ser tratados na sua origem. A obesidade mórbida geralmente se adquire através de dietas restritivas, erros alimentares e alto consumo de produtos industrializados com baixo teor nutricional, aliados a fatores genéticos.
A Cirurgia Bariátrica oferece uma restrição na capacidade de ingestão de alimentos como também, em alguns casos, restringe a capacidade de absorção dos nutrientes pelo intestino. Para se obter resultados permanente de perda de peso e alcançar um melhor estado de saúde como um todo é necessário que além do ato cirúrgico adequado, o paciente esteja informado que ele será sempre a pessoa mais importante neste processo de mudança.
Ao contrário de outros procedimentos cirúrgicos que solucionam definitivamente determinados problemas, a cirurgia bariátrica é apenas um meio; ela por si só não resolve o problema da obesidade de uma forma permanente, nem tão pouco promove qualidade de vida. Ao contrário, a falta de um acompanhamento nutricional adequado pode levar a um processo de empobrecimento do organismo com danos irreparáveis. Não por acaso, a Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde criaram um procedimento normativo que determina que quando um paciente for submetido a uma Cirurgia Bariátrica este deverá ser avaliado por uma equipe multiprofissional, incluindo o profissional nutricionista.
Os casos de sucesso da Cirurgia da Obesidade já são bastante comuns, porém, infelizmente ainda menores que os casos onde os resultados ficaram aquém do desejado.
Quando analisados, nota-se claramente que os resultados foram proporcionais ao comprometimento do paciente com seus resultados, assim como o acompanhamento nutricional e psicológico dedicado a ele.
Quando houver necessidade de uma redução de peso com o apoio da Cirurgia Bariátrica, o paciente deverá obter todas as informações sobre todo este procedimento, incluindo aí suas obrigações como paciente e pessoa mais interessada para que todo este trabalho atinja seus objetivos, e o seu direito de ter o apoio de uma equipe multidisciplinar especializada para acompanhá-lo neste processo de mudança. O psicólogo deverá lhe orientar quanto as mudanças psico-sociais que ocorrerão. O nutriciniosta especializado em Cirurgia Bariátrica deverá analisar seus hábitos alimentares antes da cirurgia, e acompanhá-lo na sua mudança alimentar e adaptação aos novos hábitos, inclusive prescrevendo complementos minerais e vitamínicos que, dependendo do tipo de cirurgia, serão necessários durante toda a vida e fundamentais para todas as funções do organismo. É importante que essa suplementação seja individualizada e os minerais oferecidos na forma quelada para garantir uma absorção adequada.
Por fim, é importante também lembrar que o processo de redução de peso com o apoio da Cirurgia da Obesidade, quando bem administrado pelo paciente, propicia uma redução progressiva de peso e a melhoria de seu estado de saúde físico, mental e emocional, num período não inferior a 2 anos. Durante este período o paciente irá formar seu próprio círculo virtuoso, ou seja, começando com uma alimentação mais adequada para seu organismo também ficará mais disposto a fazer uma atividade física progressiva e regular, melhorando o estado de saúde como um todo, ficando ainda mais motivado a trabalhar pelo seus objetivos. Assim irá adquirir hábitos mais saudáveis, com a certeza que este esforço está sendo bem recompensado.

Dra Denise Madi Carreiro
Nutricionista – CRN3-2729

posted by denise carreiro | 11:46 PM

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Segunda-feira, Julho 30, 2007  

Nas últimas décadas descobrimos a importância da preservação do meio ambiente, entendendo o respeito que devemos ter aos inúmeros ecossistemas ao redor da terra, como a água que consumimos, a valorização de combustíveis renováveis e que não agravam ainda mais o aquecimento global, o reaproveitamento do lixo, entre outros fatores.
Existe vários fatores ambientais que nos preocupam diariamente e que nos mostram que precisamos mudar o nosso comportamento com relação ao meio ambiente e o aproveitamento dos recursos naturais. Não há dúvida que já começamos a sofrer as conseqüências destes desequilíbrios e, com certeza, as próximas gerações serão ainda mais penalizadas. Não há dúvida também que a industrialização trouxe incontáveis benefícios para a sociedade e propiciou grandes avanços na ciência. Hoje, esses avanços nos permitem identificar que, além das conseqüências dos desequilíbrios com o meio ambiente, também estamos sofrendo com os nossos desequilíbrios orgânicos resultantes de um processo alimentar que vem agredindo o “nosso ecossistema”, um conjunto de sistemas muito mais complexo e pouco conhecido do que o próprio meio ambiente. Curiosamente já existem diversas ações que trabalham nas reais causas dos problemas ambientais, porém, poucas ações são feitas com foco nas principais causas da maioria das doenças crônicas não transmissíveis, que assumem proporções cada vez maiores, motivo de preocupação da “Organização Mundial da Saúde”, e que já representam cerca de 70% das causas de mortes atuais. Esta Organização defende a necessidade de se reduzir o tabagismo, manter uma atividade física regular e se adotar uma alimentação saudável para que se reverta este processo.
Mas o que é uma alimentação saudável? É uma alimentação que possui todos os nutrientes necessários para o nosso bom funcionamento orgânico, sem excesso de produtos químicos e outros recursos industriais que comprometem a sua qualidade nutricional. Infelizmente, não é isso que estamos consumindo diariamente e essa é uma das principais causas dos transtornos funcionais geradores de desequilíbrios no organismo que comumente são conhecidos pelos sintomas apresentados, como por exemplo: enxaquecas, rinites, dermatites, inchaços, distúrbios digestivos, ansiedade, hiperatividade e distúrbios de concentração. Na maioria das vezes os aspectos nutricionais não são considerados para um efetivo tratamento das causas. Ao invés disto, trata-se apenas os sintomas apresentados, favorecendo a evolução do desequilíbrio, resultando em alguns casos no surgimento de outros distúrbios, como veremos mais adiante.
O ser humano é uma espécie em evolução. Precisamos milhares de anos para chegarmos à nossa atual “configuração”, sempre através de mudanças graduais, progressivas e adaptativas que foram incorporadas várias gerações adiante. Existem diversos grupos étnicos ao redor do mundo que não sofreram mudanças radicais em seus hábitos comportamentais e alimentares, conservando seu estado de saúde semelhante a de seus pais e avós. Nos países mais “desenvolvidos” a velocidade das mudanças comportamentais e alimentares, nos último 50 anos, ocorreram de forma muito mais rápida do que o nosso organismo necessita para poder se adaptar. Estes novos hábitos alimentares e comportamentais, associados à mudanças ambientais, são muitas vezes entendidos pelo organismo como agressões ao nosso “ecossistema” que tenta se defender como pode, utilizando todos os recursos disponíveis, mas nem sempre evitando que o organismo sofra as conseqüências desse processo.
Estes movimentos de defesa, caracterizados por determinadas reações, são de responsabilidade do sistema imunológico e dos órgãos responsáveis pela eliminação de substâncias estranhas ao organismo (destoxificação), principalmente o fígado e o intestino. As funções desses órgãos são desempenhadas por nutrientes específicos. A falta destes nutrientes também acabam por comprometer a eficiência destes órgãos de defesa.
A ativação crônica do sistema imunológico e a sobrecarga da capacidade de destoxificação, associadas às carências nutricionais, desencadeiam sintomas, entre outros fatores, relacionados ao desenvolvimento de processos inflamatórios, que, ao se tornarem freqüentes serão responsáveis pela geração das doenças crônicas não transmissíveis. A identificação dos fatores que podem levar à sobrecarga dos mecanismos de defesa do organismo associadas às causas de desequilíbrios nutricionais podem ser a chave do tratamento das causas dos diversos sintomas apresentados pela população dos países mais “desenvolvidos”.
Isso não acontece, talvez porque não se dê o devido crédito na relação direta de várias doenças com o nosso comportamento alimentar atual, no qual se considera que uma alimentação “saudável” é aquela com baixo valor calórico, com consumo de produtos diet e light, com baixa quantidade de gordura (sem discriminar as gorduras saudáveis e necessárias das não saudáveis, quando em excesso), com baixa quantidade de sal e açúcar refinado e com baixo consumo de legumes, verduras e frutas.
Como podemos explicar que muitas pessoas que adquiriram esses hábitos “saudáveis”, continuam doentes e são mantidas com o controle dos sintomas a partir do uso contínuo de medicamentos, porém, gerando efeitos colaterais que vão se somando aos problemas já existentes? Podemos nos alimentar e efetivamente não nutrir nossas células!
Antes do alimento ser “a nossa fonte de energia” e ser classificado pelo seu valor calórico, ele é a fonte natural da matéria prima que nos forma e nos faz funcionar em todos os níveis, físico, mental e emocional. Tão importante quanto consumir alimentos naturais e saudáveis, é garantir que o mesmo seja digerido adequadamente, seus nutrientes sejam absorvidos, utilizados de maneira adequada, garantir que esses nutrientes não sejam eliminados e que haja uma excreção adequada de substâncias estranhas ao organismo.
A identificação dos fatores que alteram essa nutrição celular, e que normalmente são individuais, é que vão determinar uma alimentação nutricionalmente adequada.

Este é a apresentação do meu novo livro "Alimentação, problema e solução para doenças crônicas" lançado a semana passada no III Congresso Internacional de Nutrição Funcional aqui em São Paulo

posted by denise carreiro | 11:12 PM

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Terça-feira, Julho 17, 2007  

Olá
É com grande satisfação que estou inaugurando este novo canal de comunicação.
Há tempo estavamos pensando em criar um blog porém sempre faltava tempo para desenvolver o conteúdo.
Estamos preparando uma série de documentos exclusivos para este canal, porém, queremos usar este canal para discussões sobre os problemas que os nossos hábitos alimentares atuais estão causando à população. Espero contar com a participação das minhas alunas, colegas e pacientes que sempre estão antenados.
Espero a partir de agosto poder produzir materiais para criar um espaço democrático para discussões.

Um Abraço a todos!
Denise Madi Carreiro

posted by denise carreiro | 12:46 PM
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