16/05/201208h51
Relatório da OMS aponta que 1 em cada 3 adultos sofre hipertensão e 1 em cada 10 é diabético
Fonte : Agência EFE
Um de cada três adultos sofre hipertensão, uma condição que causa cerca de metade de todas as mortes por derrame e problemas cardíacos no mundo, enquanto um de cada dez tem diabetes, destacou nesta quarta-feira (16) a Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu relatório anual sobre estatísticas sanitárias.
"Este relatório oferece uma evidência a mais do dramático aumento das condições que desencadeiam as dolências de coração e outras doenças crônicas, particularmente nos países pobres e em desenvolvimento", disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan.
Margaret ressaltou o preocupante fato de que "em alguns países africanos, metade da população adulta sofra hipertensão", razão pela qual a OMS quer chamar a atenção para "o crescente impacto das doenças não contagiosas".
Pela primeira vez o estudo estatístico da OMS inclui informação de 194 países sobre os altos níveis em homens e mulheres da pressão sanguínea e da taxa de glicose no sangue, que revela, entre outras coisas, que os diagnósticos e os tratamentos baratos destas dolências reduziram o problema nos países desenvolvidos.
A inquietação da organização é que em lugares como a África, onde não são aplicadas estas medidas preventivas, a maior parte das pessoas com estas doenças não sabem que correm um "alto risco de morte e incapacidade por um ataque no coração ou um derrame".
Pela primeira vez o documento contém também informação sobre níveis de glicose no sangue, que indica que enquanto a prevalência média global está em torno de 10%, até um terço da população em alguns países do Pacífico sofre esta dolência.
A OMS lembra que, se não for tratado, o diabetes pode causar doenças cardiovasculares, cegueira e falha renal.
A terceira grande preocupação é o excesso de peso, já que "em todas as regiões do mundo, o número de obesos dobrou entre 1980 e 2008", declarou Ties Boerma, diretor do Departamento de Estatísticas Sanitárias e Sistemas da Informação da OMS.
"Hoje, cerca de 500 milhões de pessoas (12% da população mundial) são consideradas obesas", segundo Boerma.
O nível mais alto de obesidade foi registrado na região das Américas (26% dos adultos) e o mais baixo no Sudeste Asiático (3% dos adultos), sendo maior a proporção de mulheres obesas que a de homens, com o impacto que isto representa quanto ao risco de diabetes, problemas de coração e câncer.
A conclusão é que as doenças não contagiosas são atualmente a causa de dois terços das mortes no mundo, e por isso a OMS trabalha em um marco de acompanhamento e uma série de metas voluntárias para prevenir e controlar o problema.
O relatório será um dos assuntos abordados na próxima Assembleia Mundial sobre a Saúde da OMS em Genebra (entre os dias 21 e 26 de maio), que também informará os avanços conquistados.
Segundo a OMS, desde que há mais de uma década se estabeleceram os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) da ONU, "foi possível um progresso substancial na redução da mortalidade infantil e maternal, em relação ao HIV, à tuberculose e à malária".
A desnutrição infantil é a causa subjacente de aproximadamente 35% das mortes de crianças menores de cinco anos, embora no caso dos países em desenvolvimento tenha sido detectada certa melhora: entre 1990 e 2010 a proporção de crianças dessas idades que apresentavam peso abaixo do recomendável passou de 29% para 18%.
Já a mortalidade entre menores de cinco anos nas últimas duas décadas reduziu 35% de 88 mortes para cada mil nascidos vivos em 1990 (um total de 10 milhões de crianças) até 57 para cada mil (7,6 milhões) em 2010.
"As reduções foram particularmente impactantes nas mortes por diarréias e por sarampo", destacou a organização.
Especialmente significativo é o dado sobre a África, onde acontece metade das mortes de menores de cinco anos, já que a taxa de redução passou de 1,5% (1990-2010) para 2,8% (2005-2010).
O dado de redução é grande também no que se refere ao número de mortes maternais (de 543 mil em 1990 para 287 mil em 2010), mas a OMS indica que "a taxa de redução é apenas a metade do necessário para conseguir o objetivo relevante dos ODM".
FDA recomenda precaução com remédios antiosteoporose
DO "NEW YORK TIMES"
A FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) publicou uma análise recomendando precaução no uso de longo prazo de drogas contra osteoporose.
A revisão de estudos, publicada no "New England Journal of Medicine" nesta semana, foi uma resposta ao debate em andamento sobre qual deve ser a duração do tratamento com bifosfonados (Alendil, Bonalen, Endronax, Minusorb, Osteoform).
Depois de anos de uso, as drogas podem, em casos raros, enfraquecer os ossos, aumentando o risco de fraturas de fêmur. Os remédios já foram ligados também a câncer no esôfago e necrose da mandíbula.
A preocupação com a segurança de longo prazo dos remédios fortalecedores de ossos não é nova, mas a FDA fez agora sua própria revisão sofre a eficácia e a segurança dos bifosfonados.
A análise encontrou pouco ou nenhum benefício trazido pelas drogas após três a cinco anos de uso. Isso pode mudar a forma como os médicos receitam esses remédios.
O estudo só analisou o uso de longo prazo e não se a mulher deve começar a tomar o remédio para evitar fraturas.
Como as complicações são muito raras, a maioria dos médicos acredita que, para mulheres com osteoporose com risco alto de fraturas na coluna, os benefícios do remédio superam os riscos.
Mas mulheres com densidade óssea moderada e sem outros fatores de riscos muitas vezes fazem uso contínuo do remédio, ainda que isso provavelmente não vá trazer vantagens.
"Acho que muita gente vai parar de tomar esse remédio", afirmou Clifford Rosen, endocrinologista e pesquisador do Instituto de Pesquisa do Centro Médico de Maine, nos EUA.
Os ossos se remodelam o tempo todo: pedaços de osso microscópicos e velhos vão se dissolvendo e tecido novo vai sendo colocado em seu lugar. Depois dos 30 anos, os ossos das mulheres começam a se dissolver mais rápido do que a reconstrução. Depois da menopausa, a mulher desenvolve ossos finos, que se quebram facilmente. Os bifosfonados desaceleram esse processo. O remédio é incorporado aos ossos que vão se formando e ficam lá por anos, mesmo depois que a pessoa para de tomá-lo.
O estudo da FDA não trouxe recomendações específicas sobre o uso de longo prazo, dizendo que a decisão deve ser tomada de forma individualizada entre o médico e a paciente.
A agência afirma que mulheres com risco baixo de fratura ou com densidade óssea próxima do normal podem ser boas candidatas a parar de tomar os remédios depois de três a cinco anos, mas mulheres mais velhas com risco maior podem ter vantagens com a terapia mais longa.
Um artigo publicado na mesma revista por Rosen e outros especialistas conclui que mulheres com maior chance de ter benefícios com o tratamento de longo prazo são que continuam a ter densidade óssea baixa mesmo após cinco anos tomando os remédios.
Mulheres com histórico de fraturas na coluna ou que estão com fraturas também podem continuar com os bifosfonados.
No entanto, muitas das mulheres que tomam essa drogas têm diagnóstico de osteopenia, densidade moderada do osso que não é baixa o suficiente para se chamada de osteoporose.
Essas não devem ter vantagens com o remédio e podem parar depois de três anos, segundo os pesquisadores.
Não se sabe quantas mulheres serão afetadas pelas recomendações, mas muitas já param de tomar os remédios por conta própria depois de um tempo. Mesmo assim, os pesquisadores estimam que 60% a 70% das usuárias atuais seriam candidatas a parar após três a cinco anos tomando as drogas.
As recomendações são baseadas em achados de dois estudos patrocinados pela indústria farmacêutica e feitos pela Universidade da Califórnia. As pesquisas analisaram mulheres com dez e seis anos.
No estudo que analisou o Fosamax (um dos nomes comerciais do alendronato de sódio), 10,6% das usuários tiveram fraturas nos primeiros três anos de uso, em comparação com 21% das que tomaram placebo. Mas não houve benefício entre as mulheres que continuaram a usar a droga pelos cinco a dez anos seguintes. Entre essas, 17% tiveram fraturas, mesmo índice das que não tomavam o remédio.
Ministério divulga que 5,6% da população brasileira tem diagnóstico de diabetes
A doença crônica não transmissível é responsável por 72% das mortes no Brasil
A pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada na última quarta-feira (9) pelo Ministério da Saúde, revelou que 5,6% da população adulta brasileira tem diagnóstico de diabetes. O número é menor que o do ano passado, quando a proporção foi de 6,3%.
A doença crônica não transmissível é responsável por 72% das mortes no Brasil. Sedentarismo, excesso de peso, alimentação inadequada e tabagismo são algumas das causas da doença.
Mais mulheres
Em homens, o percentual subiu de 4,4%, em 2006, para 5,2%, em 2011. Apesar do aumento, a prevalência de homens que informam ter a doença continua sendo inferior a das mulheres (6%).
O levantamento, divulgado anualmente pelo Ministério, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. A pesquisa coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal e contou com mais de 54 mil pessoas, entrevistadas em 2011.
A pesquisa revelou que o diabetes é mais comum na população mais velha: 21,6% das pessoas com mais de 65 anos apresenta o diagnóstico. O índice na faixa de 55 a 64 anos é de 15,2% e diminui para 0,6% entre 18 e 24 anos.
O diabetes também está mais presente entre os que estudam menos. Segundo o levantamento, 7,5% dos que têm até oito anos de escolaridade dizem ter a doença, enquanto apenas 3,7% dos brasileiros com mais de 12 anos de estudo declaram ser diabéticos.
Capitais
A cidade de Fortaleza (CE) aparece como a capital com o maior percentual de diabéticos, com 7,3%, seguida por Vitória (ES), com 7,1%, e Porto Alegre (RS), com 6,3%. As capitais com os menores índices são Palmas (TO), com 2,7%, Goiânia (GO), com 4,1%, e Manaus (AM), com 4,2%.
O ministro da Saúde Alexandre Padilha ressaltou, ainda, que os números da doença no Brasil são menores se comparados com outros países, como Chile (6,3%), Argentina (9,6%) e Estados Unidos (8,7%).
O ministério também informou que o número de internações por diabetes no Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 10% entre 2008 e 2011, passando de 131.734 para 145.869. Entretanto, houve queda na comparação com 2010, quando as internações totalizaram 148.452.
Em 2009, foram notificadas 52.104 mortes pela doença em todo o país. No ano seguinte, as mortes aumentaram para 54.542. “O grande problema das doenças crônicas é que elas agregam sofrimento, incapacidades e custos cada vez maiores para o sistema público”, acrescentou Déborah.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que a oferta gratuita de medicamentos para combater o diabetes, iniciada no ano passado, ampliou em mais de 1 milhão o número de pessoas que utilizam o remédio.
08/05/201211h31
Fonte BBC Brasil
Pouco contato com natureza aumenta a incidência de alergias
Bactérias mais abundantes na natureza aumentam resposta imunológica a alergênicos
A falta de exposição à natureza pode estar aumentando a incidência de asma e outras alergias entre moradores de cidades, segundo um estudo finlandês.
Os cientistas dizem que certas bactérias, apontadas em outros estudos como benéficas para a saúde humana, são encontradas em maior abundância em ambientes rurais.
Esses micro-organismos cumprem um papel importante no desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico, explicam os especialistas.
As conclusões do estudo foram divulgadas na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
"Existem micróbios em todo lugar, inclusive em áreas urbanas, mas os micróbios de ambientes naturais são mais benéficos para nós", disse à BBC um dos autores, Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque.
Função 'especial'
Para realizar a pesquisa, a equipe coletou amostras de pele de 118 adolescentes finlandeses e constatou que os que viviam em fazendas ou perto de florestas tinham maior diversidade de bactérias e eram menos sensíveis a alergias.
Hanski explicou que as bactérias são benéficas para nós porque promovem a microbiota - o conjunto de micro-organismos que formam colônias dentro do corpo ou sobre a pele, mas sem provocar doenças.
Segundo ele, estes micro-organismos são importantes "para o desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico".
O estudo também permitiu que a equipe identificasse um grupo de bactérias, conhecidas como gama proteobactérias, que têm uma "função especial".
Um dos tipos de gama proteobactéria, chamada Acinetobacter, foi "fortemente associado ao desenvolvimento de moléculas anti-inflamatórias".
"Basicamente, nosso estudo revelou que quanto maior a quantidade dessa bactéria em particular você tem na pele, (maiores suas) respostas imunológicas capazes de suprimir reações inflamatórias (ao pólen, a animais, etc)", afirmou Hanski.
O cientista explicou ainda que as gama proteobactérias tendem a ser mais prevalentes em ambientes vegetais, como florestas e terras usadas para agricultura, do que em ambientes urbanos e na água.
"A urbanização é um fenômeno relativamente recente, durante a maior parte do nosso tempo (de evolução da espécie humana), temos interagido em uma área que hoje chamamos de ambiente natural."
"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios".
Hanski admite que não é possível reverter a tendência global de urbanização, mas disse que há uma série de opções para aumentar o contato com ambientes naturais.
"Além de preservar áreas naturais fora de áreas urbanas, acho que é importante fazer um planejamento de cidades que inclua espaços verdes, cinturões verdes e infraestrutura verde."
Em 2030, número de doentes poderá chegar a 65,7 milhões no mundo. Doença é causada por distúrbios cerebrais que afetam a memória
O número de pessoas com demência deve praticamente dobrar para 65,7 milhões em 2030 com o envelhecimento da população mundial, de acordo com relatório da Organização Mundial de Saúde (MS) publicado nesta quarta-feira.
Em 2050 o número de doentes pode ser 3 vezes maior que o atual, em 35,6 milhões, informou a organização da ONU.
O relatório divulgado pela OMS e pela Alzheimer's Disease International estima que o custo do tratamento e dos cuidados médicos para pessoas com essa condição é de US$ 604 bilhões (R$ 1.108 bilhões) por ano.
A demência é causada por uma variedade de doenças no cérebro que afetam a memória, o pensamento, o comportamento e a habilidade de realizar atividades cotidianas.
O Alzheimer é a causa mais comum da demência e corresponde a cerca de 70% dos casos.
Mais da metade dos doentes (58%) vivem em países de renda média e baixa, mas esse número pode aumentar para 70% em 2050.
O relatório informou que seriam necessários diagnósticos muito mais eficazes, já que, até mesmo em países ricos, apenas de 20% a 50% de casos de demência são rotineiramente reconhecidos.
"Uma vez que a prevalência da doença vai explodir neste século porque todos vamos viver mais - o risco de demência é de 1 em cada 8 para aqueles com mais de 65 e uma proporção assustadora de 1 em 2,5 para os maiores de 85 - seu impacto vai se tornar maior ao longo das décadas," de acordo com
Shekhar Saxena, chefe do departamento de saúde mental da OMS.
"Precisamos aumentar nossa capacidade de detectar a demência precocemente para oferecer as condições sociais e de saúde necessárias," disse Oleg
Chestnov, diretor geral assistente de Doenças Não Transmissíveis e Doença Mental da OMS.
"Muito pode ser feito para reduzir o problema da demência. Os profissionais de saúde, com frequência, não são treinados adequadamente para reconhecer a demência."
Apenas oito países em todo o mundo - Austrália, Grã-Bretanha, Dinamarca, França, Japão, Coreia do Sul, Holanda e Noruega - atualmente têm programas nacionais para a demência, de acordo com o relatório "Demência: uma prioridade da saúde pública".
Alemanha e Suécia estabeleceram listas de recomendações.
O estudo também destaca um falta de informação e conhecimento geral sobre a doença, que alimenta o estigma e leva as pessoas, às vezes, a adiar a busca por apoio.
"Agora é vital enfrentar os baixos níveis de conscientização e entendimento públicos e reduzir drasticamente o estigma associado com a demência," disse
Marc Wortmann, diretor executivo da Alzheimer's Disease International.
"Precisamos agir, precisamos deter essa epidemia."
Neste relatório, a OMS recomenda que as autoridades procurem minimizar o estigma que tem sido, há muito tempo, associado à demência e melhorar os cuidados gerais para as vítimas, junto com o apoio para os enfermeiros.
Não é possível atualmente tratar a demência, mas o avanço da doença em alguns casos pode ser desacelerado.
Autismo ganha contornos de epidemia nos EUA
WASHINGTON, 29 Mar 2012 (AFP) -Os casos de autismo em crianças está em clara ascensão nos Estados Unidos desde a década passada, demonstraram números oficiais divulgados nesta quinta-feira, um fenômeno que se explica, em parte, por uma detecção mais eficiente deste transtorno do desenvolvimento.
O número de casos de autismo diagnosticados em crianças aumentou 23% entre 2006 e 2008, com um em 88 crianças afetadas contra um em 110 anteriormente, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), instâncias federais do Departamento de Saúde.
Este estudo se baseia em uma observação feita em 2008 que indica não só um aumento de 23% com relação às estimativas de 2006, mas também de 75% desde que os CDC começaram a registrar a incidência da doença, em 2001.
Estes novos números demonstram que o autismo é duas vezes mais comum do que se acreditava sete anos antes e, provavelmente, afeta um milhão de meninos, meninas e adolescentes nos Estados Unidos.
Este aumento se explica em parte por uma detecção mais eficaz da síndrome, sobretudo em menores de três anos, explicou Coleen Boyle, especialista dos CDC.
"Uma parte deste aumento se deve a um diagnóstico melhor, mas não sabemos até que ponto", afirmou, durante teleconferência.
"Graças a estas estatísticas sabemos mais sobre como a idade mais avançada dos pais e o nascimento prematuro aumenta o risco de que uma criança sofrer de autismo", disse a médica.
Estas estatísticas também mostram que o desenvolvimento da síndrome, cujas causas continuam sendo indeterminadas e que existe em diferentes formas e graus de gravidade, afeta quase cinco vezes mais meninos do que meninas, uma proporção que também aumentou de 2006 a 2008.
A prelavência do autismo está experimentando uma variação geográfica significativa nos Estados Unidos, onde afeta uma criança em 210 no Alabama (sul) e uma em 47 em Utah (noroeste).
O aumento mais expressivo foi observado em crianças negras e hispânicas.
Recomenda-se que se façam testes de autismo "sem exceção a todas as crianças entre 18 e 24 meses" de vida, afirmou Susan Hyman, presidente da subcomissão sobre autismo da Academia Americana de Pediatria (AAP, na sigla em inglês), durante a mesma teleconferência.
Marcos Roithmayr, presidente da Autism Speaks, a maior fundação privada do mundo dedicada à pesquisa sobre esta síndrome, disse que a doença custa 126 bilhões de dólares ao ano nos Estados Unidos, um montante que segundo o informe da organização triplicou desde 2006.
Por último, todos os médicos consultados descartaram que o projeto de revisão de critérios de classificação do autismo, lançado pela APA em janeiro, seja prejudicial para algumas crianças que sofrem da síndrome.
Psiquiatras e fundações particulares chegaram a expressar receio de que a nova classificação deixasse de fora muitas crianças com variações de autismo, como a Síndrome de Asperger.
Meninos amamentados no peito são mais inteligentes, diz estudo
Leite compensa nos meninos os hormônios femininos que ajudam a proteger o cérebro
O leite materno é excelente para a saúde. Além de aumentar o vínculo com a mãe, a amamentação também promove muitos benefícios à saúde da criança.
Um estudo australiano garante que o leite materno produz outras vantagens, dentre elas o aumento da inteligência.
De acordo com os cientistas envolvidos na pesquisa, meninos que mamaram no peito até os seis meses de vida demonstraram um melhor desempenho no estudo.
Eles se apresentaram eficientes na leitura, matemática e grafia. Mais de mil crianças foram estudadas na pesquisa. E por que meninos ficam mais inteligentes com o leite materno?
Segundo os pesquisadores, possivelmente porque o leite compensa nos meninos os hormônios femininos que ajudam a proteger seu cérebro.
O vínculo emocional entre mãe e filho também desenvolve o sistema cognitivo dos garotos.
Os nutrientes presentes no leite materno, como os ácidos graxos poli-insaturados, também seriam os responsáveis pelo desenvolvimento da inteligência dos meninos. Essa substância ajuda no crescimento de membranas celulares do cérebro e dos neurônios.
Estudo relaciona obesidade e diabetes durante a gestação ao autismo
Condições metabólicas das mães influenciam no desenvolvimento de deficiências no bebê
Um estudo conduzido por pesquisadores americanos aponta que a diabetes e a obesidade maternais podem aumentar o risco do bebê desenvolver autismo ou outra deficiência durante a gestação.
O trabalho, do Instituto de Investigação Médica de Doenças Neurológicas UC Davis, indica que as mães obesas têm 1,6 mais chances de ter um filho com autismo que mães não obesas e sem diabetes ou hipertensão. O primeiro grupo ainda estão duas vezes mais propensas a ter um filho com outros tipos de atraso neurológico. Já as gestantes com diabetes têm 2,3 mais chances de seu bebê desenvolver as deficiências.
Os pesquisadores ainda notaram que os filhos de mães diabéticas apresentaram um autismo mais acentuado que os das gestantes saudáveis, com maior déficit na compreensão e na produção da linguagem e na comunicação. Além disso, os filhos sem autismo de mães diabéticas também apresentaram algumas dificuldades na socialização e nas habilidades em torno da linguagem e da comunicaçao quando comparados às crianças não autistas do grupo de mães saudáveis.
"Cerca de um terço das mães americanas são consideradas obesas durante a gestação e quase um décimo tem diabetes gestacional ou tipo 2. Nossas conclusões de que o desenvolvimento dessas deficiências pode estar ligado às condições de saúde das mães levantam questões e também podem ser uma implicação para a saúde pública", disse Paula Krakowiak, uma das condutoras do estudo, publicado no órgão oficial da Academia Americana de Pediatria.
Entre as crianças nascidas de mães com diabetes tipo 2 ou gestacional, 9,3% nasceram com autismo e 11,6% com outro tipo de deficiência, porcentagens superiores às registradas nos filhos de mães sem tais condições - 6,4%. Mais de 20% das mães de crianças com autismo ou outra deficiência eram obesas. Apenas 14% das mães com bebês sem autismo estavam acima do peso.
Aproximadamente 29% das crianças com autismo têm mães com obesidade ou diabetes, e cerca de 35% das que apresentaram outra deficiência têm uma das condições metabólicas citadas. Entre as mães consideradas saudáveis, o índice de crianças com alguma deficiência é de 19%.
Ele só deve ser usado quando seus benefícios compensarem os riscos
Estudo feito pelo Instituto Sueco para Controle de Doenças Infecciosas e publicado na revista Microbiology informou que basta tomar um antibiótico por sete dias que as defesas do organismo de um indivíduo ficam prejudicadas por até dois anos.
Já é sabido que os efeitos de tais remédios são nocivos à flora intestinal, mas o estudo revela agora que as alterações duram muito mais tempo do que se imaginava.
Para os especialistas, o antibiótico só deve ser usado quando seus benefícios compensarem os riscos.
Só para citar algumas dos efeitos colaterais que ocorrem na flora intestinal, as colites (inflamações), diarreias e enjoos, são os mais comuns.
Na flora intestinal existe um conjunto de bactérias que protegem, regulam e equilibram o organismo no que se refere à digestão.
Mesmo polêmica, dieta sem glúten é moda para emagrecer e ganhar saúde
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO
FERNANDA REIS
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Antes praticada só por necessidade, a dieta sem glúten está conquistando novos adeptos: interessados em perder peso ou ganhar saúde.
O cardápio, já adotado por celebridades como a atriz Juliana Paes, condena a farinha de trigo e seus derivados, como pão e macarrão, e proíbe qualquer alimento com aveia, malte, centeio e cevada -incluindo cerveja. A promessa é melhorar a função do intestino e, de quebra, acabar com males como a enxaqueca.
O glúten é uma proteína vegetal que, no organismo de pessoas sensíveis, pode provocar reações, entre elas diarreia, flatulência e fadiga. A sensibilidade mais comum é a doença celíaca, intolerância ao nutriente que atinge cerca de 1% da população.
Para quem tem a doença, ficar longe do glúten é fundamental. Para pessoas saudáveis, há controvérsia.
Recentemente, o Conselho Regional de Nutricionistas da 3ª Região (que inclui o Estado de São Paulo) lançou um parecer oficial sobre o tema. O documento diz que o glúten só deve ser tirado da dieta se houver diagnóstico de doença celíaca, alergia ou sensibilidade ao nutriente.
"Nutricionistas estavam tirando a proteína da alimentação de pessoas que queriam emagrecer ou curar um problema digestivo, sem diagnóstico", diz Thiago Sacchetto de Andrade, nutricionista e conselheiro da entidade. "É errado. Glúten não faz mal para a população em geral."
BENEFÍCIOS
A proteína não faz diferença na nutrição. A publicitária Patrícia Nery, 38, deixou de comer glúten para emagrecer. De junho a dezembro do ano passado, perdeu 11 quilos. "Foi a única coisa que mudei na minha alimentação. Se quero comer macarrão, tudo bem. Só que como sem glúten", diz.
Ela conta que já havia seguido várias dietas sem sucesso. "Perdia peso em pouco tempo, mas recuperava. Hoje está mais fácil manter."
Regina Racco, 61, professora de ginástica, tinha falhas de memória. Pesquisando, achou estudos segundo os quais a alimentação sem glúten é boa para portadores de Alzheimer. Com orientação de nutricionista, cortou a proteína e, em oito semanas, perdeu 13 quilos. "Emagreci sem perceber. Minha compulsão por comida acabou." A memória, diz ela, melhorou.
Especialistas concordam que a sensibilidade ao glúten pode ter muitos sintomas. A gastropediatra Vera Lúcia Sdepanian, chefe do ambulatório de celíacos da Unifesp, lembra de cabeça mais de 20 manifestações da doença celíaca, desde deficiências de vitaminas, dermatite e dor articular até osteoporose.
Mesmo quem não tem a doença pode manifestar algum tipo de sensibilidade, de acordo com a gastroenterologista Lorete Maria da Silva Kotze, professora da PUC-PR.
"Há um espectro muito grande de desconfortos relacionados ao glúten. O nutriente é absorvido pelo aparelho digestivo, mas sua ação é sistêmica. Isso torna o diagnóstico mais complicado."
Ganho de peso não está na lista de sintomas associados à intolerância a glúten. Mesmo assim, alguns médicos acreditam que tirar o nutriente ajuda a perder peso. "A digestão dessa proteína é difícil, o intestino fica inchado. Pessoas com sobrepeso ou doenças crônicas deveriam tirar o glúten", diz a nutróloga Tamara Mazaracki, membro da Associação Brasileira de Nutrologia.
"É uma proteína que não faz falta. Sem ela, você se alimenta melhor. Em vez de ficar no pão com trigo, passa a consumir quinoa, milho."
Para a gastropediatra Lenora Gandolfi, da Universidade de Brasília, não há comprovação científica de que tirar o glúten faz perder peso. O mesmo pensa a nutricionista Lara Natacci, da DietNet. "Não é a ausência do glúten que emagrece. Ao cortar esse item, você troca alimentos gordurosos e industrializados por opções mais saudáveis. A perda de peso deve ser relacionada a isso."
Para Vera Sdepanian, qualquer recomendação nutricional feita sem diagnóstico deve ser condenada. "A doença celíaca é séria, exige mudança de hábitos e pode ter consequências graves se não for tratada. A dieta é restritiva e difícil de ser seguida. Não pode ser para todos."
O diagnóstico da intolerância alimentar pode ser feito com um exame de sangue, teste genético e, se necessário, biópsia do intestino.
Repórter abre mão de farinha de trigo e derivados e perde dez quilos
TETÉ MARTINHO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Resolvi maneirar na farinha de trigo depois de me submeter, por orientação médica, a um teste para detectar intolerâncias alimentares.
O procedimento, envolvendo eletrodos, amostras em vidrinhos e agulhas que se agitam no painel, não parece lá dos mais científicos. Mas, sentindo-me em boas mãos e genuinamente a fim de mudar um quadro crônico de sobrepeso e falta de energia, botei fé no resultado: intolerância a laticínios e trigo.
O teste foi um dos parâmetros usados para definir as bases de uma dieta de desintoxicação que também previa redução no sal e no açúcar e, pelo menos por um tempo, corte radical da carne vermelha, refrigerantes e café (medida que na hora me pareceu estranhíssima mas, no decorrer do período, revelou-se de grande eficácia no controle da ansiedade, essa falsa forma de fome).
Os queijos e os milagres da farinha branca estavam em todos os andares da minha pirâmide alimentar. Incrivelmente, não foi problema reduzi-los; me apeguei com os legumes, as frutas, as verduras, a tapioca matinal, a bolacha de arroz, o queijo de cabra e fui. Dez meses e quase dez quilos a menos depois, baixei a guarda, mas sem o velho ímpeto. E espero nunca mais olhar para farinhas, carne, queijos, açúcar e café sem a desconfiança devida.
O que descobri foi o seguinte: para quem precisa de mudança de hábito alimentar, regime ou ambos, detectar uma intolerância alimentar é detectar uma verdade conveniente. Abrir mão de algo que intoxica faz mais sentido do que se privar de uma delícia.
E isso não é mera neurolinguística. Tem a ver, enfim, com uma compreensão melhor da equação alimentação/peso/saúde, que leva em conta "detalhes" normalmente ignorados. Como o teor de nutrição que há em cada comida e seu impacto na digestão. Ou como a relação direta entre dieta industrializada ocidental -não por acaso baseada em farinha, açúcar, conservantes e sódio em excesso- e doenças cardíacas, câncer e obesidade.
Gordura trans pode estar associada a comportamento agressivo e impaciência
Fonte: Veja, editoria de Saúde 14/03/2012
Pesquisa identificou que aqueles que mais consomem a gordura são os que apresentam maiores chances de terem alterações comportamentais
Gordura trans: consumo a gordura pode levar a um comportamento agressivo, diz estudo (Comstock/Thinkstock)
Muito além da obesidade e dos riscos de problemas cardiovasculares, um novo estudo da Faculdade de Medicina de San Diego da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, associou o consumo de gordura trans com maior impaciência e comportamento agressivo. Segundo a pesquisa, publicada na edição deste mês no periódico PLoS ONE, essas reações adversas podem ser apresentadas tanto por homens quanto por mulheres e de todas as idades.
A pesquisa — Os autores do estudo avaliaram 945 adultos com base em informações como hábitos alimentares, comportamento, histórico e autoavaliação de agressão, impaciência ou irritabilidade, entre outras características comportamentais.
Os resultados indicaram que as pessoas que mais consumiam gordura trans tinham uma forte tendência a apresentar comportamento agressivo e impaciência no futuro em comparação com aquelas que não ingeriam tanta gordura no seu dia-a-dia. Elas também tinham históricos com mais casos de comportamentos como esses. Essa associação não se alterou com sexo, idade e etnia dos participantes.
“Se esses dados se mostrarem verdadeiros, há mais lógica ainda para que as pessoas diminuam a quantidade de gordura trans que comem todos os dias. Essa redução é essencial principalmente na alimentação das escolas e dos presídios, já que esse alimento se mostrou prejudicial tanto para quem o consome quanto para as pessoas que estão ao seu redor”, afirma Beatrice Golomb, uma das autoras do estudo.
02/03/2012 -
Nestlé elimina ingredientes artificiais de todos seus doces
da BBC BRASIL
O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e conservantes artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.
Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.
Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.
A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.
Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.
A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.
A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado a fabricantes de alimentos para que eliminassem ingredientes químicos.
Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a conservantes.
De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International, que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.
A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.
02/03/2012 - 10h56
Nestlé elimina ingredientes artificiais de todos seus doces
DA BBC BRASIL
O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e conservantes artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.
Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.
Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.
A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.
Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.
A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.
A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado a fabricantes de alimentos para que eliminassem ingredientes químicos.
Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a conservantes.
De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International, que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.
A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.
02/03/2012 - 10h56
Nestlé elimina ingredientes artificiais de todos seus doces
DA BBC BRASIL
O braço da Nestlé no Reino Unido anunciou ter removido totalmente cores, sabores e conservantes artificiais de seus doces, entre os quais barras de chocolate e balas.
Em comunicado, a empresa anunciou que promoverá a mesma mudança em países europeus e no Canadá, mas não menciona o Brasil.
Segundo jornais britânicos, a Nestlé seria a primeira grande empresa de produtos alimentícios a retirar todos os componentes artificiais de toda sua linha de doces.
A companhia, que produz marcas populares no Brasil como Nescau, Chokito e Tostines, eliminou mais de 80 ingredientes não naturais das receitas de 79 produtos vendidos no Reino Unido.
Os químicos foram substituídos por alternativas naturais vindas de concentrados de frutas, legumes e plantas comestíveis, como cenoura, hibisco, cártamo, rabanete e limão.
A barra de chocolate Crunch foi o último dos itens da companhia a ter a fórmula modificada. Há seis anos a empresa vem promovendo as mudanças.
A Food Standards Agency, que cuida da qualidade dos alimentos no país, havia recomendado a fabricantes de alimentos para que eliminassem ingredientes químicos.
Um estudo da ONG britânica Grupo de Apoio a Crianças Hiperativas mostra que de um total de 357 crianças hiperativas examinadas 87% apresentaram agravamento do seu quadro devido a colorantes artificiais na comida, enquanto 72% reagiram a conservantes.
De acordo com comunicado da Nestlé, as mudanças foram feitas em resposta a pesquisa da empresa Health Focus International, que mostra que 74% dos consumidores buscam produtos naturais nas prateleiras de supermercados.
A Health Focus International tem entre seus clientes grandes empresas do ramo de alimentação, incluindo a própria Nestlé.
Pesquisas indicam ligação entre antibióticos e obesidade
Kate Murphy
The New York Times
O uso excessivo de antibióticos tem levado à criação de bactérias resistentes aos medicamentos, conhecidas como superbactérias, tais como a Staphylococcus aureus, resistente à meticilina. Agora, porém, pesquisadores estão verificando uma possibilidade igualmente inquietante: o abuso de antibióticos também pode estar contribuindo para a crescente incidência de obesidade, bem como para alergias, doenças inflamatórias intestinais, asma e refluxo gastroesofágico.
Martin Blaser, professor de microbiologia do Centro Médico Langone, na Universidade de Nova York, é um dos que estão chamando atenção para a possibilidade. Em um comentário publicado em agosto na revista Nature, ele afirmou que os antibióticos alteram permanentemente a flora microbiana do corpo humano, também conhecida como microbioma ou microbiota, acarretando consequências imprevistas e graves para a saúde.
O intestino humano, em particular, abriga bilhões de bactérias, mas pouco se sabe sobre esse ecossistema oculto. Considere-se a bactéria Helicobacter pylori, por exemplo, associada ao aumento de risco de úlceras e câncer gástrico. Muitos médicos prescrevem prontamente antibióticos para matá-la, mesmo quando o paciente não tem sintomas.
H. pylori
Contudo, em 1998, em um artigo publicado no British Medical Journal, Blaser foi mais comedido. Na ocasião, argumentou que a H. pylori pode não ser um agente tão ruim, no fim das contas. "Estamos falando de uma bactéria que integra o intestino humano há pelo menos 58 mil anos", disse Blaser em uma entrevista. "Provavelmente existe uma razão para isso".
Seu laboratório, desde então, produziu um fluxo de resultados que sustentam sua suspeita. Blaser e seus colegas descobriram, por exemplo, que o estômago se comporta de maneira diferente após a utilização de antibióticos para a erradicação da H. pylori.
Supõe-se que, após uma refeição, os níveis de grelina - um hormônio da fome secretado no estômago - diminuam. Mas, na pesquisa em indivíduos sem H. pylori, a quantidade de grelina no sangue se manteve, indicando ao cérebro que se continue comendo.
Além disso, os ratos do laboratório de Blaser tomaram antibióticos em doses semelhantes às dadas a crianças para tratar infecções de ouvido e de garganta, suficientes para matar a H. pylori em muitos pacientes. Foi registrado aumento da gordura corporal nos animais, embora sua dieta não tenha sido alterada. (Na verdade, há muito tempo os pecuaristas dão antibióticos ao gado para promover ganho de peso sem aumentar a ingestão calórica).
Estes resultados são consoantes com a pesquisa conduzida atualmente por Peter Turnbaugh, geneticista da Universidade Harvard, em colaboração com Jeffrey Gordon, gastroenterologista da Universidade de Washington, em St. Louis. Eles descobriram que a proporção de diferentes tipos de bactérias no intestino de ratos obesos e humanos obesos é significativamente diferente da dos magros, sugerindo que alterar o equilíbrio microbiano do estômago com antibióticos pode tornar os pacientes mais suscetíveis a ganhar peso.
Alergias
O uso excessivo de antibióticos também pode ser a raiz de outros problemas de saúde. Yu Chen, epidemiologista da Universidade de Nova York, encontrou uma correlação inversa entre a infecção por H. pylori e a asma infantil, a rinite e alergias dermatológicas em 7600 participantes da Pesquisa Nacional em Saúde e Nutrição, nos Estados Unidos.
Pesquisas de observação têm demonstrado que, na verdade, a eliminação da H. pylori aumenta o risco de refluxo gástrico, que é em si associado à asma, bem como de doenças de esôfago. Pesquisadores na Suíça e na Alemanha relataram que camundongos que receberam H. pylori se tornam na verdade protegidos contra a asma.
Barry Marshall, professor de biologia clínica da Universidade da Austrália Ocidental, em Perth, agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina em 2005 por sua participação na descoberta da H. pylori e seu papel na gastrite e úlcera péptica, teve uma reação mais discreta.
"Eu nunca matei ninguém por receitar antibióticos para a H. pylori, mas pessoas morreram por não tomar antibióticos para se livrar dela", disse ele.
Os pacientes cuja flora interna se encontra dizimada por antibióticos tendem a readquirir as bactérias ao longo do tempo, principalmente se a pessoa reside com outras, disse Marshall.
No entanto, ele concorda com a Blaser a respeito de que os antibióticos têm sido administrados em excesso. Marshall disse que até mesmo prevê o dia em que uma cepa desintoxicada da H. pylori possa ser utilizada como tratamento para doenças como a obesidade e a asma.
Porém, o aumento no uso de antibióticos pode estar causando danos que vão muito além dos que resultam da perda da H. pylori.
"Até agora, nos concentramos na H. pylori porque temos testes de diagnóstico para detectá-la, mas poderíamos dizer que a H. pylori é um organismo que indica um provável processo de desaparecimento de uma ampla microbiota, o que aumenta o risco de doenças", afirmou Blaser.
Pesquisas
Os Institutos Nacionais de Saúde também estão preocupados, tanto que investiram US$ 6,5 milhões na pesquisa de Blaser durante o ano passado, a fim de investigar o papel do desaparecimento de microbiotas na atual epidemia de obesidade. Além disso, destinaram US$ 115 milhões em 2008 ao financiamento do Projeto Microbioma Humano, que se propõe a identificar micróbios que residem na pele e no interior de organismos humanos saudáveis.
"Podemos pensar nessa iniciativa como o segundo projeto do genoma humano, no qual faremos o sequenciamento dos genes da enorme diversidade de bactérias que povoa nosso corpo", disse Julie Segre, pesquisadora sênior do Instituto de Pesquisa do Genoma Humano dos Institutos Nacionais de Saúde. "Vamos recolher amostras de 200 voluntários saudáveis para ter uma ideia do que é uma microbiota normal e saudável".
Trata-se de um projeto ambicioso, dado que as bactérias do corpo superam as células humanas em uma relação de 10 para 1. Porém, os pesquisadores envolvidos dizem que os avanços na tecnologia de sequenciamento de DNA fizeram com que a iniciativa se tornasse viável. Até o momento, o projeto foca apenas nos micróbios que residem sobre a pele e nas áreas do nariz, da boca, do intestino e na genitália.
David Relman, professor de microbiologia e imunologia da Universidade de Stanford, disse que o Projeto Microbioma Humano é importante porque não são apenas os antibióticos que estão alterando a microbiota humana: "Muitos aspectos da vida moderna, incluindo a alimentação, famílias menores, mais práticas de higiene e melhorias no saneamento público, estão afetando nossas comunidades bacterianas".
Obter um retrato genético das bactérias que povoam os seres humanos hoje seria fornecer um referencial para acompanhar problemas futuros, assim como transtornos decorrentes deles.
"Precisamos entender como nossas comunidades microbianas operam, além de identificar o que dar a elas para que possam florescer novamente", disse Relman. "É instigante e totalmente possível que no futuro tenhamos um coquetel de cepas e espécies de bactérias para reparar os danos colaterais que os antibióticos e outras práticas têm desencadeado na ecologia do nosso organismo".
As ideias de Blaser nem sempre foram populares, mas ele se sente satisfeito com o interesse crescente pelo microbioma humano e suas relações com a saúde.
"Sei que agora estou fazendo o trabalho mais importante da minha carreira", disse ele.
Deficiência de vitamina D pode antecipar idade da menarca, segundo pesquisa publicada pelo The American Journal of Clinical Nutrition
Estudo publicado pelo The American Journal of Clinical Nutrition mostra que a menarca precoce, um fator de risco para a doença cardiometabólica e o câncer, pode ser influenciada pela deficiência de vitamina D no organismo.
A latitude, que influencia a exposição ao sol, é inversamente proporcional à idade da menarca. Esta associação pode estar relacionada à vitamina D.
A associação entre vitamina D e a ocorrência da menarca foi avaliada em um estudo prospectivo em meninas de Bogotá, na Colômbia. Dosagens da concentração de 25-hidroxivitamina D [25 (OH) D] em uma amostra aleatória de 242 meninas (idade média de 8,8 anos ± 1,6 anos) foram realizadas e foi feito um acompanhamento por uma média de 30 meses. As participantes foram questionadas periodicamente sobre a ocorrência e data da menarca. A referência para as dosagens de 25 (OH) D foram classificadas como <50 nmol / L (deficiente), ≥ 50 e <75 nmol / L ou ≥ 75 nmol / L (suficiente). A incidência da menarca foi comparada entre os grupos.
Os resultados mostraram um total de 57% das meninas no grupo com deficiência de vitamina D atingindo a menarca durante o seguimento, em comparação com 23% das meninas com vitamina D classificada como suficiente. Após ajustes para idade e índice de massa corporal (IMC), a probabilidade de ocorrência da menarca foi duas vezes maior nas meninas com deficiência de vitamina D do que em meninas com vitamina D suficiente.
Concluiu-se que a deficiência de vitamina D está associada à idade mais precoce de ocorrência da menarca.
Fonte: The American Journal of Clinical Nutrition
Estudo associa consumo de refrigerantes a comportamento violento
Em Washington
Jovens que bebem mais de cinco latas de refrigerantes não-dietéticos são propensos a cometer agressões
Jovens que bebem mais de cinco latas de refrigerantes não-dietéticos são propensos a cometer agressões
O alto consumo de refrigerantes entre os adolescentes pode estar ligado a um comportamento mais agressivo, diz um estudo publicado nesta segunda-feira pela revista "Injury Prevention".
A pesquisa observa que os adolescentes que bebem mais de cinco latas de refrigerantes não-dietéticos são significativamente mais propensos a ter atitudes violentas, como portar armas e cometer agressões.
O estudo baseou-se em entrevistas com 1.878 adolescentes de 14 a 18 anos de 22 escolas públicas da cidade americana de Boston.
Os jovens foram classificados em duas categorias: "baixo consumo", até quatro latas por semana; e "alto consumo", mais de cinco latas por semana.
Um terço dos entrevistados ficou na categoria de "alto consumo". Eles foram perguntados sobre recentes comportamentos ou atitudes violentas com companheiros ou familiares e se portavam faca ou arma de fogo.
Essas atitudes foram avaliadas junto a outros fatores que poderiam influir nos resultados, como o gênero, consumo de álcool, de tabaco e as horas de sono.
O estudo constatou que 23% dos que bebiam uma ou nenhuma lata de refrigerante por semana responderam que tinham o hábito de portar armas. Já entre aqueles que bebiam mais de 14 latas por semana o número chegava a 43%.
A proporção daqueles que tiveram condutas violentas com os companheiros se elevava de 15% naqueles que quase não bebiam refrigerantes para 27% entre os que bebiam 14 ou mais por semana.
Como conclusão, os pesquisadores afirmam que os adolescentes que são altos consumidores deste tipo de bebida têm entre 9% e 15% mais propensão a apresentar condutas violentas.
"Pode haver uma relação direta causa-efeito, talvez devido ao conteúdo de açúcar ou cafeína nessas bebidas, ou pode haver outros fatores, não analisados ainda, que relacionem alto consumo de refrigerantes a agressão", indica o estudo.
Fonte a Gazeta do Povo,publicado em 15/10/2011 | Pollianna Milan
Entre os 3 mil médicos entrevistados na pesquisa conduzida pelo CFM, Febrasgo e ANS há algo em comum: os formados recentemente, em sua maioria, não acham um problema a quantidade de cesarianas feitas no Brasil, apesar de o índice estar bem acima do aceitável.
A médica Lucila Nagata, da Febrasgo, chama a atenção para um ponto pouco discutido: as universidades de hoje formam excelentes cirurgiões, mas não ensinam aos obstetras como acompanhar um parto normal. “Os colegas têm hoje maior ênfase no saber operar e, muitos, quando se deparam com um parto normal, não sabem como proceder”, explica.
Para Lucila, outro problema é a quantidade de processos judiciais (normalmente éticos) que surgem contra os médicos que tentam fazer parto normal e acabam indicando a cesariana em um tempo não hábil para salvar a mãe ou o bebê ou para evitar algum problema no parto. “Muitos preferem a cesariana para não correr este risco.”
Dinheiro
A remuneração dos médicos no Brasil, pelos planos de saúde, também é diferente quando o parto é normal ou cesariana. Antigamente se pagava mais pela cesariana, hoje grande parte dos planos de saúde paga o mesmo valor e alguns já inverteram a lógica: pagam mais pelos partos normais como incentivo. Recentemente a Gazeta do Povo publicou que os médicos que fazem cesarianas chegam a cobrar um valor extra (por fora) da parturiente para ela ter a garantia da presença dele na hora do parto cesáreo (alguns planos de saúde aceitaram esta atitude).
Há ainda outra questão: por mais que os médicos recebam mais pelo parto normal, este costuma demorar muito mais que a cesariana, ou seja, o valor/hora do parto normal não compensa. “Uma das sugestões é que os planos de saúde montem equipes qualificadas para o acompanhamento do trabalho de parto (assim como existem as equipes de plantão nos hospitais públicos). Assim, esta equipe atenderia a mulher e, o obstetra, só seria acionado quando estivesse muito próximo de o bebê nascer. Poderia ser uma alternativa. Estamos buscando soluções”, diz o coordenador da Comissão de Parto Normal do Conselho Federal de Medicina, José Fernando Maia Vinagre.
A médica Daphne Rattner, professora da Universidade de Brasília, sugere algo a mais: que o parto seja feito por enfermeiras obstetrizes e o médico só seja chamado caso necessário. “Em muitos países onde as taxas de cesarianas são baixas, este é o modelo que funciona”, cita Daphne.
Droga psiquiátrica é veneno para crianças, diz médica
Autora: CLÁUDIA COLLUCCI
de Washington
Primeira mulher a ocupar o cargo de editora-chefe no bicentenário "New England Journal of Medicine", a médica Marcia Angell já foi considerada pela revista "Time" uma das 25 personalidades mais influentes nos EUA.
Desde 2004, Angell, 72, é conhecida como a mulher que tirou o sossego da indústria farmacêutica e de muitos médicos e pesquisadores que trabalham na área.
Naquele ano, ela publicou a explosiva obra "A Verdade sobre os Laboratórios Farmacêuticos", que desnuda o mercado de medicamentos.
Usando da experiência de duas décadas de trabalho no "NEJM", ela conta, por exemplo, como os laboratórios se afastaram de sua missão original de descobrir e fabricar remédios úteis para se transformar em gigantescas máquinas de marketing.
Professora do Departamento de Medicina Social da Universidade Harvard, Angell é autora de vários artigos e livros que questionam a ética na prática e na pesquisa clínica. Tornou-se também uma crítica ferrenha do sistema de saúde americano.
Tem se dedicado a escrever artigos alertando sobre o excesso de prescrição de drogas antipsicóticas, especialmente entre crianças. "Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade", diz ela.
Mãe de duas filhas e avó de gêmeos de oito meses, ela diz que recebe muitos convites para vir ao Brasil, mas se vê obrigada a recusá-los. "Não suporto a ideia de passar horas e horas dentro de um avião." A seguir, trechos da entrevista exclusiva que ela concedeu à Folha.
Folha - Houve alguma mudança no cenário dos conflitos de interesses entre médicos e indústria farmacêutica desde a publicação do seu livro?
Marcia Angell - Não. Os fatos continuam os mesmos. Talvez as pessoas estejam mais atentas. Há mais discussão, reportagens, livros, artigos acadêmicos sobre esses conflitos, então eles parecem estar mais sutis do que eram no passado. Mas é claro que as companhias farmacêuticas sempre encontram uma forma de manter o lucro.
E os pacientes? Algumas pesquisas mostram eles parecem não se importar muito com essas questões.
Em geral, os pacientes confiam cegamente nos seus médicos. Eles não querem ver esses problemas.
Além disso, as pessoas sempre acreditam que os medicamentos sejam muito mais eficazes do que eles realmente são. Até porque somente estudos positivos são projetados e publicados.
A mídia, os pacientes e mesmo muitos médicos acreditam no que esses estudos publicam. As pessoas creem que as drogas sejam mágicas. Para todas as doenças, para toda infelicidade, existe uma droga. A pessoa vai ao médico e o médico diz: "Você precisa perder peso, fazer mais exercícios". E a pessoa diz: "Eu prefiro o remédio".
E os médicos andam tão ocupados, as consultas são tão rápidas, que ele faz a prescrição. Os pacientes acham o médico sério, confiável, quando ele faz isso.
Pacientes têm de ser educados para o fato de que não existem soluções mágicas para os seus problemas. Drogas têm efeitos colaterais que, muitas vezes, são piores do que o problema de base.
A sra. tem escrito artigos sobre o excesso de prescrições na área da psiquiatria. Essa seria hoje uma das especialidades médicas mais conflituosas?
Penso que sim. Há hoje um evidente abuso na prescrição de drogas psiquiátricas, especialmente para crianças.
Crianças que têm problemas de comportamento ou problemas familiares vão até o médico e saem de lá com diagnóstico de transtorno bipolar, ou TDAH [transtorno de déficit de atenção e hiperatividade]. E é claro que tem o dedo da indústria estimulando os médicos a fazer mais e mais diagnósticos.
Às vezes, a criança chega a usar quatro, seis drogas diferentes porque uma dá muitos efeitos colaterais, a outra não reduz os sintomas e outras as deixam ainda mais doentes.
Drogas antipsicóticas estão claramente associadas ao diabetes e à síndrome metabólica. Estamos dando veneno para as pessoas mais vulneráveis da sociedade.
Pessoas que acham que isso não é assim tão terrível sempre argumentam comigo que essas crianças, em geral, chegaram a um estado tão ruim que algo precisa ser feito. Mas isso não é argumento.
Hoje, fala-se muito em medicina personalizada. Na oncologia, há uma aposta de que drogas desenvolvidas para grupos específicos de pacientes serão uma arma eficaz no combate ao câncer.
A sra. acredita nessa possibilidade?
Para mim, isso é só propaganda. Não faz o menor sentido uma companhia farmacêutica desenvolver uma droga para um pequeno número de pessoas. E que sistema de saúde aguentaria pagar preços tão altos?
Algumas escolas de medicina nos EUA começaram a cortar subsídios da indústria farmacêutica e de equipamentos na educação médica continuada.
No Brasil, essa dependência é ainda muito forte. É preciso eliminar por completo esse vínculo ou há uma chance de conciliar esses interesses?
Deve ser completamente eliminado. Professores pagam para fazer cursos de educação continuada, advogados fazem o mesmo, por que os médicos não podem? A diferença é que você não precisa ir a um resort no Havaí para ter educação médica continuada. É preciso pensar em modelos de capacitação mais modestos. E, com a internet, todos os países, mesmo os pobres ou em desenvolvimento, podem fazer isso. A educação médica não pode ser financiada por quem tem interesse comercial no conteúdo dessa educação.
Uma investigação da publicação Neurology demonstra mais uma vez a importância de um adequado aporte nutricional, desta vez de Vitamina B12. O estudo foi levado a cabo em 121 indivíduos com 65 anos e tinha como objectivo verificar a função cerebral e a sua relação com os níveis de Vitamina B12.
Os participantes foram sujeitos a baterias de testes mentais, ressonâncias magnéticas (para avaliar o tamanho do cérebro e procurar danos) e a análises a marcadores do metabolismo da Vitamina B12. Cerca de 4 anos depois foram reavaliados.
Os indivíduos com pontuações mais baixas nos testes mentais e com menor volume cerebral eram os que apresentavam marcadores indicativos de deficiência de Vitamina B12.
Portanto, um mau estado nutricional no que diz respeito à Vitamina B12 pode aumentar o risco de menores capacidades cognitivas e maior atrofia cerebral.
Publicidade influencia escolhas alimentares das crianças
Fonte: Agência EFE
A publicidade influencia as escolhas alimentares das crianças, principalmente quando os pais permanecem neutros, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira pela revista "Journal of Pediatrics".
A pesquisa, coordenada por Christhoper Ferguson e outros especialistas da Texas A&M International University, foi realizada com 75 crianças entre três e cinco anos. Elas foram divididas em dois grupos para assistir desenhos animados, entre os quais foram inseridos diferentes anúncios.
O primeiro grupo viu um comercial de batatas fritas e o segundo, um no qual apareciam pedaços de maçã. Após os anúncios, a cada criança eram mostrados dois cupons: um com batatas fritas e outro com maçãs.
Entre as crianças que viram o anúncio das batatas, 71% escolheram o cupom onde aparecia essa comida, de acordo com os pesquisadores. Porém, essa percentagem desceu para 55% quando as crianças foram motivadas por seus pais a escolherem a opção mais saudável, as maçãs.
"O estímulo dos pais para comer algo saudável ajudou a reparar a mensagem dos anúncios, mas seu efeito foi menor do que tínhamos antecipado", declarou Ferguson.
Já entre as crianças que viram o anúncio das maçãs, apenas 46% escolheu as batatas fritas e essa percentagem desceu para 33% quando foram encorajados por seus pais a escolherem o alimento mais saudável.
"As crianças foram claramente influenciadas pelos anúncios que viram. No entanto, os pais não são impotentes para influir nos hábitos alimentares de seus filhos", destacou Ferguson.
O especialista acrescentou que os pais "ganham vantagem se são consistentes com suas mensagens a longo prazo sobre alimentação saudável".
Estamos lançando um novo livro, desta vez sobre o cálcio.
Segue a apresentação:
A utilização correta do cálcio, para o desempenho de todas as funções do organismo, depende da presença de nutrientes que estão faltando na nossa alimentação.
Tópicos:
• A importância do cálcio para o funcionamento geral do organismo
• A sinergia dos nutrientes para formação da massa óssea
• Por que a nossa atual alimentação leva ao enfraquecimento dos nossos ossos?
• Fontes de Cálcio: Mitos e realidades.
• Suplementos usuais de cálcio: Mais riscos que benefícios! Como se proteger deles?
A imensa quantidade de informações sobre osteoporose e carência de cálcio, cada vez mais presente no nosso vocabulário, sempre está associada à venda de soluções arcanas, que nos afastam ainda mais de um comportamento alimentar que atende às necessidades nutricionais mínimas que o organismo precisa para funcionar adequadamente, causando muito mais danos que auxílio ao estado de saúde da população.
A ciência da nutrição já entende todo o processo da utilização do cálcio no organismo, bem como a ação dos demais nutrientes, para se obter uma boa condição óssea sem colocar em risco outros sistemas orgânicos.
A osteoporose não é apenas um problema que está relacionado à carência de cálcio, muito menos de leite. O que me fez escrever este livro foi demonstrar a real importância do cálcio para o organismo, a sua sinergia com todos os outros nutrientes, as principais causas nutricionais que desencadeiam a osteoporose, os problemas gerados pelo uso inadequado de suplementos de cálcio, a simplificação do diagnóstico e mostrar o efeito nocivo que as drogas causam no nosso organismo, principalmente quando utilizadas como solução preventiva da perda de massa óssea.
Aonde vamos chegar com tudo isso? Tudo está cada vez mais perigoso. As doenças, apesar de toda medicação prescrita, continuam existindo; estamos cada vez mais vulneráveis a novos distúrbios, fruto do empobrecimento nutricional a que estamos nos submetendo.
Tudo isso poderia ser evitado se a alimentação não fosse abordada de uma forma tão simplificada!
02 de agosto de 2011 (Bibliomed). Estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido, mostra que 70% dos bebês ingerem uma quantidade maior de sal do que o recomendado. De acordo com especialistas, isso se deve aos alimentos salgados e processados oferecidos a eles, como extrato de levedura, molho de carne, feijão e macarrão em lata.
Altos níveis de sal podem prejudicar os rins da criança, que ainda estão em desenvolvimento, além de acostumá-las com alimentos salgados e estabelecer práticas alimentares que continuam na idade adulta e podem resultar em problemas de saúde no futuro.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram dados de 1.200 crianças e descobriram que a maioria dos bebês recebeu alimentos sólidos em torno dos três a quatro meses de vida. Alimentos sólidos contêm níveis mais elevados de sal, e quando as crianças chegavam aos oito meses de idade, consumiam o dobro de sal recomendado para essa faixa etária.
No Reino Unido, onde foi realizado o estudo, a maior parte do sal é adicionada aos alimentos durante a fabricação, e os britânicos usam pouco sal no cozimento e durante as refeições.
"Estes resultados mostram que o consumo de sal deve ser substancialmente reduzido em crianças desta faixa etária. Bebês necessitam de alimentos especialmente preparados para eles sem adição de sal, por isso é importante para adaptar a dieta da família”, diz Dr. Pauline Emmett, autora da pesquisa. “A pesquisa sugere que os pais devem se atentar para os alimentos adequados para as crianças, uma vez que é responsabilidade deles o que o filho vai comer”, completa.
A pesquisa foi publicada pelo European Journal of Clinical Nutrition.
Açúcar e bebidas açucaradas – relação íntima e perigosa com o cérebro! Segunda-Feira, 27 Junho, 2011
Já todos sabemos que o açúcar em excesso é prejudicial, mas as consequências vão muito para além da obesidade.
2 estudos feitos em populações muito diferentes (chinesa e australiana) chegaram à conclusão de que o açúcar e as bebidas açucaradas tiveram correlação positiva com situações muito graves a nível cerebral.
Em 100 jovens chineses, 20.5 % consumia bebidas açucaradas e 18,6% referiu ter idealização de suicídio. O consumo de sumos e refrigerantes foi positivamente associado com o risco de cometer suicídio, sendo que os jovens que consumiam estas bebidas diariamente tinham pensamentos suicidas pelo menos 3 vezes por dia.
Em 4741 indivíduos australianos com mais de 16 anos, 12,5% consumia mais de 1 litro de bebidas açucaradas por dia. Estes valores foram positivamente correlacionados com depressão, problemas relacionados com o stress, intenção de suicídio e sofrimento psicológico. Depois de diversos ajustes, chegou-se à conclusão que quem consumia mais de meio litro de bebidas açucaradas por dia, tinha um risco 60% maior de desenvolver depressão, pensar em suicídio ou passar por sofrimento psicológico.
Anvisa faz alerta sobre consumo de 'ração humana'
Agência Estado
São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou hoje um alerta sobre o consumo do produto conhecido como "ração humana". Para a agência, a substituição de refeições por esse alimento pode gerar problemas de saúde, devido à carência de nutrientes.
O produto é geralmente composto por mistura de diferentes cereais, farinhas, farelos, fibras e outros ingredientes, como guaraná em pó, gelatina em pó, cacau em pó, levedo de cerveja, extrato de soja, linhaça e gergelim.
O informe técnico da Anvisa destaca, ainda, que a expressão "ração humana" não pode ser utilizada na venda desses produtos, por não indicar a verdadeira natureza e característica do alimento. Além disso, alegações de propriedades medicamentosas, terapêuticas e relativas a emagrecimento não podem constar do rótulo ou material publicitário do produto.
A empresa que desejar comercializar produtos com alegações de propriedades funcionais ou de saúde deve solicitar o registro desses produtos junto à Anvisa. As companhias que descumprirem as determinações estão sujeitas a pagar multas de até R$ 1,5 milhão.
Priscila Trindade
Estudo alerta para o risco do consumo de bebidas esportivas e energéticas por crianças
Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
Água deve ser a principal fonte de hidratação das crianças
As bebidas energéticas não devem ser consumidas por crianças e as bebidas esportivas raramente são necessárias para elas, alerta o relatório da Academia Americana de Pediatria lançado hoje. O relatório avaliou os componentes que constam nos rótulos das bebidas energéticas e esportivas nos Estados Unidos e concluiu que as bebidas energéticas possuem quantidades muito grandes de cafeína e outros estimulantes que podem trazer risco para as crianças. Segundo a médica Marcie Beth Schneider, co-autora do relatório, é difícil saber quanto de cafeína há nos energéticos e alguns deles tinham 500 mg de cafeína, o equivalente a 14 latas de refrigerante.
Para os autores, há muita confusão entre as bebidas esportivas (hidroeletrolíticos) e as bebidas energéticas e as propagandas de ambas são apontadas para o público infanto-juvenil. Adolescentes americanos muitas vezes não sabem as diferenças entre os dois tipos de bebidas e consomem uma bebida energética, rica em cafeína, quando apenas queriam se hidratar após o exercício.
Bebidas energéticas e esportivas são coisas diferentes. As bebidas esportivas contém carboidratos, minerais, eletrólitos e componentes para dar sabor e têm como objetivo repor a água e os eletrólitos perdidos pelo suor durante o exercício. Esse tipo de bebida pode ser útil para jovens atletas que pratiquem exercícios prolongados e vigorosos, mas na maioria dos casos apenas água é o suficiente para reidratar após atividades esportivas e recreativas normais da criança. Segundo a médica Holly J. Benjamin, co-autora do relatório, as bebidas esportivas contém calorias extras que a criança não precisa e elas podem contribuir para a obesidade e problemas dentais. Ela explica que é melhor para a criança tomar água durante a o exercício e tomar a quantidade recomendada de suco ou leite com pouca gordura com as refeições, ela enfatiza que as bebidas esportivas não são recomendadas para ingerir junto com a refeição.
Já os energéticos, contém substâncias que não são encontradas nas bebidas esportivas e que agem como estimulantes, como cafeína, guaraná e taurina. A cafeína, estimulante mais popular, está ligada a uma série de efeitos deletérios em crianças, incluindo efeitos sobre o desenvolvimento dos sistemas neurológico e cardiovascular. As bebidas energéticas não são apropriadas para crianças e adolescentes em situação alguma, afirmam Schneider e Benjamin, para elas, as bebidas em geral contendo cafeína, como alguns refrigerantes devem ser evitadas.
A Academia Americana de Pediatria recomenda para os médicos pediatras que esclareçam as diferenças entre as bebidas energéticas e as esportivas para os seus pacientes e falem sobre os potenciais riscos.
Em geral, a Academia recomenda que as bebidas energéticas não sejam consumidas por crianças e adolescentes por causa de seus potenciais riscos para a saúde. A ingestão de bebidas esportivas com carboidratos deve ser restrita para evitar o risco de sobrepeso e danos aos dentes, portanto elas devem ser consumidas apenas quando é necessária uma reposição rápida de carboidratos e eletrolíticos durante exercícios vigorosos e longos, mesmo assim, em combinação com a ingestão de água. Para a Agência, água, não bebidas esportivas, deve ser a principal fonte de hidratação de crianças e adolescentes.
Excelente entrevista com a Sonia Hirsch no programa PROVOCAÇÕES da TV Cultura
Vale a pena dar uma olhada.
Parabéns a Sonia !
http://www.tvcultura.com.br/provocacoes/programas/1568
Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:
Estudantes de Nutrição da USP Estão recolhendo assinaturas, por meio de um abaixo-assinado, para regulamentar a publicidade e propaganda de alimentos, fórmulas infantis e de nutrição enteral e parenteral em ambientes acadêmicos relacionados aos cursos de Nutrição.
Entendemos que as indústrias alimentícias investem em estudantes de Nutrição, através do envio de representantes para ministrarem aulas nos cursos, promovendo seus produtos e distribuindo brindes e amostras grátis, além do patrocínio de eventos universitários e congressos, porque sabem que esses irão utilizar as informações obtidas em sala de aula como parâmetro para a atuação profissional, sendo os futuros propagandistas de suas marcas e seus produtos.
Este abaixo-assinado será enviado ao Conselho Federal de Nutricionistas e aos Ministérios da Saúde e da Educação.
Se também for contra essa prática nos cursos de Nutrição, assine e nos ajude a divulgar.
«Regulamentação da publicidade e propaganda de alimentos, fórmulas infantis e de nutrição enteral e parenteral em ambientes acadêmicos relacionados aos cursos de Nutrição»
Corante de refrigerante pode causar câncer, diz estudo dos EUA
DA REUTERS
Alguns corantes químicos usados em muitos refrigerantes podem causar câncer, diz um comunicado do Center for Science in the Public Interest, organização de defesa do consumidor dos EUA.
Segundo a instituição, o corante tem amônia e produz vários compostos químicos que causaram câncer em estudos com animais. As conclusões são baseadas em pesquisas realizadas por cientistas do National Institutes of Health, órgão do governo americano.
A entidade pediu que a FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA) proíba o uso da substância. Os refrigerantes que mais têm o corante são aqueles de cores escuras.
"O público americano não deve ser exposto ao risco de câncer de qualquer tipo como resultado do consumo desses produtos químicos, especialmente quando eles servem a um propósito que não é essencial," diz um trecho da carta.
Segundo a Coca-Cola Co, maior fabricante mundial do segmento, o corante usado na fórmula não causa câncer. De acordo com a empresa, a substância tem apenas um dos compostos citados pela entidade.
Refrigerantes dietéticos elevam risco de infarto e AVC
Pesquisa mostrou que consumo diário aumentava em 61% a chance de ter problemas cardiovasculares
AFP | 09/02/2011 16:45
Alerta: refrigerantes dietéticos podem não ser a melhor alternativa para substituir bebidas com açúcar
Um estudo publicado nesta quarta-feira (9) sugere que os consumidores frequentes de refrigerantes dietéticos correm um risco maior de sofrer ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC) do que as pessoas que não consomem refrigerante nenhum.
O estudo acompanhou 2.564 pessoas em Manhattan e descobriu que as que consumiram bebidas dietéticas diariamente tiveram um risco 61% maior de sofrer problemas vasculares do que as pessoas que disseram não beber nenhum refrigerante.
Quando os cientistas estabeleceram relação dos dados com síndrome metabólica, doença vascular periférica e histórico de doença cardíaca, o risco foi 48% maior, destacou o estudo apresentado na conferência internacional sobre Acidente Vascular da Associação Americana de AVC.
"Se nossos estudos se confirmarem com análises futuras, isto sugeriria que uma dieta forte em refrigerantes dietéticos pode não ser um substituto ideal para bebidas adoçadas com açúcar", disse a chefe dos estudos, Hannah Gardener, da Escola de Medicina da Universidade de Miami.
Estudo relaciona dieta de 'junk food' a Q.I. baixo
(AFP) – Há 4 horas
PARIS — Crianças com dieta rica em comida processada podem apresentar Q.I. ligeiramente mais baixo, de acordo com um amplo estudo divulgado no Journal of Epidemiology and Community Health da British Medical Association (BMA) e que já está sendo aclamado como o mais abrangente do tipo.
A conclusão da pesquisa é o resultado do acompanhamento de 14.000 pessoas nascidas na Inglaterra entre 1991 e 1992, que tiveram a saúde e o bem-estar foram monitorados aos três, quatro, sete e oito anos e meio.
Os pais das crianças foram orientados a preencher questionários que perguntavam, entre outras coisas, o que seus filhos comiam e bebiam.
Três padrões de dieta foram então identificados: o primeiro, rico em gorduras processadas e açúcar; o segundo, uma dieta "tradicional" com base em carne e vegetais; e o terceiro, considerado "saudável", com muita salada, frutas e vegetais, além de macarrão e arroz.
Quando as crianças chegaram aos oito anos e meio, seu Q.I. (sigla para quociente de inteligência) foi medido através de uma ferramenta padrão conhecida como Escala de Inteligência de Wechsler.
Entre as 4.000 crianças cujos dados estão completos, é possível perceber uma diferença significativa de Q.I. daquelas que consumiam comida processada em relação às submetidas a uma dieta saudável nos primeiros anos da infância.
Ao todo, 20% das crianças participantes consumiam grande quantidade de comida processada, e o Q.I. médio aferido entre elas é 101. Já entre os 20% alimentados de maneira saudável, o Q.I. médio é 106.
"É uma diferença muito pequena, não é uma diferença vasta", admite Pauline Emmett, uma das autoras do estudo, que pertence à Escola de Medicina Social e Comunitária da Universidade de Bristol.
"No entanto, ela as torna menos capazes de lidar com a educação, menos capazes de lidar com algumas coisas na vida", acrescenta.
A associação entre nível de Q.I. e nutrição é um ponto polêmico e exaustivamente debatido, uma vez que pode ser influenciada por inúmeros fatores como o contexto social e econômico de cada indivíduo.
É possível argumentar, por exemplo, que uma família de classe média tem mais interesse (ou mais condições) de servir uma refeição saudável aos filhos, além de dar mais estímulo à criança para que consuma alimentos saudáveis, em comparação com famílias mais pobres.
Emmett explica que sua equipe dedicou especial cuidado para neutralizar este tipo de fator na aferição dos dados.
"Temos todo o controle do nível educacional da mãe, da classe social da mãe, sua idade, se vive em casa própria, o que aconteceu em sua vida, qualquer coisa errada, o ambiente da casa, se há livros ou se assiste muita televisão, coisas assim", diz a pesquisadora.
Além disso, afirma, o tamanho do estudo não tem precedentes na área.
"É uma amostra gigantesca, é muito maior do que qualquer coisa que alguém já tenha feito", acrescentou, em entrevista à AFP.
Emmett enfatiza, entretanto, que ainda são necessários mais trabalhos para descobrir se este impacto no Q.I. das crianças continua à medida que envelhecem.
Sobre por que uma dieta rica em 'junk food' teria esta influência sobre a inteligência, a pesquisadora sugere que a falta de vitaminas e minerais vitais para o desenvolvimento do cérebro, adquiridos em pouca quantidade em alimentos processados, em um momento fundamental da infância, pode ser responsável pela diferença.
"Uma dieta de 'junk food' não proporciona um bom desenvolvimento do cérebro", conclui.
Mais uma matéria que dificilmente será publicada aqui no Brasil.
Entrevista com Laurent Chevallier, nutricionista, advertindo para o uso de aspartame.
ASPARTAME: "por quê correr riscos? » "
O aspartame está presente em cerca de 6000 produtos e consumido regularmente por 200 milhões de pessoas em todo o mundo. O aspartame é o alimento edulcorante mais comum, ele é encontrado em produtos light, refrigerantes, iogurtes e outros adoçantes. Mas, segundo dois novos estudos científicos, esta não é uma substância benigna. O aspartame causa riscos à saúde. Laurent Chevallier é um nutricionista membro da Rede Ambiental da Saúde (RES) da França. Ele soa o alarme. Leia a entrevista.
Quais os riscos que o aspartame pode ter para a saúde?
Um estudo dinamarquês realizado em cerca de 60.000 mulheres grávidas, mostra que beber uma lata de refrigerante adoçado com aspartame por dia aumenta 38% o risco de parto prematuro. Estes resultados disponíveis desde junho 2010 ainda não provocou nenhuma reação das autoridades de saúde. O segundo estudo, realizado em ratos pelo cientista italiano Morando Soffritti, afirma que o aspartame aumenta o risco de câncer de fígado e câncer de pulmão. Nós tentamos acreditar que o aspartame não tem nenhum efeito sobre a saúde, o que é falso. Ele tem efeitos para a saúde, especialmente em casos de exposição prolongada. Deve-se alertar, eu confio exclusivamente em dados científicos.
Como explicar que, apesar das suspeitas de ter sido o adoçante, é sempre aprovado pelos testes oficiais?
Ainda em 2007, com André Cicolella, presidente da RES (Environmental Health Network), já havíamos alertado, incluindo o grupo de mulheres grávidas, os perigos deste edulcorante. Na época, um estudo já mostrou que houve um aumento dos riscos de câncer para a prole. As autoridades de saúde não validaram esses estudos, questionaram a metodologia. Mas seja qual for a metodologia, os estudos devem ser considerados. As evidência já não são suficientes para se tomar uma decisão? E, mais simplesmente, por quê tomar riscos? Culturalmente, as agências de saúde tendem a favorecer uma negação do risco.
Especificamente, o que você recomendaria?
Dizer e reiterar que as mulheres grávidas devem ter muito cuidado. Essa regra também deve ser aplicada às crianças. Especialmente porque o aspartame não faz absolutamente nada em termos de controle de peso. Fisiologicamente, a bebida base para o homem, é a água. Aspartame ou não, em qualquer caso, nós consumimos muito açúcar.
Palestra publica realizada sexta-feira às 15h no , 15 rue de l'Ecole de Medicina de Paris, 6, Farabeuf Auditório, com a participação de Laurent Chevallier e Soffritti Morando.
Entrevista por Claire 18/01/2011 The Axe
Publicada no site da Revista Elle França em 20/01/11.
http://www.elle.fr/elle/
Receita do Panetone sem glúten, leite, ovo e açúcar.
1 xícara de chá de farinha de arroz
1 xícara de chá de fécula de batata
1 xícara de chá de farinha de aveia
1 xícara de chá de semente de linhaça triturada
8 colheres de sopa de Lowçucar
1,5 colher de chá de sal
1 envelope de fermento biológico
1 colher de sopa de liga neutra
2 ovos
2 colheres de sopa de manteiga
5 colheres de chá de essência de panetone
3 colheres de chá de essência de laranja
Misturar tudo
Acrescentar 2 xícaras de chá de água quente (não fervendo)
Mexer bem e deixar descansar por 40 minutos.
Misturar 1/2 xícara de uva passa branca, 1/2 xíc. de uva passa preta e
1/2 xíc. de frutas cristalizadas com 1 colher de maisena para
incorporar melhor na massa.
Colocar essa mistura na massa que ficou descansando e misturar bem.
Colocar numa forma untada de panetone ( dá para duas unidades de 1/2
quilo). Deixar na metade pois vai dobrar de tamanho. Deixar mais 40
minutos descansando e assar.
O novo livro "Mães Saudáveis têm Filhos Saudáveis" já esta disponível em Portugal através da BUBOK Editores.
Eles atendem pela internet através do site: http://www.bubok.pt/libros/2284/Maes-Saudaveis-tem-Filhos-Saudaveis
A BUBOK Editores atende toda EUROPA, ASIA e Continente Africano.
Dentro de mais algumas semanas os outros títulos também estarão disponíveis pela BUBOK
Apresentação do novo livro " Mães Saudáveis têm Filhos Saudáveis"
Este livro foi escrito para lembrar dos processos naturais que regem a nossa evo-lução desde o principio dos tempos. Quanto mais tenho estudado nutrição e a-tendido meus pacientes, mais aumenta a minha convicção que a nossa função, como profissionais de saúde, exerce uma interferência que poderia não ser tão necessária se respeitássemos mais os processos naturais que regem nosso organismo.
Toda a nossa evolução passou por processos naturais que foram se adaptando ao meio ambiente e se aprimorando para melhor proteger a espécie e garantir a sua perpetuação. Mas parece que este ciclo se esgotou. O atual comportamento ali-mentar a que nos submetemos, tem impossibilitado o nosso organismo de se de-fender adequadamente de todas as mudanças que estão acontecendo e que já comprometem a nossa capacidade de reprodução e a saúde integral das próximas gerações.
Este trabalho foi criado para demonstrar a influência da nossa atual alimentação na fertilidade, gestação, amamentação e introdução de alimentos para os bebês. Processos que deveriam ser naturais, e praticamente instintivos, já necessitam de acompanhamento nutricional. Os casais têm hoje problemas de infertilidade, a gestação necessita de suplementações especiais, os partos atingem uma taxa injustificável de cesáreas e os índices de amamentação exclusiva são considerados como muito ruins pela Organização Mundial de Saúde. Os bebês se tornaram as maiores vítimas destes problemas. Indefesos, estão sendo privados de uma fase muito importante do desenvolvimento extra-uterino nos primeiros 6 meses de vida com a suspensão do aleitamento exclusivo, e com uma introdução de alimen-tos que tem trazido consequências crônicas até então nunca vistas para idades tão precoces. A falta de um processo natural de alimentação, que privilegie a qua-lidade e não a quantidade de nutrientes para os bebês recém nascidos, impede que as crianças desenvolvam suas defesas de maneira adequada, tornando-as cada vez mais expostas às doenças.
Quanto mais conhecemos como funciona o nosso organismo, mais deveríamos ter certeza que ainda não temos conhecimento necessário para interferir em processos que, por serem naturais, são perfeitos e únicos. Quanto mais eu estudo nutri-ção mais procuro no passado o ideal nutricional, que proporcionou ao organismo oferecer várias gerações de crianças saudáveis isentas de doenças crônicas tão precoces. Respeitar os processos naturais e atender os requisitos nutricionais do organismo é a maneira mais segura e eficiente para as mães que desejam ter filhos saudáveis.
Quero agradecer a Dra. Mayra Correa pela sua competente e cuidadosa colaboração neste livro.
Publicado na Folha Equilíbrio em 07/07/2010
OMS alerta para contaminação em verduras pré-lavadas
DÉBORA MISMETTI
EDITORA-ASSISTENTE DE SAÚDE
A Organização Mundial da Saúde divulgou ontem novas recomendações para evitar a contaminação de alimentos.
Segundo a entidade, esterco animal não deve ser usado como fertilizante para vegetais vendidos pré-lavados, como as saladas ensacadas, comuns nos supermercados.
De acordo com o diretor de segurança alimentar da entidade, Jorgen Schlundt, usar esterco faz sentido em outras lavouras. "Mas quando você está produzindo saladas frescas que serão processadas sem tratamento com calor, isso é um problema."
O diretor da OMS ligou o uso desse adubo a surtos de contaminação nos EUA.
Em abril, alface romana pré-lavada contaminada com a bactéria E. coli deixou 26 pessoas doentes em cinco Estados americanos.
NO BRASIL
Aqui,não há uma regra sobre qual fertilizante pode ser usado em plantações de folhas para saladas pré-lavadas, de acordo com o Ministério da Agricultura.
O coordenador de fiscalização de fertilizantes e inoculantes do ministério, Hideraldo Coelho, afirma que o esterco passa por um processo de compostagem que elimina os contaminantes, pela elevação da temperatura.
O engenheiro agrônomo diz que é raro os agricultores usarem esterco que não passa por esse processo, porque o produto não "curtido" pode queimar as folhas.
O problema mais preocupante em relação à contaminação de vegetais no Brasil é a água, diz o técnico.
"As hortaliças são muito cultivadas em cinturões verdes [perto das cidades grandes], e o risco de contaminação da água é muito maior."
A OMS também criou uma regra para evitar a contaminação dos alimentos por uma substância usada em plásticos, a melamina.
Em 2008, leite contaminado com melamina matou seis crianças chinesas e deixou 300 mil doentes.
O composto pode aparecer em alimentos pelo contato com máquinas ou embalagens plásticas. A adição intencional de melamina no alimento não é permitida.
Fonte: Com agências de notícias
Contribuição da nossa querida amiga Maria Angélica Boschilia e Santos
Autor
Prof. Dr. Carlos Alexandre Fett
Faculdade de Educação Física da UFMT
Mestrado da Nutrição da UFMT
Laboratório de Aptidão Física e Metabolismo - 3615 8836
Consultoria em Performance Humana e Estética
O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE
Primeiros 10 minutos:
10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado
diariamente.
Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido
fosfórico corta o gosto.
20 minutos:
O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.
O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É
muito para este momento em particular).
40 minutos:
A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão
sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente.
Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar
tonteiras.
45 minutos:
O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de
prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como com a heroína.)
50 minutos:
O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino
grosso, aumentando o metabolismo.
As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de
cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas da
OSTEOPOROSE.
60 minutos:
As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.
Agora é garantido que porás para fora cálcio, magnésio e zinco, os
quais seus ossos precisariam..
Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.
Ficará irritadiço.
Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não
sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao
seu organismo.
Colaboração da Dra. Luana Vasconcelos
quinta-feira, 15 de Abril de 2010
A gigante francesa do sector de alimentos Danone anunciou esta quinta-feira que vai deixar de elogiar os supostos benefícios para a saúde de dois dos seus iogurtes mais conhecidos, Activia e Actimel, face à possibilidade de uma decisão da União Europeia contrária à empresa.
A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) deve reunir-se no início de Junho para «esclarecer os critérios e regras de avaliação» no regulamento europeu sobre os argumentos benéficos para a saúde mencionados por determinados produtos alimentícios.
A Danone adoptou a decisão pela «falta de visibilidade na aplicação do regulamento europeu» nesta área, declarou o director de finanças do grupo, Pierre André Terisse.
A empresa informou que vai retirar o pedido à EFSA para validar tais benefícios nos iogurtes Activia, que supostamente regula a digestão, e Actimel, que reforçaria as defesas naturais do organismo.
A EFSA deve pronunciar-se nas próximas semanas sobre as qualidades do Activia e do Actimel.
Em Fevereiro, a EFSA considerou insuficientes as provas apresentadas pela Danone sobre os efeitos do «immunofortis», um conjunto de prebióticos incorporado em alimentos para bebés e que supostamente reforçaria o sistema imunológico.
Em Outubro do ano passado, a Autoridade Publicitária da Grã-Bretanha (ASA) advertiu a Danone por considerar enganosa uma propaganda do Actimel na qual a empresa francesa afirmava que estava «cientificamente comprovado que ajuda a fortalecer as defesas naturais das crianças».
A Danone informou que modificará os anúncios na Europa para não elogiar os benefícios para a saúde que, em princípio, aumentam o consumo de tais produtos. Em França, a Danone já modificou as campanhas publicitárias.
O anúncio de Danone provocou uma queda de mais de 1% da acção da empresa na Bolsa de Paris, apesar do volume de negócios em alta de 8,3% para o primeiro trimestre de 2010, a 3,9 milhões de euros (5,2 milhões de dólares).
Publicado por: Jorge Frota às 17:35
Diário Digital .
EUA lançam cruzada nacional contra a obesidade
07/04 - 08:06 - Agência Estado
Escritores, chefs, cineastas, empresários e políticos dos Estados Unidos, liderados pela primeira-dama Michelle Obama, lançaram uma cruzada inédita no país do fast-food contra a indústria alimentícia, que começa a ser tratada como a do tabaco. O objetivo é mudar hábitos alimentares e reduzir a obesidade.
De acordo com a Sociedade Americana de Obesidade, 25% dos habitantes do país são obesos e 36,5% estão acima do peso.
O total de norte-americanos com problemas de peso cresceu quase dez pontos porcentuais na última década. Em algumas minorias, como a das mulheres negras, a situação é mais grave - cerca de 40% são obesas, o que resulta no aumento dos casos de diabete e problemas cardíacos, entre outros.
O risco pode ser ainda maior nos próximos anos, como alertou Michelle Obama ao lançar sua campanha contra a obesidade infantil. Uma em cada três crianças americanas é obesa ou está acima do peso. Na sua campanha, denominada “Let’s Move” (“Vamos nos Mexer”), a primeira-dama incentiva os pais a procurarem alimentos saudáveis para seus filhos e estimulá-los a praticar exercícios. Em uma imagem que ficou clássica, Michelle aparece ao lado das duas filhas plantando verduras e legumes em uma horta no jardim da Casa Branca.
O governo implementou sites com atlas sobre comida e outro com uma pirâmide de alimentação. Michelle pediu à indústria alimentícia que “reformule os produtos, particularmente os destinados às crianças, para que tenham menos gordura, sal e açúcar e mais nutrientes.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Cientistas propõem imposto sobre açúcar para reduzir consumo de doces
Claudia Varejão Wallin
De Estocolmo para a BBC Brasil
Cientistas do prestigiado Instituto Karolinska, da Suécia, decidiram propor a criação de um "imposto do açúcar" no país, a fim de reduzir o índice de consumo de balas e doces pela população – que seria, segundo eles, o mais alto do mundo.
"Já é hora de a Suécia debater um imposto do açúcar, e usar o dinheiro arrecadado para reduzir os preços de frutas e verduras", dizem os pesquisadores, em artigo publicado nesta semana no jornal sueco Dagens Nyheter.
O texto afirma que os suecos são os maiores consumidores globais de balas, doces e chocolates. O total seria de quase 17 quilos por pessoa ao ano. Também a cada ano, os suecos consomem em média 90 litros de refrigerantes e outras bebidas à base de açúcar.
Em entrevista à BBC Brasil, o cientista Lennart Levi, um dos autores do artigo e também deputado do Parlamento sueco, afirmou que levará a proposta de criação do imposto do açúcar ao governo sueco. Segundo ele, o objetivo central é alertar as pessoas sobre as consequências graves do alto consumo de açúcar:
"As pessoas gostam de coisas doces, mas é impressionante a ignorância generalizada de que o consumo elevado de balas, doces, refrigerantes e bebidas à base de açúcar representam uma exposição desnecessária ao risco de morte prematura como resultado de diabetes, câncer e ataques cardíacos", ressaltou Levi, Professor Emérito do Instituto Karolinska.
'Proposta realista'
Segundo ele, não se trata de proibir, e sim reduzir o consumo de açúcar. De acordo com os cientistas, o exemplo do tabaco e do fumo é prova do êxito da iniciativa de aplicar mecanismos de preço e impostos para reduzir o consumo.
Na Suécia, a introdução de altas taxas sobre os cigarros fez o país conquistar um dos mais baixos índices de fumantes do mundo, em torno de 12% da população.
"O governo tem vários instrumentos à sua disposição para alterar padrões indesejáveis de consumo: informação, impostos e subvenções, leis e normas, apoio direto, pesquisa científica e educação. No trabalho contra o consumo de cigarros e álcool, o governo usou todos estes instrumentos. O mesmo deve ser feito contra a obesidade e seus riscos", diz o artigo, observando que os preços de balas e refrigerantes não aumentaram tanto quanto os de frutas e verduras entre 1985 e 2008.
Para Lennart Levi, a proposta do imposto sobre o açúcar é “realista”.
"Não é nada muito dramático. Basta introduzir um elevado imposto sobre balas, doces, refrigerantes e outras bebidas à base de açúcar", disse ele.
No artigo do jornal Dagens Nyheter, os autores indicam que Noruega, Dinamarca e Islândia já introduziram algum tipo de imposto sobre refrigerantes e determinados alimentos de alto teor de açúcar, e que a Finlândia planeja fazer o mesmo ainda este ano.
Na Suécia, de acordo com os autores do artigo, a população consome o dobro da média europeia de balas e doces.
Segundo estatísticas do Instituto Nacional de Saúde Pública da Suécia (Folkhälsöinstitutet), mais de dez por cento da população adulta do país é classificada como obesa. Entre as crianças, o índice é de três a cinco por cento - o dobro dos números registrados em 1990.
O artigo observa ainda que, de acordo com a Agência Nacional de Alimentos (Livsmedelsverket), quase 25 por cento da energia consumida por crianças de até 15 anos de idade provém de alimentos ricos em gordura e açúcar e de baixo teor de nutrição.
"É claro que praticar exercícios é importante, mas na realidade a questão é reduzir o consumo deste tipo de alimentos", observa o artigo.
Além de Lennart Levi, o artigo é assinado pelos cientistas Claude Marcus e Stephan Rössner. O artigo teve ainda a contribuição de André Persson e Thomas Hedlund, autores do popular livro Godis år folket ("Balas para o povo", em tradução livre).
Cientistas decifram 85% da flora intestinal humana
03 de março de 2010
Cientistas de um consórcio internacional, coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisa Agronômica francês (INRA), decifraram 85% dos genes de bactérias existentes em nosso tubo digestivo e publicaram o estudo na edição desta quinta-feira da prestigiada revista científica britânica Nature.
A primeira análise de quase a totalidade dos genes de bactérias existentes em nosso tubo digestivo, ou metagenoma, mostra que o ser humano compartilha uma flora intestinal relativamente similar, ao contrário do que se acreditava.
Conhecer este enorme repertório de 3,3 milhões de genes, ou seja, 150 vezes mais que o genoma humano, abre várias perspectivas nas áreas da nutrição e da saúde humana, afirmaram os pesquisadores envolvidos no projeto.
Com este gigantesco trabalho, "vamos poder estudar as modificações e desequilíbrios da flora digestiva segundo o estado de saúde (doenças inflamatórias crônicas do intestino, como a doença de Crohn, alergias, obesidade...), a alimentação (iogures, leveduras...) ou a medicação", explicou à AFP Stanislav-Dusko Ehrlich, coordenador do MetaHIT (www.metahit.eu). "Isto muda completamente a nossa visão", afirmou. As pesquisas poderiam resultar em testes de diagnóstico e prognóstico.
"No futuro, vislumbramos a possibilidade de modificar a flora para melhorar a saúde e o bem-estar. Isto abre a possibilidade de uma prevenção pela alimentação e tratamentos mais apropriados, adaptados a cada indivíduo, segundo sua flora e suas predisposições genéticas", acrescentou o cientista.
O papel dos microorganismos no desenvolvimento imunológico e seu envelhecimento poderá ser melhor entendido. No total, 6 mil funções em cada pessoa constituem o metagenoma mínimo necessário para o funcionamento do ecossistema intestinal. Elas abrangem a síntese de vitaminas e aminoácidos indispensáveis ao homem ou à quebra de açúcares complexos importantes para a nossa alimentação.
Segundo o estudo, mil espécies bacterianas estão presentes normalmente em grande quantidade no intestino humano e cada indivíduo abriga pelo menos 170. Ao contrário do que se sabia, estes resultados demonstram que os homens são relativamente similares quanto à composição de sua flora intestinal.
O metagenoma, estabelecido a partir de 124 indivíduos representativos de populações nórdicas e mediterrâneas, foi possível graças a um projeto europeu de caracterização genética da flora intestinal humana.
O MetaHIT, lançado em 2008, reúne nove organismos de pesquisa europeus, quatro grupos industriais (entre eles a Danone) e um instituto chinês
OMS constata que atual geração pode ter expectativa de vida menor
Fonte Agência EFE
Em Genebra
A atual geração de crianças "poderia ser a primeira em muitíssimo tempo a ter uma expectativa de vida menos elevada que a de seus pais", advertiu hoje a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan.
Na abertura da primeira reunião dos participantes da rede mundial contra as doenças não-transmissíveis, Chan lembrou que essas doenças se concentram cada vez mais em pessoas jovens e inclusive em crianças que podem sofrer de hipertensão e alguns tipos de câncer.
A responsável da OMS acrescenta que nada menos que 43 milhões de crianças em idade pré-escolar sofrem de obesidade ou sobrepeso, uma condição que gera riscos para a saúde ao longo de toda a vida e despesas médicas potencialmente elevadas.
Em seu discurso perante representantes de Governos, centros de pesquisa, entidades filantrópicas e empresas que participam da reunião, a diretora da OMS ressaltou que as doenças não-contagiosas foram consideradas próprias típicas de países ricos, o que não se aplica mais na atualidade.
Ela disse que esses males estão agora "fortemente concentrados" nos países de renda média e baixa e nos grupos mais pobres dentro deles.
Segundo os dados da OMS, seis em cada dez mortes que ocorrem por dia no mundo se devem a doenças não-contagiosas, das quais é possível se prevenir e para algumas das quais existem tratamentos.
Os especialistas asseguram que uma quarta parte das mortes atribuídas a essas doenças poderiam ser evitadas com medidas de prevenção adequadas.
No total, 35 milhões de pessoas morrem por ano por causa dessas doenças, entre elas: problemas de coração, derrames cerebrais, diabetes, câncer, doenças respiratórias crônicas e distúrbios mentais.
Até 80% dessas vítimas se encontra em países em desenvolvimento, onde os quatro grandes fatores de risco (fumo e consumo de álcool, alimentação inadequada e sedentarismo) tendem a aumentar.
O mesmo vale para os fatores biológicos de risco: aumento da pressão arterial, do colesterol, da glicose no sangue e um alto índice de massa corporal (medida calculada em função da estatura e do peso da pessoa).
Essa constatação derruba o mito de que as doenças não-contagiosas afetam principalmente os países ricos
Óleo de peixe na veia pode trazer benefícios para pacientes na UTI, diz estudo
20 de janeiro de 2010 (Bibliomed). Diversos estudos indicam que a ingestão regular de óleo de peixe – rico em ômega-3 – pode ser benéfica para a saúde, principalmente a cardiovascular, ao reduzir os níveis de inflamação no sangue. Agora, um novo estudo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, indica que esse tipo de “gordura”, quando injetada em pacientes na UTI, pode melhorar a função pulmonar e reduzir as substâncias inflamatórias no sangue, resultando em menor tempo de permanência no hospital.
Avaliando 23 pacientes vítimas de sepse – um tipo de infecção generalizada –, os pesquisadores observaram que os 13 que tiveram óleo de peixe acrescentado a uma solução de nutrientes aplicadas de forma intravenosa apresentaram uma significativa série de benefícios. Esses pacientes apresentaram menores níveis de agentes inflamatórios no sangue e eram capazes de alcançar melhor função pulmonar – com melhor troca gasosa – mais cedo do que os 10 que receberam a nutrição tradicional.
“Recentemente, há um crescente interesse no componente de gorduras e óleos da nutrição dada na veia, com a percepção de que ele não apenas fornece energia e os ‘blocos de construção’ essenciais, mas pode também oferecer ácidos graxos bioativos”, explicou o pesquisador Philip Calder. “As soluções tradicionais usam óleo de soja, que não contém ácidos graxos ômega-3, contidos no óleo de peixe, que age para reduzir as respostas inflamatórias. Na verdade o óleo de soja é rico em ácidos ômega-6, que podem, na verdade, promover inflamação em uma oferta excessiva ou desequilibrada”, completou o especialista.
De acordo com os autores, esse é o primeiro estudo a abordar esse óleo em pacientes com sepse na UTI, e “os resultados positivos são importantes, na medida em que indicam que o uso dessa emulsão nesse grupo de pacientes irá melhorar os resultados clínicos, em comparação com a mistura padrão”.
Uma síndrome oculta e silenciosa!
É assim que os estudiosos se referem ao conjunto de sintomas crônicos persistentes, muitas vezes fatais, que a multiplicação exacerbada desses microorganismos, associadas ao tipo e quantidade de compostos tóxicos que produzem, pode causar a todos os sistemas do nosso organismo. Microorganismos mais antigos que a raça humana, desenvolveram recursos de sobrevivência tão complexos que ainda não nos permitem conhecer todas as suas ações quando em estágio de virulência. Diferentes das bactérias, os fungos são do mesmo ramo biológico dos humanos, portanto, possuem as características celulares semelhantes as nossas células o que torna o tratamento por drogas sempre agressivo e pouco eficiente. Mais importante que matar os fungos, naturais da nossa microbiota, é manter o controle e equilíbrio da mesma.
Nosso comportamento alimentar e as condições ambientais atuais são ameaças reais ao nosso organismo.
O surgimento desta epidemia, assim como diversas outras, reflete a nosso desequilíbrio nutricional com uma consequente diminuição da capacidade imunológica, fruto da sobrecarga de consumo de produtos alimentícios com substâncias que devem ser repelidas e, a carência de uma alimentação nutritiva que forneça todos os nutrientes necessários para um bom funcionamento físico, mental e emocional.
Conhecer os fatores que predispõe a esta síndrome e, entender a sua relação com os sintomas apresentados e o nosso comportamento alimentar vão nos permitir atuar nas verdadeiras causas do seu desenvolvimento, através de uma terapia mais eficiente e integrada.
Sobre as autoras
Denise Madi Carreiro - Brasileira
Graduada em nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de
São Paulo -USP em 1982, CRN3-2729.
Pós-Graduada em Nutrição Clínica Funcional.
Luana Vasconcelos - Brasileira
Graduada em nutrição pelo Centro Universitário São Camilo em 2006, CRN-3 21599
Pós-Graduada em Nutrição Clínica Funcional
Maria Elizabeth Ayoub - Brasileira
Médica graduada pelo curso de Ciências Médicas da Escola Médica do Rio de Janeiro,
da Universidade Gama Filho em 1978, CRM/RJ: 52-32446-2
Especialista em Ginecologia e Obstreticia (TEGO)
Especialista em Nutrologia.
Especialista em Terapia Biomolecular.
Doença celíaca é cada vez mais comum Estudo publicado na "Gastroenterology"
A doença celíaca é quatro vezes mais comum nos dias de hoje do que há 50 anos atrás, sugere um estudo publicado na revista científica "Gastroenterology".
A doença celíaca é uma doença hereditária relativamente frequente, provocada por uma sensibilidade ao glúten, o qual está presente no trigo, cevada ou centeio. A ingestão do glúten provoca alterações típicas no intestino que impedem a absorção normal dos nutrientes, O desaparecimento dessas lesões é característico quando se faz uma dieta isenta de glúten. A doença celíaca pode provocar nos pacientes vários sintomas que incluem diarreia, desconforto abdominal, perda de peso, anemia, infertilidade inexplicada, perda de dentes ou, mesmo, osteoporose prematura ou grave.
Para o estudo, os investigadores da Mayo Clinic analisaram a presença de um anticorpo produzido como resposta ao glúten pelos pacientes que sofrem de doença celíaca, em amostras de sangue colhidas entre 1948 e 1954, as quais foram comparadas com amostras de sangue colhidas recentemente.
O estudo revelou que os jovens de hoje têm uma probabilidade quatro vezes maior de desenvolverem a doença celíaca do que os jovens de 1950. Adicionalmente, foi também constatado que, comparando com os pacientes que tinham conhecimento de que sofriam de doença celíaca, os que não sabiam disso tinham uma probabilidade quatro vezes maior de terem morrido durante os 45 anos de acompanhamento.
Em declarações ao sítio ScienceDaily, o líder da investigação, Joseph Murray, revelou que o aumento da prevalência desta doença e o seu impacto na mortalidade sugerem que a doença celíaca deverá ser considerada como um problema relevante para a saúde pública.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Consumo de FAST FOOD esta relacionado com maus resultados escolares Estudo da Universidade de Vanderbilt
A ingestão de comida pronta, como hambúrgueres e batatas fritas, mais de três vezes por semana foi relacionada com maus resultados em testes escolares realizados com crianças que frequentam o ensino básico. O estudo foi divulgado na edição electrónica do jornal “Daily Telegraph” de 22/05.
Investigadores da Universidade de Vanderbilt, nos EUA, analisaram 5,5 mil crianças, com uma média etária de 11 anos, que frequentavam o ensino básico. Foi verificado que as crianças que consumiam comida rápida mais de três vezes por semana apresentavam, em testes de leitura e matemática, pontuações cerca de 16% piores do que as que não faziam aquele tipo de alimentação. Este resultado verificava-se independentemente de factores como os rendimentos dos pais, a raça e o peso.
Em declarações ao mesmo jornal, Kerri Tobin, líder da equipa de investigadores, refere ser possível que este tipo de comida, servida em restaurantes de fast food, cause dificuldades cognitivas que se traduzem em piores resultados nos testes. Contudo, adverte o cientista, serão necessários mais estudos que confirmem esta co-relação.
Com o número de crianças e jovens obesos a crescer, muitos países têm vindo a implementar regras para combater esta verdadeira epidemia. No Reino Unido, por exemplo, uma directiva governamental proíbe a saída dos alunos na hora de almoço, de modo a impedi-los de comer fast-food; paralelamente, também foram criados menus escolares mais variados e saudáveis.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Um terço dos adultos e 70% dos adolescentes consomem açúcar em excesso GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo
Mais de um terço dos adultos e idosos e 70% dos adolescentes consomem açúcar além do limite estabelecido pela OMS e pelo Ministério da Saúde, revela um estudo feito pela USP (Universidade de São Paulo) com mais de 2.000 moradores da cidade de São Paulo.
Além de não ter valor nutricional, o açúcar em excesso foi associado ao déficit de nutrientes. Segundo as autoras, apesar de o Brasil ser um dos principais produtores mundiais de açúcar proveniente da cana, não há estudos populacionais que investiguem esse consumo entre os brasileiros.
Os resultados são fruto de duas pesquisas feitas a partir de um mesmo banco de dados. Uma delas focou na análise dos adultos e idosos e a outra, no consumo dos adolescentes. Os trabalhos investigaram a ingestão do açúcar presente nos alimentos industrializados e do de adição (aquele que é acrescentado aos preparados).
Entre as pessoas com consumo excessivo, o açúcar representa, em média, 12% das calorias ingeridas diariamente, contra os 10% recomendados. Em alguns casos, esse valor chegou a 25%. Embora o valor não seja tão alto, ele causa preocupação.
"O valor de 10% já é o limite. Além disso, o maior consumo de açúcar associou-se à menor ingestão de alguns nutrientes, como proteína, fibras, zinco, ferro, magnésio, potássio, vitamina B6 e folato", diz a nutricionista Milena Bueno, uma das autoras da pesquisa.
Doce vício
Além de causar cáries, os alimentos açucarados levam facilmente ao ganho de peso -fator agravado porque normalmente esses produtos contêm gorduras. E a obesidade está relacionada a várias doenças. Alguns estudos também sugerem que os doces despertem uma espécie de vício. "A pessoa passa a querer mais", afirma Luciana Bruno, nutricionista da Sociedade Brasileira de Diabetes.
A maior prevalência do consumo exagerado ocorre nos adolescentes. Mas a pesquisa revelou que, em média, 37% dos adultos e idosos abusam do doce. Entre as mulheres adultas, 40% ultrapassam os limites, contra 35% dos homens. Nos idosos, as taxas são 30% e 23%, respectivamente.
Os refrigerantes foram os maiores responsáveis pelo excesso de açúcar consumido por adolescentes e adultos. Nos mais jovens, a bebida responde por 34,2% do açúcar ingerido pelos meninos e 32% do açúcar ingerido pelas meninas. Já os alimentos achocolatados em pó representam 11% do consumo.
Entre os idosos, a principal fonte foi o açúcar de adição. "Provavelmente pelo consumo em cafés e chás", acredita a nutricionista Milena Bueno. Mas itens como bolachas recheadas, bolos prontos, sucos industrializados e cereais matinais também contribuíram.
Amostra representativa
A pesquisa ouviu 793 adolescentes, 689 adultos e 622 idosos. Os voluntários, todos residentes em São Paulo, foram selecionados a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, do IBGE, e responderam a um questionário detalhado sobre a consumo de alimentos no dia anterior. "É uma amostra que pode ser considerada representativa do município de São Paulo", diz a nutricionista Ana Carolina Colucci, também autora do trabalho.
"Podemos extrapolar os dados para regiões com as mesmas características, ou seja, a população urbana de grandes cidades brasileiras", acrescenta Milena Bueno.
Outras conclusões do estudo revelaram que mulheres consomem mais açúcar do que os homens e que não há diferenças significativas em razão do nível socioeconômico.
"Não esperávamos encontrar essa alta prevalência de adolescentes com consumo acima do limite máximo", diz Ana Carolina Colucci.
"Isso é preocupante principalmente se considerarmos que o açúcar de adição não é componente essencial à dieta, devendo ser inserido de maneira restrita tanto em relação à frequência quanto à quantidade em uma alimentação saudável", lembra ela.
Para diminuir a dose diária de açúcar, é possível mudar alguns hábitos, como evitar acrescentar o alimento a sucos e vitaminas e diminuir as colheradas em bebidas como café e chás. "Também vale substituir o açúcar branco pelo demerara ou pelo mascavo, que têm a mesma quantidade de calorias, mas menos aditivos químicos", recomenda a nutricionista Luciana Bruno.
Maioria dos pais oferece alimentos industrializados à criança antes dos três meses de idade Do UOL Ciência e Saúde
Em São Paulo
Um estudo realizado na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostra que 67% dos pais oferecem alimentos industrializados à criança antes dos três meses de idade.
O levantamento foi feito com 270 pais de crianças que frequentam berçários de creches públicas e filantrópicas da cidade de São Paulo. A maioria dos entrevistados era jovem, com baixa escolaridade e menor poder aquisitivo.
31% dos pais afirmaram ter oferecido açúcar ao filho com até três meses de vida Até os seis meses de idade, a recomendação é que alimentação da criança seja baseada exclusivamente no aleitamento.
Para a autora do trabalho, a nutricionista Maysa Helena de Aguiar Toloni, a conclusão é preocupante, já que os alimentos industrializados possuem mais açúcar e gordura. Cerca de 10% das crianças e 20% dos adolescentes têm excesso de peso no país. Além disso, os jovens têm sido vítimas de problemas como hipertensão e colesterol alto cada vez mais cedo.
Açúcar, chá e mel
Ao contrário do que muita gente pensa, a nutricionista explica que a criança já nasce com preferência pelo sabor adocicado. Porém, o Ministério da Saúde recomenda que a adição de açúcar deve ser evitada nos dois primeiros anos de vida. Antes dessa fase, isso só aumenta a incidência de cáries e o valor calórico da dieta, sem contribuir com conteúdo nutricional.
A pesquisa mostra que, até os três meses de vida, 31% dos pais afirmaram ter oferecido açúcar ao filho. Quase metade, ou 49%, dão chá para a criança. E 18% oferecem mel. "As pessoas acham que o mel é um alimento natural, mas ele é contraindicado antes do primeiro ano de vida porque, nessa fase, a flora intestinal ainda não está formada e há risco de intoxicações causadas pelo bacilo Clostridium botulinum", explica.
Outro dado que chama a atenção é a idade com que as crianças começam a conhecer os refrigerantes: entre o primeiro e o sexto mês de vida, 12% delas já experimentaram. Até os noves meses, esse índice sobe para quase 20% e mais da metade (56,5%) já teve a bebida incluída no cardápio até o primeiro ano de vida.
A pesquisadora alerta que a presença de corantes e aditivos nos alimentos industrializados também pode aumentar a predisposição da criança a desenvolver alergias alimentares.
Motivos
Embora o foco do estudo não tenha sido os motivos que levam à introdução precoce dos alimentos industrializados, a nutricionista pondera que a falta de informação justifica os resultados. "Muitos dos pais que participaram da pesquisa não fizeram o pré-Natal, por isso não foram orientados adequadamente", comenta a pesquisadora.
Mas o aspecto sócio-econômico nem sempre é determinante: "há estudos que indicam que nas classes altas o resultado é parecido".
Na maior parte das vezes, ela observa, a dieta do bebê reflete o estilo de vida da própria família. "É comum a criança querer aquilo que os pais ou o irmão mais velho está consumindo", diz. Outro fator é a falta de tempo para preparar refeições mais nutritivas, com vegetais frescos, por exemplo. Além disso, ela também menciona a influência da publicidade de alimentos na tendência a oferecer alimentos industrializados, como macarrão instantâneo e sucos artificiais, para crianças muito pequenas.
Cientistas admitem omissão em artigos, diz estudo Da Agência Estado, em 04/06/09.
Até 34% de cientistas estrangeiros admitem ter realizado práticas de pesquisa questionáveis, como omitir novos resultados que colocariam em xeque trabalhos anteriores ou descartar certas informações obtidas em experimentos por uma percepção subjetiva de que estão incorretas. Foi o que mostrou uma revisão sistemática de artigos sobre má conduta científica realizada por Daniele Fanelli, do Instituto para o Estudo da Ciência, Tecnologia e Inovação da Universidade de Edimburgo, na Escócia.
Cerca de 2% dos pesquisadores chegaram a confessar que já fabricaram, falsificaram ou adulteraram dados para melhorar os resultados das suas publicações. A íntegra pode ser lida na revista digital "Public Library of Science ONE". Daniele examinou 3.276 pesquisas que tratam de desvios éticos. Separou 22 artigos publicados nos últimos 23 anos. Todos reúnem dados de questionários respondidos livre e anonimamente pelos próprios cientistas. Os estudos foram escolhidos por usar metodologias semelhantes que possibilitam a consolidação dos resultados.
Segundo a revisão sistemática, cerca de 14% dos estudiosos conheciam alguém que tinha fabricado ou adulterado voluntariamente dados. Até 72% disseram ter testemunhado outras práticas de pesquisa reprováveis menos graves. Casos de plágio foram ignorados, pois o trabalho analisou somente desvios éticos. Daniele afirmou à reportagem que a pressão do "publique ou pereça", que obriga os pesquisadores a produzir continuamente artigos científicos, explica boa parte dos deslizes.
O chefe de gabinete do CNPq Felizardo Penalva da Silva explica que todos os trabalhos de pesquisa financiados pelo órgão são aprovados por comitês técnico-científicos. Se algum problema é identificado, o CNPq estuda caso a caso a melhor abordagem: diálogo com o pesquisador ou, nos casos mais graves, uma ação judicial para restituir o dinheiro investido ao erário. "Em caso de fraude, a maior punição para o pesquisador é o descrédito", afirma Silva. "Todas as portas vão se fechar para ele." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Resumo de um estudo publicado no The Lancet de 28/05 de 2.009
Incidência de diabetes tipo 1 em crianças pequenas pode dobrar até 2020
A incidência de diabetes tipo 1 entre as crianças muito novas pode dobrar em pouco mais de uma década a partir do ano de 2005 se as tendências atuais permanecerem, segundo estudo da Universidade de Queen, na Irlanda. Embora não saibam as razões desse aumento – visto que o diabetes tipo 2 é que é alimentado pela obesidade – os especialistas acreditam que fatores ambientais ainda não determinados estão associados a essa tendência.
Analisando dados de registros europeus que incluíam mais de 29 mil crianças, com diabetes tipo 1, os pesquisadores descobriram um aumento de 3,9% ao ano na incidência geral da doença, com maior aumento para crianças com menos de 5 anos (5,4% por ano). E, se essa tendência continuar, haveria crescimento de 70% no total de casos até o ano de 2020, e as taxas em crianças pequenas dobrariam.
Agora, os especialistas estão pesquisando as possíveis razões desse crescimento, incluindo, nos estudos, fatores como dieta no início da vida, infecção viral, idade da mãe e até parto cesariana.
Agência FAPESP – Um levantamento realizado pela Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo apontou que cerca de 80% das adolescentes grávidas se alimentam de maneira inadequada durante a gestação. A pesquisa, feita no Ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos, indicou também que apenas 10% conseguem mudar os hábitos alimentares na gravidez.
O levantamento foi feito com 200 adolescentes gestantes, com até 17 anos, atendidas no ambulatório no primeiro trimestre deste ano. Entre os problemas, o principal é a ingestão excessiva de alimentos altamente calóricos e com grande teor de sódio.
Os que lideram a lista dos mais consumidos pelas jovens na gestação são os salgadinhos industrializados, bolachas doces recheadas, hambúrguer, macarrão instantâneo, chocolate, sucos de saquinho e batata frita.
Segundo Marta Del Porto Pereira, nutricionista do ambulatório, esses problemas alimentares são prejudiciais tanto para a mãe quanto para o bebê. “Consumir comidas assim durante a gestação provoca alterações sérias nos níveis de glicemia da mãe, além de causar pressão alta. E para o bebê, o sofrimento é inevitável, interferindo até mesmo na sua formação e no ganho de peso”, disse.
De acordo com a nutricionista, é preocupante o fato de não ocorrerem mudanças na alimentação, apesar de toda a orientação que elas recebem durante o pré-natal. “As jovens de uma maneira geral não medem as consequências de que o que elas fazem hoje de errado vai refletir amanhã diretamente no bebê. Mudar esses hábitos e essa visão é uma tarefa muito complicada”, alertou.
A Secretaria da Saúde destaca que durante a gestação é fundamental ter uma alimentação equilibrada e ingerir alimentos saudáveis, como frutas, verduras, legumes e fontes de ferro e ácido fólico, como o feijão. Beber bastante água também é fundamental nesse período.
Para ter uma gestação saudável, é importante evitar alimentos gordurosos como frituras, embutidos, doces em excesso e grande quantidade de carboidratos. Eles elevam os níveis de glicemia do corpo e podem ocasionar pressão alta na mãe.
O ambulatório de Nutrição do Hospital Maternidade Interlagos funciona todas às quintas-feiras e atende cerca de 150 adolescentes gestantes por mês. O ambulatório fica na Rua Guaiúba, 3.012.
Comer peixe relacionado com QI mais alto em jovens
Estudo do Hospital Universitário Sahlgrenska de Gotemburgo
Um estudo do Hospital Universitário Sahlgrenska de Gotemburgo, Suécia, identificou uma relação entre o consumo de peixe e níveis mais elevados do quociente de inteligência (QI) em adolescentes.
"Descobrimos uma relação clara entre o comer peixe com frequência e resultados de QI elevados em adolescentes", disse Kjell Torén, líder da investigação, em comunicado enviado à imprensa.
O estudo comportou duas fases. No ano de 2000, 3 972 suecos com 15 anos de idades foram seleccionados, tendo sido analisados os seus valores do QI e as capacidades de expressão e de orientação espacial. Passados três anos, durante a inspecção para o serviço militar, os mesmos indivíduos foram novamente submetidos a estudo.
Os resultados mostraram que os rapazes que aos 15 anos comiam peixe pelo menos uma vez por semana apresentavam, três anos mais tarde, um QI 7% mais elevado do que a média. Por outro lado, os que aos 15 anos comiam peixe mais de uma vez por semana apresentaram, aos 18 anos, resultados 12% mais elevados do que a média.
De acordo com os resultados do estudo, existe uma clara correlação entre o consumo regular de peixe aos 15 anos e melhores capacidades intelectuais aos 18.
De acordo com Maria Aaberg, co-autora do estudo, “já se sabia que o peixe (rico em ómega-3) tinha um efeito (positivo) nos cérebros de recém-nascidos e de pessoas idosas, mas constatamos agora que também tem um efeito sobre os cérebros sãos das crianças".
ALERT Life Sciences Computing, S.A
Excesso de glutamato prejudica saúde dos asmáticos
Estudo da Organização Mundial da Saúde
O glutamato – uma substância que funciona como potenciador do sabor de produtos processados industrialmente e que também existe naturalmente em alguns tipos de alimentos – constitui um grande risco para a saúde dos asmáticos.
O alerta provém de um estudo realizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em conjunto com a Sociedade Alemã do Pulmão e publicado no jornal alemão “Die Welt”.
No estudo, a OMS constata que os doentes com asma grave podem sofrer reações alérgicas graves se ingerirem produtos com os aditivos alimentares E 620 e E 625. Segundo a OMS, os produtos processados com estes aditivos não devem ser ingeridos em demasia por asmáticos.
O excesso de glutamato no organismo dos asmáticos pode desencadear pruridos cutâneos, fortes dores de cabeça, náuseas, palpitações, dificuldades respiratórias, tonturas, alergias acentuadas e ainda, em casos extremos, epilepsia ou morte por paralisia respiratória.
No entanto, um porta-voz da Sociedade Alemã de Nutrição (DGE), sediada em Bona, afirmou ao jornal “Die Welt” que "se nós fizermos a utilização racional no contexto de uma dieta equilibrada, não existe risco sanitário por causa do glutamato".
ALERT Life Sciences Computing, S.A
Bebidas energéticas podem ser maléficas para o coração, sugere estudo O consumo de bebidas energéticas eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca, devendo ser evitado por indivíduos hipertensos e pessoas com doença cardíaca, de acordo com os resultados de um recente estudo.
As bebidas, comercializadas para melhorar a função mental e a energia, são conhecidas como energéticos, e normalmente contém cafeína, taurina, açúcares, vitaminas e outros suplementos nutricionais.
O Dr. James S. Kalus e seus colaboradores do Henry Ford Hospital (Detroit, Estados Unidos), estudaram 15 voluntários saudáveis, entre 20 e 39 anos de idade, que se abstiveram de outras fontes alimentares de cafeína, começando 48 horas antes do início do estudo.
Os voluntários receberam 500 ml de um energético (duas latas, cada uma contendo 100 mg de taurina e 100 mg de cafeína) em 30 minutos, diariamente, por 7 dias. Nos dias 1 e 7, a pressão arterial, a frequência cardíaca e os eletrocardiogramas destes indivíduos eram obtidos antes de consumir as bebidas e cinco vezes durantes as 4 horas posteriores.
A frequência cardíaca média aumentou significativamente do basal em 7,8% no dia 1 e em 11,0% no dia 7; os aumentos correspondentes para pressão arterial sistólica (máxima) foram 7,9% e 9,6%; e para a diastólica (mínima), 7,0% e 7,8%.
Os parâmetros dos eletrocardiogramas não apresentaram mudanças significativas. O Dr. Kalus afirma que "os aumentos na pressão arterial e na frequência cardíaca da magnitude observada em nosso estudo, devem ser significantes em pessoas com doença cardiovascular conhecida. Pessoas jovens com doença cardiovascular prematura e não diagnosticada também podem estar sob risco", conclui o Dr. Kalus.
Fonte:The Annals of Pharmacotherapy(2009).
Estudo: refrigerantes podem causar taquicardia e paralisia EFE - Agência EFE
O consumo excessivo de refrigerantes pode causar taquicardias, fraqueza nos ossos e paralisia muscular, entre outros problemas de saúde, segundo afirma um estudo publicado nesta terça-feira no International Journal of Clinical Practice.
Os autores do estudo, dirigido por Moses Elisaf, da universidade grega de Loannina, afirmam que o número de pessoas que adoecem por um consumo excessivo desse tipo de bebida tem aumentando, o que se deve em parte ao empenho das empresas em comercializar garrafas cada vez maiores. Na pesquisa, os especialistas encontraram casos de cáries, diabetes e enfraquecimento da estrutura óssea, além de hipocalemia, uma queda extrema dos níveis de potássio.
Segundo os pesquisadores, a queda do potássio aumenta o risco de problemas musculares graves e disfunções cardíacas, doenças que podem chegar a ser mortais. "Estamos consumindo mais refrigerantes que nunca e foram identificados vários problemas de saúde, incluindo dentais, enfraquecimentos dos ossos, diabetes e o desenvolvimento da síndrome metabólica", afirmou o diretor do estudo, Moses Elisaf.
Em relatório, Elisaf examinou casos de pessoas que bebiam dois ou mais litros de refrigerante ao dia. Um dos casos documentados é o de uma grávida de 21 anos que estava há seis consumindo três litros ao dia. A mulher teve diagnosticada hipocalemia severa após ser hospitalizada com cansaço, falta de apetite e vômitos.
A paciente só se recuperou quando parou de beber refrigerantes e recebeu suplementos de potássio. Outras pessoas que bebiam de dois a 9 l diários do refrigerante apresentaram diferentes problemas musculares, "desde um leve enfraquecimento a uma paralisia profunda". Os cientistas discutem várias teorias para explicar tal efeito: o conteúdo de açúcar do refrigerante poderia fazer com que os rins segregassem potássio demais, ou a cafeína poderia ser responsável por induzir uma redistribuição do potássio nas células do corpo.
Os ingredientes mais comuns nessas bebidas são frutose, glicose e cafeína e, segundo Elisaf, embora cada um deles tenha sua parcela de culpa na indução da hipocalemia, a cafeína parece ter um efeito dominante. No entanto, o especialista aponta que os refrigerantes sem cafeína também podem gerar uma queda do potássio devido à frutose, que pode provocar diarréia.
"Em uma era onde a indústria alimentícia tenta impor um aumento das porções desses produtos, esses achados podem ter implicações importantes para a saúde pública", explicam os autores do estudo.
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados.
Ácido fólico pode ajudar a proteger contra asma e alergias, indica estudo
06 de maio de 2009 (Bibliomed). O ácido fólico ou vitamina B9, além de ser essencial para a saúde dos glóbulos vermelhos, reduzindo os riscos de defeitos no nascimento, pode suprimir reações alérgicas e reduzir os sintomas de asma e alergia, segundo estudo da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.
A vitamina pode ser encontrada em verduras de folhas verdes, fígado, cenoura, levedo de cerveja e gema de ovo, e, no Brasil, em produtos à base de farinha de trigo e farinha de milho. Os suplementos desse nutriente são muito utilizados por gestantes e mulheres que querem engravidar, para a prevenção de malformação no sistema nervoso do bebê.
No novo estudo, uma revisão dos registros médicos de mais de oito mil pessoas com idades entre dois e 85 anos indicou que aqueles que apresentavam altos níveis de folato no sangue tinham menos anticorpos IgE, que indicam a resposta a um alérgeno. Além disso, essas pessoas reportavam menos alergias, menos chieira e menor probabilidade de ter asma.
Os pesquisadores destacam que os mecanismos por trás dessa relação ainda não estão claros, mas há evidências de que o folato possa reduzir a inflamação. Estudos recentes da Universidade associaram os níveis de folato a doenças mediadas por inflamação, incluindo doença cardíaca. E, para eles, esse mecanismo poderia ser o mesmo no caso de alergias e asma.
De acordo com os autores, apesar dos resultados significativos, mais estudos são necessários antes de se recomendar a suplementação de ácido fólico para a prevenção e tratamento de pessoas com asma e alergias. A recomendação atual é para a ingestão de 400 microgramas para homens saudáveis e mulheres que não estão grávidas.
Fonte: Johns Hopkins Children's Center. News release. 30 de abril de 2009.
MAIS RECEITAS
Torta Salgada – Massa base
3 ovos
1 xícara de óleo
2 xícaras de água (ou leite de arroz/ ou leite de quinua)
1 ½ xícara de farinha de arroz
½ xícara de fécula de batata
1 colher de sopa de fermento químico (royal)
Sal a gosto
Ervas aromáticas a gosto (orégano, noz moscada...)
Bater todos os ingredientes no liquidificador.
Variar os recheios que devem ser misturados à massa:
Berinjela, alho porro, escarola, atum com seleta de legumes, carne moída (de pastel), palmito etc.
Sequilho de araruta
4 colheres de manteiga
1 xícara de lowçúcar
1 ovo
1 vidro de leite de coco
1 pacote de coco ralado (50gr)
½ quilo de araruta
Misturar todos os ingredientes. Acertar o sabor com o adoçante.
Fazer os biscoitos e assar em forma untada com manteiga.
Bolo de laranja
3 ovos
½ xícara de óleo
1 laranja com casca
1 xícara de lowçúcar
1 ½ de farinha de arroz
½ xícara de fécula de batata
1 colher de sopa de fermento químico
Bater tudo no liquidificador e assar em forma untada
Bolo de aveia com maçã
2 ovos
½ xícara de chá de manteiga
1 xícara de café de água
2/3 xícara de lowçúcar
1 xícara de flocos de aveia
1 xícara de farinha de arroz (ou de fécula de batata)
1 maçã
1 colher rasa de sobremesa de canela em pó
1 maçã
1 colher cheia de fermento químico (royal)
Bater tudo no liquidificador
Acrescentar (sem bater) 1 ou 2 maçãs picadas e ½ xícara de chá de aveia em grão.
Assar em forma untada (assar em fogo baixo).
Quindão
6 ovos
1 ½ de lowçúcar
1 colher de sopa de manteiga
1 vidro de leite de coco
100 gramas de coco ralado
Bater tudo no liquidificador
Assar em banho maria no forno.
Untar a forma com manteiga e frutose
Bolo recheado com mousse de chocolate
Pão de ló:
6 ovos
1 xícara de lowçúcar
2 xícaras de farinha de arroz
1 xícara de fécula de batata
1 colher de sopa de cacau em pó
12 colheres de água
1 colher de sopa de fermento químico
Bater na batedeira as claras em neve e acrescentar aos poucos: as gemas, o adoçante, as farinhas, a água, o cacau e por último o fermento. Assar em forma untada com manteiga e farinha de arroz.
Recheio: Mousse de chocolate
5 ovos
200 gramas de manteiga
1 xícara de lowcúcar
1 xícara de água
150 gramas de cacau em pó
Se desejar, colocar um pouco de run ou wiskey
Misturar na batedeira: as gemas, o adoçante lowcúcar, a água e o cacau.
Acrescentar as claras em neve.
Para montar o bolo:
Cortar a massa ao meio.
Molhar com guaraná sem açúcar misturado com rum ou wiskey
Colocar metade do recheio. Cobrir com a outra metade da massa. Molhar novamente e cobrir com o restante do mousse de chocolate.